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1 de dezembro de 2013

11 maneiras de ser bem sucedido na vida

Sucesso é um conceito que tende a ser bastante pessoal e depende da sua forma como enxerga o mundo, não é? O paradigma da maioria das pessoas no mundo de hoje relaciona o sucesso financeiro, a fortuna financeira, como medida de sucesso de uma pessoa. Um pouco cruel, mas essa é a “verdade” dos últimos tempos. Bom, mas não precisa ser assim.

Na verdade todos nós somos seres bem sucedidos, de uma forma ou de outra. E isso é uma verdade bastante perceptível. Se, por exemplo, você está com uns quilinhos a mais, saiba que você é uma pessoa bem sucedida: bem sucedida em ter uns quilinhos a mais! Se você não pratica atividade física, é sedentário, você tem sucesso em ser sedentário. Se você se reconhece como uma pessoa difícil de lidar, com gênio forte, arrogante, você também está tendo sucesso: provavelmente sucesso em afastar as pessoas de você. Se você não tem domínio sobre suas finanças, não guarda e muito menos investe dinheiro, tem uma vida difícil, espremida por conta de falta de auto controle pessoal e financeiro, é bem provável que você esteja tendo sucesso em ser pobre (ao menos financeiramente).

Percebe como essa questão do sucesso é bastante subjetiva e depende do ponto de vista? Você sempre foi e sempre será bem sucedido: a grande questão é que podemos decidir com o que queremos ser bem sucedidos. Ok, os seus quilinhos extras não te agradam; você está cansado de ter esse tipo de sucesso (acumular gordura). Então, o que você pode fazer para ter o sucesso oposto: ser mais saudável e eliminar (perder não, porque se você “perder” você pode achar) o peso extra? Ter sucesso em se alimentar melhor é um passo importante e fundamental, concorda? Pedir ajuda de médicos e especialistas também faz parte desse novo foco de sucesso. Ter sucesso em começar e continuar uma atividade física (caminhar, depois, quem sabe, correr, praticar dança ou outra atividade aeróbia) é mais um passo que você pode dar. Então importante quanto chegar lá é manter esse sucesso. Com a prática e a repetição você acaba fazendo com que esse hábito (e, bem verdade, qualquer outro hábito) se estabeleça em sua vida.

E nas finanças? Bom, você também pode construir uma relação bem sucedida oposta à relação de sucesso com a pobreza e a necessidade. Primeiro você tem que ter sucesso em registrar suas despesas, classificando-as, discriminando-as de forma bastante detalhada. Vai aprendendo, assim, a ter sucesso para observar e administrar seu comportamento, pois certos padrões aparecem de maneira muito clara quando você faz esse exercício. Além do mais, deve procurar ter sucesso em guardar parte daquilo que você recebe mensalmente para poder investir (com sucesso!). Dessa maneira você poderá construir uma relação diferente com seu dinheiro: da relação de sucesso com a pobreza para uma relação de sucesso com a riqueza e a acumulação.

Grande abraço!


PS.: as 11 maneiras de ser bem sucedido estão espalhadas pelo texto, conta aí que você encontra! ;-)

24 de setembro de 2012

ACONTECEU UM ACIDENTE: você tem seguro?

Hoje (24), por volta das 17h30min, aconteceu um acidente gravíssimo no Centro de Belo Horizonte. Naquele momento estava no shopping cotando um livro que quero dar de presente para uma amiga. Quando saí de lá, aquela muvuca: bombeiros, SAMU, imprensa... imaginei que estava acontecendo algo relacionado à assalto ou algo do tipo. Mas tinha muitos caminhões dos bombeiros. Logo, procurei nos céus por fumaça (onde há fumaça provavelmente há fogo!). Sem fumaça. Aproximei mais um pouco e vi um caminhão tombado. Tratava-se de um acidente. Algumas pessoas comentavam o que tinha ocorrido: parece que uma van perdeu o freio e desceu desgovernadamente uma das ruas e daí acabou provocando esse sério acidente. Naquele momento alguns disseram que duas pessoas haviam sido esmagadas pelo caminhão, outros diziam que eram sete e me lembrei do que Napoleon Hill trata em sua obra, A Lei do Triunfo: "tenha o pensamento exato; não acredite muito no que os outros falam; lide com fatos". Se eram duas ou se eram sete eu não poderia saber e a informação naquele momento estava desencontrada. Porém, percebi que foi a primeira vez que estive presente diante de um acidente tão grave: já vi batidas, já ouvi tiros, já presenciei assaltos, perseguições de polícia, já vi pessoas mortas em um ou outro acidente, mas dessa vez minha atitude mental me chamou bastante atenção: enquanto centenas de seres humanos se preocupavam em ver o que tinha acontecido, outros filmavam o acidente e a ação dos militares (polícia e bombeiros) e dos paramédicos, eu contive o meu impulso de fazer o mesmo. Sim, eu estava a menos de 100 metros do acidente, se eu quisesse dava para ver tudo, inclusive as pessoas que supostamente "viraram estrelinha".

Mas não. Não fiz isso. Imediatamente eu quis preservar algo muito mais importante: a minha mente. Não que a vida de outras pessoas não sejam importantes; longe disso. Mas, sinceramente, o que eu como espectador poderia fazer? Nada. Aliás, o maior prejudicado nesse fato seria eu mesmo: contaminaria minha mente com imagens, com impressões de algo muito forte, talvez sangue, talvez órgãos espalhados pelo asfalto... sei lá. Particularmente eu não me incomodo de ver isso tudo; tenho até muito sangue frio - mas preferi não contaminar negativamente meu subconsciente. (Quem quiser acompanhar o que aconteceu, segue um dos primeiros registros na internet sobre o acidente: clique aqui)

Esse acidente, por mais horrível que possa ter sido (e ainda possa ser, pois algumas pessoas estão hospitalizadas e parece que uma em estado grave), levou-me a propor uma reflexão importante sobre Seguros. Você já parou para pensar que algo do tipo pode acontecer com você? Eu sei que é um assunto chato e preferimos nem focar nisso, deixar pra lá, "coisa ruim atrai coisa ruim", etc etc etc... mas e se acontecer? Sua família está devidamente protegida, financeiramente falando? Alguns vão dizer: "não há dinheiro algum no mundo que pague por uma vida". Não, não há. E exatamente nesses momentos é que não damos importância para ele, pois o foco se direciona para as pessoas que conhecemos e amamos. E justamente por esse hiperfoco, podemos ficar deprimidos, emocionalmente incapazes por algum tempo, ter impactos financeiros deixados pela pessoa que morreu, e inúmeras outras possibilidades. Por isso que o seguro é importante nessa hora, caso ela aconteça: o dinheiro proveniente dessa fatalidade vai te deixar menos preocupado em se manter; pois, concordemos: a vida não pára.


