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27 de dezembro de 2012

A auto análise de cada dia


Olá pessoal!

Antes do fim do ano quis mudar a forma como realizar as postagens no blog. De agora em diante vou procurar publicar vídeo-posts. Acredito que dessa maneira possamos atingir uma melhor compreensão dos diversos conceitos tanto de finanças quanto de qualquer assunto que for tratado.

Conto com o feedback de vocês!

Um excelente 2013 a todos!

https://www.youtube.com/watch?v=UIXUtTLQHlA


6 de maio de 2012

Como é construída a força mais poderosa do universo?

O título deste post é ousado. Que força poderosíssima é essa? O poder da natureza: dos furacões, dos maremotos, dos terremotos, dos vulcões, dos raios? De fato, até onde sei, nenhuma dessas pode ser manipulada ou, principalmente, controlada. Ainda não. Talvez, a criatividade humana consiga se superar mais uma vez e consiga controlar essas forças um dia.

A força da qual estou falando é a força do hábito. Uma definição de hábito é "comportamento que determinada pessoa aprende e repete frequentemente, sem pensar como deve executá-lo". É o automatismo do comportamento que, muitas vezes, executamos, repetimos "sem perceber". Por que o hábito é a força mais poderosa do universo? Exatamente porque ele faz com que a constante repetição (do que quer que seja) produza efeitos cada vez mais profundos.

Vamos abordar dois pontos de vista simples. Digamos que uma pessoa tenha o hábito da leitura. Então é bem natural observarmos tal pessoa lendo um livro, uma revista, sempre acompanhada de alguma coisa que ela possa ler. Ela, muitas vezes, pode até ansiar por esse momento. Qual a consequência disso no longo prazo? Dependendo do que é lido, a tendência é que essa pessoa saiba sobre muitas coisas e, sobre assuntos de maior interesse, torne-se alguém que entenda muito sobre determinado assunto. Por outro lado, imaginemos um exemplo desagradável: uma pessoa que tenha o hábito de não escovar os dentes. Não vou detalhar o que ocorre, mas, no longo prazo o que vai acontecer? Essa pessoa corre o sério risco de perder seus dentes. E mais: corre riscos de ter diversos tipos de doença, desde uma fortíssima gengivite a um ataque cardíaco (eu fiquei impressionado quando soube que a falta de cuidados com a boca pode causar infarto).

Um hábito é um comportamento. Um comportamento que foi diversas vezes repetido, reforçado e que chegou ao estado de inconsciência: o famoso "piloto automático". Como podemos mudar hábitos ruins, comumente chamado de vício? É simples. Um hábito só pode ser substituído por outro. Não existe outro caminho. Para se ter o hábito de praticar exercícios físicos é necessário praticá-los. Isso nos leva a um ponto interessante: sabia que existem dois tipos de hábito? Sim: existe o hábito de fazer e o hábito de não fazer. Então se você não faz alguma coisa e quer mudar isso, o único caminho é fazer tal coisa!

Mas como os hábitos são formados? Pergunta interessante. Aprendi recentemente o processo, a ponte que leva à formação do hábito. Particularmente só conhecia o estado atual e o estado desejado e executava aquilo que sabia que me conduziria ao estado desejado. Mas... como saber que o hábito está sendo formado?

Existem quatro estágios que são necessários para se adquirir novos hábitos ou novas habilidades. E, claro, isso serve tanto para hábitos bons quanto ruins.



Estágio Um: Inconsciente e Sem Habilidade


Nesse primeiro estágio você está completamente inconsciente do hábito e, consequentemente, despreparado para executar tal ação. Isso se dá antes de você dar sua primeira tragada, usar o vaso sanitário, tomar seu primeiro drinque, antes de aprender a dançar, ler, de começar a controlar seus impulsos de consumo, de cuidar de suas finanças, de tocar algum instrumento musical, praticar algum esporte, enfim: o que quer que seja. Você está inconsciente do hábito e completamente desinteressado em aprender a prática, portanto, despreparado.



Estágio Dois: Consciente e Sem Habilidade


Nesse momento você tomou consciência da prática. Mas como tudo é muito novo, você não tem habilidade para lidar com aquilo: bebeu pela primeira vez ou fumou e isso caiu muito mal; sua mãe começou a sugerir o vaso sanitário; tentou tocar piano, violão, mas ainda não sai nada "bonitinho", harmônico; tentou usar algumas ferramentas de controle financeiro, mas ainda não sabe bem como manuseá-las, começou a usar o computador e não consegue digitar rapidamente. Tudo é muito desajeitado, antinatural e, muitas vezes, assustador.

