Um episódio muito interessante do Globo Repórter explorando e expandindo alguns assuntos relacionados ao momento atual.
Vale a pena conferir: http://globoplay.globo.com/v/4624153/.
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4 de dezembro de 2015
1 de maio de 2014
A origem do Programa MIDAS
Essa história remonta há alguns anos, quando comecei a trabalhar com finanças pessoais e, portanto, mistura-se à minha história profissional.
Assim que a Criterion começou sua trajetória em janeiro de 2011 eu já tinha ideia do que gostaria de desenvolver quando o assunto era educação financeira: mas não imaginava que obtivesse tamanho resultado. No início desenvolvi um curso; um grande curso ainda impregnado com certos pensamentos e ideias das corretoras. Tomei opinião de um amigo que é professor universitário, coaching e consultor organizacional, Júlio César Vasconcelos, e ele me fez uma simples pergunta: "em quanto tempo você imagina passar tudo isso?". Ingenuamente respondi: "acho que em umas 12 horas". Pela expressão de seu rosto vi que parecia... ahn... meio impossível em 12 horas...
Naquele mesmo dia ele me apresentou uma plataforma de apresentações diferente que, a meu ver, é muito mais espetacular que o tradicional (mas também cheio de recursos) PowerPoint: o PREZI aconteceu em minha vida. Comecei a debulhar essa plataforma, a entender seu funcionamento. Em poucos dias já conseguia fazer alguma apresentações básicas, mas bem mais impressionantes que o PowerPoint (e olha que fui chamado de "o mago do PowerPoint" [risos]).
- as raízes tratariam da base das finanças pessoais
- um balde de adubo trataria sobre a solução de dívidas
- o tronco sobre investimentos em renda fixa
- a copa da árvore sobre renda variável.
Uma boa progressão dos assuntos.
Fiz a primeira parte. Ficou imensa; porém já começava a tomar forma diante de uma nova proposta: relacionar finanças pessoais com comportamento. Naquela época eu tinha começado a estudar programação neuroliguística - era um iniciante. A primeira parte ficou recheada de assuntos relacionados à PNL, mas sem uma abordagem financeira... ainda não estava a cara que eu queria dar...
Daí fui conhecendo novos profissionais em finanças pessoais pelo Brasil afora: Conrado Navarro, Bernadette Vilhena, Ricardo Pereira, Adriana Rodopoulos, do Dinheirama; professor Elisson de Andrade [fiz um curso básico de finanças pessoais e lá pude ter acesso e desenvolver uma planilha de controle de fluxo de caixa fantástica: na época da corretora, também fui chamado de "o mago do Excel" e, com isso, desenvolvi novas funcionalidades com base na planilha do professor Elisson]; Rodrigo Leone, da GestorFP, da qual hoje sou representante da consultoria aqui em Belo Horizonte/MG; o coaching e consultor Jaques Diskin; Henrique Carvalho, do HC Investimentos; professor André Massaro; Rafael Seabra, do Quero Ficar Rico; professor Mauro Calil; Seiiti Arata, dentre vários projetos, o conheci no A Classe Alta; enfim, uma "galerinha da pesada" tratando-se de finanças pessoais e investimentos.
Todo esse contato fez com que novas ideias borbulhassem. A ideia da árvore começava a ser superada; não queria mais dar o nome de "curso" e sim "oficina" - ou seja, criar algo para ter interação, para ver, para ouvir, para fazer/sentir: PNL começava a permear todo processo. Nasceram as siglas e os nomes das oficinas:
BASIC: Formação Financeira Básica
DEBTS: Universo das Dívidas
FIRST: Começando a investir de verdade!
ALLOC: A estratégia de Alocação de Ativos (inspirado no excelente e-book do Henrique Carvalho, Alocação de Ativos)
STOCK: Investindo em ações valiosas
Mãos à obra!
Ano passado (2013) comecei desenvolvendo BASIC. Já tinha o material do curso anterior e comecei a formatar melhor as ideias, a configurar melhor a maneira como todo processo se desenvolveria. Mas, por falta de foco e por puro perfeccionismo, demorei muito tempo para concluir o material impresso dessa oficina: o trabalho começou a ficar desgastante. Fui desenvolvendo as coisas em modo tartaruga, bem devagar...
Até que...