Alguns talvez dirão: "vou ter que pagar a mensalidade do seguro a vida toda? Isso é dinheiro jogado fora e por isso não pago". O ditado é certo: o seguro morreu de velho. Seguro é para pagar E NÃO USAR! Tomara que não precise usar. Especialmente quando estamos falando de pessoas e, talvez, até bens de alto valor. Lembre-se que vivemos em um mundo repleto de possibilidades: positivas e negativas. E, muitas vezes, não temos controle sobre o que pode acontecer. O universo de possíveis acontecimentos é muito, muito grande. O que podemos fazer é tentar diminuir o impacto.

Que as pessoas que se feriram, se recuperem; que a(s) que faleceu(ram) encontrem a paz, bem como suas famílias.

27 de agosto de 2012

Perspectivas: Passado <> Presente <> Futuro


Realizar um planejamento financeiro envolve a perspectiva “presente > futuro”. Fazemos nossas projeções de acordo com as informações que detemos hoje, de preferência sendo muito conservadores tendendo a ser até pessimistas: isso tudo para não elevar demais as expectativas e com isso diminuir as chances de “quebrar a cara”, caso as premissas não se confirmem. Além do mais, não sabemos dos dados e fatos futuros; temos que usar os atuais e fazer estimativas de evolução/involução ao longo do tempo futuro que desconhecemos.

Vamos mudar um pouco o foco: o que você mudaria se pudesse voltar ao passado, voltar 5 anos da data de hoje? Talvez você mudasse algumas coisas; talvez mudasse tudo e, consequentemente, a cadeia de acontecimentos posteriores seria completamente modificada; ou, talvez, não mudaria nada.

Porém, gostaria de te propor agora um exercício diferente. Em vez de olharmos da perspectiva “presente > passado”, observemos da perspectiva “futuro > presente”. Sim, é isso mesmo: suponha que você está no futuro (2017) e que esteja observando sua vida dos 5 anos anteriores. O que você gostaria de ter feito? O que gostaria de ter realizado? Com quem gostaria de estar agora? Quais decisões você gostaria de ter tomado, mas por medo, descuido, ou qualquer outra desculpa, não tomou? Qual o rumo você gostaria de ter dado à sua vida nesses cinco anos que agora observa? Eu sei que é mais fácil olhar para o passado real (perspectiva “presente > passado”); porém esse exercício de observar a perspectiva “futuro > presente” pode te gerar grandes benefícios.

Quais benefícios? Vou explicar. Há algumas semanas tive o privilégio de ler a obra de Viktor Frankl: “Em busca de sentido”. Inclusive recomendo que leiam, é simplesmente sensacional! Na terceira e última parte de seu livro (A Tese do Otimismo Trágico) o autor traz à tona o terceiro aspecto que ele intitulou da seguinte forma: fazer da transitoriedade da vida um incentivo para realizar ações responsáveis. Esse terceiro aspecto diz respeito à morte. Porém, ele também diz respeito à vida, pois a cada instante que a vida é feita está morrendo e, assim sendo, jamais voltará. E justamente essa transitoriedade (da vida para a morte) é que deve nos estimular a procurar sempre fazer o melhor uso possível de cada momento de nossas vidas. Daí faço questão de te lançar um imperativo de Viktor Frankl: “viva como se você estivesse vivendo pela segunda vez e como se estivesse agido tão erradamente na primeira vez como está por agir agora”. Lembre-se que no passado nada fica irremediavelmente perdido, pelo contrário: tudo fica irreversivelmente estocado e entesourado.

Você que ainda não colocou suas finanças em ordem, não sabe para onde o dinheiro está indo, ainda não declarou guerra para suas dívidas, não se protegeu e criou mecanismos de amparar sua família, não está realizando sonhos ou mesmo não está guardando dinheiro para pagar seu futuro, saiba que ainda não é tarde para tomar tais decisões. Eu sei que não dá para fazer tudo de uma só vez, seja por tempo, por falta de recursos e até mesmo porque certas decisões, depois de tomadas, dependem de outras pessoas e isso foge ao seu controle. Mas procure sistematizar: liste tudo o que precisa fazer e como vai fazer – a partir disso priorize, coloque uma previsão sequencial daquilo que tem que fazer. Além disso, durante o processo de execução desse plano de ação, é bem provável que tenha de fazer ajustes. Porém FAÇA! Aliás: FAÇA O MELHOR QUE PUDER!

Então, diante disso, deixo só mais uma pergunta (dentre tantas outras que você mesmo já deve ter criado): como você quer ver seu passado daqui a 5 anos?

24 de julho de 2012

Pague juros para você!

Estou, mais uma vez, refazendo meu planejamento financeiro pessoal. Na realidade estou adequando algumas projeções. Daí surgiu uma ideia interessante.

Há alguns dias atrás desejei fazer um curso para melhorar meu trabalho, meu desempenho profissional. Mas, naquele momento, eu não tinha dinheiro suficiente para pagar o curso, a menos que eu desinvestisse de alguma aplicação. Foi o que fiz. Porém, agora, vou fazer um processo interessante: parcelei, para mim mesmo, em 4 vezes. Juros baixos, coisa de pouco mais de 1% ao mês. Punição? Não, acredito que não. Eu vou ganhar de qualquer jeito mesmo então não entendo como punição. Indisciplina financeira? Também não. As aplicações estão "muito bem, obrigado". Prefiro acreditar que foi mais um imprevisto. Imprevisto positivo, claro.

É apenas uma ideia interessante que surgiu e decidi compartilhar com vocês. O que acham dessa estratégia? Além de aplicar o dinheiro fazendo com que ele trabalhe para você, caso aconteça algum imprevisto que você tenha que desinvestir (para aqueles que têm reservas, claro) que tal recompor essas reservas pagando juros para você mesmo?

O que vocês acham? Deixem suas opiniões, comentem!

15 de abril de 2012

Você está sem objetivo na vida?

Estava lendo uma newsletter semanal que se chama: "Napoleon Hill Yesterday and Today" (em tradução livre: Napoleon Hill Ontem e Hoje). Nessas newsletters sempre tem uma seção que se chama The Law of Success, que trata basicamente sobre os pensamentos deixados por Napoelon Hill durante sua jornada terrestre.

Muitas pessoas vem me perguntando sobre como realizar seus objetivos. Penso que moldar o próprio comportamento e pensamentos, entender como funciona a natureza e respeitar suas leis já é um bom começo.

Recomendo, mais uma vez, que estudem as obras desse grande homem para que possam entender e aplicar, se assim quiserem, o que ele propõe (dica: caso queiram comprar lembrem-se de pesquisar preços; dentre as lojas virtuais das livrarias eles costumam variar):

Leiam abaixo a tradução da newsletter 273 (elas são em inglês, tive que traduzir).

Caso queiram, podem se inscrever para receber as newsletters semanais. Basta se inscrever no link. Clique aqui.

Bom proveito!