Porém, se persistir, você chega ao terceiro estágio:



Estágio Três: Consciente e Habilidoso


Devido a prática e à experiência, você se torna cada vez mais habilidoso, mais confortável em executar tal comportamento ou prática. Quando o cigarro e a bebida passam a ser saboreados; quando não é mais necessário prestar tanta atenção ao se tocar algum instrumento; quando dançar começa a se tornar mais fluido; quando suas finanças começam a ficar mais claras e suas decisões são mais precisas, conscientes. Resumindo: quando você começa a "tomar o jeito da coisa".

Por fim:



Estágio Quatro: Inconsciente e Habilidoso


Esse é o estágio do piloto automático. Neste estágio você não tem que pensar. Simplesmente executa a ação. É o estágio final para uma pessoa se tornar alcoólico ou fumante, quando já se "esqueceram" de seu hábito compulsório. Quando, ao levantar pela manhã, escovar os dentes e usar o sanitário é a coisa mais natural do mundo. É quando você se depara com aquela bolsa que, em um momento anterior, era "perfeita" e você tinha que comprá-la e hoje não te traz nenhuma ansiedade em tê-la. É quando simplesmente "acontece", simplesmente faz.



Trabalhoso? Sem dúvida que sim. A imagem abaixo traz bem a ideia do que se trata. Mas, como qualquer hábito que se deseja construir, desenvolver, você tem um grande poder: o poder da escolha. E lembre-se: ao se (re)moldar de forma melhor, a maior recompensa que pode ter é uma vida nova.

Boa semana!


31 de janeiro de 2012

Procrastinação Financeira


Começo esse post com uma palavra pouco usual, que, talvez, alguns não tenham sequer o conhecimento do significado dela: Procrastinação. Portanto, vamos defini-la um pouco melhor. O verbo procrastinar significa: “Deixar para depois. Adiar, espaçar, delongar, protelar, postergar”. Infelizmente, esse hábito pode levar a situações muito delicadas quando se trata das nossas finanças, pois, muitas vezes, deixamos de assumir a responsabilidade sobre a nossa vida financeira, ficando para depois esse momento tão fundamental.

Alguns justificam que não têm tempo para criar um orçamento pessoal; alguns até o criam: mas na hora de colocar em prática... o momento da ação fica para semana que vem ou mês que vem, porque “aí eu posso me programar para isso” (lembra muito a ideia do regime alimentar: “na segunda eu começo”). Pura desculpa! As semanas passam, os meses passam, os anos passam e a pessoa mal saiu do lugar. Ou, então, quer começar a criar suas reservas para a aposentadoria ou independência financeira, mas nem o primeiro passo é dado para organizar esse plano tão importante de modo inteligente... e o tempo vai escoando... Lembre-se que esse recurso, o tempo, é igual para todos nós e ele é implacável: não volta jamais!

O hábito de procrastinar (sim, é um hábito!) acaba por se estender por toda a sua vida: é um amigo que você deixa para visitar depois (e acaba visitando-o uma vez por ano e olhe lá!); é a dívida que não se resolve e vai virando uma bola de neve viva; são os sonhos que vão sendo colocados de lado devido  “a correira do dia-a-dia”; é aquela oportunidade de trabalho ou negócio que faria com que você desse uma alavancada em sua carreira, mas, por medo, insegurança ou pelo simples hábito do “depois penso nisso”, o tempo passa, perde-se uma boa chance e muitas vezes nem se avalia – e vem a desculpa esfarrapada: “Ah... não era pra mim mesmo...” Não era mesmo... as oportunidades existem e estão aí para quem estiver preparado para agarrá-las. Não estou falando que se deva fazer as coisas de modo impensado, não mesmo. Porém é necessário que se tome uma atitude, mesmo que ela seja a de não se fazer nada (mas de caso pensado!).

