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14 de outubro de 2013

Tornando seus objetivos em metas (parte 3)

Chegamos ao último post para fazer com que seus objetivos saiam do plano das ideias, cheguem ao papel e, definitivamente, manifestem-se no mundo real através das ações.

Nesse post, falaremos sobre os últimos dois passos para tornar seus objetivos reais: a ideia de linha do tempo e sobre manter-se na estrada.

Antes de começar, quero me solidarizar com você e dizer que compreendo que definir objetivos, esmiuçar cada passa, cada meta, dá um trabalhão! Eu mesmo fiquei quase 3 dias (cerca de 30 horas) para passar e repassar meus objetivos e metas, definir, detalhar o que tinha de fazer – e sei que ainda podem ser ainda mais detalhados. Porém, como existem as etapas de Avaliar (Evaluate) e Reavaliar (Reevaluate), preferi trabalhar mais nisso daqui algum tempo – daqui algumas poucas semanas ou alguns pouquíssimos meses. Porém, mesmo que eu não consiga ver todos os degraus que levam até meu objetivo, permaneço em contato com todos eles – desenvolvi uma animação em PREZI que reúne todos eles, facilitando meu acompanhamento geral – você pode fazer isso, se quiser, numa apresentação em seu computador, ou mesmo em PREZI, em PowerPoint ou pegar uma cartolina e montar o seu “mural de objetivos e metas”. Tanto faz: desde que você veja regularmente pra não se perder.

Mas vamos lá! Vamos para o próximo passo. (Se você ainda não viu acesse aqui o primeiro post e aqui o segundo post)


Passo 5: Linha do Tempo


Digamos que em suas promessas de Ano Novo você tenha decidido pensar sobre o que realmente quer fazer com sua vida.

Depois de refletir, você chega à conclusão que, pelo menos por enquanto, as metas de sua vida são as seguintes:

  • Carreira – “Ser Analista Judiciário do Tribunal de Justiça”.
  • Lazer – “Viajar para Paris, França”
  • Saúde – “Correr 10km por dia”.


Depois de definir os objetivos de sua vida, deve-se quebrar cada um deles em metas, mais palpáveis e factíveis. Como você poderia fazer isso? Vamos exemplificar:


E, dessa forma, você vai detalhando cada degrau, cada passo, cada meta e vai cumprindo cada etapa, não esquecendo de se recompensar quando cumpri-las, partindo depois para a seguinte. É claro que esse exemplo é bastante simplificado e que cada meta é e deve ser muito mais detalhada (se seguir a técnica S.M.A.R.T.E.R. terá muitos detalhes de prazo, importância, execução, etc). Porém, consegue-se ter uma ideia clara do que fazer ao longo de todo caminho a ser percorrido. Vale lembrar: nas revisões, devido às experiências e acontecimentos que surgem ao longo do caminho, pode ser que algum objetivo se cumpra mais rapidamente ou precise de um pouco mais de tempo. Por isso que avaliar e reavaliar (Evaluate e Reevaluate) são passos tão fundamentais quanto a definição de suas metas e objetivos.

A partir deste exemplo, podemos observar que quebrar objetivos grandes em pedaços menores, as metas, faz com que consigamos gerenciar melhor o resultado e fica muito mais fácil visualizar o objetivo final cumprido. Se a meta ainda for grande, quebre-a em pedaços ainda menores até que você consiga enxergar que seja possível realiza-la.

O planejamento dá trabalho, mas todo trabalho bem feito proporciona uma recompensa ainda maior: a realização!


Passo 6: Mantenha-se na estrada


Assim que tiver decidido o seu primeiro conjunto de metas, mantenha o processo em andamento, revendo e atualizando sua listagem periodicamente.

Reveja também periodicamente os planos de longo prazo e os adéque para refletir sua mudança de prioridades e experiências. Uma boa maneira de fazer isto é agendar revisões regulares como uma planilha em um computador (rever os planos a cada três meses é o suficiente).

Por exemplo, em vez de ter como objetivo “Navegar ao redor do mundo”, é mais poderoso dizer “Ter completado minha viagem ao redor do mundo até 31 de dezembro de 2015”. Claro que isso só será possível se muitos detalhes (as metas) forem concluídos com antecedência!