Você está sem objetivo na vida?
por Napoleon Hill e W. Clement Stone

Pense nisso! Pense nas pessoas que saíram sem rumo pela vida, insatisfeitas, lutando contra muitas coisas, mas sem um objetivo claro. Você pode afirmar, nesse momento, o que você quer da vida? Determinar seus objetivos pode não ser uma tarefa fácil. Ela pode envolver até mesmo alguns dolorosos autoexames. Mas vai valer a pena qualquer esforço que custar, porque assim você poderá nomear seu objetivo, e daí pode esperar para desfrutar de muitas vantagens. E essas vantagens vêm quase que automaticamente. 

1. A primeira grande vantagem é que sua mente subconsciente começa a trabalhar sob uma lei universal: "O que a mente pode conceber e acreditar, a mente pode alcançar." Ao visualizar o seu destino pretendido, a sua mente subconsciente é afetada por esta autossugestão. Ela trabalhará para te ajudar a chegar lá. 

2. Por você saber o que quer, há uma tendência para que você possa tentar chegar ao caminho certo seguindo na direção certa. Você entra em ação. 

3. O trabalho se torna divertido. Você está motivado a pagar o preço necessário. Você administra seu tempo e seu dinheiro. Você estuda, pensa e planeja. Quanto mais você pensa sobre seus objetivos, mais entusiasmado você se torna. E com entusiasmo o seu desejo se transforma em um desejo ardente. 

4. Você fica alerta para as oportunidades que ajudarão você atingir seus objetivos como eles se apresentam em suas experiências cotidianas. Por você saber o que quer, está mais propenso, portanto, a reconhecer essas oportunidades.

19 de março de 2012

Economia nacional e decisão de consumo

Não sou economista. Mas pelo que tenho observado em notícias recentemente, parece que o Brasil está entrando numa fase de desaquecimento econômico, ou, de forma mais leve, uma desaceleração devido ao que vem acontecendo no mundo afora. A indústria brasileira, para se ter ideia, está enfrentando desafios que antes eram vivenciados apenas no ambiente de competição internacional: custos, rentabilidade, margens dentre outros itens eram sentidos com bastante força perante gigantes asiáticos, os EUA e a Europa. Mas, como sabemos, as coisas mudaram. O mundo, devido à crise, desacelerou, está em fase de vários ajustes e a economia brasileira (ao menos nos últimos dois anos) continuou forte. Isso chamou a atenção de quem não estava conseguindo crescer (ou ao menos se manter vivo) no mercado. Ou seja: a competição, antes em ambiente internacional, veio para dentro do país.

Para a indústria grandes desafios antigos se tornaram evidentes: custos internos elevados (energia elétrica, impostos, mão-de-obra) e o câmbio valorizado faz com que produzir no Brasil saia mais caro; diante disso as empresas estão importando insumos, o que faz com que os produtos fiquem mais competitivos para elas - alguns economistas dizem que esse fato pode provocar (se já não está provocando) a chamada desindustrialização. Na outra ponta, o varejo também sofre: ao comprar os produtos da indústria nacional, compra-se com um custo mais elevado. Para se ter algum lucro, deve repassar ainda mais caro para o consumidor. Só que tem uma coisa: da mesma forma que para a indústria importar ficou mais barato, para o consumidor também ficou - é mais vantajoso comprar lá fora do que aqui dentro.

Efeito em cadeia: o consumidor importa e não compra do varejo; o varejo não vende (ou vende pouco) porque os produtos estão caros, perdendo competitividade; a indústria não produz no Brasil, mas importa para compor seus produtos que ainda se encontram caros para o mercado nacional. E sabe o que é complicado? O trabalhador tende a sofrer com isso. Apesar de que ainda estamos num momento em que se tem muitos empregos, um fato, relatado no Jornal Valor Econômico (19/03/12 - "Indústrias do ABC paulista sentem queda na demanda e já demitem"), me chamou a atenção. Um jovem, Juliano Fernandes, antes trabalhava como operador de máquinas na produção da dobradiça do porta-malas do Celta, numa fábrica da GM no interior paulista. Ele foi demitido porque, com a diminuição das encomendas, seu trabalho (muito específico) tornou-se desnecessário. Mas o que mais me preocupou, nas palavras do jovem de 19 anos: "Comprei uma moto, mas ainda faltam 20 prestações de R$ 300 para pagar." Ele é jovem, tem tempo, deve estudar, se especializar, com determinação e energia conseguirá um bom emprego em breve.

Mas quero atentar para a decisão de consumo. Já deixo ressalvas de que cada caso é um caso, especialmente quando se trata de assuntos relacionados a aquisição de bens. Mas fico pensando: será que, neste momento, era fundamental a aquisição de uma moto financiada? Faltam ainda R$ 6.000,00 para serem pagos em um pouco mais de um ano e meio que, talvez, pudessem ser direcionados para a melhoria na formação desse jovem e, no médio prazo, possibilitar que ele tenha uma melhor colocação e consequente melhor remuneração. Quantas vezes a gente não depara com esse tipo de situação e, não raro, tomamos a decisão que mais agrada nosso ego e nosso status perante outras pessoas? Como disse, ele deve conseguir trabalho rapidamente. Mas e se fosse outro momento em que as coisas estivessem complicadas? Lembre-se de que o primeiro investimento deve ser numa reserva de emergência e, talvez até antes dependendo do caso, em seguros.

Que reflexão quero trazer com esse post: cuidado com suas decisões de consumo. é bem verdade que tem certas coisas que se não fizermos em algum momento jamais a realizaremos. Mas, mesmo assim, cuidado!

É só para refletir e para relatar o que está acontecendo na economia brasileira e mundial.

Boa semana!

15 de janeiro de 2012

Demanda reprimida: cuidado na hora de satisfazê-la!


Demanda reprimida poderia ser definida como a capacidade de consumo de algum bem ou serviço que não se concretiza por algum motivo, seja por falta de renda, falta de produção, falta de infra-estrutura para sua utilização, etc...

Um exemplo bem claro é o que tem acontecido no mercado imobiliário brasileiro: especialmente devido a falta de crédito, o Brasil tem uma enorme demanda por imóveis, por construção civil. Isso, antes da facilitação de acesso ao crédito, fez com que os imóveis se valorizassem mais devagar e tivessem uma liquidez (facilidade de vender e comprar) bem reduzida. Com o crédito farto e a diminuição das taxas de juros o cenário se modificou e observamos uma expressiva valorização do mercado imobiliário, bem como o aumento da facilidade de se comprar e vender o que alimentou (e alimenta) a demanda por esse tipo de bem. Outro exemplo, um pouco mais distante, foi quando se deu a mudança da moeda brasileira através do plano real: pode-se observar um aumento expressivo do consumo de iogurte e refrigerantes, pois o poder de compra naquele momento melhorou significativamente.

De fato, a identificação de uma necessidade não satisfeita pode ser uma oportunidade, inclusive, para empreender. Mas falando do aspecto das finanças pessoais, a satisfação quase que imediata dessa demanda pode ser um risco se não houver um planejamento e uma administração das expectativas de consumo.

Consumir faz bem, todo mundo sabe. Mas o maior cuidado que temos de tomar é o de consumir com consciência. Devemos sempre procurar diferenciar os desejos das necessidades, pois são esses dois mundos que ditam grande parte das nossas decisões de gastar o nosso rico dinheiro.

