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15 de setembro de 2015

Quer mais sucesso nos investimentos? Conecte-se aos 13 gurus da educação financeira

Com o atual momento político e as mais recentes contrações do PIB, existem boas oportunidades para investir. Não sabe como? Apresentamos quem conhece o caminho.
É importante olhar para companhias cujos valores você compartilha. Vivemos em um mundo digital e hiperconectado. Não é coincidência, portanto, que poder de influência - e consequente êxito - cresce exponencialmente para aqueles que sabem aproveitar o potencial das redes. É por isso que a Sherpany conecta pessoas e companhias. Empresas que se comunicam com investidores se tornam mais fortes. Da mesma forma, acionistas que desejam ter mais sucesso em seus investimentos precisam se aproximar das empresas em que investem.

A educação financeira também intensifica essa relação. Com isso em mente, reunimos a lista dos educadores financeiros mais badalados do país. Juntos, seus blogs oferecem vídeos, textos e fóruns sobre como e quando investir.

  1. Conrado Navarro fundou o Dinheirama há cinco anos. Hoje são 2,5 milhões de leitores. Acesse e faça o download dos materiais, atualíssimos.
  2.  Já o Fábio Portela aposta nas experiências pessoais. O Pequeno investidor explica como lidar com ações, imóveis, etc. É ideal para quem está dando os primeiros passos.
  3. Rafael Seabra fala sobre economia sem dor. Siga-o no Quero Ficar Rico e descubra como poupar, investir e ganhar mais dinheiro fazendo o que gosta.
  4. O blog HC Investimentos, do Henrique Carvalho, se  posicionou entre os mais influentes, com mais de 80 mil leitores. Apesar de menos ativo, vale uma espiada.
  5. O Pobre Poupador Jonatam César Gebing se destaca pela criatividade na hora de abordar investimentos. Não à toa, são 30 mil seguidores.
  6. Os vídeos de Phillip Souza para o Criterion (Riquezas da Vida) são dignos de nota. Há também matérias sobre como administrar finanças pessoais.
  7. Eduardo Leitão conversa sobre ações, análise especulativa, educação financeira e investimentos. Os posts de Leitão em Ação são sucintos e amigáveis.
  8. O Gustavo Gerbasi publicou livros sobre finanças e economia vendidos aqui e no exterior. Não dá para perder o Mais Dinheiro!
  9. O blog-bebê é Economia sem enrosco, fundado em 2014. Danylo Martins mostra-nos como investir melhor, além de revisar hábitos de consumo.
  10. Quero Investir Agora cataloga materiais que apoiam o investidor de sucesso. Leonardo Rocha oferece vídeos, aulas e experiência.
  11. Semanalmente, André Bona compartilha parte de seus dez anos de experiência. Visite o Blog de Valor - sobram conselhos inestimáveis.
  12. Carlos Augusto Lippel levou Pai Rico, Pai Pobre a outro nível. Desde 2003, sana dúvidas de mais de 16mil seguidores. Clube do Pai Rico é praticamente um fórum.
  13. Experts em finanças se uniram para traduzir o funcionamento do mercado financeiro. O resultado é o Educando Seu Bolso. Acesse e entenda melhor os seus próprios ganhos.

Acesse, participe. Quanto mais pessoas interagem, mais rico o debate. Quem quer driblar crises precisa se unir para aprender a poupar e investir.
Conecte-se para  potencializar o seu sucesso!

4 de janeiro de 2014

5 PASSOS para DEFINIR RESOLUÇÕES que funcionem em sua vida (PARA SEMPRE!)

Cerca de 50% das pessoas fazem promessas para o Ano Novo, mas estudos mostram que menos de 10% delas realmente conseguirão fazer o que se propuseram. Mudar é bom: se temos comportamentos que estão trabalhando contra nós – comer demais, gritar com as crianças, odiar nossos empregos, fumar e/ou beber demais, comprar de forma compulsiva e desmedida – pode ser bom definir um plano para implantar uma nova atividade, mais positiva. O problema é que quando a euforia do “ano novo” passa, o compromisso, a resolução desaparece junto com ela. Sempre temos mudanças que queremos implementar em nossas vidas e se você deseja desenvolver uma que seja importante para você, confira a seguir 5 orientações para fazer com que ela ocorra de verdade.