Em algum dia do mês de outubro, navegando pelo Facebook eu vi uma propaganda de um curso que se chamava Despertamento Mental. Assisti um vídeo falando um pouco sobre esse curso, com um tal de Mauro Pennafort. Gostei do conteúdo, da abordagem, dos temas que seriam tratados - parecia que tinha PNL no meio...
Desde muito novo fui dono dos meus pensamentos: meu pai sempre me presenteou com livros que provocam boas influências em nossas mentes - fui "magnetizado" pelas filosofias de "Os Segredos da Mente Milionária" (T. Harv Eker) e "Quem Pensa Enriquece" (Napoleon Hill). Inclusive recomendo muito o estudo dos dois livros. Não querendo ser prepotente, mas hoje eu sei bastante como as duas filosofias práticas funcionam e coloco em prática. Só para se ter ideia, eu devo ter lido cada livro cerca de 40 a 50 vezes... mas ser dono dos seus pensamentos não é o suficiente. Nós, seres humanos, não somos seres completamente racionais: na maioria das vezes somos MUITO emocionais. Mas será que é possível aprender a ser dono das próprias emoções? Sim, é. E foi isso que eu aprendi Nas últimas 6 semanas de 2013: a administrar, da maneira que bem entender, as minhas próprias emoções. Geralmente, o Mauro ministra esse curso nas últimas 6 semanas do ano com o propósito de dar condições da pessoa mudar completamente a vida dela no ano seguinte: a época é proposital. Portanto (até onde sei) o curso não está disponível, mas quem quiser se inscrever na lista para ter informações sobre, é só acessa o link: Despertamento - Inteligência Emocional.
Aprendi tanta coisa interessante, tanta coisa forte, profunda e intensa que me provocou a voltar, a enfiar a cara em meus projetos. Dentro do curso é ensinado a tecnologia da mente de Obtenção de Resultados, a técnica da Inevitabilidade (vão ficar curiosos, não vou descrevê-la aqui [risos]). Durante o curso de Despertamento (hoje chama-se "Gestão Emocional Prática") vários insights aconteceram. Um deles veio em forma de sonho. Não sou muito bom em lembrar meus sonhos, mas lembro que antes de acordar em algum dia no final de 2013 só tinha um nome na cabeça: MIDAS. E esse nome se relacionava com as oficinas que estava desenvolvendo.
Daí, ficaram assim:
Ano passado (2013) comecei desenvolvendo BASIC. Já tinha o material do curso anterior e comecei a formatar melhor as ideias, a configurar melhor a maneira como todo processo se desenvolveria. Mas, por falta de foco e por puro perfeccionismo, demorei muito tempo para concluir o material impresso dessa oficina: o trabalho começou a ficar desgastante. Fui desenvolvendo as coisas em modo tartaruga, bem devagar...
Até que...
Em algum dia do mês de outubro, navegando pelo Facebook eu vi uma propaganda de um curso que se chamava Despertamento Mental. Assisti um vídeo falando um pouco sobre esse curso, com um tal de Mauro Pennafort. Gostei do conteúdo, da abordagem, dos temas que seriam tratados - parecia que tinha PNL no meio...
Desde muito novo fui dono dos meus pensamentos: meu pai sempre me presenteou com livros que provocam boas influências em nossas mentes - fui "magnetizado" pelas filosofias de "Os Segredos da Mente Milionária" (T. Harv Eker) e "Quem Pensa Enriquece" (Napoleon Hill). Inclusive recomendo muito o estudo dos dois livros. Não querendo ser prepotente, mas hoje eu sei bastante como as duas filosofias práticas funcionam e coloco em prática. Só para se ter ideia, eu devo ter lido cada livro cerca de 40 a 50 vezes... mas ser dono dos seus pensamentos não é o suficiente. Nós, seres humanos, não somos seres completamente racionais: na maioria das vezes somos MUITO emocionais. Mas será que é possível aprender a ser dono das próprias emoções? Sim, é. E foi isso que eu aprendi Nas últimas 6 semanas de 2013: a administrar, da maneira que bem entender, as minhas próprias emoções. Geralmente, o Mauro ministra esse curso nas últimas 6 semanas do ano com o propósito de dar condições da pessoa mudar completamente a vida dela no ano seguinte: a época é proposital. Portanto (até onde sei) o curso não está disponível, mas quem quiser se inscrever na lista para ter informações sobre, é só acessa o link: Despertamento - Inteligência Emocional.