É óbvio que se tivermos a oportunidade temos o prazer de satisfazer nossos anseios. Mas aqui deixo uma questão básica para se refletir e, com isso, racionalizar a decisão: é um desejo ou uma necessidade? Lembre-se: especialmente as grandes decisões podem (e vão) impactar aquilo que você mais almeja. Portanto: calma e cuidado!

10 de janeiro de 2012

O segredo da vida está dentro de você!

Ontem eu vivenciei uma situação inusitada, que, a princípio, mostrou-se de elevado risco. Eu fui abordado por um rapaz que estava bastante alterado. Como instinto de reação eu me preparei para uma possível fuga e, se fosse o caso, uma luta. Nunca precisei usar minhas habilidades e conhecimentos em artes marciais em ninguém e espero continuar com essa marca pelo resto da vida. E, felizmente mais uma vez, não precisei usar nessa ocasião.

Vou resumir o conteúdo da conversa e, depois, apresentar meu ponto de vista.

Esse rapaz se disse ex-presidiário, queria tomar uma pinga, e estava muito alterado. Sua voz era rouca, suas reações corporais eram involuntárias, como se de fato estivesse entorpecido. Mas, naquela situação, acabei conversando com ele enquanto caminhava para o ponto de ônibus. Ele disse que tinha matado uma pessoa e por isso tinha sido preso. Porém, agora, devido a condição de discriminação, ele não conseguia trabalho, não conseguia abrigo e vagava por aí. Perguntou insistentemente se Deus o perdoaria pelo que ele fez e o convenci de que sim, desde que ele se sentisse perdoado. Depois, ao chegar ao local onde esperaria meu ônibus, ele confessou que precisava era de uma palavra, alguém que pudesse clarear um pouco a mente dele. Pediu, novamente, que eu lhe desse dinheiro, mas não dei. Sabia que se o fizesse ele se intoxicaria ainda mais e eu poderia, direta ou indiretamente, provocar mais mal que bem.

Isso me fez refletir em como a maioria de nós é abençoada e que como podemos mudar o mundo (no mínimo o nosso e das pessoas mais próximas) se tivermos a vontade suficiente para mudar a nós mesmos. Esse rapaz está numa situação de risco em que ele pode prejudicar a si mesmo e outros indivíduos - o que pode ser muitas vezes pior por se tratar de pessoas inocentes. Mas qual a raiz disso tudo? A meu ver, chama-se educação. Não é bem a educação formal, de dentro das escolas, faculdades e outras instituições de ensino. É a educação proveniente da formação familiar. Ele tem culpa do que fez no passado? Sim, provavelmente sim. Mas as influências que ele recebeu de seus familiares, pessoas de referência, da própria sociedade, enfim, o que ele absorveu trouxe ao seu estado atual.

Isso me traz a um assunto importantíssimo para todos nós: o condicionamento de nossa mentalidade. Basicamente, somos influenciados de três formas: condicionamento verbal (o que você ouviu quando era criança), exemplos (o que você viu quando era criança) e episódios específicos (que experiências você teve quando criança). Essa tríade é poderosíssima e, geralmente, ela traz todos os impactos inconscientes em nossas vidas.

O primeiro passo para mudar nossa realidade interna (e a meu ver o mais difícil) é a conscientização. Trata-se da identificação de algum comportamento e modo de pensar que te prejudique ou que te proporcione reações e sentimentos ruins. Após a conscientização, devemos entender que essa forma de pensar (e, consequentemente, agir) não é nossa: foi aprendida de fora. Qualquer uma das três formas de condicionamento são externas e elas foram aprendidas de alguém: essa é a fase do entendimento. Depois, com esses pensamentos/comportamentos claros e definidos, temos o poder de decidir mantê-los ou mudá-los: essa é a etapa de dissociação. Por fim, temos, das mesmas três formas (condicionamento verbal, episódios específicos e exemplos), re-estabelecer novos e melhores hábitos: a fase de recondicionamento  (não é a mais difícil, mas a mais trabalhosa). Esse é um processo que pode ser demorado, especialmente quando se trata de nos desenvolvermos ao ponto de mudar hábitos. Geralmente, são meses de vigília e auto-monitoramento, até que, em determinado momento, você começa a executar as ações propostas de forma automática, sem pensar.

O que eu quero propor com essa reflexão? Se você, leitor, tem a oportunidade de ler esse post (e qualquer outra informação na internet) saiba que você já tem tudo o que precisa para mudar a sua vida. Tem que estudar mais, tem que se aperfeiçoar, entender como funcionam os mecanismos mentais? Claro que sim. Dá trabalho? Depende do seu nível de interesse. Quando o verdadeiro desejo vem à tona, mesmo que pareça algo impossível de se realizar, nós realizamos justamente esse "impossível". Sei que não são todas as pessoas que têm gosto ou interesse por esses assuntos, mas ao menos deveriam aprender como se aperfeiçoar. Se cada consciência individual se elevar, a consciência de toda raça humana também se elevará e criaremos um mundo, um ambiente muito melhor na nossa breve jornada terrestre.

"Tudo aquilo que a mente do ser humano criar e acreditar pode ser feito" -Napoleon Hill

1 de janeiro de 2012

Como foi o seu Réveillon?


Não estou aqui para falar de finanças pessoais nem de investimentos. Talvez alguma coisa sobre metas, mas não muito mais que isso.

O ano virou. 2011 agora é ontem, literalmente. Eu espero que esse momento tenha sido especial, como cada dia deve ser para você. Que tenha sido como uma pessoa me disse logo no início da noite: “quero marcar esse momento na vida das outras pessoas” (e ela conseguiu!). Para alguns o momento foi em família, para outros entre amigos... festa é sempre muito bom! Mas não se esqueça de que é importante definir que direção tomar, que rumo você tem tomado ou está tomando - essa caminhada vai te conduzir ao "lá". Aliás, mais importante que isso é o que você está fazendo ou se comprometeu a fazer para cumprir suas resoluções no ano novo (sejam elas novas ou antigas).

O meu Réveillon foi muito bacana, muito especial: me diverti à beça! Pude experimentar novas sensações que há muito tempo não sentia. Aqui em BH, na virada e durante toda noite, a chuva veio para lavar o “ano velho”. Quanta água! Mas nada que muita música boa, amigos, animação e dança não façam com que a chuva seja um adereço charmoso ao momento vivido.

Não me delongando demais, penso que, mais uma vez, eu voltei a perceber o mundo de forma mais especial e singular. Talvez seja a mágica dessa época, não sei... Tem uma pessoa especial que disse que o que importa nessa vida é o Amor - esse sentimento nós tanto procuramos na vida e que simplesmente pode ser reconhecido em tudo e em todos. E ela está certa, sempre esteve.

Feliz Vida Nova para todos nós!

21 de novembro de 2011

Comprar ou financiar? Depende de cada caso!

