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11 de abril de 2014

A ÚLTIMA solução: A proteção do Guardião

Chegamos ao último post dessa super série sobre obstáculos emocionais. Vimos vários conceitos e foi oferecido vários exercícios de tomada de consciência não só para sua vida financeira, para todos os aspectos dela! Falamos sobre 5 obstáculos emocionais que te impedem de conseguir resultados. Se ainda não conferiu seguem os links:


Além disso, nos dois últimos posts falamos sobre como resolver quatro desses obstáculos:

Solucionando seus MEDOS para sempre! (em que tratamos do Refoco Positivo, como técnica para solucionar seus medos)
UMA solução para TRÊS obstáculos (Apresentamos a técnica da Conversa Interna Dirigida que resolve as crenças de luta, as histórias pessoais e as metáforas pessoais)


O segundo obstáculo trazido à luz da consciência foi o Guardião. Entenda uma coisa: o Guardião sempre esteve ao seu lado; o Guardião quer o seu bem. O Guardião quer evitar que você sofra uma mudança brusca e perca coisas em sua vida porque a zona de conforto é ruim, mas é um ruim conhecido. “Eu ganho mal, mas se eu pedir demissão posso ficar sem emprego”: isso é um ruim conhecido. O Guardião quer te manter naquele ruim conhecido porque ele sabe que se você sair dali você pode sofrer mais. Você já sabe tudo o que a zona de conforto pode te dar.

Porém, surge uma pergunta: se o Guardião está do seu lado, porque ele te impede de sair dessa zona de conforto? Porque ele ainda não entendeu bem a questão.

Qual é a verdadeira intenção do Guardião?

Você já se convenceu de alguma coisa? Às vezes você conversou com alguma pessoa sobre determinado assunto, mas, de pronto, acabou discordando. Depois você foi para casa, conversou com você mesmo e acabou se convencendo daquele ponto de vista, podendo até admitir para a outra pessoa que ela estava certa.

Como que você consegue se convencer de uma coisa se você é um só? Porque você não é um só: você tem partes. Uma parte de você convenceu a outra e todo mundo chegou à conclusão junto. Então é isso que você vai fazer com o Guardião: convencê-lo a estar do seu lado.

Mas como?

Primeiro você deve entender que a intenção dele é positiva, é boa. A intenção dele é te proteger, é cuidar de você. Não é uma parte ruim de você. Não é nada espiritual, não é espírito opressor, demônio: é uma parte de você. Não é uma parte que tem função de morte; o Guardião é uma parte de você que quer protege-lo da zona de desafio, uma região desconhecida.

O que ele precisa saber é que existem outras maneiras de te proteger. O Guardião pode te proteger de outras formas. A intenção dele não é te prejudicar, não é fazer você ficar arrogante no meio de uma palestra (“eu já sei isso”), não é fazer você ter sono: a intenção dele é te proteger, há outras maneiras positivas te proteger.

Para você sair da zona de conforto, você precisa criar uma base segura na zona de conforto para que possa se aventurar na zona de desafio: e isso é aos poucos. Não acontece “na marra”, de uma vez só.

Em algumas área de sua vida você vai conseguir sair de uma vez só: da zona de conforto para a zona de desafio; porém em outras você vai saindo aos poucos, estruturando bem essa base de segurança. Seja qual for sua forma (rápida ou devagar), não se julgue porque não conseguiu provocar uma mudança de um mundo para o outro: você tem um ritmo de reação que é só seu. Não tem certo ou errado. Não há necessidade dessa cobrança; não há necessidade desse sofrimento. Você pode sair da zona de conforto trazendo o Guardião para o seu lado: de forma segura, tranquila.

Qual a intenção real do seu Guardião? Ele quer te matar, ele quer te fazer infeliz? Com certeza não: a intenção real dele é te proteger. Que outras formas o seu Guardião pode usar para te proteger? Que outras maneiras o seu Guardião pode atuar para te proteger que não seja te mantendo paralisado? Você já descobriu como ele atua, ele usa esse método que você descreveu anteriormente. Que outras coisas ele poderia fazer?

Existem muitas maneiras diferentes de atingir a mesma intenção. Uma coisa boa é relaxar. É uma coisa que precisamos fazer, concorda? Que maneiras existem para relaxar? Uma delas é fumar um cigarro: as pessoas que fumam falam que fumar espairece a cabeça, relaxa. Outra maneira de relaxar é comer um prato de massa: você come aquele pratão, enche seu corpo de opiáceos e se sente relaxado. Frequentar a academia todos os dias de manhã, sentir aquelas endorfinas pelo seu corpo também é uma forma de relaxar. Praticar ioga é outra forma de relaxar. Então existem muitas formas de relaxar. Muitas vezes você tem uma intenção inicial de relaxar e muitas vezes você fuma para ter essa sensação: porém você poderia relaxar frequentando uma academia ou praticar ioga ou corrida.

A intenção de seu Guardião é proteger. Será que só dá para proteger impedindo de você de caminhar? Será que só dá para proteger te distraindo, te levando à multitarefa ou fazendo você ter desdém? Será que só dá para relaxar fumando? Será que só dá para te proteger fazendo você sentir sono?

Quais outras maneiras seu Guardião pode te proteger? É isso que seu Guardião precisa entender porque ele vai continuar insistindo, vai continuar te protegendo. O que você não quer é que ele te proteja te paralisando.

Quando você traz o Guardião para seu lado você fica imbatível: uma parte que antes estava te atrapalhando agora estará te ajudando. 


Pegue cada uma forma de atuação do Guardião e estude qual a Intenção Positiva por trás desse comportamento. Do que seu guardião está querendo te proteger? Quais ouras formas seu Guardião pode atingir a mesma intenção positiva sem que ele te paralise, sem que provoque sono, desdém, uma emoção forte, te distraia? Descreva essas novas formas de agir e convença o seu Guardião que aquela forma é melhor que qualquer ação paralisante. E, principalmente, implante essas mudanças aos poucos: seu Guardião é conservador – para que ele não te boicote é necessário criar uma base segura na zona de conforto e expandi-la aos poucos: fazer com que a zona de desafio se torne conhecida.

***

Como fiz nos outros dois posts, vou relatar um dos pontos que identifiquei com relação ao meu Guardião. Quando fiz o exercício, algumas formas de atuação se apresentaram. Mostro uma, que pode ser bastante comum entre vocês, leitores:

- às distrações: ficar olhando o Facebook 
INTENÇÃO POSITIVA: é tentar através da rede social compartilhar e ajudar as outras pessoas com meus conhecimentos e conselhos.
NOVA FORMA DE PROTEÇÃO e ATUAÇÃO: dar mais palestras e oficinas para suprir a mesma necessidade, além de ajudar as pessoas de forma personalizada trabalhando com coaching financeiro. 