1) DEFINA O QUE É SUCESSO E POR QUE É IMPORTANTE PARA VOCÊ.
Aproveite essa época que induz à reflexão para pensar sobre o que você quer especificamente e por que você quer isso. Então, em vez de estabelecer como meta “alimentar-me de maneira saudável esse ano”, escreva um objetivo que seja mais claro e bastante específico: “vou comer cenouras em vez de batatas fritas para meu lanche da tarde porque gosto da sensação que vem quando me alimento de forma saudável”. Quanto mais definida e precisa for sua meta e quanto mais significativa e importante ela for para você, mais tempo você vai trabalhar com ela. Se seu objetivo é parar de fazer compras por impulso, uma de suas metas também pode ser: “vou realizar a compra que eu desejo somente após 5 dias para que possa refletir sobre a real necessidade da compra e para avaliar se essa aquisição não vai comprometer meu orçamento”. Uma boa prática, apesar de parecer clichê, é você sempre ter o registro completo e detalhado de suas finanças: se estiver em uma situação frágil, com certeza vai pensar quinze vezes antes de fazer qualquer compromisso!

2) COMPREENDA SEUS OBSTÁCULOS.
Você não cumpriu essa meta no passado porque... por quê? Alguma coisa ficou em seu caminho? O tempo não foi suficiente? O dinheiro não foi suficiente? Seu foco não foi suficiente? Parece absurdo, mas existem muitas razões que nos levam a não fazer o que é bom para nós mesmos. Existe uma tecnologia da mente chamada “RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS” que traça um plano para você lidar com os obstáculos; sabemos que existe uma diferença entre onde você está hoje e onde quer chegar – e no meio desse caminho você terá obstáculos. Pergunte-se:

>>> O que te impede de alcançar esse objetivo?
Liste aqui todos os problemas que identificar: "eu não tenho um acompanhamento com um nutricionista", "eu tenho preguiça de me levantar cedo para me exercitar", "eu não tenho ferramenta nem metodologia alguma para controlar meu dinheiro", "estou endividado" Quais são os problemas que identifica? Depois faça uma pergunta-chave para cada um deles, procurando trazer à tona a resposta: Como você pode resolver esse problema?

>>> O que já tentou antes para tentar conseguir alcançar esse objetivo? O que funcionou ou não funcionou, seja total ou parcialmente?
É fundamental identificar aquilo que trouxe resultado e o que não trouxe, registrando de maneira clara para que você siga ou faça de novo o que deu certo e se previna para não cometer os mesmos erros com relação àquilo que não deu certo. “Eu comecei a registrar minhas despesas num caderninho, mas depois eu me perdi diante de tanta informação”; “eu não fiz cardápios mais saudáveis e com a correria do dia-a-dia deixei de lado o objetivo”; “por não ter uma forma de controle eficiente de meu dinheiro, acabei gastando além da conta e me endividando”. Identifique o que deu certo e o que deu errado. E faça-se, de novo, a pergunta-chave para cada um dos problemas: Como você pode resolver esse problema?

Você vai observar que esse processo vai gerar uma série de pequenas tarefas para corrigir suas mazelas do passado além de clarear muita coisa. Uma pergunta curiosa, pouco realizada, mas fundamental é:

>>> Como atingir esse objetivo pode te afetar negativamente?
É estranho pensar em como um objetivo positivo pode gerar resultados negativos, não é? Mas é importante se antecipar com relação a possíveis efeitos colaterais. Se não acontecerem, ótimo; mas se acontecerem você já tinha previsto e já tinha trabalhado a ideia de como lidar com eles. “As pessoas vão me chamar de pão-duro, mão-de-vaca”; “vou gastar mais com alimentos saudáveis”; “as pessoas podem me criticar porque estou me alimentando de forma diferente fazendo com que meu corpo fique mais bonito e saudável: ‘tá ficando bombadinho, hein?!’”... Essas e outras possibilidades. Parece estranho, eu sei, mas é importante pensar sobre esses “efeitos colaterais do sucesso”. E daí, de novo, a grande pergunta: Como você pode resolver esse problema?

>>> Que capacidades ainda te faltam, quais habilidades você ainda não tem?
O que você tem que fazer, mas ainda não fez ou não tem como fazer porque precisa de desenvolver determinada habilidade? Precisa desenvolver a disciplina de anotar todos os seus gastos diariamente? Disciplina e autocontrole para não ceder à tentação de comer coisas que vão prejudicar seu objetivo de se alimentar bem? O quê que te falta? Depois disso, faça-se a pergunta: Como você pode resolver esse problema?