Há algumas semanas, tenho conversado com um amigo sobre o desejo (e necessidade) dele comprar uma moto. Sabemos que a melhor opção sempre é comprar à vista: geralmente consegue-se descontos, às vezes acessórios adicionais e não tem a obrigação de carregar o custo de um financiamento, que, sabemos, é caro.

Qual é a situação dele hoje: o gasto com transporte mensal fica em torno de R$ 240,00. Com esse valor dá para pagar as parcelas da moto e, de certo modo, ficaria “elas por elas”. Porém, tem que se considerar outros itens: IPVA, manutenção, seguro do veículo dentre outros custos. Certos custos incidem de maneira que têm de ser pagos integralmente ou em um curto espaço de tempo (IPVA e seguro, por exemplo), o que gera um dispêndio financeiro imediato elevado. Além do mais, ele dispõe de uma moto (que é de um amigo) na qual poderia utilizá-la enquanto o dono do veículo tira a CNH, mesmo que por poucos meses.

Ajudando-o a refletir sobre o assunto, apontei alguns itens que merecem atenção, não só no caso dele, mas em qualquer aquisição de bens, especialmente os de alto valor.

Fiz uma simulação de financiamento de uma moto (no sistema PRICE – parcelas constantes) no valor de R$ 7.000,00 parcelada em 36 meses com juros de 3,10% a.m. com entrada de R$ 2.000,00. Veja no que deu na tabela abaixo:
 

Quais as vantagens de se financiar a moto?

· Teoricamente, você tem um bem que é seu (teoricamente porque enquanto não quita integralmente o bem está alienado [pertence] à instituição financeira intermediadora da compra);

· Conforto no deslocamento;

· Diminui-se o tempo no trânsito;

· No caso dele, cumprir sua meta de fim de ano, alimentando seu emocional com essa realização.


Quais são as desvantagens de se financiar a moto?

· Pagamento de juros (nesse caso SÓ de juros serão R$ 3.368,16 nos 36 meses – 48,12% a mais que o valor real, os R$ 7.000,00);

· De acordo com o que conversamos, ele ficaria mais “apertado” por conta do valor da parcela e da manutenção do veículo (mesmo sendo baixa) – que seria no valor de uns R$ 300,00 por mês, aproximadamente;

· Falta de reserva de emergência para imprevistos: ficar com o orçamento pessoal muito comprometido é um grande risco, que pode gerar mais dívidas – muitas vezes mais caras...

· Nas palavras dele: “Tenho moto à disposição, tenho carteira, gastar dinheiro pra quê?” (risos).


Além disso, deve-se considerar outros fatores:

1º: a responsabilidade de se conduzir um bem que não é seu é bem elevada (afinal, a moto é do amigo);

2º: caso se decida comprar a moto, o melhor período é no início do ano, pois as concessionárias costumam fazer promoções que podem ajudar a não comprometer tanto o orçamento, pois, muitas vezes, seguro e IPVA são pagos por elas como forma de incentivo às vendas.


No caso dele, a solução mais coerente (de acordo com o que conversamos) seria em aumentar a receita. Isso é possível devido à atividade profissional da qual ele desempenha. Aumentando a receita, ele pode pagar o financiamento (não é o mais aceitável, mas pode ser necessário) e ainda poupar, tendo como objetivo inicial para uma reserva de emergência que ele não possui.


Agora, pensemos pelo outro lado da moeda...

Se ele pudesse, ao invés de financiar, poupar e aplicar o dinheiro. Além disso, fizesse um esforço extra para poupar, aplicando R$ 300,00 durante 12 meses com o objetivo de ter um capital acumulado em dezembro de 2012. Veja o resultado logo abaixo:


O montante ainda não seria de R$ 7.000,00, claro que não. Porém, ao se financiar o restante (R$ 1.278,00) as parcelas e os juros seriam bem menores, além, claro, do prazo de quitação do veículo. Veja:


É cruel, eu sei. Mas esse é um planejamento de uma compra razoavelmente bem feita.

Lembrem-se: primeiro, RESERVA DE EMERGÊNCIA (sua segurança imediata); depois, podemos pensar nos sonhos!

Recomendo que escutem o podcast do Mauro Halfeld sobre esse assunto: clique aqui

Até o próximo post
Veja também:

15 de novembro de 2011

Tá pegando fogo no Velho Mundo!



É de conhecimento geral que as coisas na Europa estão bem complicadas: Grécia, Itália, Espanha, Irlanda, Alemanha e Inglaterra  têm sido os protagonistas (ou antagonistas, dependendo do ponto de vista) dessa história real. Estava lendo algumas notícias sobre finanças pessoais pela internet e me deparei com uma em especial que mereceu esse post. Um jornal eletrônico  português, chamado Diário Económico, publicou uma matéria intitulada “Erros que as famílias cometem nas finanças pessoais”.

Uma das coisas que me chamou a atenção nessa matéria foram os comentários dos leitores. Muitos criticam a consultoria que foi entrevistada pelo jornal: alguns a acusam de ter influenciado na compra de bens de alto valor, que facilitaram a aquisição de créditos pessoais, que não acompanharam as famílias... enfim, até onde acompanhei, os nossos irmãos portugueses estavam furiosos com a reportagem, com a empresa que fora entrevistada.

Mas esse não foi o único ponto que me chamou a atenção. Talvez não seja certo fazer isso, mas não julgando quem está certo ou errado sobre o caso da consultoria que acusam (eu particularmente não tenho conhecimento de causa para julgar isso), percebemos que a situação dos portugueses, senão da maioria dos europeus, é muito delicada. Quando se trata de finanças pessoais, apesar deles terem um melhor nível de educação financeira (como se aponta em alguns estudos), a grande massa está em enormes apuros. Alguns, de acordo com comentários, não conseguem mais pagar suas contas: se endividam ainda mais e, com a pressão emocional em patamares talvez nunca experimentados, chegam a cometer suicídio. O governo português, nos últimos anos (na última década), subsidiou inúmeros itens da vida do cidadão português: casa, carro, bens de consumo (soa familiar?). Enfim... por ter proporcionado um conforto exagerado à população, hoje o cidadão português sofre as consequências, bem como toda Europa (pois isso é um padrão comportamental na maioria dos outros países: o paternalismo).

Apesar de se ter diferenças culturais marcantes e uma situação sócio-político-econômica diferente, o brasileiro tem que tomar cuidado. Pode ser que não ocorra nada do que hoje ocorre na Europa, mas não custa nada prevenir. Temos muitos programas sociais e subsídios que têm a boa intenção de diminuir as diferenças sociais, e isso é louvável. Mas como bom mineiro, sou bem desconfiado – é como diz um antigo dito: “De boas intenções o inferno está cheio”.

