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4 de janeiro de 2014

5 PASSOS para DEFINIR RESOLUÇÕES que funcionem em sua vida (PARA SEMPRE!)

Cerca de 50% das pessoas fazem promessas para o Ano Novo, mas estudos mostram que menos de 10% delas realmente conseguirão fazer o que se propuseram. Mudar é bom: se temos comportamentos que estão trabalhando contra nós – comer demais, gritar com as crianças, odiar nossos empregos, fumar e/ou beber demais, comprar de forma compulsiva e desmedida – pode ser bom definir um plano para implantar uma nova atividade, mais positiva. O problema é que quando a euforia do “ano novo” passa, o compromisso, a resolução desaparece junto com ela. Sempre temos mudanças que queremos implementar em nossas vidas e se você deseja desenvolver uma que seja importante para você, confira a seguir 5 orientações para fazer com que ela ocorra de verdade.

1) DEFINA O QUE É SUCESSO E POR QUE É IMPORTANTE PARA VOCÊ.
Aproveite essa época que induz à reflexão para pensar sobre o que você quer especificamente e por que você quer isso. Então, em vez de estabelecer como meta “alimentar-me de maneira saudável esse ano”, escreva um objetivo que seja mais claro e bastante específico: “vou comer cenouras em vez de batatas fritas para meu lanche da tarde porque gosto da sensação que vem quando me alimento de forma saudável”. Quanto mais definida e precisa for sua meta e quanto mais significativa e importante ela for para você, mais tempo você vai trabalhar com ela. Se seu objetivo é parar de fazer compras por impulso, uma de suas metas também pode ser: “vou realizar a compra que eu desejo somente após 5 dias para que possa refletir sobre a real necessidade da compra e para avaliar se essa aquisição não vai comprometer meu orçamento”. Uma boa prática, apesar de parecer clichê, é você sempre ter o registro completo e detalhado de suas finanças: se estiver em uma situação frágil, com certeza vai pensar quinze vezes antes de fazer qualquer compromisso!

2) COMPREENDA SEUS OBSTÁCULOS.
Você não cumpriu essa meta no passado porque... por quê? Alguma coisa ficou em seu caminho? O tempo não foi suficiente? O dinheiro não foi suficiente? Seu foco não foi suficiente? Parece absurdo, mas existem muitas razões que nos levam a não fazer o que é bom para nós mesmos. Existe uma tecnologia da mente chamada “RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS” que traça um plano para você lidar com os obstáculos; sabemos que existe uma diferença entre onde você está hoje e onde quer chegar – e no meio desse caminho você terá obstáculos. Pergunte-se:

>>> O que te impede de alcançar esse objetivo?
Liste aqui todos os problemas que identificar: "eu não tenho um acompanhamento com um nutricionista", "eu tenho preguiça de me levantar cedo para me exercitar", "eu não tenho ferramenta nem metodologia alguma para controlar meu dinheiro", "estou endividado" Quais são os problemas que identifica? Depois faça uma pergunta-chave para cada um deles, procurando trazer à tona a resposta: Como você pode resolver esse problema?

>>> O que já tentou antes para tentar conseguir alcançar esse objetivo? O que funcionou ou não funcionou, seja total ou parcialmente?
É fundamental identificar aquilo que trouxe resultado e o que não trouxe, registrando de maneira clara para que você siga ou faça de novo o que deu certo e se previna para não cometer os mesmos erros com relação àquilo que não deu certo. “Eu comecei a registrar minhas despesas num caderninho, mas depois eu me perdi diante de tanta informação”; “eu não fiz cardápios mais saudáveis e com a correria do dia-a-dia deixei de lado o objetivo”; “por não ter uma forma de controle eficiente de meu dinheiro, acabei gastando além da conta e me endividando”. Identifique o que deu certo e o que deu errado. E faça-se, de novo, a pergunta-chave para cada um dos problemas: Como você pode resolver esse problema?

Você vai observar que esse processo vai gerar uma série de pequenas tarefas para corrigir suas mazelas do passado além de clarear muita coisa. Uma pergunta curiosa, pouco realizada, mas fundamental é:

>>> Como atingir esse objetivo pode te afetar negativamente?
É estranho pensar em como um objetivo positivo pode gerar resultados negativos, não é? Mas é importante se antecipar com relação a possíveis efeitos colaterais. Se não acontecerem, ótimo; mas se acontecerem você já tinha previsto e já tinha trabalhado a ideia de como lidar com eles. “As pessoas vão me chamar de pão-duro, mão-de-vaca”; “vou gastar mais com alimentos saudáveis”; “as pessoas podem me criticar porque estou me alimentando de forma diferente fazendo com que meu corpo fique mais bonito e saudável: ‘tá ficando bombadinho, hein?!’”... Essas e outras possibilidades. Parece estranho, eu sei, mas é importante pensar sobre esses “efeitos colaterais do sucesso”. E daí, de novo, a grande pergunta: Como você pode resolver esse problema?