Quero atentar aqui para alguns detalhes importantes. Não acredite em conto de fadas nem veja sua vida como um filme Hollywoodiano: se o fizer, vai se frustrar! Como assim? Como muito bem colocado em um texto do site Mude.nu “Como os filmes de superação nos enganam na parte mais difícil”, o roteiro de um filme de superação divide-se, basicamente, em três partes:


  • A dificuldade é detalhadamente apresentada
  • O protagonista decide vencer a dificuldade e treina duro para isso
  • O protagonista vence a barreira e triunfa na vida


A primeira parte toma grande parte do filme; a terceira parte é o “grand finale”. E a segunda parte passa assim:



Com um “fast forward” (avançar rápido) cria-se a falsa impressão de que em dois minutos a fase do treinamento, da persistência, da disciplina é rápida, desde que nós aceitemos em cumpri-lo – por uma semana. Ledo engano. Filmes têm seu aspecto fantasioso, têm que contar uma história, inspirar, comover e vender! Mas no mundo real, você vai deparar com uma longa segunda parte do filme da vida. E se seu objetivo for importante, valer a pena, mesmo que demore, mesmo que você tenha que dar “sangue, suor e lágrimas” para alcança-lo, quando chegar lá, tenha certeza, todo esforço terá valido a pena – cada fração de energia gasta para alcançar seu objetivo. Daí reforço a importância de definir BEM o que se deseja e de vez em quando verificar sua rota, revisando todo seu plano, se necessário.

Tenha CERTEZA que aquela vozinha negativa virá e falará um monte na sua cabeça “Você não pode”. Ignore-a. Ignore e concentre na execução e conclusão da tarefa. Quando terminar, volte àquele seu ‘eu-negativo’ e diga: “Sim, eu posso. Tanto que eu fiz”. Você não imagina o quanto isso é prazeroso. Experimente e comprove!

Como disse no post anterior, caso não entenda alguma coisa, deixe seu comentário abaixo ou entre em contato comigo. Na medida do possível vou procurar te ajudar, esclarecendo aquilo que ainda pode ter ficado nebuloso. Talvez você precise de uma segunda opinião. Se quiser, estou à disposição para ajudar!

Então, diante desse tanto de informação, só posso desejar que você tenha uma excelente reflexão, que consiga esmiuçar seus objetivos e metas e, principalmente: realiza-los, gerando resultado no mundo real.

Grande abraço e até!

7 de outubro de 2013

Tornando seus objetivos em metas (parte 2)

No último post começamos a conversar sobre como definir objetivos, o porquê de defini-los, as grandes áreas que temos que refletir para entendermos melhor quais são nossas prioridades para os próximos anos (Passo1) e também mostrei uma forma de priorizar (Passo 2), já que o poder de realização está no foco.

Você conseguiu definir seus "objetivos-mor"? Como foi sua experiência com a definição das prioridades? Quais áreas se mostraram mais importantes em suas vidas, nesse momento? Se ainda não realizou os passos 1 e 2 esse post talvez fique um pouco "solto". Recomendo que o faça e, se quiser, compartilhe conosco lá nos comentários! (Se tiver dúvidas de como fazer, inclusive, posso tentar te ajudar na medida do possível, ok?!)

Bom, vamos lá!

Nesse post, como prometido, vou mostrar os dois passos seguintes: o que é e como aplicar a técnica S.M.A.R.T.E.R. e como que definimos metas menores. Vamos por partes.


Passo 3: usando a técnica S.M.A.R.T.E.R. para estabelecer os objetivos e metas de forma mais inteligente


Smart é uma palavra em inglês que significa inteligente. O primeiro uso conhecido do termo aconteceu na edição de novembro de 1981 da Management Review por George T. Doran. S.M.A.R.T. é uma palavra usada como uma sigla de fácil memorização para os itens imprescindíveis na definição de objetivos. Cada letra tem um significado que determina o passo a passo da técnica:

  • Specific (Específico)
  • Measurable (Mensurável)
  • Attainable (Alcançável)
  • Relevant (Relevante)
  • Time-bound (definido no Tempo)


O conceito da técnica evoluiu e criou-se mais duas etapas, ficando a sigla S.M.A.R.T.E.R. (tradução livre: mais inteligente):

  • Evaluate (Avaliar)
  • Reevaluate (Reavaliar)


Digamos que você tenha como objetivo “construir uma casa”. Essa forma de definição de objetivos é muito genérica, muito “solta” e provavelmente não se realizará. A chance, inclusive, de você se frustrar é bem grande – basta lembrar das promessas de fim de ano: mal construídas, sem definições, sem sentimento de urgência, sem prazo, sem a devida importância, o devido envolvimento.

Mas, como já se pode imaginar, existe a técnica S.M.A.R.T.E.R. para nos ajudar a delinear os nossos objetivos em todos os detalhes. Vamos definir letra por letra, passo por passo, para que se clareie o método e a técnica.

Paul J. Meyer descreve as características dos objetivos S.M.A.R.T. em seu livro Attitude is Everything (2003):

Specific (Específico)

O primeiro critério realça a necessidade de um alvo específico, em vez de um objetivo genérico. Isso significa que o objetivo é claro e inequívoco; sem caprichos e banalidades: o objetivo é direto. Para construir objetivos específicos, é necessário descrever exatamente o que se espera, porque é importante, quem está envolvido, onde é que vai acontecer e quais atributos são importantes. “Conseguir um emprego” pode ser começar a trabalhar em qualquer coisa, mas "conseguir um cargo de gerente de projeto em uma multinacional ganhando pelo menos R$ 8.000,00 por mês" já mostra exatamente o que você pode estar buscando.