>>> Que recursos te faltam?
‘Recursos’ você pode entender como dinheiro, pessoas que tenha habilidades específicas para te ajudar a atingir seu objetivo ou mesmo mentores que possam te mostrar o caminho das pedras e te estimular a continuar. Definiu o que te falta? Então responda: Como você pode resolver esse problema?

Acredite: só com a aplicação dessa tecnologia da mente você já consegue dar passos largos rumo à conclusão de seu objetivo.

3) QUEBRE SEU OBJETIVO EM PEQUENOS PEDAÇOS.
Se você tem sido uma pessoa sedentária nos últimos 5 anos, e sua resolução de Ano Novo consiste em correr 5 km por dia provavelmente esse objetivo não vai funcionar. Novos hábitos, uma nova vida, é construída com pequenos passos rumo à direção que você quer seguir. Você, por exemplo, poderia experimentar começar a dar umas 2 ou 3 voltas no quarteirão ao redor de sua casa por alguns dias; depois, quem sabe, experimentar correr em volta do quarteirão, trotar, se for o caso. Depois, um pouco mais; em seguida um pouco mais. Progrida devagar, mas deforma consistente, gradual e constante. Primeiro, porque lidamos aqui com uma questão psicológica que é a “pequena vitória”: quando você consegue realizar uma meta, mesmo que pequena, você começa a construir autoconfiança para se desenvolver mais e mais. Em segundo lugar, o objetivo menor é mais fácil de ser administrado, é mais palpável, realista, fazendo com que sua capacidade de obter vitória seja muito grande. E, fala sério: é muito gostoso se superar, não é?! Então comece pequeno e progrida pequeno. Em breve você estará fazendo o que os outros vão considerar “grande”.

4) LEMBRE-SE QUE UM NOVO COMPORTAMENTO LEVA PELO MENOS 21 DIAS DE ESFORÇO CONSECUTIVO PARA SER INCORPORADO.
Você tem praticado o comportamento não desejado por um longo tempo, não é?! Tem anos que suas finanças correm soltas, que você não faz planejamento algum, que está endividado, mas nunca resolve, que se alimenta mal, muitas vezes sem muita consciência do que está comendo. Não é isso? O ponto é que você está tendo sucesso naquilo que não deseja para sua vida. Pare a leitura aqui e reflita sobre essa frase que acabou de ler: você está tendo sucesso naquilo que não deseja para sua vida. Pois bem: é necessário pelo menos 21 dias consecutivos de prática de determinado comportamento para que aquilo comece a se estabelecer em sua vida. Toda vez que você perder um dia, zere sua contagem e recomece. 'Continue continuando' por 21 dias consecutivos para que o novo comportamento seja incorporado.

5) VIGIE SUAS CONVERSAS INTERNAS.
Você pode tentar mudar a situação pelo lado de fora, mas se não resolver ou não se precaver quanto às conversar internas negativas, todos seus planos têm grandes chances de fracassar: sua voz interna vai te colocar pra baixo e vai te derrotar várias vezes. Na verdade, em algum momento, você vai falhar. Isso talvez seja meio chocante, mas é a verdade nua e crua. Sua mente vai te falar que você não pode fazer algo novo, que dá muito trabalho, que não há esperança. Mas isso não é verdade. A sua mente não é você. Ela faz parte de você. Então, pense e trabalhe essa conversa interna, argumentando com você mesmo quando essa falação negativa estiver na sua cabeça; dê à sua mente as ordens que deseja: “a mudança é natural. Eu posso e vou fazer uma mudança positiva acontecer para mim”; “estou comprometido e focado; sim, eu posso falhar e cair em velhos comportamentos, mas posso e vou me levantar de novo e tentar mais uma vez”; "eu sei que existem obstáculos e posso superá-los para alcançar meu objetivo”. Defina a linguagem que melhor adéque à você e esteja preparado para as conversas internas negativas (se fizer isso vai ter discussões bem acaloradas com o seu eu negativo!).


As pessoas fazem mudanças todos os dias e você também pode. Se dê a oportunidade de fazer uma mudança positiva a partir de uma resolução importante, que vá mudar sua vida para melhor. De bônus, entre no rol daqueles que pertencem aos 10% que têm sucesso na realização de seus objetivos.

Então, mãos à obra!

1 de dezembro de 2013

11 maneiras de ser bem sucedido na vida

Sucesso é um conceito que tende a ser bastante pessoal e depende da sua forma como enxerga o mundo, não é? O paradigma da maioria das pessoas no mundo de hoje relaciona o sucesso financeiro, a fortuna financeira, como medida de sucesso de uma pessoa. Um pouco cruel, mas essa é a “verdade” dos últimos tempos. Bom, mas não precisa ser assim.