São as soluções simples que atendem a mesma necessidade do Guardião e você tem que descobrir a Intenção Positiva dele e convencê-lo (e treiná-lo) a adotar essa nova solução. Faça isso e descubra um novo mundo: um mundo além da zona de fronteira. Faça da sua zona de desafio a sua nova zona de conforto!

***

Então, fechamos com esse post toda série que mostra e trata os obstáculos emocionais. Espero que tenham gostado e principalmente feito os exercícios, pois, como diz o meu mentor: "conhecer a mente humana é algo muito bom, mas melhor ainda é poder mudar de vida!"

Sucesso!


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5 de abril de 2014

UMA solução para TRÊS obstáculos



No terceiro obstáculo tratamos de trazer à consciência as crenças de luta. A técnica que é utilizada para trabalha-las e quebra-las é a Conversa Interna Dirigida – essa mesma técnica serve para se trabalhar com as Histórias Pessoais e as Metáforas Pessoais


Como uma crença é construída? Como uma crença se estabeleceu dentro de você? 

Muitas pessoas têm crenças do tipo “As melhores pessoas são aquelas que superam grandes dificuldades” ou “o que vem fácil vai fácil” ou alguma coisa do tipo. Mas como isso se estabeleceu dentro de você?

Tomemos um exemplo: digamos que uma mulher estabeleceu a crença de que “nenhum homem presta” e simplesmente não aparece na vida dela nenhum homem que presta; do contexto de vida dela, no ponto de vista dela não existe homem algum que preste. Ela acredita tão fortemente nisso que para ela essa crença é verdade. Primeiro apareceram homens que não prestam, depois ela acreditou nisso e fez aparecer homens que não prestam: o que veio primeiro? 

Uma crença é como se fosse uma mesa. Para uma mesa se sustentar ela precisa basicamente de quatro pernas. Mas quanto mais pernas ela tiver mais firme fica. Nessa analogia as pernas são os pilares que sustentam aquela crença (mesa). 

Suas crenças são construídas linguisticamente e reforçadas pelas informações que você recebe. Então se suas crenças são construídas com linguagem, você as desconstrói com linguagem, através de uma discussão com você mesmo. Esse questionamento de crenças é um método muito poderoso. 

Portanto, a chave-mestra para resolver as crenças é você discutir com você mesmo. Por exemplo: digamos que você tenha uma crença de que “o que vem fácil vai fácil”. Daí você começa a se perguntar: “Como assim o que vem fácil vai fácil?” “Tem que ser assim?” “Sempre é assim?” “Você acha que o caminho do Mark Zuckerberg, criador do Facebook, foi difícil? Apesar de terem criado um filme para romantizar a história, a vida dele foi mais fácil de que quase todo mundo. Isso tira o valor da criação do Facebook, da ideia que ele criou, da percepção, do algoritmo? Não tira nenhum valor, muito pelo contrário”.

Nós temos que nos habituar a analisar as coisas a partir do sistema, de um nível acima – não através de uma visão muito estreita.

Normalmente quando uma pessoa tem uma crença negativa, ela já faz essa discussão: só que das coisas boas. Algumas pessoas às vezes ganham uma promoção, ganham um prêmio, ou são laureadas com uma coisa boa qualquer. Depois a pessoa fica pensando: “Será que eu mereço mesmo? Será que sou bom o suficiente para isso?” Isso é uma conversa interna questionando um fato bom. Você já está acostumado a questionar, se você tem esse padrão. O trabalho com as crenças de luta é questionar as coisas ruins, aquilo que está te limitando. 

Seu exercício é fazer uma Conversa Interna Dirigida, uma discussão com você mesmo dessas suas crenças negativas.

Eu tenho que agradar todo mundo”. Tem mesmo? Todo mundo tem que gostar de você mesmo? “Ah... se eu não agradar todo mundo eu me sinto mal”. Você tem medo de agradar todo mundo? Nenhum grande homem nem uma grande mulher agradou a todo mundo: nem Jesus Cristo, nem Winston Churchill, nem Madre Tereza. Porque você acha que você tem que agradar todo mundo? É um fardo muito pesado, ninguém tem que agradar todo mundo. Quem disse que você tem que agradar todo mundo?

Pegue o hábito de se questionar, discuta com você mesmo e ganhe a discussão com você mesmo. Quebre essa crença.

Essa conversa interna serve tanto para suas crenças, quanto para suas histórias pessoais e também para suas metáforas pessoais.

Então vamos lá: 

Pegue cada uma de suas crenças de luta, cada uma de suas histórias pessoais e cada uma de suas metáforas pessoais e use a técnica da Conversa Interna Dirigida. Questione-se. Determine o quanto essa crença/história/metáfora é boa; avalie os prós e contras de cada uma delas. Algumas são boas, úteis para você e talvez valha a pena mantê-las de forma consciente, porque você quer. Ouras te atrapalham e te limitam e através desse processo você pode e vai vencer essa discussão, quebrando-as.

***

Felizmente, quando o assunto foram as questões financeiras, eu não identifiquei crença de luta, nem metáfora ou história pessoal que me impedisse de ir adiante (pode até ser que existam, mas até então não identifiquei). Porém, existiam outras questões relacionadas à sucesso, à minha vida profissional, que sim, estavam me segurando. Vou dar um exemplo pessoal de cada obstáculo, para vocês entenderem como eu fiz.

Crença de luta

Se não for difícil não tem graça
É verdade que muitas coisas na vida não serão fáceis, simples ou rápidas demais. Mas pode ser que sejam. E se forem é o momento de desfrutar ainda mais, pois essa facilidade pode ser fruto de seu desenvolvimento ou mesmo fruto do imprevisto que estamos sujeitos no dia-a-dia. Temos uma percepção de que se alguma coisa é difícil acabamos por dar mais valor. Mas não precisa ser assim o tempo todo. Aprender a receber as bênçãos fáceis da vida é uma obrigação e, convenhamos, é extremamente prazeroso.