Mas, o que fazer? Aprendi que, essencialmente, existem dois tipos de hábito: o hábito de fazer e o hábito de não fazer. Parece óbvio demais... e é! As verdades, quando ditas, são simples, porém profundas. Então, se você deseja controlar o seu dinheiro, SAIA DA INÉRCIA MENTAL (faça alguma coisa!) e desenvolva um orçamento compatível com seu padrão de vida. Não se esqueça de colocar em primeiro lugar seus sonhos: a viagem, a casa, a independência financeira (acesse esse link e acompanhe um casal que está indo rumo à esse sonho), o carro, o curso de graduação, mestrado, doutorado ou qualquer outro, dentre vários sonhos. Você vai perceber que não dá para colocar todos os sonhos em ação ao mesmo tempo. Alguns não serão possíveis de se realizar: muitas vezes ou é um ou é outro – tem que se escolher, não tem jeito. Recomendo que anote todos eles, e especifique quanto custaria para realiza-lo em valores de hoje. Depois, defina dentre eles quais são as suas maiores prioridades, mas não escolha mais que dois ou três para focar. Trace um plano. Determine o prazo realista para a conquista desse sonho. Determine como e onde vai aplicar seu dinheiro para realiza-lo. Não se esqueça de considerar seu perfil de investidor além de outras questões como inflação, imposto de renda e os custos que incidem na aplicação. Dê um nome para seus sonhos: isso evita que se fique tentado a consumir coisas supérfluas durante a trajetória. Sonhos definidos. Sonhos planejados. Continue a construir seu orçamento. Não deixe para terminar depois - nada de procrastinação!

Existem, basicamente, sete áreas em que nós temos custos ao longo de nossas vidas. A saber: alimentação, moradia, saúde, transporte, lazer, vestuário e educação. Em algumas delas podemos ter gastos mais esporádicos (vestuário, por exemplo), enquanto noutras o gasto é necessário para a sobrevivência (sim, inclua o lazer – ele é importante para a saúde emocional e mental). Esse é o momento em que muita gente pode gritar: “Eu? Fazer um orçamento pessoal e ter que segui-lo? Eu não! Prefiro viver livremente!”. A maioria das pessoas que diz isso muito provavelmente está dura ou quase lá. Um orçamento, muito pelo contrário, traz liberdade: GARANTE que você realizará seus sonhos (primeiro os seus sonhos, não foi assim que se conduziu o processo?) e que estará controlando suas despesas pessoais assim como gastando bem seu dinheiro – afinal, você sabe para onde ele está indo! É só uma questão de mudança de ponto de vista: em vez de te acorrentar, o orçamento pessoal (se feito de maneira adequada) te liberta. Mas acaba por aqui? Não, não mesmo.

O último passo, e tão essencial quanto o planejamento, chama-se EXECUÇÃO. Não é porque estamos no meio da semana que você vai começar a aplicar seu orçamento pessoal na segunda que vem o que já era para ter sido colocado em prática no ano passado (ou antes!). A ação (e não a inação) é que vai determinar o seu sucesso. Planejar com o tempo se torna mais fácil, mais familiar – e recomendo duas coisas: revisão, no mínimo trimestral; e acompanhamento, no mínimo mensal. Mas o dia-a-dia é que fará com que você atinja ou não as suas metas: que faça dos seus sonhos realidade. E sabe o que mais? Não depende de ninguém: SÓ de você mesmo.

Muito provavelmente, se você é um procrastinador, ficará desconfortável em colocar todas essas resoluções em prática. Mas não deixe de fazer o planejamento. Não deixe de executar. O seu hábito de procrastinar pode ser mudado. A maneira mais prática de eliminar o hábito de não fazer é fazendo! É um dos caminhos mais simples! Mas como mudar um hábito? Vigilância constante, persistência, foco em seus sonhos, desejo e a simples EXECUÇÃO. Paro por aqui – por enquanto...

Mas, e você? Vai assumir a responsabilidade sobre suas finanças ou serão elas que mandarão em sua vida? 

10 de janeiro de 2012

O segredo da vida está dentro de você!

Ontem eu vivenciei uma situação inusitada, que, a princípio, mostrou-se de elevado risco. Eu fui abordado por um rapaz que estava bastante alterado. Como instinto de reação eu me preparei para uma possível fuga e, se fosse o caso, uma luta. Nunca precisei usar minhas habilidades e conhecimentos em artes marciais em ninguém e espero continuar com essa marca pelo resto da vida. E, felizmente mais uma vez, não precisei usar nessa ocasião.