Aprendi tanta coisa interessante, tanta coisa forte, profunda e intensa que me provocou a voltar, a enfiar a cara em meus projetos. Dentro do curso é ensinado a tecnologia da mente de Obtenção de Resultados, a técnica da Inevitabilidade (vão ficar curiosos, não vou descrevê-la aqui [risos]). Durante o curso de Despertamento (hoje chama-se "Gestão Emocional Prática") vários insights aconteceram. Um deles veio em forma de sonho. Não sou muito bom em lembrar meus sonhos, mas lembro que antes de acordar em algum dia no final de 2013 só tinha um nome na cabeça: MIDAS. E esse nome se relacionava com as oficinas que estava desenvolvendo.
Daí, ficaram assim:
MONEY: Formação Financeira Básica (A base das finanças pessoais)
INVST: Começando a investir de verdade! (Princípios de investimento e Renda Fixa)
DEBTS: Universo das Dívidas (Aprenda, entenda e soluciona - para sempre!)
DEBTS: Universo das Dívidas (Aprenda, entenda e soluciona - para sempre!)
ALLOC: Invista e viva melhor! (A estratégia de Alocação de Ativos)
STOCK: Investindo em ações valiosas (Método de seleção de ações)
Definir o nome é bonitinho, mas tinha muita coisa a ser feita. MONEY estava praticamente pronta e meio abandonada, apesar de que todo conteúdo estava bem estruturado. INVST tinha que ser desenvolvida; assim como DEBTS, ALLOC e STOCK. Muito trabalho...
Fiz mais um curso, já em 2014, com o Mauro Pennafort, que, no início do ano, aceitou ser meu mentor. Nas palavras dele "sou um de seus Padawans" [risos]. O curso era sobre planejamento anual. Nunca tinha feito algo do tipo. Sete dias, várias áreas a serem trabalhadas. Deveria ter feito o curso no início do ano, mas só fui fazê-lo, de fato, na 12ª semana do ano, início de março. Alguns vão achar "poxa... tanto tempo assim e foi fazer o planejamento depois de quase 3 meses?". Sim, foi. E, de verdade, antes tarde do que nunca. O resultado está demonstrado nesse texto imenso. Nesse curso trabalharam-se as áreas: Pessoal (ou "VOCE 2.0" - saúde física, mental, desenvolvimento pessoal), Profissional 2.0, Familiar 2.0, Contribuição 2.0 (ou Espiritual 2.0, tanto faz), Financeiro 2.0, fechando com um planejamento Global que juntou todas as partes. Vários tapas na cara... muita coisa não tinha consciência, muitas coisas estava deixando de lado. Tudo organizado (também montei uma ferramenta para acompanhar todo o desenvolvimento do trabalho), todos os planos desenvolvidos com base na tecnologia da Inevitabilidade, todos os objetivos definidos, as principais ações delineadas e agendadas. Tudo pronto! O que fazer agora? EXECUÇÃO!
Enfiei a cara e, durante as 6-7 semanas seguintes com o apoio de uma pessoa muito especial, desenvolvi por completo as três primeiras oficinas do Programa MIDAS: MONEY, INVST e DEBTS. Durante 2014 (devo começar em julho) vou desenvolver ALLOC e STOCK. E vai ser mais ou menos nos moldes do que vocês, agora, podem apreciar (e, se quiserem, contratar ^.^).
Nesse momento, oficialmente, lanço o
Definir o nome é bonitinho, mas tinha muita coisa a ser feita. MONEY estava praticamente pronta e meio abandonada, apesar de que todo conteúdo estava bem estruturado. INVST tinha que ser desenvolvida; assim como DEBTS, ALLOC e STOCK. Muito trabalho...