História pessoal

Não sou considerado um vendedor; falo pouco com os outros
Um vendedor tem que falar muito? Tem que ser o falastrão, um cara que gesticula, tem mil e uma artimanhas para convencer o cliente a comprar seu produto ou serviço? Não, acho que não. Um vendedor é um cara que comunica valor para o outro e acaba fazendo negócios com ele porque estabelecem uma relação genuína de confiança mútua. Falar muito ou pouco não tem nada a ver com ser um bom vendedor: estabelecer boas e relações confiáveis sim. Afinal, tendemos a fazer bons negócios nas pessoas em que confiamos e consideramos amigos, não é?

Metáfora de vida

“O sucesso é um longo e árduo caminho”
O sucesso não precisa ter um caminho longo e tampouco árduo. É lógico que desafios (e oportunidades) aparecerão e eles exigirão alguma dose de esforço, mas nem sempre será assim. Pode vir bastante rápido e isso vai depender de fatores internos e externos. Além do mais, não é um caminho árduo – afinal, tão importante quanto atingir o objetivo é curtir o caminho para se chegar até ele.


Já devo ter falado isso em algum momento dos últimos posts: eu fiz todos esses exercícios e eles nos dão um nível de clareza e autoconhecimento jamais imaginados. Especialmente esse que trata do principal alimento para os medos e para o Guardião.

No próximo post trataremos de mostrar como trazer o Guardião para o seu lado: aquela parte de sua personalidade que te sabota poderá estar ao seu lado - e acredite: ele é MUITO poderoso!


Até lá!


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28 de março de 2014

Solucionando seus MEDOS para sempre!

Após apresentar os seus obstáculos emocionais e como trazê-los à consciência, finalmente chegamos à primeira técnica (de três) para começar a resolvê-los para sempre.

O primeiro obstáculo apresentado foi o medo. Devemos lembrar que o medo é um mecanismo de proteção natural do ser humano: seu sistema nervoso já nasce com esse mecanismo. Saímos "de fábrica" com dois medos básicos: medo de altura e medo do escuro. Mas, mesmo esses medos não se tratam de fobias: e sim uma espécie de respeito. Todos os outros medos nós criamos por experiência, geralmente experiências dolorosas.

Porém, na sociedade atual, nós vivemos um excesso de medos: medo de coisas que nós nunca vivemos, medo de coisas que nós vimos outras pessoas viverem e medo de coisas que nós vimos na televisão, no cinema, no teatro, nos livros: não é foco tratarmos de teoria conspiratória, mas é fundamental que nós entendamos que grande parte de nossa cultura veio do cinema estadunidense, de todo um aparato midiático que nos envolve.

Isso vai ser repetido nas próximas duas técnicas, mas se você teve dificuldade em trazer à consciência quaisquer obstáculos (confira aqui os outros posts: medo, formas de atuação do Guardião, crenças de luta, histórias e justificativas pessoais e metáforas pessoais) é muito provável que esse aspecto está atuando numa parte profunda de seu inconsciente. Então devemos perceber isso e compreender que não existe certo ou errado: EXISTE ESCOLHA – mas você só tem escolha quando está consciente.

Caso não tenha acompanhado, confira todos os obstáculos que te impedem de progredir:


A primeira técnica, portanto, para resolver de vez seus medos é chamada de Refoco Positivo.


O Refoco Positivo

O medo foi o primeiro obstáculo a ser trazido para a consciência. Diante disso, vamos trabalhar com a técnica para solucionarmos esse empecilho: o Refoco Positivo

O que é o Refoco Positivo? Vamos supor que você tenha o medo de morrer pobre, doente e sozinho. A técnica do Refoco diz o seguinte:


Quais coisas você pode fazer a partir de agora para que isso jamais aconteça?
O que é preciso fazer para que você jamais pense em morrer pobre, sozinho e doente?
Quais atitudes de desenvolvimento pessoal, que pessoas você pode perdoar, em que áreas você pode se perdoar que já vão começar a impedir que isso aconteça?

Outro exemplo, com um medo concreto: “Tenho medo de sofrer um acidente de carro”:

Que cuidados você pode ter para que isso não aconteça?
Tem algum curso que você pode fazer para evitar tal situação?
Você verifica frequentemente seu sistema de freio de carro?

Mas isso não parece óbvio? Sim, parece. Mas é necessário trazer essas informações para a consciência e criar um plano. Quando o medo é muito forte ele costuma ser muito profundo – nós levamos isso para o inconsciente e ele trata de transformar aquilo (o medo) em realidade.

O exercício do Refoco Positivo, portanto, trata de mudar o foco do medo (aquilo que quero evitar) para todas as coisas que eu preciso fazer para que ele não aconteça. Só de mudar de foco do medo para focar nas outras coisas já muda sua percepção e consequentemente sua vida.


Então vamos exercitar, colocar em prática para criar estratégias.

Pegue cada um de seus medos e use a técnica do Refoco Positivo, observando a questão do medo por um ângulo diferente, colocando sua atenção nas coisas que você pode fazer para evitar esse medo:

Quais coisas você pode fazer a partir de agora para que esse medo jamais aconteça?
O que é preciso fazer para que você jamais pense nesse medo novamente?
Quais atitudes de desenvolvimento pessoal, que pessoas você pode perdoar, em que áreas você pode se perdoar que já vão começar a impedir que esse medo aconteça?

Faça-se essa e outras perguntas. Você vai perceber que algumas ideias de ação vão surgir: esse é o começo de sua estratégia para sanar seu medo.

***

Quando fiz o exercício para trazer à consciência meus principais medos obtive várias impressões que sabia, mas, como não tinha "materializado no papel", não estava à vista, acabava ignorando. Os medos financeiros, por exemplo, foram os seguintes:

Medo de não alcançar meus objetivos financeiros; de ser incapaz de prover minha família; de não alcançar o sucesso; de ter a impressão de ter ficado 'estacionado'; de não conseguir realizar meus sonhos e objetivos.

Com a técnica do Refoco Positivo consegui, mesmo que ainda superficialmente, definir algumas macroestratégias que depois foram sendo refinadas:

Abraçar desafios que tragam a oportunidade de crescimento profissional, pessoal e financeiro;
Continuar a investir grande parte daquilo que recebo sem elevar meu padrão de consumo;
Trabalhar de modo a me posicionar em uma situação de força;
Desenvolver meus projetos pendentes e coloca-los em funcionamento.

Então, como alguém que executou todos esses exercícios propostos (e carrega esses aprendizados para a vida) , digo que compensa MUITO fazê-los. Só isso já provoca uma elevação substancial na consciência e sua atitude perante a vida, em diversos aspectos, muda - pra sempre!

No próximo post, falaremos da segunda técnica que tem a capacidade de resolver três obstáculos.