Um objetivo ESPECÍFICO responde às cinco perguntas "W", que vêm do inglês: What (o que), Why (por quê), Who (quem), Where (onde), Which (quais):

  • (what) O QUE: O que eu quero realizar?
  • (why) POR QUÊ: Quais são os motivos específicos, a finalidade ou benefícios de realizar o objetivo.
  • (who) QUEM: Quem está envolvido?
  • (where) ONDE: Identificar uma localização.
  • (which) QUAIS: Identificar os requisitos e restrições.


Measurable (Mensurável)

O segundo critério enfatiza a necessidade de critérios concretos para medir o progresso em direção à realização do objetivo. A ideia por trás disso é que, se o objetivo não é mensurável, não é possível determinar se está existindo progresso em direção a conclusão bem-sucedida daquilo que se deseja.

Medir o progresso é importante para te ajudar a continuar caminhando em direção àquilo que se deseja, atingir os seus prazos, e experimentar a alegria da conquista que o estimula a um esforço contínuo necessário para atingir o objetivo final. Digamos que seu objetivo é “ser feliz”. Como você sabe quando já é feliz? Quando alcançou o que você precisa? Por isso seu objetivo deve ter uma medida – assim você terá como comparar o desempenho tido com o esperado e também quando chegou lá.

Um objetivo MENSURÁVEL responde a perguntas como:

  • Quanto vai custar?
  • Quanto (de determinada coisa) vou precisar?
  • Como saberei quando ele é alcançado?



Attainable (Alcançável)

O terceiro critério reforça a importância de objetivos que sejam realistas e alcançáveis. Um objetivo alcançável te estimula a se esforçar a fim de alcançá-lo, portanto ele não deve ser nem tão fácil e nem tão difícil: um desafio mediano é suficiente. Ou seja, os objetivos não são nem fora do alcance nem abaixo do seu padrão de desempenho, senão correm o risco de perderem sentido.

Quando você identifica os objetivos que são mais importantes em sua vida, você começa a descobrir maneiras pelas quais pode torná-los realidade. Com isso desenvolverá atitudes, habilidades, competências e capacidade financeira necessárias para alcançá-los. Que fique claro: sonhar é preciso – mas esse não é o ponto. Realizar uma viagem para Vênus daqui a 2 anos pode não ser um bom exemplo de objetivo alcançável.

Um objetivo ALCANÇÁVEL responde à seguinte pergunta:

  • Como o objetivo pode ser cumprido?


Geralmente é nessa etapa da técnica S.M.A.R.T.E.R. é que você descobre que existem vários outros pequenos degraus, as metas, para alcançar seu objetivo. E com cada uma delas você deve aplicar a técnica descrita, chegando ao momento em que você tenha apenas “metas operacionais”. Vou detalhar isso mais adiante.

Relevant (Relevante)

O quarto critério salienta a importância da escolha de objetivos que tenham significado. O objetivo de um gerente de banco "Fazer 50 sanduíches de geleia e de manteiga de amendoim até às 14h" pode ser específico, mensurável, alcançável, e definido no tempo, mas não tem relevância alguma! Melhor traduzido: o objetivo tem que “fazer sentido”. Muitas vezes você vai precisar de apoio para realizar um objetivo: recursos, alguém que te estimule, alguém que derrube obstáculos. Objetivos que são relevantes para você e sua família, por exemplo, provavelmente receberão o apoio necessário para serem realizados.

Objetivos relevantes (quando conhecidos) te motivam a continuar, a seguir em frente. Um objetivo que apoia ou está alinhado a outros objetivos pode ser considerado como um objetivo relevante.

Um objetivo RELEVANTE pode responde SIM a estas perguntas:

  • Isto parece que vale a pena?
  • Este é o momento certo?
  • Será que esse objetivo vai/pode combinar com outros esforços/necessidades?
  • O objetivo é aplicável no atual ambiente sócio-econômico-técnico?
  • Uma pergunta extra que combina com primeiro passo da técnica S.M.A.R.T.E.R., Specific, e que pode, nesse momento, trazer um significado emocional é a seguinte: Por que essa meta é importante para você?


Time-bound (definido no Tempo)

O quinto critério enaltece a importância da definição dos objetivos dentro de um prazo determinado, dando-lhes uma data-alvo. Um compromisso com prazo definido te ajuda a concentrar seus esforços na conclusão da meta antes ou na data de vencimento.
Você já ouviu a história de que o noivado é para ganhar mais tempo para poder casar? Ou então o clássico “passa lá em casa qualquer dia!”. Objetivos sem prazo definido ficam perdidos no tempo, pois nosso cérebro não reconhece a urgência de uma atividade até saber quando ela deve ser completada.