Na verdade todos nós somos seres bem sucedidos, de uma forma ou de outra. E isso é uma verdade bastante perceptível. Se, por exemplo, você está com uns quilinhos a mais, saiba que você é uma pessoa bem sucedida: bem sucedida em ter uns quilinhos a mais! Se você não pratica atividade física, é sedentário, você tem sucesso em ser sedentário. Se você se reconhece como uma pessoa difícil de lidar, com gênio forte, arrogante, você também está tendo sucesso: provavelmente sucesso em afastar as pessoas de você. Se você não tem domínio sobre suas finanças, não guarda e muito menos investe dinheiro, tem uma vida difícil, espremida por conta de falta de auto controle pessoal e financeiro, é bem provável que você esteja tendo sucesso em ser pobre (ao menos financeiramente).

Percebe como essa questão do sucesso é bastante subjetiva e depende do ponto de vista? Você sempre foi e sempre será bem sucedido: a grande questão é que podemos decidir com o que queremos ser bem sucedidos. Ok, os seus quilinhos extras não te agradam; você está cansado de ter esse tipo de sucesso (acumular gordura). Então, o que você pode fazer para ter o sucesso oposto: ser mais saudável e eliminar (perder não, porque se você “perder” você pode achar) o peso extra? Ter sucesso em se alimentar melhor é um passo importante e fundamental, concorda? Pedir ajuda de médicos e especialistas também faz parte desse novo foco de sucesso. Ter sucesso em começar e continuar uma atividade física (caminhar, depois, quem sabe, correr, praticar dança ou outra atividade aeróbia) é mais um passo que você pode dar. Então importante quanto chegar lá é manter esse sucesso. Com a prática e a repetição você acaba fazendo com que esse hábito (e, bem verdade, qualquer outro hábito) se estabeleça em sua vida.

E nas finanças? Bom, você também pode construir uma relação bem sucedida oposta à relação de sucesso com a pobreza e a necessidade. Primeiro você tem que ter sucesso em registrar suas despesas, classificando-as, discriminando-as de forma bastante detalhada. Vai aprendendo, assim, a ter sucesso para observar e administrar seu comportamento, pois certos padrões aparecem de maneira muito clara quando você faz esse exercício. Além do mais, deve procurar ter sucesso em guardar parte daquilo que você recebe mensalmente para poder investir (com sucesso!). Dessa maneira você poderá construir uma relação diferente com seu dinheiro: da relação de sucesso com a pobreza para uma relação de sucesso com a riqueza e a acumulação.

Grande abraço!


PS.: as 11 maneiras de ser bem sucedido estão espalhadas pelo texto, conta aí que você encontra! ;-)

27 de agosto de 2013

O principal fator para seu sucesso financeiro

Artigo originalmente postado em Gestor FP.

São vários os fatores que podem nos conduzir ao sucesso na vida, seja esse o sucesso financeiro, pessoal, ou o profissional.

Limitando-nos ao aspecto financeiro, poderíamos dizer que os ingredientes para o sucesso incluem: uma boa administração financeira dos próprios recursos, investimento adequado de parte dos rendimentos, habilidade e capacidade para obter renda a partir de diversas fontes, boas ferramentas de apoio e acompanhamento da evolução das finanças pessoais, investimento em educação financeira (cursos, oficinas, livros) e, certamente, muito mais coisas. Porém, gostaria de enaltecer uma habilidade que todos podem desenvolver, aliás, todos devem desenvolver, para alcançar os objetivos que foram estabelecidos, em qualquer área da vida: o autocontrole.

Autocontrole, ou também autodisciplina, significa tomar posse de sua própria mente. Ninguém pode alcançar o sucesso sem se tornar mestre de si mesmo. O autocontrole começa com o domínio de seus pensamentos. Sim, você pode controlá-los, ou pelo menos direcioná-los para onde bem desejar. Se você não controlar seus pensamentos, não poderá controlar as suas ações. A primeira forma de autocontrole, portanto, é pensar primeiro e agir depois. Geralmente as pessoas tendem a fazer o inverso, o que pode gerar consequências delicadas e, às vezes, bem desagradáveis.

Livros foram escritos sobre diversos aspectos de como melhorar as nossas vidas; eventos são realizados para apresentarem ou mesmo nos educarem sobre vários tipos de informação. Mas de nada adianta sermos uma “super esponja”, absorvendo tudo que encontramos pelo caminho, se não fazemos nada com o conteúdo. É preciso transformarmos os conteúdos em algo útil e importante para nós mesmos e para os outros.