Vou resumir o conteúdo da conversa e, depois, apresentar meu ponto de vista.

Esse rapaz se disse ex-presidiário, queria tomar uma pinga, e estava muito alterado. Sua voz era rouca, suas reações corporais eram involuntárias, como se de fato estivesse entorpecido. Mas, naquela situação, acabei conversando com ele enquanto caminhava para o ponto de ônibus. Ele disse que tinha matado uma pessoa e por isso tinha sido preso. Porém, agora, devido a condição de discriminação, ele não conseguia trabalho, não conseguia abrigo e vagava por aí. Perguntou insistentemente se Deus o perdoaria pelo que ele fez e o convenci de que sim, desde que ele se sentisse perdoado. Depois, ao chegar ao local onde esperaria meu ônibus, ele confessou que precisava era de uma palavra, alguém que pudesse clarear um pouco a mente dele. Pediu, novamente, que eu lhe desse dinheiro, mas não dei. Sabia que se o fizesse ele se intoxicaria ainda mais e eu poderia, direta ou indiretamente, provocar mais mal que bem.

Isso me fez refletir em como a maioria de nós é abençoada e que como podemos mudar o mundo (no mínimo o nosso e das pessoas mais próximas) se tivermos a vontade suficiente para mudar a nós mesmos. Esse rapaz está numa situação de risco em que ele pode prejudicar a si mesmo e outros indivíduos - o que pode ser muitas vezes pior por se tratar de pessoas inocentes. Mas qual a raiz disso tudo? A meu ver, chama-se educação. Não é bem a educação formal, de dentro das escolas, faculdades e outras instituições de ensino. É a educação proveniente da formação familiar. Ele tem culpa do que fez no passado? Sim, provavelmente sim. Mas as influências que ele recebeu de seus familiares, pessoas de referência, da própria sociedade, enfim, o que ele absorveu trouxe ao seu estado atual.

Isso me traz a um assunto importantíssimo para todos nós: o condicionamento de nossa mentalidade. Basicamente, somos influenciados de três formas: condicionamento verbal (o que você ouviu quando era criança), exemplos (o que você viu quando era criança) e episódios específicos (que experiências você teve quando criança). Essa tríade é poderosíssima e, geralmente, ela traz todos os impactos inconscientes em nossas vidas.

O primeiro passo para mudar nossa realidade interna (e a meu ver o mais difícil) é a conscientização. Trata-se da identificação de algum comportamento e modo de pensar que te prejudique ou que te proporcione reações e sentimentos ruins. Após a conscientização, devemos entender que essa forma de pensar (e, consequentemente, agir) não é nossa: foi aprendida de fora. Qualquer uma das três formas de condicionamento são externas e elas foram aprendidas de alguém: essa é a fase do entendimento. Depois, com esses pensamentos/comportamentos claros e definidos, temos o poder de decidir mantê-los ou mudá-los: essa é a etapa de dissociação. Por fim, temos, das mesmas três formas (condicionamento verbal, episódios específicos e exemplos), re-estabelecer novos e melhores hábitos: a fase de recondicionamento  (não é a mais difícil, mas a mais trabalhosa). Esse é um processo que pode ser demorado, especialmente quando se trata de nos desenvolvermos ao ponto de mudar hábitos. Geralmente, são meses de vigília e auto-monitoramento, até que, em determinado momento, você começa a executar as ações propostas de forma automática, sem pensar.

O que eu quero propor com essa reflexão? Se você, leitor, tem a oportunidade de ler esse post (e qualquer outra informação na internet) saiba que você já tem tudo o que precisa para mudar a sua vida. Tem que estudar mais, tem que se aperfeiçoar, entender como funcionam os mecanismos mentais? Claro que sim. Dá trabalho? Depende do seu nível de interesse. Quando o verdadeiro desejo vem à tona, mesmo que pareça algo impossível de se realizar, nós realizamos justamente esse "impossível". Sei que não são todas as pessoas que têm gosto ou interesse por esses assuntos, mas ao menos deveriam aprender como se aperfeiçoar. Se cada consciência individual se elevar, a consciência de toda raça humana também se elevará e criaremos um mundo, um ambiente muito melhor na nossa breve jornada terrestre.

"Tudo aquilo que a mente do ser humano criar e acreditar pode ser feito" -Napoleon Hill