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24 de julho de 2012

Pague juros para você!

Estou, mais uma vez, refazendo meu planejamento financeiro pessoal. Na realidade estou adequando algumas projeções. Daí surgiu uma ideia interessante.

Há alguns dias atrás desejei fazer um curso para melhorar meu trabalho, meu desempenho profissional. Mas, naquele momento, eu não tinha dinheiro suficiente para pagar o curso, a menos que eu desinvestisse de alguma aplicação. Foi o que fiz. Porém, agora, vou fazer um processo interessante: parcelei, para mim mesmo, em 4 vezes. Juros baixos, coisa de pouco mais de 1% ao mês. Punição? Não, acredito que não. Eu vou ganhar de qualquer jeito mesmo então não entendo como punição. Indisciplina financeira? Também não. As aplicações estão "muito bem, obrigado". Prefiro acreditar que foi mais um imprevisto. Imprevisto positivo, claro.

É apenas uma ideia interessante que surgiu e decidi compartilhar com vocês. O que acham dessa estratégia? Além de aplicar o dinheiro fazendo com que ele trabalhe para você, caso aconteça algum imprevisto que você tenha que desinvestir (para aqueles que têm reservas, claro) que tal recompor essas reservas pagando juros para você mesmo?

O que vocês acham? Deixem suas opiniões, comentem!

22 de janeiro de 2012

Grupo de apoio: um conceito diferente para lidar com as suas finanças


Todo mundo sabe o quanto é trabalhoso mudar hábitos. Quando você se compromete definitivamente a mudar ou fazer alguma coisa a tendência é que consigamos realiza-la. Mas existe um caminho entre o compromisso e a realização – exige, sim, muito esforço, coragem, determinação e disciplina. E quando se trata de finanças pessoais, muitas vezes é necessário mudar e melhorar principalmente a forma como se consome.

É bem como fazer dieta para perder peso: no início, nas primeiras semanas e até os primeiros meses, é difícil resistir às tentações. O hábito negativo (ou vício) pode ressurgir várias vezes, e são nesses momentos que sua força de vontade e resiliência serão testados. Ninguém pode fazer as mudanças por você – ninguém além de você mesmo, claro...

Uma estratégia, que inclusive está sendo objeto de estudo nos Estados Unidos, é formar grupos de apoio, bem no estilo dos Alcoólicos Anônimos ou Vigilantes do Peso – de forma simplista, sabemos que nesses dois grupos as pessoas recebem orientações de algum especialista que assiste o grupo em questão, mas, principalmente, compartilham experiências positivas ou não sobre o que estão tratando. O foco é que as pessoas do grupo (re) construam suas vidas a partir de realizações semana após semana, atingindo, assim, seus objetivos: que no caso são, respectivamente, eliminar o vício do álcool e perder peso para melhorar a saúde. Acesse o link do artigo aqui.

A ideia poderia ser aplicada às finanças pessoais. O grupo de apoio tem o poder de modificar comportamentos e incentivar as pessoas a realizarem seus sonhos, a atingirem suas metas. Um estudo realizado por pesquisadores estadunidenses e chilenos realizaram um experimento com um grupo de empresários que se encontravam semanalmente para conversar e expor suas derrotas e sucessos relacionados à suas finanças; além disso, essas pessoas estabeleceram suas metas de poupança semanal com o propósito de atingirem seus objetivos. O resultado foi o seguinte: esse grupo de empresários poupou cerca de 11% de sua renda, duas vezes mais do que um grupo monitorado que não tinha essas reuniões semanais.

Por outro lado, existem os aspectos negativos. De acordo com Brigitte Madrian, economista e professora de Harvard que participou deste estudo, o efeito causado por esse tipo de grupo pode ser contrário. Mesmo quando a pressão é aplicada na direção certa, muitas vezes acontece um efeito bumerangue, fazendo com que as pessoas executem exatamente o oposto do que são incentivadas. Isso foi constatado a partir de outro estudo realizado com um grupo de funcionários de determinada empresa que relatou que os pares (colegas) que não receberam a mesma informação que eles conseguiram poupar mais ao contribuir com um plano de previdência empresarial, o 401(k) [espécie de plano de aposentadoria muito comum nos EUA]. Por outro lado, a eficácia da pressão pode também depender se as metas estão ao alcance de forma realista. Daí a importância de um acompanhamento profissional para esse tipo de grupo: um planejador financeiro, por natureza da profissão, deve ser a “voz da razão” quando seus clientes estão sonhando – muitas vezes ele é quem vai dizer se e quando dá ou não para atingir o que a indivíduo/família deseja com base na situação atual e, talvez, futura.

Com certeza essa é uma ideia arrojada, mas é um plano que pode ser melhor trabalhado e, com isso, possivelmente replicado e aplicado no Brasil.