Até lá!


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21 de março de 2014

Seu quinto obstáculo EMOCIONAL: Metáforas Pessoais

No último post nós abordamos o quarto obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante que, inclusive, serve de alimento para o Guardião, para seus medos e para suas crenças de luta: suas Histórias Pessoais.

Apesar desse assunto ser similar ao anterior, ele é mais profundo. Vamos lidar com suas metáforas pessoais.

O que é uma metáfora? Metáfora é uma comparação subjetiva: compara-se uma ou mais coisas e dentro de sua mente você estabelece uma compreensão da relação dessas coisas. Um exemplo de metáfora seria comparar o deslocamento dos elétrons de um fio como se fosse o deslocamento da água dentro de um cano. Existem diferenças nessa analogia, é claro; porém, com essas relações fica muito mais fácil compreender como funciona uma corrente elétrica, por exemplo. 

Nós, seres humanos, também usamos metáforas. A metáfora também é uma história, mas é mais profunda: suas metáforas de vida estão junto com suas crenças, com seus valores, com a conversa interna do Guardião, com seus medos – e isso tudo as justifica. 

E o que são essas metáforas? Basicamente vamos abordar essas metáforas em dois níveis: metáforas em nível de identidade e metáforas de definição

O que são as metáforas de identidade? É quando as pessoas dizem assim: “eu sou um guerreiro” – isso evoca certas características para a pessoa: algumas boas – é uma pessoa que luta, que não desiste, que cai e levanta – e também algumas ruins – um guerreiro está sempre buscando uma guerra, é alguém que está em busca sempre de luta, não necessariamente em busca de paz. 

Outros exemplos: eu sou um pai, eu sou um disciplinador, eu sou um professor. Também são metáforas que levamos para a vida. Dependendo das metáforas que você usa para se definir, você pode trazer muitas coisas boas e muitos problemas juntos. Normalmente quem se define muito como um guerreiro, embora costume conquistar as coisas que quer na vida, alcança com mais luta do que as pessoas que se definem como um “artista da vida”, por exemplo – quem se define assim consegue ter as coisas com menos dificuldades.

As metáforas também atuam no aspecto financeiro. Quando você fala “eu sou um devedor”, “eu sou indisciplinado com dinheiro”, “eu sou muito ruim com números”, “eu sou uma pessoa pobre” – e várias outras. Em verdade, quando muitas questões financeiras são colocadas em pauta, se analisarmos mais à fundo, podemos identificar questões afetivas mal resolvidas. É por isso que procuramos trabalhar de forma abrangente os obstáculos emocionais: a raiz geralmente não é uma questão financeira.

A ideia central não é questão de dificuldade ou facilidade: isso foi trabalhado com as crenças de luta. A ideia é identificar onde estamos criando mais dificuldades além do que elas existem em função das suas metáforas pessoais. Se você tem uma metáfora que você é um guerreiro (“Eu sou um espartano”) então é provável que sua vida seja repleta de lutas: sempre estará combatendo as pessoas, sempre enfrentando dificuldades.

Temos de nos conscientizar dessas metáforas para que possamos efetivamente trazê-las à tona e modifica-las, caso seja necessário.

O primeiro passo é definir suas metáforas de identidade; como você se define: como guerreiro, como lutador, como artista, como um pai, como uma mãe? Como você se define em termos de metáfora de identidade? Pense em termos de papéis que você se atribui com a expressão “eu sou” antes de vir a comparação.

E, além dessas, existem as metáforas de definição que criam as circunstâncias à nossa volta. Por exemplo: “a vida é uma luta” – essa metáfora diz que a vida é um combate, que temos que passar sufoco, dificuldade e tem sempre um oponente; é uma metáfora perigosa.

“A vida é um jogo”: se é um jogo pode ser um jogo de ganha/perde – para eu ganhar alguém tem que perder ou vice-versa.

“O mundo é como um bolo, não tem fatia grande para todo mundo”: é uma metáfora malthusiana e isso pode estar te limitando.

Que metáforas você usa para a vida?

O foco aqui é tomar consciência de suas metáforas: às vezes você tem metáforas que trazem limitações em algumas áreas, mas para você isso é bom e, portanto, decide conscientemente mantê-la. O problema é quando você tem uma metáfora que não está consciente e ela está te limitando em várias áreas. Tomar consciência vai te possibilitar ou escolher manter ou acabar com ela.

Quais são suas metáforas globais? E sobretudo, as metáforas que você utiliza sobre o problema que você está passando. “Esse problema é um bolo” ou “esse problema é um rolo que nunca desenrola”. Que metáforas você usa para os problemas? “Esse problema é um jogo de xadrez” – opa! Com inteligência e estratégia eu consigo vencer!

Quando você define as coisas através de metáforas, ou se limita ou se dá possibilidades.

Vamos à atividade:

Quais são as metáforas que você usa para se definir?
Quais são as metáforas que você usa para definir a vida?
Quais são as metáforas que você usa para definir os problemas pelos quais você passa?
Quais são as metáforas que você usa para definir a felicidade?

Procure as metáforas que você usa e analise se elas tem sido boas, positivas para você ou se elas têm limitado a sua ação.

No próximo post começaremos a explicar como resolver todos os problemas levantados nas últimas semanas. Vou apresentar um caminho para solucionar definitivamente esses obstáculos emocionais!


Até lá!


Confira os outros obstáculos:
Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos
Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez
Seu terceiro obstáculo EMOCIONAL: Crenças de Luta
Seu quarto obstáculo EMOCIONAL: Histórias Pessoais


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16 de março de 2014

Seu quarto obstáculo EMOCIONAL: Histórias Pessoais

No último post nós abordamos o terceiro obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante que, inclusive, serve de alimento para o Guardião e para seus medos: as crenças de luta.

Nesse post vamos abordar um problema que é estruturalmente mais complexo, é razoavelmente consciente, mas a maior parte das vezes pensamos que isso é natural, que faz pouca diferença, que é um fator que não tem como mudar. Nós estamos falando sobre as nossas histórias e justificativas pessoais: as que contamos a nós mesmos e as que contamos às outras pessoas para justificar as coisas que acontecem em nossas vidas.

