Os seres humanos não sabem de onde vieram e muito menos para onde vão após nossa breve existência na Terra. Algumas religiões pregam essencialmente dois destinos: paraíso ou inferno. Mas e se existisse um inferno na terra? Pois é, ele PODE existir: o inferno financeiro. Descubra mais assistindo ao meu novo vídeo no canal da Criterion.
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11 de junho de 2015
31 de janeiro de 2012
Procrastinação Financeira
Começo esse post com uma palavra pouco usual, que, talvez,
alguns não tenham sequer o conhecimento do significado dela: Procrastinação.
Portanto, vamos defini-la um pouco melhor. O verbo procrastinar significa: “Deixar
para depois. Adiar, espaçar, delongar, protelar, postergar”. Infelizmente, esse
hábito pode levar a situações muito delicadas quando se trata das nossas
finanças, pois, muitas vezes, deixamos de assumir a responsabilidade sobre a
nossa vida financeira, ficando para depois esse momento tão fundamental.
Alguns justificam que não têm tempo para criar um orçamento
pessoal; alguns até o criam: mas na hora de colocar em prática... o momento da
ação fica para semana que vem ou mês que vem, porque “aí eu posso me programar
para isso” (lembra muito a ideia do regime alimentar: “na segunda eu começo”). Pura
desculpa! As semanas passam, os meses passam, os anos passam e a pessoa mal
saiu do lugar. Ou, então, quer começar a criar suas reservas para a
aposentadoria ou independência financeira, mas nem o primeiro passo é dado para
organizar esse plano tão importante de modo inteligente... e o tempo vai escoando...
Lembre-se que esse recurso, o tempo, é igual para todos nós e ele é implacável:
não volta jamais!
O hábito de procrastinar (sim, é um hábito!) acaba por se
estender por toda a sua vida: é um amigo que você deixa para visitar depois (e
acaba visitando-o uma vez por ano e olhe lá!); é a dívida que não se resolve e vai virando uma bola de neve viva; são os sonhos que vão sendo colocados de lado devido
“a correira do dia-a-dia”; é aquela oportunidade de
trabalho ou negócio que faria com que você desse uma alavancada em sua
carreira, mas, por medo, insegurança ou pelo simples hábito do “depois penso
nisso”, o tempo passa, perde-se uma boa chance e muitas vezes nem se avalia – e
vem a desculpa esfarrapada: “Ah... não era pra mim mesmo...” Não era mesmo...
as oportunidades existem e estão aí para quem estiver preparado para agarrá-las.
Não estou falando que se deva fazer as coisas de modo impensado, não mesmo.
Porém é necessário que se tome uma atitude, mesmo que ela seja a de não se
fazer nada (mas de caso pensado!).
Mas, o que fazer? Aprendi que, essencialmente, existem dois
tipos de hábito: o hábito de fazer e
o hábito de não fazer. Parece óbvio
demais... e é! As verdades, quando ditas, são simples, porém profundas. Então,
se você deseja controlar o seu dinheiro, SAIA DA INÉRCIA MENTAL (faça alguma coisa!) e desenvolva um
orçamento compatível com seu padrão de vida. Não se esqueça de colocar em
primeiro lugar seus sonhos: a viagem, a casa, a independência financeira (acesse esse link e acompanhe um casal que está indo rumo à esse sonho), o
carro, o curso de graduação, mestrado, doutorado ou qualquer outro, dentre
vários sonhos. Você vai perceber que não dá para colocar todos os sonhos em
ação ao mesmo tempo. Alguns não serão possíveis de se realizar: muitas vezes ou
é um ou é outro – tem que se escolher, não tem jeito. Recomendo que anote todos
eles, e especifique quanto custaria para realiza-lo em valores de hoje. Depois,
defina dentre eles quais são as suas maiores prioridades, mas não escolha mais
que dois ou três para focar. Trace um plano. Determine o prazo realista para a conquista desse
sonho. Determine como e onde vai aplicar seu dinheiro para realiza-lo. Não se
esqueça de considerar seu perfil de investidor além de outras questões como inflação, imposto de renda e os custos que incidem na aplicação. Dê um nome para seus
sonhos: isso evita que se fique tentado a consumir coisas supérfluas durante a
trajetória. Sonhos definidos. Sonhos planejados. Continue a construir seu orçamento.