Fiz mais um curso, já em 2014, com o Mauro Pennafort, que, no início do ano, aceitou ser meu mentor. Nas palavras dele "sou um de seus Padawans" [risos]. O curso era sobre planejamento anual. Nunca tinha feito algo do tipo. Sete dias, várias áreas a serem trabalhadas. Deveria ter feito o curso no início do ano, mas só fui fazê-lo, de fato, na 12ª semana do ano, início de março. Alguns vão achar "poxa... tanto tempo assim e foi fazer o planejamento depois de quase 3 meses?". Sim, foi. E, de verdade, antes tarde do que nunca. O resultado está demonstrado nesse texto imenso. Nesse curso trabalharam-se as áreas: Pessoal (ou "VOCE 2.0" - saúde física, mental, desenvolvimento pessoal), Profissional 2.0, Familiar 2.0, Contribuição 2.0 (ou Espiritual 2.0, tanto faz), Financeiro 2.0, fechando com um planejamento Global que juntou todas as partes. Vários tapas na cara... muita coisa não tinha consciência, muitas coisas estava deixando de lado. Tudo organizado (também montei uma ferramenta para acompanhar todo o desenvolvimento do trabalho), todos os planos desenvolvidos com base na tecnologia da Inevitabilidade, todos os objetivos definidos, as principais ações delineadas e agendadas. Tudo pronto! O que fazer agora? EXECUÇÃO!
Enfiei a cara e, durante as 6-7 semanas seguintes com o apoio de uma pessoa muito especial, desenvolvi por completo as três primeiras oficinas do Programa MIDAS: MONEY, INVST e DEBTS. Durante 2014 (devo começar em julho) vou desenvolver ALLOC e STOCK. E vai ser mais ou menos nos moldes do que vocês, agora, podem apreciar (e, se quiserem, contratar ^.^).
Nesse momento, oficialmente, lanço o
Nos vídeos a seguir, vocês podem contemplar as oficinas MONEY, INVST e DEBTS. Vale ressaltar que são 4 "capítulos" cada uma, sendo que cada um deles duram cerca de 3h e isso tem um motivo: os seres humanos não consegue manter sua atenção em determinado assunto por muito tempo. Para assimilar melhor as informações é necessário espaçar os conteúdos. Escolhi dessa maneira.
MONEY
Formação Financeira Básica
A base das Finanças Pessoais
1-A construção de novos paradigmas nas Finanças Pessoais
2-Moldando Hábitos e Comportamentos
3-Administração Financeira Básica
4-Do inferno (das dívidas) ao paraíso (dos investimentos)
INVST
Começando a investir de verdade!
Princípios de investimento e Renda Fixa
1-Construindo o seu Primeiro Investimento
2-Entendendo as Bases do Mundo Financeiro
3-Qual o tamanho do seu Apetite?
4-Além da Caderneta de Poupança: o Tesouro Direto
DEBTS
Universo das Dívidas
Aprenda, entenda e solucione - para sempre!
1-Superando seus Obstáculos Emocionais
2-Sua NOVA Mentalidade Financeira
3-Entendendo o Mundo das Dívidas
4-Saindo do Ciclo do Endividamento
Como todo trabalho, tudo pode ser aperfeiçoado e essas oficinas, ao longo do tempo, certamente serão. Porém, uma coisa é certa: estão prontas para mudar completamente a vida de quem participar delas. Todas têm atividades, vídeos, apresentação prática de conceitos-chave, algumas "competições" saudáveis: todo um ambiente lúdico-interativo foi pensado procurando proporcionar aos participantes um real aprendizado, mesmo em assuntos mais técnicos, como é o caso dos investimentos.
E podem esperar: esse é só o começo! Já surgiram ideias para fazer com que essas oficinas se tornem online, podendo abranger mais pessoas; já me deram a ideia de traduzir todo o conteúdo para o inglês... então é só o começo!
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30 de julho de 2012
Crédito, mais crédito... juros... dívidas.. ai ai ai...
É fato bem conhecido de que nós brasileiros temos bastante crédito disponível. Muito mesmo. Mas é bem verdade também que a maioria não sabe usar: sabe se alavancar e consumir hoje o que poderia ser feito com menos dispêndio financeiro, menos juros, com um planejamento financeiro. Pagar juros é, literalmente jogar dinheiro fora. Lógico que existem exceções, poucas inclusive.
Ainda hoje, mesmo com a baixa dos juros praticada (e forçada) pelos bancos públicos, as pessoas continuam se endividando. Alguns começaram a tomar consciência, mas ainda são poucos diante de uma multidão imensa. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), 62,5% das famílias estão endividadas, um crescimento de 6,39% entre 2010 e 2011. Esse número número significa que, somente nas capitais, 525 mil famílias contraíram dívidas.