O sistema nervoso do ser humano foi preparado para um ambiente em que era necessário, para sobreviver a médio e longo prazo, tirar sentido das coisas: ele foi feito para extrair significado das situações. Uma situação se repete 3 ou 4 vezes e você tira uma conclusão, cria uma regra (que é o que chamamos de crenças) e começa a estabelecer significados: “Então isso causa aquilo que causou isso que causou aquilo outro...”. O sistema nervoso foi adaptado para trabalhar com histórias; com coisas que fazem sentido; com princípio, meio e fim; com causa e efeito. A parte intuitiva de nossa mente procura causalidade o tempo todo.

Nós entendemos melhor um conceito quando ele é explicado com uma história; conseguimos guardar melhor uma ideia se ela for contada como ela surgiu. Por conta disso, nós criamos para nós mesmos ou ouvimos de pessoas de referência (nossos pais, nossos avós, do ambiente do qual nós crescemos) essas histórias e as repetimos. Essas histórias justificam quem nós somos; elas servem tanto para justificar nossas qualidades quanto nossos defeitos, nossas facilidades e talentos e nossas dificuldades e desafios.

Nós não temos apenas histórias boas: também temos histórias ruins. Muitas vezes a história que contamos faz referência aos nossos pais. Às vezes uma pessoa te pergunta: “porque você é grosso, estúpido com os outros?” E logo vem a resposta: “minha mãe era assim, eu sou assim também! Eu sou autêntico eu falo sempre a verdade!”. Daí, essa pessoa que conta essa história para ela mesma, caso um dia seja delicada vai achar até estranho seu comportamento “poxa, mas eu não sou essa pessoa delicada. Sou aquela pessoa autêntica, grossa...”

Nós temos histórias de ‘coitadismo’, de coisas que nós não queremos continuar a ter em nossas vidas. Te perguntam: “por que você tem dificuldade nessa área?” “Ah... porque meu pai tinha, a minha mãe tinha...” “porque você tem facilidade naquela área?” “Ah... porque eu desde pequeno aconteceu isso e eu tive essa situação”. 

Nós temos histórias bacanas que justificam nossas qualidades e talentos, mas temos histórias que nós contamos que justificam as nossas dificuldades e, muitas vezes, essas histórias podem ser modificadas, podem ser desconstruídas, mas você só vai conseguir trabalhar em cima disso se tiver consciência. Da mesma forma como aconteceu com os medos, o Guardião, as crenças de luta, faremos a mesma coisa com as histórias pessoais.

Quais são as histórias que você conta para você mesmo e que justificam as suas dificuldades, que justificam os seus bloqueios? Você sempre foi ‘burrinho’, você sempre foi tímido, sempre foi gastador? Quais são as histórias que você conta, quais são as lembranças que você tem? Quando você comete aquele erro que mais quer consertar, aquela coisa que você quer parar de fazer e toda vez que você faz acaba contando a mesma historinha para você mesmo: que história é essa?

“Ah... mas minha mãe era assim e eu também sou...”
“Ah... eu sou assim desde pequenininho...”
“Depois que fulano me abandonou...”
“Depois que meu pai morreu aconteceu isso...”

Tem sempre uma historinha; por isso devemos trazer à tona, tomar consciência, trazer para um nível que você possa perceber.

Então, segue mais uma atividade: identifique as histórias que você conta para você mesmo e que justifica as suas dificuldades, os seus desafios e os seus bloqueios.

No próximo post falaremos sobre as metáforas pessoais, encerrando a abordagem sobre os problemas - daí partiremos para as soluções!


Até lá!


Confira os outros obstáculos:
Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos
Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez
Seu terceiro obstáculo EMOCIONAL: Crenças de Luta


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10 de março de 2014

Seu terceiro obstáculo EMOCIONAL: as Crenças de Luta

No último post nós abordamos o segundo obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante, uma poderosa parte de nossa personalidade que tem a finalidade de nos proteger, porém, talvez, ele esteja nos protegendo de forma inadequada: o Guardião. Foi proposta uma atividade para que você pudesse tomar consciência da forma como o Guardião age em sua vida, principalmente através de sono, distrações, emoções fortes e o sentimento de desdém. No primeiro post tratamos dos medos.

Nesse post, vamos tratar do terceiro obstáculo, que são as crenças de luta.

Os três obstáculos costumam atuar de forma conjunta. O Guardião se utiliza das crenças de luta para justificar muitas das coisas que ele faz; os seus medos também entram dentro da sua conversa interna, aquela conversa que você tem com você mesmo.

As crenças de luta, muitas vezes, é que estão por trás de tudo isso, por trás de todos esses obstáculos abordados.

Nós temos uma tendência a dar mais valor àquelas coisas que foram mais difíceis de conseguir. Então por que geralmente não conseguimos alcançar elevados níveis de sucesso e realização, como algumas poucas pessoas parecem alcançar? Porque muitos de nós desenvolvemos, por uma questão cultural, as crenças de luta. A ideia de que uma vitória para valer a pena tem que ser suada, tem que ser na luta, tem que ser ganha com garra. “O céu é conquistado a força”, “não existe vitória sem sacrifício”, “tudo que vem fácil vai fácil”.

É verdade que no mundo teremos aflições: nós vamos passar dificuldades na vida – isso é um fato. Quando queremos obter um determinado resultado, automática e naturalmente já nos deparamos com vários obstáculos: muitas vezes é necessário desenvolver determinadas habilidades para superá-los.

Só que, por uma questão cultural, muitos de nós acabamos, para tentar valorizar e enobrecer mais a nossa vitória, criando inconscientemente outras dificuldades. Criar mais dificuldades que a própria situação já tem naturalmente para tornar aquela vitória mais valiosa. Isso é um grande perigo: muitos de nós vivemos isso e não percebemos.

Uma tipo de crença de luta muito comum é “o que vem fácil vai fácil” ou acreditar que “o filho do Eike Batista não tem valor: é um cara que não serve para nada, é só um herdeiro” ou “essa mulher é famosa só porque ela é bonita” ou “esse cara aí ganhou tudo de mão beijada” ou outras coisas do tipo. Temos a tendência de falar assim das pessoas que aparentemente têm mais facilidade na vida.  É muito importante tomar consciência disso porque quanto mais você desvaloriza as pessoas que têm facilidades na vida, mais inconscientemente você busca viver dificuldades: afinal, “você não quer que a sua vitória seja igual à da pessoa que considera que não tem valor”. Inconscientemente você fica procurando mais dificuldades; é um processo inconsciente de auto sabotagem: você não faz isso de propósito, mas se você tem crenças de luta de que as coisas só tem valor se tiverem muita luta, muita dificuldade, isso automaticamente faz com que seu inconsciente busque por mais dificuldades ao longo do caminho.