Além disso, para saber se você está indo bem, precisa ter metas para seu objetivo principal que serão cumpridas em determinados prazos. Aprender um novo idioma, por exemplo, pode ser dividido em “procurar e escolher uma escola”, com o prazo de 1 mês; “assistir todas as aulas” com o prazo de 6 meses letivos; “começar a comprar revistas neste idioma” com prazo de 4 meses… e assim você cria “marcos” que vão permitir que você se auto avalie e analise seu progresso. A definição de prazos para o objetivo final com base nas pequenas metas faz com que o objetivo final se torne mais palpável.

Essa parte dos critérios da técnica S.M.A.R.T.E.R. se destina a impedir que seu objetivo seja atropelado pelo caos que existe no dia-a-dia; se destina a estabelecer um senso de urgência.

Um objetivo DEFINIDO NO TEMPO geralmente responde às seguintes perguntas:

  • Qual é a data-alvo, o prazo máximo?
  • O que posso fazer nos próximos seis meses?
  • O que posso fazer nas próximas seis semanas?
  • O que posso fazer hoje?


Evaluate (Avaliar) e Reevaluate (Reavaliar)

Os dois últimos critérios relacionam-se entre si e têm a função de assegurar que os objetivos serão periodicamente revisados (para avaliar, inclusive, sua evolução e até a necessidade de alguma correção de rumo ou mesmo se ainda o objetivo é válido) e garantir que eles não serão esquecidos.

Perguntas que se encaixam nessa etapa são as como se seguem:

  • De quanto em quanto tempo vou rever meus objetivos?
  • Estou caminhando na direção certa?
  • Estou conseguindo cumprir os prazos estabelecidos?
  • Minhas aspirações mudaram?
  • Posso melhorar alguma coisa no planejamento?


Logo abaixo segue uma animação em PREZI para que você possa sempre ter em mente, de uma maneira lúdica, a técnica S.M.A.R.T.E.R. e seus devidos questionamentos:





Passo 4: Defina metas menores


Depois de ter definido os seus objetivos de vida e de aprender como definir esmiuçadamente cada meta, cada objetivo, é hora de determinar um plano de metas menores para cada cinco anos, um plano que mostre o que você precisa concluir se quiser alcançar seu plano de vida. Dê atenção especial às áreas prioritárias, pois elas provavelmente ajudarão a desenvolver as que não pertencem ao foco principal.

Em seguida, crie um plano de um ano, um plano de seis meses e um plano de um mês de metas progressivamente menores (use a técnica S.M.A.R.T.E.R. para esmiuçar os detalhes de cada meta menor). Cada um destes planos deve ter como base o plano anterior, o plano maior. Uma sugestão interessante é criar um diário fazendo uma listagem de coisas que você deve fazer hoje para trabalhar para seus objetivos.

Foi dito na etapa do “Attainable” (alcançável, realizável) que muitas novas metas podem surgir, como de fato surgem após a pergunta “como eu posso alcançar isso?” Nesse momento você começa a estruturar sua estratégia, a enxergar os passos que devem ser dados para alcançar seu objetivo maior: é exatamente nesse ponto que você começa a determinar as suas metas menores, as metas operacionais -  as pequenas coisas que precisam ser feitas. É fundamental, reitero, estar sempre munido de um caderninho ou mesmo só papel e caneta para as anotações e inspirações, pois certamente você enxergará muitos passos – anote todos! Cada passo, cada etapa que você enxergar deve passar pela técnica S.M.A.R.T.E.R., pois assim conseguirá defini-lo de forma bastante clara.

No princípio, suas metas menores poderiam ser as de realizar a leitura de livros e reunir informações sobre a realização de seus objetivos de nível superior. Isso te ajudará a melhorar a qualidade das ideias e trazer para a realidade suas definições.

Finalmente reveja seus planos e se certifique de que eles se encaixam na maneira pela qual você quer viver sua vida.

Eu prometi que falaria de alguns de meus objetivos. Decidi selecionar o objetivo de SAÚDE para exemplificar. Você pode, se quiser, usar a estrutura circular como demonstrada na animação para facilitar o desenvolvimento da definição de suas metas. Fique à vontade.


Por enquanto é só. Agora você tem mais dever de casa.

Ah sim! Antes que me esqueça: não ache que conseguirá definir e estruturar todos os objetivos e esmiuçar todas as metas de uma só vez. Não que seja impossível, mas na medida em que você vai executando, você vai enxergando novas etapas a serem concluídas antes de alcançar seu objetivo final.