Não deixe para terminar depois - nada de procrastinação!
Existem, basicamente, sete áreas em que nós temos custos ao
longo de nossas vidas. A saber: alimentação, moradia, saúde, transporte, lazer,
vestuário e educação. Em algumas delas podemos ter gastos mais esporádicos
(vestuário, por exemplo), enquanto noutras o gasto é necessário para a
sobrevivência (sim, inclua o lazer – ele é importante para a saúde emocional e
mental). Esse é o momento em que muita gente pode gritar: “Eu? Fazer um
orçamento pessoal e ter que segui-lo? Eu não! Prefiro viver livremente!”. A
maioria das pessoas que diz isso muito provavelmente está dura ou quase lá. Um
orçamento, muito pelo contrário, traz liberdade: GARANTE que você realizará
seus sonhos (primeiro os seus sonhos, não foi assim que se conduziu o
processo?) e que estará controlando suas despesas pessoais assim como gastando
bem seu dinheiro – afinal, você sabe para onde ele está indo! É só uma questão
de mudança de ponto de vista: em vez de te acorrentar, o orçamento pessoal (se
feito de maneira adequada) te liberta. Mas acaba por aqui? Não, não mesmo.
O último passo, e tão essencial quanto o planejamento,
chama-se EXECUÇÃO. Não é porque estamos no meio da semana que você vai começar a
aplicar seu orçamento pessoal na segunda que vem o que já era para ter sido
colocado em prática no ano passado (ou antes!). A ação (e não a inação) é que
vai determinar o seu sucesso. Planejar com o tempo se torna mais fácil, mais
familiar – e recomendo duas coisas: revisão,
no mínimo trimestral; e acompanhamento,
no mínimo mensal. Mas o dia-a-dia é que fará com que você atinja ou não as suas
metas: que faça dos seus sonhos realidade. E sabe o que mais? Não depende de
ninguém: SÓ de você mesmo.
Muito provavelmente, se você é um procrastinador, ficará
desconfortável em colocar todas essas resoluções em prática. Mas não deixe de
fazer o planejamento. Não deixe de executar. O seu hábito de procrastinar pode
ser mudado. A maneira mais prática de eliminar o hábito de não fazer é fazendo! É um dos caminhos mais simples!
Mas como mudar um hábito? Vigilância constante, persistência, foco em seus
sonhos, desejo e a simples EXECUÇÃO. Paro por aqui – por enquanto...
Mas, e você? Vai assumir a responsabilidade sobre suas
finanças ou serão elas que mandarão em sua vida?
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21 de novembro de 2011
Comprar ou financiar? Depende de cada caso!
Há algumas semanas, tenho conversado com um amigo sobre o desejo (e
necessidade) dele comprar uma moto. Sabemos que a melhor opção sempre é
comprar à vista: geralmente consegue-se descontos, às vezes acessórios
adicionais e não tem a obrigação de carregar o custo de um
financiamento, que, sabemos, é caro.Qual é a situação dele hoje: o gasto com transporte mensal fica em torno de R$ 240,00. Com esse valor dá para pagar as parcelas da moto e, de certo modo, ficaria “elas por elas”. Porém, tem que se considerar outros itens: IPVA, manutenção, seguro do veículo dentre outros custos. Certos custos incidem de maneira que têm de ser pagos integralmente ou em um curto espaço de tempo (IPVA e seguro, por exemplo), o que gera um dispêndio financeiro imediato elevado. Além do mais, ele dispõe de uma moto (que é de um amigo) na qual poderia utilizá-la enquanto o dono do veículo tira a CNH, mesmo que por poucos meses.
Ajudando-o a refletir sobre o assunto, apontei alguns itens que merecem atenção, não só no caso dele, mas em qualquer aquisição de bens, especialmente os de alto valor.
Fiz uma simulação de financiamento de uma moto (no sistema PRICE – parcelas constantes) no valor de R$ 7.000,00 parcelada em 36 meses com juros de 3,10% a.m. com entrada de R$ 2.000,00. Veja no que deu na tabela abaixo:
Quais as vantagens de se financiar a moto?