>>> Que capacidades ainda te faltam, quais habilidades você ainda não tem?
O que você tem que fazer, mas ainda não fez ou não tem como fazer porque precisa de desenvolver determinada habilidade? Precisa desenvolver a disciplina de anotar todos os seus gastos diariamente? Disciplina e autocontrole para não ceder à tentação de comer coisas que vão prejudicar seu objetivo de se alimentar bem? O quê que te falta? Depois disso, faça-se a pergunta: Como você pode resolver esse problema?

>>> Que recursos te faltam?
‘Recursos’ você pode entender como dinheiro, pessoas que tenha habilidades específicas para te ajudar a atingir seu objetivo ou mesmo mentores que possam te mostrar o caminho das pedras e te estimular a continuar. Definiu o que te falta? Então responda: Como você pode resolver esse problema?

Acredite: só com a aplicação dessa tecnologia da mente você já consegue dar passos largos rumo à conclusão de seu objetivo.

3) QUEBRE SEU OBJETIVO EM PEQUENOS PEDAÇOS.
Se você tem sido uma pessoa sedentária nos últimos 5 anos, e sua resolução de Ano Novo consiste em correr 5 km por dia provavelmente esse objetivo não vai funcionar. Novos hábitos, uma nova vida, é construída com pequenos passos rumo à direção que você quer seguir. Você, por exemplo, poderia experimentar começar a dar umas 2 ou 3 voltas no quarteirão ao redor de sua casa por alguns dias; depois, quem sabe, experimentar correr em volta do quarteirão, trotar, se for o caso. Depois, um pouco mais; em seguida um pouco mais. Progrida devagar, mas deforma consistente, gradual e constante. Primeiro, porque lidamos aqui com uma questão psicológica que é a “pequena vitória”: quando você consegue realizar uma meta, mesmo que pequena, você começa a construir autoconfiança para se desenvolver mais e mais. Em segundo lugar, o objetivo menor é mais fácil de ser administrado, é mais palpável, realista, fazendo com que sua capacidade de obter vitória seja muito grande. E, fala sério: é muito gostoso se superar, não é?! Então comece pequeno e progrida pequeno. Em breve você estará fazendo o que os outros vão considerar “grande”.

4) LEMBRE-SE QUE UM NOVO COMPORTAMENTO LEVA PELO MENOS 21 DIAS DE ESFORÇO CONSECUTIVO PARA SER INCORPORADO.
Você tem praticado o comportamento não desejado por um longo tempo, não é?! Tem anos que suas finanças correm soltas, que você não faz planejamento algum, que está endividado, mas nunca resolve, que se alimenta mal, muitas vezes sem muita consciência do que está comendo. Não é isso? O ponto é que você está tendo sucesso naquilo que não deseja para sua vida. Pare a leitura aqui e reflita sobre essa frase que acabou de ler: você está tendo sucesso naquilo que não deseja para sua vida. Pois bem: é necessário pelo menos 21 dias consecutivos de prática de determinado comportamento para que aquilo comece a se estabelecer em sua vida. Toda vez que você perder um dia, zere sua contagem e recomece. 'Continue continuando' por 21 dias consecutivos para que o novo comportamento seja incorporado.

5) VIGIE SUAS CONVERSAS INTERNAS.
Você pode tentar mudar a situação pelo lado de fora, mas se não resolver ou não se precaver quanto às conversar internas negativas, todos seus planos têm grandes chances de fracassar: sua voz interna vai te colocar pra baixo e vai te derrotar várias vezes. Na verdade, em algum momento, você vai falhar. Isso talvez seja meio chocante, mas é a verdade nua e crua. Sua mente vai te falar que você não pode fazer algo novo, que dá muito trabalho, que não há esperança. Mas isso não é verdade. A sua mente não é você. Ela faz parte de você. Então, pense e trabalhe essa conversa interna, argumentando com você mesmo quando essa falação negativa estiver na sua cabeça; dê à sua mente as ordens que deseja: “a mudança é natural. Eu posso e vou fazer uma mudança positiva acontecer para mim”; “estou comprometido e focado; sim, eu posso falhar e cair em velhos comportamentos, mas posso e vou me levantar de novo e tentar mais uma vez”; "eu sei que existem obstáculos e posso superá-los para alcançar meu objetivo”. Defina a linguagem que melhor adéque à você e esteja preparado para as conversas internas negativas (se fizer isso vai ter discussões bem acaloradas com o seu eu negativo!).