Nessa pesquisa, constatou-se que o volume da dívida também aumentou, e muito, 11,57%. Em 2010, as famílias deviam R$ 145,1 bilhões (é isso mesmo: bilhões!) e agora este montante é de R$ 161,9 bilhões, ou R$ 13,5 bilhões por mês. Por outro lado, o rendimento das famílias endividadas cresceu 11,7%, saltando de R$ 491,5 bilhões para R$ 549,2 bilhões, ou R$ 45,8 bilhões por mês. O que permitiu ao brasileiro aumentar a dívida sem ampliar a parcela da renda comprometida com esta. Ao contrário, houve uma ligeira redução neste quesito. O recuo foi de somente 0,04 ponto porcentual (p.p.) - o que pode ser, a rigor, considerado como estabilidade na relação dívida/renda -, mas demonstra que as famílias estão aprendendo a administrar melhor sua renda: pelo menos é o que se espera...
Mas vamos para um pouquinho de prática. Atualmente, no mercado financeiro, conseguimos (dependendo do prazo, do montante e da aplicação) encontrar investimentos seguros com rendimentos líquidos de IR e inflação à modesta taxa média de 0,5% a.m. A realidade nos investimentos mudou significativamente: taxa básica de juros em níveis históricos super baixos, economia ainda aquecida, crédito farto... crédito farto: a taxa média que te emprestam dinheiro fica por volta de 5%a.m.! Lógico que com negociação, sendo um bom pagador, tendo investimentos e mais outras variáveis positivas essa taxa tende a diminuir consideravelmente. Mas ainda isso é para poucos. Pense: "nos investimentos eu consigo uma taxa média real de 0,5% a.m.; caso tome empréstimo para realizar algum sonho de consumo eu pago 10 vezes mais". Nós podemos ser mais inteligentes emocionalmente falando.
Costumo dizer que é importantíssimo, apesar das dívidas, continuar vivendo: ter lazer, se alimentar adequadamente, para quem precisa, ter um carro, enfim... continuar. Obviamente as decisões têm que ser pesadas de modo que elas possam ser mais baratas e, assim, criar meios para saldar os compromissos e dívidas já feitos/assumidos. E mesmo quando não dá para saldar porque no passado você tomou a decisão de tomar crédito, no meio do caminho se embolou por qualquer motivo e agora está insolvente (ou seja: existem dívidas que não podem ser pagas no momento nem se forem bem negociadas), tem que continuar vivendo. De forma mais simples, provavelmente; mas não significa que seja com menos qualidade.
Aqui voltamos à antiga relação de poder dentro dos seres humanos: a disputa eterna entre NECESSIDADE e DESEJO. Algumas decisões de consumo que levam à tomada de crédito estão basicamente fundamentadas no sentimento de desejo. Aquele celular "da moda" vai fazer a diferença? A geladeira com 20 funções diferentes (se você fala 'apaga a luz' ela apaga a luz da cozinha [que exagero - rsrsrs]) vai te fazer mais feliz? Aquela TV de 50 polegadas full HD na sua sala é realmente necessária? Infelizmente, esse tipo de consumo destrói, ao longo do tempo, parte daquilo que você conquista com seu trabalho: literalmente centenas de reais (ou milhares!) são jogados fora nessas "brincadeirinhas de desejo". É fácil conter o impulso do consumo? Depende. Depende se você tem um objetivo MUITO importante e tem contato com ele todos os dias. Sabe aquela viagem bacana que você tinha vontade de fazer na sua adolescência ou quando se tornou um adulto jovem, mas não tinha dinheiro suficiente para bancar porque mal tinha renda? Pois é... resgate esse tipo de sonho; realize mais! Não estou falando, em momento algum, que não se deva comprar eletroeletrônicos ou eletrodomésticos ou qualquer outro bem. De forma alguma. O que quero alertar é sobre o tipo de consumo que te faz feliz. Se a geladeira de sua casa estragar, não tiver mais conserto e você não tiver reservas financeiras para imprevisto (que, inclusive, deveria ser seu primeiro investimento!) a opção é financiar o bem. Mas observe: nesse caso foi por necessidade. Uma ideia inteligente é deixar o cartão de crédito em casa para evitar compras por impulso. E, se acontecer de entrar em uma loja para "namorar" algum produto, tome cuidado para não sair de lá com um carnê de prestações. Simples, mas não é lá tão fácil. Caso não consiga se conter passe longe das lojas!