Às vezes você já teve numa situação em que foi difícil aprender determinada disciplina e para outras pessoas foi mais fácil que para você. Pode ser uma dificuldade de aprendizado, pode ser uma questão de aptidão, mas pode ser uma questão de crenças de luta. Então é necessário tomar consciência disso.

A vida tem dificuldades naturalmente, porém quando nós desenvolvemos muitas crenças de luta acabamos criando mais dificuldades que o necessário.

A terceira atividade portanto, é tomar consciência de quais são suas crenças de luta. Crenças do tipo “o que vem fácil vai fácil”; “As melhores pessoas são aquelas que superam grandes dificuldades”; ou “Paris Hilton: o que ela fez para ser tão rica? Ela não merece essa vida que ela leva” ou “Por que o Neymar ganha tanto dinheiro?

Só para esclarecer essa questão do “herdeiro”: imagina que você trabalhe muito forte e muito duro e se torne um grande milionário, talvez um bilionário. Pelo fato de você ter construído essa fortuna, a vida do seu filho não deveria ser mais fácil do que foi a sua? Não faz sentido isso? Se você se torna um bilionário, você vai querer que seu filho passe pelas mesmas dificuldades que você? É bem provável que você vá cuidar dele, educa-lo, forjar a pessoa, não dando facilidades demais para que não fique mimado, mas ele não vai passar pelo mesmo sufoco que você passou.

Quando você julga outras pessoas de acordo com esses parâmetros de certa forma vocês está impondo a si mesmo a obrigação de viver determinadas dificuldades. Tomando consciência das crenças de luta, fechamos o ciclo desses três obstáculos.

Quais são suas crenças de luta? Quais são as ideias que você tem a respeito da verdadeira vitória, das lutas que ela tem que ter e as dificuldades? Quais são as coisas que você acredita que uma pessoa tem que passar sufoco, dificuldade e que tem atuado em sua vida de uma forma profunda?

No próximo post falaremos sobre outro obstáculo, mais profundo, que tem a ver com aquilo que acreditamos: nossas histórias pessoais.


Até lá!


Confira os outros obstáculos:
Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos
Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez


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3 de março de 2014

Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez

No último post nós começamos a trabalhar um obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante, de nos desenvolvermos em todas as áreas de nossas vidas, inclusive a financeira: o medo. Foi proposta uma atividade para que você pudesse tomar consciência de seus medos e registrá-los: quando colocamos as coisas no papel, conseguimos organizar melhor o pensamento, as coisas ficam bem mais claras.

Nesse post, vamos tratar do segundo obstáculo, chamado "O Guardião da Escassez".

O segundo obstáculo no processo de lidar com as emoções é um fator que a maioria das pessoas não tem a mínima consciência de que ele existe; um fator que atua nos processos de conhecimento e desenvolvimento pessoal de forma profunda e por isso não conseguem fazer absolutamente nada a respeito.

Existe uma parte de nós que faz qualquer tipo de coisa para evitar a mudança, para evitar a evolução, que, na visão dessa parte de sua personalidade, não entende que essa mudança é evolução. Na visão do coaching e da neurolinguística, dentre outros campos de estudo, o ser humano é composto por diferentes partes em sua personalidade e essas partes podem entrar em conflito. É muito comum, por exemplo, você escutar uma pessoa dizendo assim: “uma parte de mim quer ser saudável, outra parte de mim quer continuar fumando” ou “uma parte de mim quer ter um corpo bonito, outra parte quer comer pizza frequentemente”. Esses conflitos de parte são observados com bastante frequência e todo ser humano é mais ou menos dividido em algumas áreas. Aquelas pessoas que conseguem integrar isso melhor conseguem ficar mais focadas e acabam realizando mais porque elas vivem menos desses conflitos, já que eles tiram muita energia.

Uma dessas partes que todo ser humano tem é chamada de “Guardião da Escassez”. É uma parte que é extremamente conservadora, extremamente apegada à zona de conforto, que te mantém nessa condição, que faz de tudo para evitar a mudança.

A atuação do Guardião em nossas vidas é muito simples e rapidamente conseguimos perceber em que parte ele atua. Uma das coisas que o Guardião faz é te distrair, tirar sua atenção daquilo que está sendo falado. Às vezes você está assistindo a uma palestra e quando chega aquela parte que você mais precisa ouvir, você pega o celular para conferir suas mensagens, entra na internet, vai ao banheiro, vai pegar um copo d’água – saiba: é o Guardião que está fazendo isso. Ele faz você perder a atenção naquele ponto central. No meu caso, o Guardião atuava de forma bastante incisiva nesse aspecto: distrações com Facebook (a cada 5 minutos estava conferindo mensagens e notificações), Whatsapp, e outros - nisso eu gastava improdutivamente quase 2 horas de meu dia, o que atrasou muito dos meus processos de trabalho.

Outra coisa que o Guardião faz em sua atuação é causar uma emoção forte. Às vezes, numa conversa, numa aula, num vídeo a mensagem é direta para você e você acha graça, entende a mensagem como uma piada, uma metáfora engraçada e você acaba perdendo a lição que está naquela história porque está achando que é uma piada, que é graça.

Compreenda que o Guardião não é nada espiritual, nada de forças ocultas, nada disso. É uma parte de sua personalidade que tem pavor da mudança, que quer te manter onde você está perpetuamente. Ou cria distrações ou cria emoções fortes de riso, de graça, de raiva.

Outra forma de atuação do guardião é o sono. Às vezes você está numa palestra, numa apresentação, assistindo à um vídeo de treinamento e de repente te dá um sono sobrenatural. É a atuação do Guardião.

Porém, o pior de todas as atuações do Guardião é fazer você ter um pensamento assim: “isso aí eu já sei!”. Isso acontece muito quando determinado assunto ou conteúdo apresentado é similar ao que você já experimentou e você acha que já sabe o que vai ser dito ou explicado. Porém, o ser humano aprende por repetição: quanto mais vezes você repete a informação, mais vezes recebe o mesmo conteúdo de maneiras diferentes, contado por diferentes pessoas ou pela mesma pessoa, mas em um contexto de vida diferente, maior a chance de você assimilar aquele aprendizado de forma efetiva. Essa forma de atuação do Guardião é uma espécie de desdém, uma atuação feia dessa parte de nossa personalidade que faz com que percamos determinado conhecimento, a mudança positiva que aquela informação ou aprendizado poderia trazer em nossas vidas.