Mas como desenvolver o autocontrole para fazermos aquilo que desejamos? Essa resposta é bastante particular, e, no próximo post, vou trazer informações de uma pesquisa sobre esse assunto.

Até lá!

31 de janeiro de 2012

Procrastinação Financeira


Começo esse post com uma palavra pouco usual, que, talvez, alguns não tenham sequer o conhecimento do significado dela: Procrastinação. Portanto, vamos defini-la um pouco melhor. O verbo procrastinar significa: “Deixar para depois. Adiar, espaçar, delongar, protelar, postergar”. Infelizmente, esse hábito pode levar a situações muito delicadas quando se trata das nossas finanças, pois, muitas vezes, deixamos de assumir a responsabilidade sobre a nossa vida financeira, ficando para depois esse momento tão fundamental.

Alguns justificam que não têm tempo para criar um orçamento pessoal; alguns até o criam: mas na hora de colocar em prática... o momento da ação fica para semana que vem ou mês que vem, porque “aí eu posso me programar para isso” (lembra muito a ideia do regime alimentar: “na segunda eu começo”). Pura desculpa! As semanas passam, os meses passam, os anos passam e a pessoa mal saiu do lugar. Ou, então, quer começar a criar suas reservas para a aposentadoria ou independência financeira, mas nem o primeiro passo é dado para organizar esse plano tão importante de modo inteligente... e o tempo vai escoando... Lembre-se que esse recurso, o tempo, é igual para todos nós e ele é implacável: não volta jamais!

O hábito de procrastinar (sim, é um hábito!) acaba por se estender por toda a sua vida: é um amigo que você deixa para visitar depois (e acaba visitando-o uma vez por ano e olhe lá!); é a dívida que não se resolve e vai virando uma bola de neve viva; são os sonhos que vão sendo colocados de lado devido  “a correira do dia-a-dia”; é aquela oportunidade de trabalho ou negócio que faria com que você desse uma alavancada em sua carreira, mas, por medo, insegurança ou pelo simples hábito do “depois penso nisso”, o tempo passa, perde-se uma boa chance e muitas vezes nem se avalia – e vem a desculpa esfarrapada: “Ah... não era pra mim mesmo...” Não era mesmo... as oportunidades existem e estão aí para quem estiver preparado para agarrá-las. Não estou falando que se deva fazer as coisas de modo impensado, não mesmo. Porém é necessário que se tome uma atitude, mesmo que ela seja a de não se fazer nada (mas de caso pensado!).

Mas, o que fazer? Aprendi que, essencialmente, existem dois tipos de hábito: o hábito de fazer e o hábito de não fazer. Parece óbvio demais... e é! As verdades, quando ditas, são simples, porém profundas. Então, se você deseja controlar o seu dinheiro, SAIA DA INÉRCIA MENTAL (faça alguma coisa!) e desenvolva um orçamento compatível com seu padrão de vida. Não se esqueça de colocar em primeiro lugar seus sonhos: a viagem, a casa, a independência financeira (acesse esse link e acompanhe um casal que está indo rumo à esse sonho), o carro, o curso de graduação, mestrado, doutorado ou qualquer outro, dentre vários sonhos. Você vai perceber que não dá para colocar todos os sonhos em ação ao mesmo tempo. Alguns não serão possíveis de se realizar: muitas vezes ou é um ou é outro – tem que se escolher, não tem jeito. Recomendo que anote todos eles, e especifique quanto custaria para realiza-lo em valores de hoje. Depois, defina dentre eles quais são as suas maiores prioridades, mas não escolha mais que dois ou três para focar. Trace um plano. Determine o prazo realista para a conquista desse sonho. Determine como e onde vai aplicar seu dinheiro para realiza-lo. Não se esqueça de considerar seu perfil de investidor além de outras questões como inflação, imposto de renda e os custos que incidem na aplicação. Dê um nome para seus sonhos: isso evita que se fique tentado a consumir coisas supérfluas durante a trajetória. Sonhos definidos. Sonhos planejados. Continue a construir seu orçamento. Não deixe para terminar depois - nada de procrastinação!