· Teoricamente, você tem um bem que é seu (teoricamente porque enquanto não quita integralmente o bem está alienado [pertence] à instituição financeira intermediadora da compra);
· Conforto no deslocamento;
· Diminui-se o tempo no trânsito;
· No caso dele, cumprir sua meta de fim de ano, alimentando seu emocional com essa realização.
Quais são as desvantagens de se financiar a moto?
· Pagamento de juros (nesse caso SÓ de juros serão R$ 3.368,16 nos 36 meses – 48,12% a mais que o valor real, os R$ 7.000,00);
· De acordo com o que conversamos, ele ficaria mais “apertado” por conta do valor da parcela e da manutenção do veículo (mesmo sendo baixa) – que seria no valor de uns R$ 300,00 por mês, aproximadamente;
· Falta de reserva de emergência para imprevistos: ficar com o orçamento pessoal muito comprometido é um grande risco, que pode gerar mais dívidas – muitas vezes mais caras...
· Nas palavras dele: “Tenho moto à disposição, tenho carteira, gastar dinheiro pra quê?” (risos).
Além disso, deve-se considerar outros fatores:
1º: a responsabilidade de se conduzir um bem que não é seu é bem elevada (afinal, a moto é do amigo);
2º: caso se decida comprar a moto, o melhor período é no início do ano, pois as concessionárias costumam fazer promoções que podem ajudar a não comprometer tanto o orçamento, pois, muitas vezes, seguro e IPVA são pagos por elas como forma de incentivo às vendas.
No caso dele, a solução mais coerente (de acordo com o que conversamos) seria em aumentar a receita. Isso é possível devido à atividade profissional da qual ele desempenha. Aumentando a receita, ele pode pagar o financiamento (não é o mais aceitável, mas pode ser necessário) e ainda poupar, tendo como objetivo inicial para uma reserva de emergência que ele não possui.
Agora, pensemos pelo outro lado da moeda...
Se ele pudesse, ao invés de financiar, poupar e aplicar o dinheiro. Além disso, fizesse um esforço extra para poupar, aplicando R$ 300,00 durante 12 meses com o objetivo de ter um capital acumulado em dezembro de 2012. Veja o resultado logo abaixo:
· Teoricamente, você tem um bem que é seu (teoricamente porque enquanto não quita integralmente o bem está alienado [pertence] à instituição financeira intermediadora da compra);
· Conforto no deslocamento;
· Diminui-se o tempo no trânsito;
· No caso dele, cumprir sua meta de fim de ano, alimentando seu emocional com essa realização.
Quais são as desvantagens de se financiar a moto?
· Pagamento de juros (nesse caso SÓ de juros serão R$ 3.368,16 nos 36 meses – 48,12% a mais que o valor real, os R$ 7.000,00);
· De acordo com o que conversamos, ele ficaria mais “apertado” por conta do valor da parcela e da manutenção do veículo (mesmo sendo baixa) – que seria no valor de uns R$ 300,00 por mês, aproximadamente;
· Falta de reserva de emergência para imprevistos: ficar com o orçamento pessoal muito comprometido é um grande risco, que pode gerar mais dívidas – muitas vezes mais caras...
· Nas palavras dele: “Tenho moto à disposição, tenho carteira, gastar dinheiro pra quê?” (risos).
Além disso, deve-se considerar outros fatores:
1º: a responsabilidade de se conduzir um bem que não é seu é bem elevada (afinal, a moto é do amigo);
2º: caso se decida comprar a moto, o melhor período é no início do ano, pois as concessionárias costumam fazer promoções que podem ajudar a não comprometer tanto o orçamento, pois, muitas vezes, seguro e IPVA são pagos por elas como forma de incentivo às vendas.
No caso dele, a solução mais coerente (de acordo com o que conversamos) seria em aumentar a receita. Isso é possível devido à atividade profissional da qual ele desempenha. Aumentando a receita, ele pode pagar o financiamento (não é o mais aceitável, mas pode ser necessário) e ainda poupar, tendo como objetivo inicial para uma reserva de emergência que ele não possui.
Agora, pensemos pelo outro lado da moeda...