Como brinquei com meu amigo professor Elisson de Andrade (inclusive ele tem um blog de finanças pessoais bem bacana, clique aqui): mesmo quando estamos correndo temos que dar um passo depois do outro.


No próximo post falaremos sobre as duas últimas etapas para a transformação dos seus objetivos em metas: colocar todos seus objetivos numa linha do tempo (uma ideia de sequência de execução) e sobre a parte mais desafiadora do processo: manter-se na estrada.

Até lá!

30 de setembro de 2013

Tornando seus objetivos em metas (parte 1)


Nas últimas semanas tenho trabalhado na conclusão de um material para oficinas de educação financeira que tenho desenvolvido. Na segunda parte da primeira oficina, eu discorro sobre três assuntos: dois deles são ferramentas de controle financeiro (falo sobre fluxo de caixa pessoal e sobre balanço patrimonial pessoal) e o outro é sobre objetivos. A definição de objetivos, para ser mais exato.

Muitos de nós, vez ou outra, nos sentimos à deriva do mundo: trabalhamos pra caramba, mas parece que não saímos do lugar. Talvez, uma das principais razões seja porque você não investiu tempo suficiente no processo de definição de seus objetivos. Objetivos formais, bem estruturados, com sentido, com formas de mensurar sua evolução, palpáveis.

Certamente você já ouviu uma famosa frase de Shakespeare: “Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve” (inclusive tem essa excelente performance, O Menestrel, que vale a pena conferir. Clique aqui). Pois bem, vamos determinar, definir e criar um lugar pra gente, só nosso. Afinal, se soubermos exatamente o que desejamos conseguir, poderemos concentrar os nossos esforços.


Por que definir objetivos?


Mas antes de começarmos, quero te lançar uma pergunta: por que definirmos objetivos? Não é mais fácil deixarmos a vida nos levar? Pode até ser... mas a vida pode nos levar a lugares que não gostaríamos. Além do mais, temos recursos limitados. Sim, todos temos 24 horas e o tempo é um recurso valiosíssimo que temos de aprender a aproveitá-lo muito bem, de preferência desde cedo (se ainda não se deu conta, sua passagem aqui na Terra é bastante rápida e quase não é notada no ‘todo’); outra recurso que é limitado é a nossa energia: um artigo da Fast Company mostrou, dentre outras coisas interessantes sobre nosso cérebro, que é impossível sermos multitarefas (acesse o link para a leitura do artigo completo, em inglês: clique aqui). Então aprume as velas e defina, por conta própria, seu rumo!

As metas são os degraus para que se alcancem os objetivos


Uma forma bastante eficaz de determinar seus objetivos é fazê-lo em níveis (eu mesmo fiz e vou dar exemplos pessoais logo adiante):
  • Primeiro você cria a sua “grande visão”, ou seja: aquilo que você quer fazer com sua vida (ou, digamos, nos próximos 5 ou 10 anos), e identifica os objetivos em grande escala que pretende alcançar;
  • Daí subdivide esses padrões em os alvos menores – que são as METAS – dos quais você deverá cumprir para alcançar seus objetivos;
  • Finalmente, depois de ter seu plano, você começa a trabalhar nele para alcançar as metas estabelecidas.


Parece ser simples e realmente é. Mas não significa que não dê trabalho para fazer.

Começamos a definir nossas metas olhando para nossos objetivos. Vamos por partes.


Passo 1: Definindo objetivos


O primeiro passo na definição das metas é considerar o que você deseja alcançar em sua vida – ou pelo menos, em um tempo significativo no futuro.

A definição de objetivos oferece a perspectiva global que molda todos os outros aspectos da sua tomada de decisão.

Para dar uma cobertura ampla e equilibrada de todas as áreas importantes em sua vida, tente estabelecer metas em algumas das seguintes categorias (ou em outras próprias que sejam importantes para você):

  • Carreira – Qual o nível que você deseja alcançar em sua carreira? O que você quer alcançar?
  • Financeiro – Quanto você quer ganhar, por quanto tempo? Como isso está relacionado com seus objetivos de carreira?
  • Educação – Existe algum conhecimento que você deseja adquirir em particular? Quais informações e habilidades você precisa ter para alcançar outros objetivos?
  • Familiar – Você quer ser pai? Se sim, como você vai ser um bom pai? Como você quer ser visto por um parceiro ou por membros de sua família?
  • Atitude – Há qualquer parte do seu modo de pensar que está te prendendo? Existe alguma etapa do caminho que seu comportamento lhe perturba? (Se sim, defina uma meta para melhorar o seu comportamento ou encontrar uma solução para o problema)
  • Saúde – Existe algum objetivo físico que você deseja alcançar? Você quer uma boa saúde na velhice? Quais os passos que você vai fazer para conseguir isso?
  • Lazer – Como você quer se divertir? Você deve garantir que alguns momentos de sua vida são para você!
  • Serviço voluntário – Você quer fazer do mundo um lugar melhor? Caso afirmativo, como?