As pessoas fazem mudanças todos os dias e você também pode. Se dê a oportunidade de fazer uma mudança positiva a partir de uma resolução importante, que vá mudar sua vida para melhor. De bônus, entre no rol daqueles que pertencem aos 10% que têm sucesso na realização de seus objetivos.

Então, mãos à obra!

22 de janeiro de 2012

Grupo de apoio: um conceito diferente para lidar com as suas finanças


Todo mundo sabe o quanto é trabalhoso mudar hábitos. Quando você se compromete definitivamente a mudar ou fazer alguma coisa a tendência é que consigamos realiza-la. Mas existe um caminho entre o compromisso e a realização – exige, sim, muito esforço, coragem, determinação e disciplina. E quando se trata de finanças pessoais, muitas vezes é necessário mudar e melhorar principalmente a forma como se consome.

É bem como fazer dieta para perder peso: no início, nas primeiras semanas e até os primeiros meses, é difícil resistir às tentações. O hábito negativo (ou vício) pode ressurgir várias vezes, e são nesses momentos que sua força de vontade e resiliência serão testados. Ninguém pode fazer as mudanças por você – ninguém além de você mesmo, claro...

Uma estratégia, que inclusive está sendo objeto de estudo nos Estados Unidos, é formar grupos de apoio, bem no estilo dos Alcoólicos Anônimos ou Vigilantes do Peso – de forma simplista, sabemos que nesses dois grupos as pessoas recebem orientações de algum especialista que assiste o grupo em questão, mas, principalmente, compartilham experiências positivas ou não sobre o que estão tratando. O foco é que as pessoas do grupo (re) construam suas vidas a partir de realizações semana após semana, atingindo, assim, seus objetivos: que no caso são, respectivamente, eliminar o vício do álcool e perder peso para melhorar a saúde. Acesse o link do artigo aqui.

A ideia poderia ser aplicada às finanças pessoais. O grupo de apoio tem o poder de modificar comportamentos e incentivar as pessoas a realizarem seus sonhos, a atingirem suas metas. Um estudo realizado por pesquisadores estadunidenses e chilenos realizaram um experimento com um grupo de empresários que se encontravam semanalmente para conversar e expor suas derrotas e sucessos relacionados à suas finanças; além disso, essas pessoas estabeleceram suas metas de poupança semanal com o propósito de atingirem seus objetivos. O resultado foi o seguinte: esse grupo de empresários poupou cerca de 11% de sua renda, duas vezes mais do que um grupo monitorado que não tinha essas reuniões semanais.

Por outro lado, existem os aspectos negativos. De acordo com Brigitte Madrian, economista e professora de Harvard que participou deste estudo, o efeito causado por esse tipo de grupo pode ser contrário. Mesmo quando a pressão é aplicada na direção certa, muitas vezes acontece um efeito bumerangue, fazendo com que as pessoas executem exatamente o oposto do que são incentivadas. Isso foi constatado a partir de outro estudo realizado com um grupo de funcionários de determinada empresa que relatou que os pares (colegas) que não receberam a mesma informação que eles conseguiram poupar mais ao contribuir com um plano de previdência empresarial, o 401(k) [espécie de plano de aposentadoria muito comum nos EUA]. Por outro lado, a eficácia da pressão pode também depender se as metas estão ao alcance de forma realista. Daí a importância de um acompanhamento profissional para esse tipo de grupo: um planejador financeiro, por natureza da profissão, deve ser a “voz da razão” quando seus clientes estão sonhando – muitas vezes ele é quem vai dizer se e quando dá ou não para atingir o que a indivíduo/família deseja com base na situação atual e, talvez, futura.

Com certeza essa é uma ideia arrojada, mas é um plano que pode ser melhor trabalhado e, com isso, possivelmente replicado e aplicado no Brasil.

10 de janeiro de 2012

O segredo da vida está dentro de você!

Ontem eu vivenciei uma situação inusitada, que, a princípio, mostrou-se de elevado risco. Eu fui abordado por um rapaz que estava bastante alterado. Como instinto de reação eu me preparei para uma possível fuga e, se fosse o caso, uma luta. Nunca precisei usar minhas habilidades e conhecimentos em artes marciais em ninguém e espero continuar com essa marca pelo resto da vida. E, felizmente mais uma vez, não precisei usar nessa ocasião.