Se ele pudesse, ao invés de financiar, poupar e aplicar o dinheiro. Além disso, fizesse um esforço extra para poupar, aplicando R$ 300,00 durante 12 meses com o objetivo de ter um capital acumulado em dezembro de 2012. Veja o resultado logo abaixo:
O montante ainda não seria de R$ 7.000,00, claro que não. Porém, ao se financiar o restante (R$ 1.278,00) as parcelas e os juros seriam bem menores, além, claro, do prazo de quitação do veículo. Veja:
É cruel, eu sei. Mas esse é um planejamento de uma compra razoavelmente bem feita.
Lembrem-se: primeiro, RESERVA DE EMERGÊNCIA (sua segurança imediata); depois, podemos pensar nos sonhos!
Lembrem-se: primeiro, RESERVA DE EMERGÊNCIA (sua segurança imediata); depois, podemos pensar nos sonhos!
Recomendo que escutem o podcast do Mauro Halfeld sobre esse assunto: clique aqui
Até o próximo post
Veja também:
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15 de novembro de 2011
Tá pegando fogo no Velho Mundo!
É de conhecimento geral que as coisas na Europa estão bem complicadas: Grécia, Itália, Espanha, Irlanda, Alemanha e Inglaterra têm sido os protagonistas (ou antagonistas, dependendo do ponto de vista) dessa história real. Estava
lendo algumas notícias sobre finanças pessoais pela internet e me deparei com
uma em especial que mereceu esse post. Um jornal eletrônico português, chamado Diário Económico, publicou uma matéria intitulada “Erros que as famílias cometem nas finanças pessoais”.
Uma das coisas que
me chamou a atenção nessa matéria foram os comentários dos leitores. Muitos
criticam a consultoria que foi entrevistada pelo jornal: alguns a acusam de ter
influenciado na compra de bens de alto valor, que facilitaram a aquisição de
créditos pessoais, que não acompanharam as famílias... enfim, até onde
acompanhei, os nossos irmãos portugueses estavam furiosos com a reportagem, com
a empresa que fora entrevistada.
Mas
esse não foi o único ponto que me chamou a atenção. Talvez não seja certo fazer
isso, mas não julgando quem está certo ou errado sobre o caso da consultoria que acusam (eu particularmente não tenho
conhecimento de causa para julgar isso), percebemos que a situação dos portugueses,
senão da maioria dos europeus, é muito delicada. Quando se trata de finanças
pessoais, apesar deles terem um melhor nível de educação financeira (como se
aponta em alguns estudos), a grande massa está em enormes apuros. Alguns, de
acordo com comentários, não conseguem mais pagar suas contas: se endividam
ainda mais e, com a pressão emocional em patamares talvez nunca experimentados,
chegam a cometer suicídio. O governo português, nos últimos anos (na última década),
subsidiou inúmeros itens da vida do cidadão português: casa, carro, bens de
consumo (soa familiar?). Enfim... por ter proporcionado um conforto exagerado à
população, hoje o cidadão português sofre as consequências, bem como toda
Europa (pois isso é um padrão comportamental na maioria dos outros países: o
paternalismo).
Apesar de se ter diferenças culturais marcantes e uma situação
sócio-político-econômica diferente, o brasileiro tem que tomar cuidado. Pode ser que não
ocorra nada do que hoje ocorre na Europa, mas não custa nada prevenir. Temos muitos
programas sociais e subsídios que têm a boa intenção de diminuir as diferenças
sociais, e isso é louvável. Mas como bom mineiro, sou bem desconfiado – é como
diz um antigo dito: “De boas intenções o inferno está cheio”.
Devo
ter dito em outros artigos que os povos latinos são naturalmente imediatistas e
indisciplinados. Infelizmente isso é verdade. MAS indisciplina e imediatismo são
hábitos e todos os hábitos podem ser modificados: se as pessoas, primeiro,
tomarem consciência deles; e, principalmente: FIZEREM UM ESFORÇO REAL, PERSISTENTE E CONSISTENTE PARA MUDÁ-LOS.