Existem, basicamente, sete áreas em que nós temos custos ao longo de nossas vidas. A saber: alimentação, moradia, saúde, transporte, lazer, vestuário e educação. Em algumas delas podemos ter gastos mais esporádicos (vestuário, por exemplo), enquanto noutras o gasto é necessário para a sobrevivência (sim, inclua o lazer – ele é importante para a saúde emocional e mental). Esse é o momento em que muita gente pode gritar: “Eu? Fazer um orçamento pessoal e ter que segui-lo? Eu não! Prefiro viver livremente!”. A maioria das pessoas que diz isso muito provavelmente está dura ou quase lá. Um orçamento, muito pelo contrário, traz liberdade: GARANTE que você realizará seus sonhos (primeiro os seus sonhos, não foi assim que se conduziu o processo?) e que estará controlando suas despesas pessoais assim como gastando bem seu dinheiro – afinal, você sabe para onde ele está indo! É só uma questão de mudança de ponto de vista: em vez de te acorrentar, o orçamento pessoal (se feito de maneira adequada) te liberta. Mas acaba por aqui? Não, não mesmo.

O último passo, e tão essencial quanto o planejamento, chama-se EXECUÇÃO. Não é porque estamos no meio da semana que você vai começar a aplicar seu orçamento pessoal na segunda que vem o que já era para ter sido colocado em prática no ano passado (ou antes!). A ação (e não a inação) é que vai determinar o seu sucesso. Planejar com o tempo se torna mais fácil, mais familiar – e recomendo duas coisas: revisão, no mínimo trimestral; e acompanhamento, no mínimo mensal. Mas o dia-a-dia é que fará com que você atinja ou não as suas metas: que faça dos seus sonhos realidade. E sabe o que mais? Não depende de ninguém: SÓ de você mesmo.

Muito provavelmente, se você é um procrastinador, ficará desconfortável em colocar todas essas resoluções em prática. Mas não deixe de fazer o planejamento. Não deixe de executar. O seu hábito de procrastinar pode ser mudado. A maneira mais prática de eliminar o hábito de não fazer é fazendo! É um dos caminhos mais simples! Mas como mudar um hábito? Vigilância constante, persistência, foco em seus sonhos, desejo e a simples EXECUÇÃO. Paro por aqui – por enquanto...

Mas, e você? Vai assumir a responsabilidade sobre suas finanças ou serão elas que mandarão em sua vida? 

13 de novembro de 2011

Quando se pensa em investir na bolsa de valores...

Bolsa de valores... que ambiente financeiro fantástico! Muitas oportunidades, forma de poupança no longo prazo, crescimento, lucratividade e valorização. Participação societária minoritária em grandes empresas, as empresas-referência no ramo de atuação. Todos esses benefícios são eternos? Não, claro que não. Uso com muito cuidado as palavras “sempre”, “nunca”, “jamais” ou qualquer outra com mesmo significado: apenas de uma coisa na vida teremos sempre certeza: nada está estático, tudo está em constante transformação. Incluindo ambientes de mercado, economia, bolsa de valores.

Cientes disso, não podemos simplesmente colocar nosso dinheiro em algumas companhias, deixar lá parado e “esquecer”, e, num futuro que sabe-se lá quando, retirar com uma rentabilidade milagrosa. Bolsa de valores não funciona assim; definitivamente não...

Se realmente queremos alguma coisa na vida, primeiro temos que defini-la em OBJETIVOS.

Portanto, o primeiro passo é: pense naquilo que gostaria de fazer com o dinheiro investido e quanto tempo vai precisar que ele renda. Escolha algo significativo pra você, algum motivo forte que faça com que se tenha disciplina e paciência para que ele mature. É interessante dar um nome para seu investimento (por exemplo: “meu carro novo”, “minha casa própria”, “viagem dos sonhos”), pois assim saberá exatamente o porquê de estar investindo e não se perderá com outros desejos.

O segundo passo trata-se da forma de se investir seu dinheiro, que podem ser:

- Compra direta de ações: você decide quais ações comprar e transmite essa ordem para a corretora e, assim, torna-se sócio das empresas que possui ações;

- Fundos de Índices – ETFs (Exchange Traded Funds): são fundos que buscam atingir o retorno de índices que representam determinados setores do mercado; é muito interessante porque com apenas uma ordem o investidor pode comprar uma cota do fundo e diversificar seus investimentos sem escolher uma ou outra empresa;

- Clubes de investimento: grupos de pessoas que se reúnem para investir em conjunto na bolsa de valores. Talvez seja uma das maneiras mais interessantes de se começar a investir, pois, além do aprendizado, ganhos, perdas e custos são compartilhados entre todos os membros do clube;

- Fundos de investimento em ações: o investidor compra cotas de um fundo de ações que é administrado por uma corretora ou um banco (ou seja: as instituições que decidem quais e quantas ações comprar).
 