A segunda atividade, portanto, trata de analisar, enxergar, trazer à consciência formas como o Guardião da Escassez tem atuado na sua vida, impedindo que você adquira novos conhecimentos, impedindo de seguir em frente com racionalizações do tipo “isso aí eu já sei” ou com muito sono, com raiva (ou outras emoções fortes), com distraçõesQuais são as formas de atuação mais frequentes do Guardião da Escassez na sua vida?

O próximo obstáculo são as crenças de luta, combustível para muitos de seus medos, para certas formas de atuação do Guardião, dentre outras coisas. Mas vamos por partes!


Até o próximo post!


Confira o primeiro obstáculo:
Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos


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24 de fevereiro de 2014

Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medo


Muitos dos nossos problemas financeiros estão relacionados a problemas emocionais. Na verdade, o que se percebe é que muito dos exageros financeiros têm raízes em questões emocionais mal resolvidas. Pensando nisso, decidi apresentar os principais obstáculos relacionados aos nossos empecilhos e dificuldades emocionais, com o viés financeiro: esses obstáculos podem, inclusive, nos atrapalhar no processo de resolução das dívidas por conta de problemas emocionais que provocam comportamentos prejudiciais ao equilíbrio e bem estar financeiro.

Para muita gente essa abordagem pode parecer muito negativa, mas na verdade não é. Nosso foco não é ficar lidando com pensamento positivo, “mundo cor-de-rosa”. A primeira coisa que precisamos fazer para resolver uma situação, seja qual for, é encará-la. Enquanto não colocamos na mesa os empecilhos e dificuldades que nos atrapalham, que nos impedem de exercer o controle emocional adequado, nós não conseguiremos lidar com nossas finanças de maneira adequada.

Os primeiros passos nessa abordagem das emoções servem para tomarmos consciência daquilo que nos atrapalha e, depois, vamos trabalhar nas soluções dessas dificuldades.


O primeiro obstáculo: Medo

O primeiro obstáculo é o medo, especificamente o medo do sucesso – a maioria das pessoas têm esse obstáculo, mas mal o reconhecem. Mas como assim “medo do sucesso”? Na verdade as pessoas não têm medo do sucesso: têm medo das mudanças que o sucesso pode provocar.

Muitas vezes a pessoa vive numa zona de conforto que, de acordo com seu julgamento, é ruim. Porém, é um ruim conhecido. Na percepção dela aquela situação não pode piorar. Parece que não pode, mas geralmente piora. Em alguns casos a situação fica tão grave, tão ruim, tão desagradável que a pessoa fica desconfortável a tal ponto de tomar uma atitude – embora algumas vezes não tomemos atitude alguma: o ruim é conhecido e isso basta.

Por outro lado, ir para a zona de fronteira ou para a zona de desafio (que é além da zona de conforto) pode nos trazer outros problemas e outras dificuldades dos quais não estamos acostumados: 

“Esse relacionamento é ruim, mas sei como lidar com ele, já sei as coisas que eu devo falar, as que eu não devo falar; não sei se vale a pena mudar”;

“Esse trabalho é ruim, paga pouco, mas já sei viver nesse orçamento apertado; de repente tentar um empreendimento não vai ser legal”.

A pessoa começa a dar desculpas para se manter ali.

Proponho a você, leitor, uma atividade para trazer à consciência seus medos. Vai precisar de um caderno e lápis ou caneta, o que preferir. Ao longo dos próximos posts vou mostrar outros obstáculos e vou apresentar uma maneira eficaz de lidar com seus medos e esses outros obstáculos (quanto suspense!). Portanto, essa atividade se trata de você descrever os seus medos. Nosso foco são as questões financeiras, mas não é necessário que você aborde medos relacionados apenas à elas, podem se medos relacionados à vida em geral: medos concretos (medo de pegar uma doença, medo de ser atropelado), medos emocionais (medo de ficar sozinho, de ser abandonado), etc.

Quanto mais você conseguir colocar esses medos para fora, quanto mais você conseguir entende-los, melhor. Eles trazem consigo um significado. A emoção do medo traz uma mensagem muito importante e, ao invés de tentarmos fugir do medo, tentar ser apenas corajosos, nós devemos sentir esse medo: senti-lo e aprender aquilo que ele tem para nos ensinar sobre quem realmente somos, sobre as coisas que queremos e não queremos em nossa vida.

Temos muitos medos: medo de não alcançar os objetivos financeiros almejados; medo de não alcançar o sucesso; medo de se dedicar profundamente à vida profissional e não conseguir conciliar relacionamentos sociais, íntimos e familiares; medo de não ter a capacidade de prover o núcleo familiar; medo de não conseguir realizar os sonhos e objetivos... Escreva os seus medos em um caderno e, por enquanto, guarde essa informação. Em breve você vai precisar dela para tratar seus medos.

Então faça essa atividade: relacione, pelo menos, 5 medos que você tem em sua vida: medos práticos, profissionais, financeiros, de saúde, qualquer área. Quanto mais profundo você for, mais você alcançará resultados. Nosso objetivo com essas atividades é você se autoconhecer, compreender suas emoções e conseguir controlar o comportamento posterior a elas.

Não há problema em você se sentir empolgado de forma excessiva: o problema é você extravasar essa empolgação fazendo várias compras com cartão de crédito, por exemplo; não há problema em sentir raiva de uma coisa que é injusta, que é errada: o problema é você falar o que não deve para as pessoas e depois se arrepender ou enfrentar consequências desnecessárias.

O foco é compreender as emoções, suas mensagens e não permitir que elas te tirem do controle. E só vamos começar a entender isso compreendendo nossos medos, nossos receios, as nossas fantasias negativas.

O próximo obstáculo é uma parte de sua personalidade, muito profunda, poderosa e conservadora: o Guardião da Escassez.


Até o próximo post!


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6 de maio de 2013

A tênue linha entre as normas sociais e as normas financeiras


Tenho aprendido algumas coisas bem interessantes sobre psicologia econômica e comportamento irracional devido a um curso que estou concluindo através do Coursera, A Begginer’s Guide Irrational Behavior.

Em um dos diversos estudos abordados por esse curso, o professor Dan Ariely chama a atenção para um assunto muito interessante relacionado às diferenças e confusões que acontecem sobre as normas sociais e normas financeiras, de mercado.