Depender do governo não deve ser uma opção. Nunca! Devemos trabalhar fortemente
naquilo que nos propusemos a fazer, construir aos poucos nossas vidas, sermos
felizes com aquilo que temos e nos educarmos durante a caminhada tanto formalmente,
quanto financeira, social, ambientalmente... Educação é a chave-mestra: sempre
foi! Mas não falo simplesmente da educação ‘formal’, conseguida em instituições
de ensino e nos livros. Esse tipo de conhecimento está disponível, reunido e
organizado, em verdade, para quem quiser nas faculdades e bibliotecas espalhadas
pelo País. Eu falo de uma educação diferente, da que realmente constrói o ser
humano, suas relações e o mundo através da PRÁTICA: aquela que reúne o “saber como fazer” (teoria) e,
especialmente, o “saber fazer” (prática). Mudar a vida das pessoas, mesmo que um
pouquinho, simplesmente por ter prestado o seu melhor serviço.
Ah!
Por fim, recomendo que leiam a reportagem (aqui) e, se possível, grande parte
dos comentários dos portugueses: não queiram ser como eles daqui a 10 ou 20
anos. O que parecia ser a melhor coisa do mundo naquela época (década de 90),
hoje, para eles, é o inferno na terra. Então, lembrem-se: pensamento crítico, razão e cuidado!
Bom feriado!
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Confira também:
2 de agosto de 2011
O drama dos irmãos do norte
Recebi um e-mail muito bacana de uma postagem no blog do Marcelo Tas com um infográfico que gostaria de compartilhar na íntegra. Fiquei muitíssimo impressionado com o que os EUA estão mexendo... constatem na leitura.
Dívida dos EUA: o tamanho da encrenca
26 DE JULHO DE 2011, 15:31
ESCRITO POR MARCELO TAS
Dívida norte-americana: muito se fala, pouco se entende. Vai abaixo um infográfico para tentar te ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do bolsa família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história desse planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.
Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo WFTnoway com dados do US Debt Clock, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.
Dívida dos EUA: o tamanho da encrenca
26 DE JULHO DE 2011, 15:31
ESCRITO POR MARCELO TAS
Dívida norte-americana: muito se fala, pouco se entende. Vai abaixo um infográfico para tentar te ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do bolsa família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história desse planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.
Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo WFTnoway com dados do US Debt Clock, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.
100 dólares: nota de dinheiro mais conhecida do mundo.
10 mil dólares: grana suficiente para torrar numas férias caprichadas ou num carro usado. É o valor médio equivalente a um ano de trabalho de um cidadão no planeta Terra.
1 milhão de dólares: prêmio de reality show brasileiro. É o valor equivalente a cerca de 92 anos de trabalho de um humano médio no planeta Terra.
100 milhões de dólares: opa, já dá para arrumar a vida de qualquer bom gastador. Ladrão que botar a mão numa bolada dessa já vai precisar de uma empilhadeira para levar o tutu para casa.
1 bilhão de dólares: agora a coisa ficou séria. Brincadeira de cachorro grande, o clube do bilhão é só para pesos pesados.
1 trilhão de dólares: Se você gastasse 1 milhão de dólares desde o dia 1 do ano que Jesus nasceu, não teria gasto até hoje a soma de 1 trilhão de dólares, mas apenas cerca de 700 bilhões.
Quando o governo dos EUA reconhece um déficit de U$ 1,7 trilhão, isto representa apenas o valor que ele tomou emprestado em 2010 para manter a máquina do estado em movimento.
Repare: vemos aí uma pilha dupla, em unidades encaixadas de 100 milhões de dólares.
Para facilitar sua visualização do tamanho da encrenca: o trilhão de dólares comparado a um jato ou um campo de futebol.
15 trilhões de dólares: Se o governo americano não resolver o deficit, a dívida alcançará 15 trilhões de dólares até o natal de 2011. Estoura o teto máximo permitido por lei, hoje fixado em U$ 14,3 trilhões. Um volume capaz de assustar a Estátua da Liberdade.
114,5 trilhões de dólares: é o endividamento sem garantias. Representa o valor necessário para os EUA financiarem previdência social, serviços médicos e remédios, fundo de desemprego, despesas militares e pensões para os civis… Enquanto isso, eles continuam acelerando nos gastos. Só a guerrinha no Afeganistão custa a bagatela de U$ 2 bilhõezinhos por semana!
Entendeu o drama?
Então responda o que você faria se fosse o Obama: como resolver uma dívida dessas?
Entendeu o drama?
Então responda o que você faria se fosse o Obama: como resolver uma dívida dessas?
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