Decidindo-se a forma de como investir seu dinheiro chegamos ao terceiro passo: escolha a melhor corretora para você.

O investidor deve ter em mente que a corretora é sua aliada. Ela ajuda em cada etapa do processo pré-investimento e conta com estudos e informações de especialistas de mercado. Isso não significa que o investidor deva seguir as recomendações: ele deve avaliar e, se assim estiver de acordo com o que pensa e com o que deseja, seguir a orientação dos especialistas. Lembrem-se: a decisão de executar qualquer operação é por conta e responsabilidade do investidor. As corretoras também oferecem serviços facilitadores de acesso ao mercado como o Home Broker (investimento via internet), além de relatórios de recomendações, informativos, entre outros. Encontre aqui sua corretora!

Estamos prontos para o quarto passo: conheça os custos e as taxas. Existem, basicamente, três taxas a serem conhecidas pelos investidores. São elas:

- Taxa de corretagem: valor cobrado pela CORRETORA para acessar o mercado. Dependendo da corretora pode ser uma percentagem sobre o volume financeiro operacionalizado ou um valor fixo;

- Taxa de custódia: valor mensal cobrado pela COMPANHIA BRASILEIRA DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA – CBLC para guardar as ações de todos os investidores. É como se fosse um “cofre” da Bolsa;

- Emolumentos: valor cobrado em relação ao volume financeiro a cada por operação que se é realizada na Bolsa. Esse custo é da BM&FBOVESPA.

Dentre as três taxas, o mais importante a ser observado é o da forma e valor da corretagem, porque, dependendo do volume financeiro a ser investido, ele pode ter um valor relativo elevado.

Conhecidas as taxas, chega o momento do quinto passo: abrir a conta na corretora escolhida. Basicamente é necessário que se preencha uma Ficha Cadastral gratuita, assinar o Termo de Adesão e o Contrato de Intermediação e enviar a cópia de alguns documentos (RG, CPF e comprovante de residência).

 
Por fim, o sexto passo é: escolha suas ações.
Procure conversar com sua corretora, com os especialistas que nela trabalham; [muito importante] aprenda o máximo sobre as empresas, conhecendo suas estratégias de mercado, a forma como atuam, que mercados que atendem, quais são suas perspectivas de crescimento, comportamento no setor em que atua; uma seu lado consumidor ao seu lado investidor: procure usar os serviços das empresas em que você é sócio!

Ufa! Mas ainda não terminei. Quero ressaltar mais algumas coisas:

  • Muitas pessoas (e, infelizmente, alguns sites) pensam que para se investir na bolsa é necessário muito dinheiro. Não é verdade! O mais importante é você estabelecer a disciplina de comprar ações de boas empresas com regularidade visando atingir seu objetivo que, recomendo, deva ser de longo prazo (entenda longo prazo como 5 anos para mais).
  • Jamais invista todo seu dinheiro em ações: no mínimo, antes de investir, constitua uma reserva de emergência em ativos menos voláteis e mais líquidos que equivalham de seis a doze vezes o valor de seu custo de vida mensal.
  • Não aja de acordo com as emoções, não vá com “a grande massa”: comprar e vender por impulso são um dos erros mais comuns e fatais ao sucesso em bolsa de valores – paciência e disciplina são fundamentais para o triunfo no mercado de ações.
  • Procure aprender uma metodologia que te dê um “norte” quanto às estratégias traçadas: isso impede que você se desespere e compre na alta e venda na baixa, dentre outros erros bastante comuns.
  • Comece com pequenos passos: conforme disse, os clubes de investimento e até os ETFs podem ser uma excelente forma de se aprender a investir na bolsa.
  • Jamais siga as dicas “infalíveis”: estude por conta própria, se necessário, e lembre-se de que não existem “atalhos” ou “segredos” nesse ambiente – existe paciência, disciplina e escolhas fundamentadas.

8 de novembro de 2011

Afiando os machados... de novo!


Estou estudando, nas últimas semanas, uma filosofia que tenho certeza de que hoje faz parte de mim e de muitas pessoas espalhadas pelo mundo: a filosofia do triunfo e do sucesso descrita e detalhada por Napoleon Hill durante mais de vinte anos de sua vida.