Por fim, existe o cenário em que você se endivida seriamente. Seu nome vai para os órgãos de proteção ao crédito e você fica NEGATIVADO. A maioria dos brasileiros (especialmente os que nunca estiveram numa situação dessas) teme com todas as suas forças serem negativados. O que acontece é que você terá restrição de crédito. E isso é bom: evita que você se embole ainda mais. É um aviso bem destacado que você extrapolou e agora tem que resolver seus problemas financeiros.
A melhor decisão nessas horas: crescer pessoalmente e enfrentar com todas suas forças essa guerra chamada DÍVIDAS. Sem dó nem piedade o seu foco deve ser saldar esse problema da melhor maneira possível, sem prejudicar sua qualidade de vida (é bem provável que cortes sejam necessários, mas preze pela sua qualidade de vida), fazer um diagnóstico anotando TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO o que gasta e recebe, estabelecer um orçamento mensal fazendo projeções para, no mínimo, 6 meses adiante. E, claro, continuando o processo de registro e acompanhamento DIARIAMENTE. É simples, no início -para alguns- pode ser trabalhoso, mas esse é o processo.
Agora, atente-se para uma questão importante: a pessoa endividada não é uma pessoa criminosa. Infelizmente algumas empresas de cobrança ou credores (ou pessoas dessas empresas, talvez) ainda abusam da situação em que você deve e fazem ameaças, assédio moral e outras coisas mais. Isso é crime! O IBEDEC (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) publicou no último dia 24 as Principais Dúvidas do Consumidor Negativado, que podem ser conferidas acessando o link e descritas, na íntegra, logo abaixo:
PRINCIPAIS DÚVIDAS DO CONSUMIDOR NEGATIVADO
A inadimplência divulgada, no último mês, demonstra um cenário preocupante para o consumidor.
Um estudo do BACEN mostra que brasileiros estão com 39,1% de sua renda comprometida com divída.
No IBEDEC, houve aumento em torno de 40% de consumidores inadimplentes que procuram informações a fim de sair do circulo vicioso das divídas
Saiba quais são as principais duvidas
- DEVO UTILIZAR A ANTECIPAÇÃO DE 13º E IMPOSTO DE RENDA PARA QUITAR DIVIDAS?
Se os juros do adiantamento do imposto de renda e do 13º forem inferiores aos juros dos outros contratos, é positivo a utilização da antecipação.
- EFETUANDO O PAGAMENTO DA MINHA DIVÍDA. QUAL O PRAZO PARA SER RETIRADO MEU NOME DO SPC E SERASA?
O prazo máximo estipulado para a baixa da negativação são de 5 dias.
- QUITEI MINHA DIVÍDA, MAS CONTINUO NEGATIVADO?
Nesse caso, o consumidor deve tirar um comprovante de restrição do SPC e SERASA, juntar com o comprovante de quitação da divída e entrar com ação de danos morais.
- QUANDO EFETUO UM ACORDO COM MEU CREDOR, MEU NOME JÁ É RETIRADO DO SPC E SERASA?
A retirada imediata só acontece se ficar estabelecida como parte do acordo. Afinal a dívida só será considerada quitada após o pagamento de todas as parcelas.
- DEVE SE CONTRATAR UM EMPRESA PARA LIMPAR O NOME NA SERASA OU SPC?
Essa opção não é aconselhável, pois essas empresas são pouco eficientes caso a negativação não seja indevida.
- AS EMPRESAS DE COBRANÇAS FAZEM UTILIZAÇÃO DE PRÁTICAS ABUSIVA?
Sim, o IBEDEC confirma a prática abusiva e relaciona as mais comuns:
- contatos telefônicos fora do horário comercial, restringindo o descanso e a privacidade do consumidor;
- uso de vocabulário chulo, insultos, ameaças e coação;
- exposição da inadimplência do consumidor à terceiros;
- ameaçar reaver bens do consumidor;
- passar-se por advogado ou oficial de justiça com objetivo de intimidar o consumidor.
- O QUE FAZER COM DIVÍDAS EM CASO DE MORTE?
A dívida deverá ser paga. Por tanto se o morto não tinha bens suficientes para quitar todas a suas dívidas, elas não passaram para os seus herdeiros.
ATENÇÃO REDOBRADA
Cobrança de Dívidas.
Art. 42 do CDC. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição de indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
Das Infrações Penais
Art. 71 do CDC. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer:
Pena – Detenção de três meses a um ano e multa
Viva para realizar, viva para sua felicidade. Consumir pode e é gostoso: mas sempre vá com muita calma!
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