Imaginemos a seguinte situação: um rapaz leva uma moça para um encontro, um jantar. Depois do jantar ele leva a moça para o apartamento dela e antes de receber o provável apaixonado beijo de boa noite ele fala o seguinte: “Interessante... eu gastei R$ 150,00 no nosso encontro...” O que acontecerá? Muito provavelmente ele não receberá o seu beijo apaixonado. Mas o que aconteceu? Todo mundo sabe que o jantar, as bebidas, tiveram um custo. O que ocorre é que ao mencionar “dinheiro” evocou-se a ideia de prostituição: dinheiro por sexo. Em algumas situações colocar dinheiro na equação faz com que as coisas piorem. 

George Bernard Shaw fez uma piada bem interessante. 

Um homem perguntou a uma mulher:
- Você dormiria comigo por dinheiro?
- Claro que não! Não sou uma prostituta!
- E se te pagasse 1 milhão de dólares?
- Por um milhão eu dormiria com você!

Mais um exemplo. Digamos que eu precisasse trocar o pneu de meu carro. Em determinada situação te peço ajuda; muito provavelmente você fará de bom grado. Agora, por outro lado, imagine que eu te ofereça R$ 5,00 para me ajudar. O que acontece? Certamente você não ficaria eufórico e muito menos disposto a me ajudar a trocar o pneu por R$ 5,00! Talvez você pense: “me ofereça pelo menos R$ 50,00 e começaremos a conversar!”. A ideia é que quando a motivação financeira entra, a motivação social, sentir bem sobre si mesmo, bem em relação à sua ação, simplesmente desaparece.

A ideia básica é a seguinte: de um lado temos as normas financeiras, ditadas pelo mercado – se preciso que alguém execute um trabalho para mim, a construção de uma cassa, por exemplo, definimos o acordo de pagamento, por hora, por dia, por trabalho, etc. Por outro lado temos as normas sociais: se uma pessoa é casada ou está em um relacionamento de longo prazo as trocas não são muito claras.



Só que vivemos no meio desses dois extremos: entre as normas de mercado e as normas sociais. O interessante é que quando se adiciona o fator financeiro geralmente as coisas, as relações tendem a ficar piores.




Voltando ao exemplo da troca do pneu: se pedíssemos a alguém para nos ajudar a trocá-lo sua predisposição seria bem elevada; quando é oferecido pouco dinheiro esta disposição cai drasticamente, enquanto que com muito dinheiro ela tende a subir bastante



Mas o que acontece se você muda a relação para o domínio financeiro, para as normas de mercado? Uma série de experimentos conduzidos por Uri Gneezy e Aldo Rustichini em um jardim de infância mostram os resultados dessa mudança. (disponível em A Fine is a Price)

Algumas vezes, nos jardins de infância, os pais chegam atrasados para pegar seus filhos. O que acontece quando se atrasam? O professor olha para o relógio, olha para o pai, olha para ao relógio... para ter certeza de que o responsável entendeu que ele está atrasado. Os pais sentem-se culpados, se desculpam e tentam não repetir tal comportamento no futuro.

Sob a supervisão de Uri Gneezy e Aldo Rustichini esse jardim de infância introduziu um sistema de multas, de penalidades: se os pais se atrasassem eles teriam que pagar uma multa – algo não muito elevado, na casa de poucos dólares. O que aconteceu? Imagine que você seja um pai/mãe. Você está trabalhando no escritório em uma tarefa importante, olha no relógio e percebe que tem que sair para pegar seus filhos. Mas agora existe a multa. O que você diz? “Bom, agora tem a multa e por esse custo eu prefiro fazer algo mais importante. O jardim de infância pode ficar com meus filhos por mais algumas horas, talvez até umas 19h. Tenho coisas mais importantes a fazer”. O que aconteceu? Subitamente os pais começaram a se atrasar mais, pegar as crianças mais tarde; não existia mais culpa: existia um custo.

Nesse experimento, em algum momento, cancelou-se o sistema de multas, voltando para o sistema anterior. Será que isso seria possível, voltar às normas anteriores?

Ao introduzir uma multa o comportamento foi alterado das normas sociais para as normas de mercado e se tornou impossível voltar atrás

Uma história (verídica) para finalizar.

Na época da crise de 2008 teve uma mulher de Nova Iorque que colocou em anúncio na Craiglist (um tipo de classificado eletrônico nos EUA). Ela dizia ser linda e qualificada, maravilhosa em muitos sentidos. Ela entendia que mulheres lindas deveriam se relacionar com homens que ganhassem mais de $ 500.000 por ano. No anúncio dizia assim: “Eu sou tão bonita quanto essas mulheres que estão namorando homens que recebem $ 500.000 ou mais, mas pessoalmente estou presa, não consigo passar da barreira de $ 250.000; não posso me relacionar com homens que recebem isso e não encontro homens que recebem mais do que isso”. Daí ela pediu conselhos e sugestões de como lidar com tal situação.

O que ela disse muitas vezes é verdade: lindas mulheres casam-se com homens ricos. Essa é uma ideia que pode parecer preconceituosa, mas é uma verdade percebida. Porém, ela fez isso de um modo totalmente explícito.

Imagine que você tem o dinheiro para satisfazê-la e ela é linda o suficiente e vocês poderiam ficar juntos. O que esse relacionamento pareceria? Imagine que na primeira noite ela não queira nada ou não seja uma boa parceira. Seria uma transação bem estranha de beleza por dinheiro.

Porém, um homem retornou o anúncio. Ele escreveu: “Veja bem: sou rico o bastante, recebo muito mais que o montante requerido. E você parece ser muito bonita e acredito ser um acordo razoável. MAS meus ativos, o dinheiro, tendem a valorizar ao longo do tempo; porém seus ativos, a beleza, tenderão a se depreciar. E sob essas condições eu prefiro alugar do que comprar”. Resumindo: a proposta da mulher fez com que qualquer relacionamento migrasse das normas sociais para as normas de mercado, estragando suas chances. (clique aqui para acessar a história completa, em inglês)

Pense sobre seus relacionamentos, pense sobre onde eles estão entre as normas sociais e as normas de mercado e onde eles deveriam estar tanto nos relacionamentos sociais quanto nos relacionamentos de negócios.

Boa reflexão!

27 de dezembro de 2012

A auto análise de cada dia


Olá pessoal!

Antes do fim do ano quis mudar a forma como realizar as postagens no blog. De agora em diante vou procurar publicar vídeo-posts. Acredito que dessa maneira possamos atingir uma melhor compreensão dos diversos conceitos tanto de finanças quanto de qualquer assunto que for tratado.

Conto com o feedback de vocês!

Um excelente 2013 a todos!

https://www.youtube.com/watch?v=UIXUtTLQHlA