Devo ter dito em outros artigos que os povos latinos são naturalmente imediatistas e indisciplinados. Infelizmente isso é verdade. MAS indisciplina e imediatismo são hábitos e todos os hábitos podem ser modificados: se as pessoas, primeiro, tomarem consciência deles; e, principalmente: FIZEREM UM ESFORÇO REAL, PERSISTENTE E CONSISTENTE PARA MUDÁ-LOS. Depender do governo não deve ser uma opção. Nunca! Devemos trabalhar fortemente naquilo que nos propusemos a fazer, construir aos poucos nossas vidas, sermos felizes com aquilo que temos e nos educarmos durante a caminhada tanto formalmente, quanto financeira, social, ambientalmente... Educação é a chave-mestra: sempre foi! Mas não falo simplesmente da educação ‘formal’, conseguida em instituições de ensino e nos livros. Esse tipo de conhecimento está disponível, reunido e organizado, em verdade, para quem quiser nas faculdades e bibliotecas espalhadas pelo País. Eu falo de uma educação diferente, da que realmente constrói o ser humano, suas relações e o mundo através da PRÁTICA: aquela que reúne o “saber como fazer” (teoria) e, especialmente, o “saber fazer” (prática). Mudar a vida das pessoas, mesmo que um pouquinho, simplesmente por ter prestado o seu melhor serviço.

Ah! Por fim, recomendo que leiam a reportagem (aqui) e, se possível, grande parte dos comentários dos portugueses: não queiram ser como eles daqui a 10 ou 20 anos. O que parecia ser a melhor coisa do mundo naquela época (década de 90), hoje, para eles, é o inferno na terra. Então, lembrem-se: pensamento crítico, razão e cuidado!

Bom feriado!



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8 de novembro de 2011

Afiando os machados... de novo!


Estou estudando, nas últimas semanas, uma filosofia que tenho certeza de que hoje faz parte de mim e de muitas pessoas espalhadas pelo mundo: a filosofia do triunfo e do sucesso descrita e detalhada por Napoleon Hill durante mais de vinte anos de sua vida.

Há algum tempo atrás, quando trabalhava como representante comercial, aprendi, através de uma história, que devo parar para “afiar os machados” de tempos em tempos. Reproduzo essa história logo abaixo e depois retomo o raciocínio.


“Conta-se a história de um jovem lenhador, forte, ambicioso, ansioso para mostrar sua grande habilidade em derrubar árvores.  Certo dia desafiou o campeão da firma, um senhor bem mais velho, a um concurso para ver quem derrubava mais árvores em um dia de trabalho.

O jovem cortador começou atacando árvore após árvore com uma fúria jamais vista entre lenhadores.  O velho cortador também se aplicava à sua tarefa com toda a perícia que os anos de experiência haviam lhe concedido.  Mas o jovem deu risada quando lhe contaram que o velho lenhador parava para descansar de tempo em tempos debaixo de uma árvore na floresta.  “É vitória certa para mim” pensou o jovem lenhador.

Qual foi a surpresa quando, no final do dia, o jovem ofegante encontrou o velho lenhador tranqüilo, e com 2 vezes mais árvores cortadas que ele. Foi então que descobriu que em cada período de “descanso”, o velho e experiente lenhador estava afiando machado.

Moral da história: de tempos em tempos temos que parar e afiar nossos machados, rever como melhorar nossa vida, ver o que podemos fazer melhor e diferente das tentativas anteriores.”


Essa história basicamente mostra o que tenho feito nas últimas semanas e dias: revendo missão pessoal, o que eu desejo pra minha vida, como vou conseguir tais coisas de forma que eu me sinta mais feliz, próspero e realizado, dentre outros inúmeros aspectos.

E não posso deixar de ressaltar que, felizmente, minha missão pessoal não mudou, apenas ficou mais bem definida, muito mais clara. Vou relatar o processo que ocorreu comigo.

Comecei a me questionar sobre o que eu mais desejava na vida. Inicialmente, veio a ideia de que eu desejava ser rico. Mas o que é ser rico? Pra mim, além de ter dinheiro em abundância de modo que não seja necessário se preocupar mais com ele (ou seja, atingir a independência financeira), ser rico é ter experiências pessoais variadas tais como conhecer terras distantes e diferentes, realizar os sonhos, conhecer pessoas novas, enfim: viver e experimentar mais. Depois disso surgiu outro desejo: o de ser mais próspero. E, em seguida, uma nova pergunta: o que é prosperidade? A resposta: prosperidade é gozar de um estado de espírito de bem-estar e riqueza; é sentir-se feliz, bem-sucedido e tranquilo. Bom... diante dessa resposta comecei a desenhar o que eu preciso fazer para ser mais rico e próspero. Daí surge um raciocínio interessante: se prosperidade é a realização de experiências e essas traduzem em um estilo de vida de riqueza, bem-estar e abundância, então trabalhando naquilo que amo poderei realizar mais e ser mais feliz. E qual o meu trabalho, minha contribuição, minha missão? Sou educador financeiro e consultor em finanças pessoais e amo meu trabalho. Minha missão é EDUCAR PARA MUDAR VIDAS. Educar (do latim “educo”, desenvolver de dentro) em salas de aula, em empresas, em associações de classe, dentro dos lares: ‘simplesmente’ educar financeiramente as pessoas.

Outra pergunta que veio em minha mente foi: o que é sucesso para você? Vamos à resposta que me ocorreu: “sucesso não pode ser mensurado e sim sentido; é um estado de espírito, irmão da prosperidade”. Depois disso, escrevi algumas definições para alguns diferentes tipos de sucesso:
  • Sucesso profissional: pode ser definido através da contribuição realizada pelo trabalho na vida das pessoas; 
  • Sucesso financeiro: é quanto de resultado, de dinheiro que é gerado a partir do nível de contribuição realizada para as pessoas (tanto em quantidade como em qualidade); 
  • Sucesso social: é o quanto e o como você faz com que as pessoas de seu convívio sintam-se bem; 
  • Sucesso pessoal: trata-se daquilo que você alcança para si, seus objetivos pessoais, sonhos, metas, etc.

Por fim, ficou claro (de novo) uma coisa interessante que chega á conclusão desse post: no final das contas, as pessoas desejam ter sucesso pessoal traduzido em felicidade, prosperidade, tranquilidade e realização de sonhos e experiências. E ele é construído, além do sucesso social e outras coisas mais, pelo sucesso financeiro que tem como base o sucesso profissional através da contribuição realizada pelo trabalho na vida das pessoas.

Fica a reflexão: você tem contribuído com o seu melhor para a vida dos outros?

1 de julho de 2011

Bem vindo à segunda metade do ano de 2011

Talvez, para algumas pessoas, essa seja uma época de férias: para quem está na escola, faz faculdade, com certeza! Por outro lado, deve ser um momento de reflexão e até de realinhamento das metas, pois agora é oficial e factual: metade do ano já passou.

Lembra da sua listinha de desejos, metas e objetivos que prometeu cumprir esse ano? É! É aquela mesmo que fazemos na época de Réveillon ou, quem sabe, no início de janeiro (a minha, particularmente, é feita antes do Natal, começando por volta do dia 15 de dezembro). Pois bem. É hora de avaliar o que você fez da sua vida nesse semestre que se passou. Se o semestre foi melhor do que esperava e talvez colocar mais algumas metas; se não foi tão bom assim, refletir e, principalmente, compreender o que deu errado e por que deu errado – aprender, enfim...