Passe algum tempo refletindo sobre essas questões: tire uma tarde, um dia, vá para um parque calmo, crie seu momento para pensar sobre cada um desses aspectos deixando seus sonhos, suas vontades e anseios virem à tona. Em seguida, selecione um ou mais objetivos em cada categoria que melhor refletem o que você quer fazer. Depois, considere refinar sua seleção, cortando novamente para que você tenha um número pequeno de objetivos para que possa se concentrar, se for o caso. O poder de realização está em focar! (E convenhamos: não conseguimos ser eficientes e multifocais ao mesmo tempo). Ao fazer isso, certifique-se de que os objetivos definidos são aqueles que realmente deseja alcançar e não aquelas que os seus pais, familiares ou empregadores desejam que você alcance. Se você tem um parceiro (a), provavelmente você vai considerar o que ele ou ela deseja – porém, lembre-se: permaneça fiel a si mesmo – sempre!

Eu fiz isso. Tá certo que não fui a um parque, mas costumo caminhar e, de acordo com minha experiência pessoal, costumo pensar sobre diversas coisas enquanto caminho – parece que a mente trata de se tornar criativa e encontrar meios para solucionar meus problemas. Defini vários campos que considero, pelo menos no atual momento, importantes em minha vida: financeiro, carreira, educação, saúde, lazer, relacionamento íntimo, família, bens materiais – você pode imaginar que foi aquele tanto de coisa! Normal. Inclusive, recomendo que nesse momento só seu leve uma caneta e um caderninho para anotar suas ideias e inspirações. Essas informações são muito valiosas, pois refletem aquilo que você deseja fazer com sua vida de acordo com seu momento atual. Não vou falar sobre cada uma delas individualmente ou talvez nem aprofundar demais, porque tem coisa que é muito pessoal, mas vou selecionar algumas áreas para exemplificar o processo, ok?! Continuemos.

Mas, diante de tantas coisas importantes, como é que vou realizar tudo? Já disse e repito: O poder de realização está em focar! E quando falo isso significa que, mesmo diante de muitos objetivos importantes, é necessário priorizar.


Passo 2: Priorização


A maneira pela qual eu priorizei meus objetivos foi totalmente empírica e subjetiva. Porém, existe um método. E essa subjetividade não atrapalha? Não, claro que não. Na realidade ela é que vai ditar aquilo que você quer em sua vida. Bem isso.

Como disse, é necessário priorizar para poder forcar: esse processo tem o objetivo de definir aquilo que vai fazer a diferença não só nas áreas-foco, mas também nas outras, pois, querendo ou não, somos seres holísticos: não dá para mexer numa área sem afetar outra.
Mas como fazer isso? Uma maneira é relacionar cada área pensando como uma afeta a outra. Esse relacionamento, como disse, é totalmente subjetivo, mas com a descrição seguinte ficará mais claro como proceder.



Nossa, essa imagem está uma bagunça, cheia de setas” alguém deve ter pensado! Calma, calma que eu vou explicar.

Como disse, você deve fazer uma relação de como tal área afeta outra (nesse ponto você já tem que ter definido ao menos a ideia geral do que você quer em cada área, senão esse processo se perde, fica sem sentido). Por exemplo, vamos pegar o aspecto financeiro. Eu ganhar mais dinheiro afeta a forma como eu posso desenvolver minha carreira, pois posso ter acesso a melhores oportunidades, desenvolver/abrir algum negócio, dentre outras coisas; o financeiro também afeta minha educação, pois poderei custear cursos, eventos, aprimorar algum aspecto pessoal ou profissional em minha vida; também afeta meu relacionamento íntimo, pois com dinheiro posso ter acesso a novas e diferentes oportunidades de lazer, além de poder fazer coisas diferentes para meu companheiro com mais facilidade (não necessariamente precisa-se de dinheiro nessa área, mas não sou hipócrita em dizer que o dinheiro não ajuda); além disso, afeta a minha saúde: com minha situação financeira melhorada poderei fazer exercícios físicos com profissionais da área (por exemplo: musculação com personal trainer ou sessões de pilates, etc), poderei ter acesso a melhores médicos, e ter todo um aparato esportivo (bicicleta, por exemplo) que promovam a melhora de minha saúde; o financeiro, obviamente, afeta a aquisição de bens materiais; comprar um carro, uma casa, ou qualquer outro bem que desejar; e, também, afeta meu lazer: por exemplo, se valorizo fazer viagens para lugares diferentes, essas viagens provavelmente terão algum custo. Perceba que, nessa linha de raciocínio, o aspecto financeiro afetou diretamente seis áreas: carreira, educação, relacionamento íntimo, saúde, bens materiais e lazer. PROVAVELMENTE é uma área importante em minha vida, no atual momento.

