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24 de novembro de 2015

BAIXE GRATUITAMENTE o novo Guia de Economia Comportamental e Experimental

O Guia de Economia Comportamental e Experimental reúne um grupo de FERAS (nacional e internacionais) de diversas áreas para falar desse assunto para lá de interessante.

Ele foi organizado pela Flávia Ávila e pela Ana Maria Bianchi e já está disponível para download gratuito.

Acesse, baixe, leia e entenda um novo mundo: http://www.economiacomportamental.org/guia/


20 de junho de 2015

[VÍDEO] Precisa ser CHATO cuidar das finanças?

Tem muita gente que fala que não controla o seu dinheiro porque o processo é chato, que dá trabalho. Mas será que PRECISA ser chato mesmo?

Confira no vídeo da semana no canal da Criterion, com Phillip Souza.


29 de abril de 2013

FGC amplia proteção contra quebra de bancos

Essa notícia saiu fresquinha no sábado no jornal Folha de São Paulo, e é muito importante.

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O Fundo Garantidor de Créditos, instituição criada pelos bancos pela assegurar o pagamento dos depósitos dos correntistas em caso de quebra de uma instituição financeira, decidiu elevar o valor das indenizações de R$ 70 mil para R$ 250 mil. 
A proposta, que ainda precisa passar por assembleia do próprio fundo, faz parte de um plano de reestruturação da entidade, que, nos últimos anos, atuou no socorro privado de bancos em dificuldades financeiras, como PanAmericano e Cruzeiro do Sul. 
COBERTURAS 
O fundo é acionado diretamente pelo Banco Central quando uma instituição financeira quebra. Serão cobertos depósitos como poupança, CDB (Certificado de Depósito Bancário), conta-corrente e letras imobiliárias no valor de até R$ 250 mil por CPF e por banco. 
Assim, se uma pessoa tiver várias aplicações ou contas em um mesmo banco, a restituição total será de no máximo R$ 250 mil. Mas, se a pessoa tiver dinheiro em vários bancos, que eventualmente quebrarem, a garantia será de R$ 250 mil por banco. 
Nos casos de conta conjunta, o teto de R$ 250 mil terá que ser dividido entre os seus titulares, independentemente do número deles. 
Os pagamentos são feitos, normalmente, em até dois meses, mas há casos de demora maior, podendo chegar a até seis meses. Não é feita correção monetária. 
Com a nova cifra, a instituição brasileira se alinha aos padrões internacionais. 
Os fundos de investimento, incluindo os de previdência privada, não são cobertos pelo Fundo Garantidor. 
No caso de quebra, os cotistas são ressarcidos por meio da venda dos ativos dos fundos.
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Quais as implicações disso para o pequeno investidor e também correntista? Basicamente maior segurança. Por outro lado, estimula-se o conservadorismo dos investimentos já que a caderneta de poupança, por exemplo, entra nas aplicações protegidas. Ainda pouco rentável e agora com muito mais proteção, referindo-se a volumes.

Vamos observando.

6 de março de 2013

Brasileiro é sem educação



Ao final do ano passado a BM&F Bovespa encomendou uma pesquisa para avaliar o nível de conhecimento sobre investimentos da população brasileira. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 100 diferentes cidades do País.

Resultados alarmantes: 27% dos entrevistados considera a caderneta de poupança o investimento mais arriscado. Vou repetir para enfatizar: 27% dos entrevistados considera a caderneta de poupança o investimento mais arriscado. Ao mesmo tempo, 44% considera a aplicação preferida. Bem paradoxal, não?! Diante disso, a pesquisa traz a ideia de que brasileiro não gosta de correr riscos; mas se a poupança é considerada arriscada por que continuam aplicando nela? Provavelmente por cultura de investimento além da sua simplicidade e facilidade de aplicação. Porém, essa preguiça mental pode trazer problemas gravíssimos no futuro.

Sabe-se que inflação é a perda do poder aquisitivo ao longo do tempo. Ter inflação não é ruim, muito pelo contrário. Porém, esse indicador deve estar sob controle para que não ocorra alta generalizada em demasia, provocando a hiperinflação (calma, o Brasil está muito mais evoluído e muito mais sólido: é provável que não tenhamos os problemas que o País sofreu na década de 80 e início da de 90, então calma). A captação de recursos em 2012 para a caderneta de poupança bateu recordes (mais uma vez), porém a “nova” poupança teve o menor rendimento da história, perdendo inclusive para a inflação.

Pensemos em um exemplo prático: imagine que a primeiro de janeiro de 20XX você pudesse comprar sua cesta básica a R$ 100,00. Então uma nota de cem reais bastava, certo? Porém, ao longo do ano, os preços variam. Digamos que a inflação nesse ano foi de 5%. Você acha que a mesma nota de cem compra a sua cesta básica? Certamente não. Você precisará de R$ 105,00 para comprar os mesmos produtos que em janeiro do ano anterior. Lógico que não funciona “redondinho”, mas a ideia é basicamente essa.

A nova poupança teve rentabilidade acumulada de 2,7464% no período de julho a dezembro de 2012. (fonte: Portal Brasil). Fazendo o mesmo processo de acúmulo com o IPCA, de julho a dezembro de 2012, o índice teve o resultado de 3,4378%. Resumindo: quem tem investimentos na nova poupança perdeu dinheiro, pois ela rendeu menos que a inflação.

Pouquíssimas pessoas conhecem outras formas de aplicação, muitas vezes mais rentáveis: menos de 10% dos entrevistados sabem o que é um fundo DI; cerca de 17% sabem o básico de investimentos compreendendo, por exemplo, o funcionamento de um fundo de investimentos. É alarmante!

A história econômica nem tão recente assim do Brasil faz com que as pessoas se mantenham acomodadas: tivemos hiperinflação em que se deixasse o dinheiro parado para comprar bens reais (imóveis e até mesmo carros (!!) ) seria mais seguro que aplicar; outros ganhavam muito dinheiro do dia para noite com aplicações em fundos conservadores de renda fixa – marcas históricas existem, mas temos que atentar e lidar com a realidade, não com o passado.

A economia brasileira mudou muito: hoje temos uma moeda estável, a taxa básica de juros encontra-se em patamares históricos super baixos, temos um sistema bancário forte, acesso a diversos produtos de investimento que também são simples e mais rentáveis que a própria caderneta de poupança (ex. Tesouro Direto).

Para quem tem acesso e conhece o mínimo de internet é comodismo e pura negligência não pensar e estudar sobre educação financeira, investimentos, economia. Alguns vão falar que são assuntos complexos, chatos, o que não é verdade. Na medida em que você vai tendo contato regular com o assunto, as percepções ficam mais rápidas e vai-se construindo pensamento crítico-investigativo. Não é necessário se tornar um especialista, mas é importante estar bem informado e atento às mudanças que esse contexto causa numa parte muito delicada de todas as pessoas: no bolso.

Falta de educação financeira, ignorância sobre esses assuntos, com certeza, é prejuízo real!

Boa semana e bons investimentos!