Aproveite esse fim de semana ou o momento em que julho tende a ser mais calmo (?) para avaliar, colocar no papel (é psicologicamente importante escrever e manter à vista seus sonhos e objetivos), e se determinar em cumprir da melhor maneira possível aquilo que você quer; ou seja: REALIZE!

Fica a dica ou o puxão de orelha ou a orientação! :-)

7 de junho de 2011

Ser livre ou ser rico?


Se você perguntasse para alguém se gostaria de ser rico a resposata quase que imediata seria: "Claro que sim!". Porém, por outro lado, se colocasse um ponto de decisão nesse tipo de pergunta teríamos uma resposta diferente: "Você gostaria de ser rico OU ser livre?". A resposta muito provavelemnte seria: "Adoraria ser rico, mas preciso ser livre". É exatamente o tema central deste post: liberdade - liberdade financeira para ser mais específico.

Geralmente, grande parte das pessoas pensam que para ser livre financeiramente tem-se que ser rico primeiro. Mas isso não é verdade. Ser financeiramente livre é não ter que se preocupar com dinheiro: nunca mais! É fazer com que cada soldado (cada real - R$) trabalhe arduamente para você, para que possa pagar pelo estilo de vida que deseja. Quando não tiver que trabalhar pelo dinheiro e estiver acontecendo o contrário (o dinheiro trabalhar por você) pode-se pensar em ser rico. Primeiro a liberdade financeira, depois ser rico (mesmo!).

Mas... como chegar lá? É simples, mas não é tão fácil. Daí surge uma pergunta que pode valer seu futuro financeiro: está preparado para pagar pelo preço da sua liberdade financeira e riqueza? Se sim, seja bem vindo ao clube. Com um pouco de sorte, planejamento, disciplina e atitudes certas em relação ao dinheiro e investimentos não terá que trabalhar por muito tempo e poderá desfrutar de um bom padrão de vida que possa melhorar gradualmente, construindo passo-a-passo grandes e melhores riquezas em sua vida.

Basicamente, temos que aprender a andar com o que chamo de "as quatro rodas", como se fosse um carro. A primeira roda trata-se dos Rendimentos. Existem dois tipos de rendimentos: ativos e passivos. Os Redimentos Ativos são provenientes do seu trabalho, em que temos que fazer alguma coisa para ganhá-lo: sem essa roda é praticamente impossível (salvo algumas exceções muito raras) chegar à independência financeira ou à plenitude da riqueza. Muitas pessoas pensam que para ser rico tem que se ganhar rios de dinheiro e isso não é verdade: andam com apenas uma roda e andam em círculos. Os rendimentos passivos são provenientes do resultado positivo de seus investimentos ou de algum negócio que funcione sem sua presença física ou qualquer outra coisa parecida - vamos falar mais dele daqui a pouco. A segunda roda trata-se da Poupança: retira-se parte dos seus rendimentos ativos para que você possa SE PAGAR. Essa parte é fundamental para que alimente a terceira roda: a dos Investimentos. Aqui é que você escolhe onde colocar seu dinheiro para que ele gere os Rendimentos Passivos: eles estão gerando mais dinehiro sem você fazer muita coisa. Se serve de lembrança: "quanto maior o risco, maior o retorno" e com certeza maior atenção e cuidado. E, por fim, o azarão do páreo: a Simplificação. Essa última roda não é percebida por grande parte das pessoas, mas, geralmente, é ela quem faz a diferença. Até que você atinja (pelo menos) sua independência financeira, você tem que viver e consumir. Então, cabe a você, e somente você, determinar qual será seu estilo de vida: o que comer, onde morar, que carro usar, que roupas vestir, que tipo de entretenimento desfrutar, entre vários outros itens. Não! Não estou falando que não se possa gastar um pouco mais de dinheiro em algumas coisas caras: o problema está na freqüência com que se faz isso. Se estiver pensando em liberdade financeira e você não tiver condições para tal, por exemplo, não justifica ir todos os finais de semana ao cinema (sabia que em alguns cinemas tem dias que são baratíssimos?), ir todo fim de semana em restaurantes caros (já pensou que pode ser muito divertido cozinhar em casa, quem sabe com amigos ou com a família?) dentre várias outras coisas que achamos ser "naturais". Podem até ser, mas esses hábitos minarão seu planejamento financeiro e sua liberdade financeira ficará cada vez mais distante.

Então, resumindo...

para se chegar lá:

- Rendimentos;
- Poupança;
- Investimentos; e
- Simplificação.

Com criatividade, disposição, paciência e dedicação no prazo que você determinar será financeiramente livre, poderá trabalhar SE quiser, naquilo que quiser e, claro, poderá ser mais rico!

23 de maio de 2011

Receitas para ficar doente

Talvez eu devesse escrever sobre finanças, inflação, investimentos ou qualquer outra coisa relacionada. Mas não desta vez. Estava lendo um artigo sobre saúde que vale a pena ser reproduzido na íntegra. Talvez alguns já tenham lido, mas o ponto é que, além de ter sido escrito por um especialista, ele retrata muitas "receitas" para a doença de forma bastante incisiva e sarcástica, mas que faz com que prestemos atenção. Vi que eu tenho algumas coisas a corrigir; vejam a lista e tirem suas próprias conclusões.


Receitas gerais para ficar doente

Por Dr.Marcio Bontempo

Embora seja possível fornecer-se receitas específicas para ser doente, apresentamos a seguir as dicas globais para que possamos ser doentes e sentirmo-nos pessoas comuns, iguais a todos:

1. Alimente-se desregradamente. Comer bastante carne, açúcar, refrigerantes, chocolates, docinhos, enlatados, salsichas, etc. Tudo isso é bom para provocar fermentações, putrefações intestinais sintomáticas ou não, baixa de resistência orgânica, acúmulos e demais determinantes de desequilíbrios que se assentarão com o tempo (antes produzindo fenômenos simples como dores, febres, azias ...). O ideal é comer também a toda hora. Isto é bom para alterar o ciclo biológico natural favorecendo a prisão de ventre, a obesidade, a pressão alta, as infecções e inflamações, os tumores, a ansiedade, a culpa, a barriga grande ...

2. Evitar os alimentos naturais, os cereais integrais, as frutas, os legumes, as raízes, o pão integral puro, o mel etc, pois favorecem a desintoxicação das sujeiras, além de fortalecerem o organismo e torná-lo mais saudável.

3. Alimente-se principalmente à noite, após as 22 horas, pois assim o organismo será forçado a trabalhar em regime de hora extra. Isto é excelente para o envelhecimento precoce, a obesidade, a gordura abdominal (não existe coisa melhor para a formação dos pneus abdominais de gordura que comer à noite e em abundância, principalmente queijos ... ). Também é bom para a pessoa acordar cansada e desenvolver falta de memória.