Há algum tempo atrás, quando trabalhava como representante comercial, aprendi, através de uma história, que devo parar para “afiar os machados” de tempos em tempos. Reproduzo essa história logo abaixo e depois retomo o raciocínio.


“Conta-se a história de um jovem lenhador, forte, ambicioso, ansioso para mostrar sua grande habilidade em derrubar árvores.  Certo dia desafiou o campeão da firma, um senhor bem mais velho, a um concurso para ver quem derrubava mais árvores em um dia de trabalho.

O jovem cortador começou atacando árvore após árvore com uma fúria jamais vista entre lenhadores.  O velho cortador também se aplicava à sua tarefa com toda a perícia que os anos de experiência haviam lhe concedido.  Mas o jovem deu risada quando lhe contaram que o velho lenhador parava para descansar de tempo em tempos debaixo de uma árvore na floresta.  “É vitória certa para mim” pensou o jovem lenhador.

Qual foi a surpresa quando, no final do dia, o jovem ofegante encontrou o velho lenhador tranqüilo, e com 2 vezes mais árvores cortadas que ele. Foi então que descobriu que em cada período de “descanso”, o velho e experiente lenhador estava afiando machado.

Moral da história: de tempos em tempos temos que parar e afiar nossos machados, rever como melhorar nossa vida, ver o que podemos fazer melhor e diferente das tentativas anteriores.”


Essa história basicamente mostra o que tenho feito nas últimas semanas e dias: revendo missão pessoal, o que eu desejo pra minha vida, como vou conseguir tais coisas de forma que eu me sinta mais feliz, próspero e realizado, dentre outros inúmeros aspectos.

E não posso deixar de ressaltar que, felizmente, minha missão pessoal não mudou, apenas ficou mais bem definida, muito mais clara. Vou relatar o processo que ocorreu comigo.

Comecei a me questionar sobre o que eu mais desejava na vida. Inicialmente, veio a ideia de que eu desejava ser rico. Mas o que é ser rico? Pra mim, além de ter dinheiro em abundância de modo que não seja necessário se preocupar mais com ele (ou seja, atingir a independência financeira), ser rico é ter experiências pessoais variadas tais como conhecer terras distantes e diferentes, realizar os sonhos, conhecer pessoas novas, enfim: viver e experimentar mais. Depois disso surgiu outro desejo: o de ser mais próspero. E, em seguida, uma nova pergunta: o que é prosperidade? A resposta: prosperidade é gozar de um estado de espírito de bem-estar e riqueza; é sentir-se feliz, bem-sucedido e tranquilo. Bom... diante dessa resposta comecei a desenhar o que eu preciso fazer para ser mais rico e próspero. Daí surge um raciocínio interessante: se prosperidade é a realização de experiências e essas traduzem em um estilo de vida de riqueza, bem-estar e abundância, então trabalhando naquilo que amo poderei realizar mais e ser mais feliz. E qual o meu trabalho, minha contribuição, minha missão? Sou educador financeiro e consultor em finanças pessoais e amo meu trabalho. Minha missão é EDUCAR PARA MUDAR VIDAS. Educar (do latim “educo”, desenvolver de dentro) em salas de aula, em empresas, em associações de classe, dentro dos lares: ‘simplesmente’ educar financeiramente as pessoas.

Outra pergunta que veio em minha mente foi: o que é sucesso para você? Vamos à resposta que me ocorreu: “sucesso não pode ser mensurado e sim sentido; é um estado de espírito, irmão da prosperidade”. Depois disso, escrevi algumas definições para alguns diferentes tipos de sucesso:
  • Sucesso profissional: pode ser definido através da contribuição realizada pelo trabalho na vida das pessoas; 
  • Sucesso financeiro: é quanto de resultado, de dinheiro que é gerado a partir do nível de contribuição realizada para as pessoas (tanto em quantidade como em qualidade); 
  • Sucesso social: é o quanto e o como você faz com que as pessoas de seu convívio sintam-se bem; 
  • Sucesso pessoal: trata-se daquilo que você alcança para si, seus objetivos pessoais, sonhos, metas, etc.

Por fim, ficou claro (de novo) uma coisa interessante que chega á conclusão desse post: no final das contas, as pessoas desejam ter sucesso pessoal traduzido em felicidade, prosperidade, tranquilidade e realização de sonhos e experiências. E ele é construído, além do sucesso social e outras coisas mais, pelo sucesso financeiro que tem como base o sucesso profissional através da contribuição realizada pelo trabalho na vida das pessoas.

Fica a reflexão: você tem contribuído com o seu melhor para a vida dos outros?