Vou resumir o conteúdo da conversa e, depois, apresentar meu ponto de vista.

Esse rapaz se disse ex-presidiário, queria tomar uma pinga, e estava muito alterado. Sua voz era rouca, suas reações corporais eram involuntárias, como se de fato estivesse entorpecido. Mas, naquela situação, acabei conversando com ele enquanto caminhava para o ponto de ônibus. Ele disse que tinha matado uma pessoa e por isso tinha sido preso. Porém, agora, devido a condição de discriminação, ele não conseguia trabalho, não conseguia abrigo e vagava por aí. Perguntou insistentemente se Deus o perdoaria pelo que ele fez e o convenci de que sim, desde que ele se sentisse perdoado. Depois, ao chegar ao local onde esperaria meu ônibus, ele confessou que precisava era de uma palavra, alguém que pudesse clarear um pouco a mente dele. Pediu, novamente, que eu lhe desse dinheiro, mas não dei. Sabia que se o fizesse ele se intoxicaria ainda mais e eu poderia, direta ou indiretamente, provocar mais mal que bem.

Isso me fez refletir em como a maioria de nós é abençoada e que como podemos mudar o mundo (no mínimo o nosso e das pessoas mais próximas) se tivermos a vontade suficiente para mudar a nós mesmos. Esse rapaz está numa situação de risco em que ele pode prejudicar a si mesmo e outros indivíduos - o que pode ser muitas vezes pior por se tratar de pessoas inocentes. Mas qual a raiz disso tudo? A meu ver, chama-se educação. Não é bem a educação formal, de dentro das escolas, faculdades e outras instituições de ensino. É a educação proveniente da formação familiar. Ele tem culpa do que fez no passado? Sim, provavelmente sim. Mas as influências que ele recebeu de seus familiares, pessoas de referência, da própria sociedade, enfim, o que ele absorveu trouxe ao seu estado atual.

Isso me traz a um assunto importantíssimo para todos nós: o condicionamento de nossa mentalidade. Basicamente, somos influenciados de três formas: condicionamento verbal (o que você ouviu quando era criança), exemplos (o que você viu quando era criança) e episódios específicos (que experiências você teve quando criança). Essa tríade é poderosíssima e, geralmente, ela traz todos os impactos inconscientes em nossas vidas.

O primeiro passo para mudar nossa realidade interna (e a meu ver o mais difícil) é a conscientização. Trata-se da identificação de algum comportamento e modo de pensar que te prejudique ou que te proporcione reações e sentimentos ruins. Após a conscientização, devemos entender que essa forma de pensar (e, consequentemente, agir) não é nossa: foi aprendida de fora. Qualquer uma das três formas de condicionamento são externas e elas foram aprendidas de alguém: essa é a fase do entendimento. Depois, com esses pensamentos/comportamentos claros e definidos, temos o poder de decidir mantê-los ou mudá-los: essa é a etapa de dissociação. Por fim, temos, das mesmas três formas (condicionamento verbal, episódios específicos e exemplos), re-estabelecer novos e melhores hábitos: a fase de recondicionamento  (não é a mais difícil, mas a mais trabalhosa). Esse é um processo que pode ser demorado, especialmente quando se trata de nos desenvolvermos ao ponto de mudar hábitos. Geralmente, são meses de vigília e auto-monitoramento, até que, em determinado momento, você começa a executar as ações propostas de forma automática, sem pensar.

O que eu quero propor com essa reflexão? Se você, leitor, tem a oportunidade de ler esse post (e qualquer outra informação na internet) saiba que você já tem tudo o que precisa para mudar a sua vida. Tem que estudar mais, tem que se aperfeiçoar, entender como funcionam os mecanismos mentais? Claro que sim. Dá trabalho? Depende do seu nível de interesse. Quando o verdadeiro desejo vem à tona, mesmo que pareça algo impossível de se realizar, nós realizamos justamente esse "impossível". Sei que não são todas as pessoas que têm gosto ou interesse por esses assuntos, mas ao menos deveriam aprender como se aperfeiçoar. Se cada consciência individual se elevar, a consciência de toda raça humana também se elevará e criaremos um mundo, um ambiente muito melhor na nossa breve jornada terrestre.

"Tudo aquilo que a mente do ser humano criar e acreditar pode ser feito" -Napoleon Hill