Na medida em que você vai fazendo essas relações você vai criando áreas que afetam e áreas que são afetadas em sua vida. Nesse exemplo, perceba que, na minha avaliação subjetiva, a área de aquisição de bens materiais só é afetada pelo financeiro e não afeta nenhuma outra área (da mesma forma que família só é afetada pela área de relacionamento íntimo e não afeta outra).


De acordo com a imagem-exemplo, temos o seguinte panorama:


Definidas as relações, é chegada a hora de priorizar, determinando o peso da prioridade, conforme demonstrado a seguir:


Observe que do lado de quem afeta, a categoria FINANCEIRO ficou em primeiro lugar (azul), seguido de EDUCAÇÃO (verde); do lado de quem é afetado, o LAZER ficou em primeiro lugar (azul), seguido de CARREIRA e RELACIONAMENTO ÍNTIMO (verdes). Ou seja: temos um impasse. Daí segue-se a subjetividade, a reflexão de compreender o que é importante para você em sua vida, de acordo com o que determinou e definiu de forma mais geral no Passo 1. Nesse caso, optou-se por CARREIRA.

Diante disso, temos 4 áreas de atenção: FINANCEIRO, EDUCAÇÃO, CARREIRA e LAZER. Vale atentar que as três primeiras estão bastante correlacionadas, praticamente uma afetando a outra e gerando consequências positivas para as outras áreas, mesmo aquelas que não foram selecionadas como foco principal. Observe que as outras áreas também são importantes e também têm objetivos a serem cumpridos. Porém, serão, de certo modo, secundários perante as quatro áreas definidas pela seleção de prioridade.

Vou parar por aqui. Vocês já têm muita coisa pra pensar. Mas ainda não acabou: temos mais 4 passos (é, eu sei, tem muito mais coisa) para serem definidos e explicados, mas por enquanto já se tem muito “dever de casa”. No próximo post vamos falar de mais dois passos: definição e aplicação da técnica SMARTER e como definir metas menores, para que o objetivo principal fique mais palpável.

Até lá!

27 de outubro de 2009

O dilema risco-retorno

Em uma economia, sempre existirão os agentes poupadores (aqueles cuja renda supera os seus gastos em determinado momento) e os agentes tomadores (aqueles que precisam, em dado período, gastar mais do que a sua renda). Os primeiros estão dispostos a emprestar seus recursos para os segundos em troca de um “aluguel” que é o juro.

Hoje, diante de um sistema financeiro muito sofisticado, a quantidade de possibilidades é enorme; ou seja, os poupadores podem aplicar seus recursos em diversos tipos de investimentos, com diferentes graus de risco e retorno. Daí a grande dificuldade da escolha.

Além disso, em finanças sabemos que os investimentos que trazem melhores perspectivas de retornos são também aqueles que trazem mais chances de perdas significativas e, com isso, mais risco para o poupador. Porém, os investimentos mais seguros são aqueles que trazem uma perspectiva mais baixa de retorno.

O dilema risco-retorno

É como descreveu Paul Singer em seu livro Para entender o mundo financeiro (Ed. Contexto, 2000): A origem básica do risco é a imprevisibilidade da sina humana, imprevisibilidade que é maior numa sociedade regida não pela tradição e rotina mas por competição e inovação. Esta questão é imensamente controversa. A existência de risco em qualquer contrato que se estende no tempo é incontestável, mas a doutrina neoclássica sustenta que o risco pode ser previsto e medido. Então, não seria propriamente risco, mas uma característica mensurável do prestatário (tomador) o que permitiria ao prestamista (poupador) incorporar à taxa de juros uma taxa de risco que o protegeria inteiramente da eventualidade do sinistro.

Se o risco fosse previsível, a vida no mundo das finanças seria muito mais estável do que é na realidade. A história das finanças é cheia de altos e baixos, em que grandes fortunas são feitas em pouco tempo, nos períodos de boom e perdidas em seguida, nas crises que sempre os sucedem. Em épocas de boom, a inadimplência é mínima e o cumprimento quase integral dos contratos induz os prestamistas a subavaliar os riscos, concedendo créditos com grande facilidade. Em épocas de crise, a inadimplência é generalizada, o que leva os prestamistas a superestimar os riscos e a reduzir a quase nada a concessão de novos empréstimos.

A conhecida alternância de otimismo e pessimismo – ambos acentuados – já é uma boa prova de que a doutrina do risco financeiro calculado e prevenido é falsa. Os agentes financeiros tentam evidentemente avaliar o risco de cada operação e incluir na taxa de juros que cobram a margem de risco que prevêem. Há hoje especialistas em avaliação de riscos e agências cujo único trabalho é dar graus – ratings – a países, instituições financeiras e empresas que devem exprimir a probabilidade “científica” de que venham a descumprir suas obrigações financeiras.