4. Manter sempre hábitos alimentares comuns como a velha feijoada de toda semana. A feijoada, usada com constância, é muito boa para desencadear, sem que o freguês perceba, os seguintes resultados: elevação do colesterol e dos triglicerídios, arteriosclerose, pressão alta, angina pectoris, reumatismo, artrite, gota, lipomatose, cistos sebáceos, envelhecimento precoce, distúrbios da vesícula biliar, gastrite, colite, enterite, hemorróidas, varizes, retenção de líquidos, distensão abdominal, glaucoma e uma grande quantidade de outras doenças. Para melhores resultados, aconselha-se a utilização de feijoada em lata, cujos efeitos são mais intensos ainda. Ela já vem com antibióticos. E ninguém paga nem um centavo a mais por esta vantagem!

5. Freqüentar sempre e constantemente os bons restaurantes. Viver o prazer da boa mesa. Afinal, mais vale viver pouco, mas intensamente, do que viver muito, mas monotonamente, comendo arroz integral ...

6. Evitar os restaurantes naturais, vegetarianos, macrobióticos, os sucos vegetais, saladas, se quiser ser doente.

7. Usar açúcar branco e cafezinho em abundância. Isto favorece não somente a baixa de resistência, mas o famoso sugar blues, a doença do açúcar: depressão, melancolia, adinamia, fraquezas, instabilidade emocional, fomes repentinas, ansiedade ... tudo ajudado pelo excesso de cafezinhos que contribuem para o nervosismo e irritação, etc. Ideal para escritórios ...

8. Evitar ginástica, o trabalho físico, a movimentação do corpo. Levar uma vida sedentária, longe dos esportes e do contato com o ar puro e a natureza. Preferir habitar os grandes centros poluídos...

9. Participar com freqüência de festas intensas, banquetes. Trocar o dia pela noite e comer bastantes excessos. Morar em apartamentos úmidos, longe da luz do sol.

10. Evitar a sauna, a massagem profissional [...], a dança, a expressão corporal, o Tai-Chi-Chuan, as artes marciais.

11. Fumar uma grande quantidade de cigarros. Bom para produzir vários problemas, entre eles, as alterações nervosas, a bronquite tabágica, alterações de circulação arterial, diminuição do oxigênio do sangue e dos tecidos (grande parte das doenças modernas ocorrem num organismo pobre de oxigênio ...) o câncer, a gastrite, inapetência, enfisema pulmonar, perturbações da memória, alterações do sabor e do olfato, etc. Mas vale o prazer de fumar, não é? Afinal, fumar é uma questão de bom senso... mesmo que no Brasil o hábito seja responsável por cerca de 100 mil mortes anuais e produziu no mundo a cifra ínfima de trinta milhões de mortes até o ano 2000. Hoje existem cerca de trezentos milhões de pessoas em todo o globo que sofrem muito por enfisema pulmonar e demais problemas derivados do cigarro.

12. Beber álcool com freqüência. Isto é normal. O álcool está presente nos lares, nos escritórios, acompanha as grandes festas, favorece os grandes negócios, acalma e combate a ansiedade. Mesmo sabendo-se que ele é uma grande ilusão e que "tudo o que estimula termina por deprimir", e que na verdade o álcool é depressor do sistema nervoso, convém usá-lo para obter os seguintes males: neurite alcoólica, perturbações visuais, diminuição da resistência orgânica, hepatite, cirrose hepática, pressão alta, inflamações, câncer do estômago, irritação da mucosa, agressividade, tendência ao enfarte. No extremo pode ocorrer delirium-tremens, coma e morte. Quem quiser passar por estas experiências deve consumir muito álcool. Usado com moderação e com sapiência ele não é muito capaz disto.

13. A qualquer simples sintoma como febre, dor de cabeça, mal-estar, lançar mão de drogas alopáticas. Evitar as ervas medicinais, a homeopatia, o do-in, o relaxamento, o jejum, etc.

14. Seguir estritamente as ordens dos médicos sem nenhum comentário, sem questionamento. Tomar todos os remédios, mesmo que produzam efeitos colaterais, piores que o problema ou sejam capazes de gerar mais doenças, além daquela que está sendo tratada. Aceitar também as cirurgias indicadas sem procurar outras opiniões profissionais.

15. Assistir sempre bastante televisão, acompanhar as novelas, acreditar piamente nos noticiários que a televisão emite. Uma família inteira assistindo à TV junta é um excelente método de alienação conjunta. A TV em excesso é excelente para embotamento do raciocínio. Se não estiverem passando programas interessantes, deve-se jogar videogame com as crianças ou ter um vídeo-cassete comum, bom estoque de filmes de violência, de guerra ou pornográficos. Como alternativas, existem computadores com programas alienantes de excelente qualidade. Para completar, convém assistir à televisão comendo biscoitos doces em abundância e a todo instante ir beliscar uma coisinha na geladeira. Para engordar é ótimo.

16. Comprar e consumir tudo o que é indicado pela propaganda na TV, rádio, outdoors e demais veículos de vendas.

17. Levar sempre as crianças em festinhas de aniversário onde reinam as guloseimas cariogênicas, descalcificantes, redutoras de resistência orgânica, favorecedoras das amigdalites, tosses, febres, bronquites, crises de asma, urinas noturnas, dificuldades escolares de fundo alimentar, com aditivos corantes e aromatizantes cancerígenos. Melhor até é organizar as festinhas em sua casa mesmo. Facilita.

18. Andar sempre na moda. Sapatos bem altos são bons para produzir alterações da coluna, como escolioses, lordoses, sifoses, dores musculares, etc. Cosméticos, xampus, brilhos, bases, cremes sintéticos, etc., embelezam mas condicionam a pele, não a deixam respirar direito e a envelhecem. Usá-los é no entanto necessário para manter o status. Evitar os cosméticos naturais, as máscaras biológicas, a sauna, os banhos de luz, a hidroterapia, a acupuntura cosmética, que são benefícios para a pele.

19. Perseguir obstinadamente ideais como a fama, a fortuna, o reconhecimento público, a notoriedade. São formas de busca ansiosa que não trazem nenhum sentido existencial verdadeiro, nenhuma realização interior autêntica, mas atraem a inveja, o ciúme, a inimizade, a falsa amizade. É graças a elas que temos hoje um mundo em pé de guerra.

20. Ter sempre uma vida tensa, agitada, ansiosa, mas ... plena de realizações profissionais, mesmo que em casa esteja acontecendo um inferno. É uma receita para morrer mais cedo através do stress, da estafa, do enfarte, da úlcera, dos distúrbios psíquicos e sexuais, da neurastenia.


Serviço:
Obra: Receitas para ficar Doente e Novas Receitas para Ficar Doente - A ironia dos hábitos alimentares, da medicina e da vida atual.
Autor: Dr.Marcio Bontempo (www.drmarciobontempo.com.br)

26 de abril de 2011

Eu sei, mas não devia

Esse é um texto interessante para se pensar e até para se colocar outras perspectivas. Vale a reflexão.


"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."

Autora: Marina Colasanti