O fato é que, normalmente, é muito difícil a obtenção de investimentos que possuam um nível de risco muito baixo e, ao mesmo tempo, gerem excelentes perspectivas de retornos. Com a facilidade com que as informações se propagam no mundo contemporâneo, principalmente por conta da internet, certamente, se tal situação ocorrer, ela será rapidamente descoberta por algum grande investidor.
Tem-se, assim, um dilema de escolha na escolha de um único investimento:

“Quanto maior o risco, maior tende a ser a expectativa de retorno”.

Portanto, da mesma forma que os investimentos, na captação de recursos, se a empresa for mais arriscada, certamente ela terá um custo maior para obter seus recursos. Caberá, então, à empresa, escolher da melhor maneira como lidar com isso, embora tal escolha certamente envolva diversos elementos subjetivos de cada gestor financeiro e da companhia.

Conclusão

Sem risco, não há recompensa. Estar aberto a aceitar riscos não significa necessariamente estar disposto a perder. As empresas devem correr riscos calculados. Isso quer dizer que as pessoas responsáveis pelas decisões devem pesquisar, realizar as análises necessárias e tomar decisões com base em fatos e informações sólidas. Fazer o que está ao seu alcance, no menor tempo possível e tomar a decisão de ir à luta ou não.

Todos nós temos ciência de que é impossível ter todas as informações de antemão, então o que se deve fazer quando se toma a decisão de correr o risco, principalmente para não perder oportunidades, é: preparar-se no menor tempo possível, agir e corrigir-se no caminho.

25 de agosto de 2009

Artigo para o MBA



Estive pensando no que vou falar em meu Artigo de conclusão de Curso no MBA... Eu vou falar de Educação Financeira e Mercado de Capitais. Eu sou apaixonado pelo assunto e tenho maior clareza para discorrer sobre o mesmo. Falar sobre finanças pessoais, hábitos, atitudes, investimentos, dinheiro, dívidas (como sair delas, né?) e muito mais. Não sei se vai caber tudo no artigo, mas vou escolher os mais relevantes.


MAS não deixarei de escrever sobre Sustentabilidade. É um assunto que me intressa conhecer profundamente e compartilhar essa idéia e propósito.

Até mais ver!

1 de agosto de 2009

Competência e sua importância no mercado de trabalho

Não custa nada divulgar a informação, né!? Achei super-interessante o artigo desenvolvido por Bernadette Vilhena no site do Dinheirama.com. Fala sobre Competência. Veja na íntegra:

Ouve-se muito a palavra competência e fala-se sobre ela nas conversas informais, na escola e nas empresas. Competência é essencial? Competência representa chances de maior produtividade e aprendizado? Você já parou para refletir o que essa palavra significa e quais suas implicações na sua vida profissional? Iniciemos essa conversa a partir de algumas definições.

O sociólogo francês Philippe Zarifian define competência como sendo “o tomar iniciativa e o assumir responsabilidade”. Já o especialista em aprendizagem nas empresas Karl-Erik Sveiby define competência como a capacidade que possuímos para agir, baseada em nossos conhecimentos teóricos e tácitos. Estes dois autores centram seus conceitos na ação.

Para mim, a definição mais didática é a encontrada em um artigo escrito pelos professores da USP Afonso Fleury e Maria Teresa Fleury, onde a competência é pensada como a intercessão entre conhecimento, habilidade e atitude. Essas três dimensões precisam se “misturar” para que possamos dizer que somos competentes em determinada área.

Aprender sobre as três dimensões que compõem a competência é importante para que se consiga trabalhar na direção certa do desenvolvimento profissional e pessoal. Vale pensar em alguns pontos interessantes:

  • O conhecimento é o saber. Envolve a educação formal, saber o que, saber o porquê, saber para que e a capacidade de aprender;
  • A habilidade é o saber-fazer. São as experiências, o saber como, as técnicas, o conhecimento tácito e o modelo mental;
  • A atitude é o saber ser. Ou seja, ter determinação, responsabilidade, comprometimento, motivação e iniciativa.

Para consolidar a definição, darei um exemplo de competência a partir dessas três dimensões. Um determinado protético é muito solicitado pelos dentistas, pois é bastante competente na confecção de próteses dentárias. Ele tem um saber acadêmico ótimo (conhecimento), sabe esculpir a prótese muito bem devido à sua precisão manual (habilidade) e entrega os pedidos rapidamente graças a sua capacidade de planejamento, organização e vontade de atender o cliente rapidamente (atitude).

Moral: Se algumas dessas dimensões estivessem em um nível muito inferior de desempenho talvez esse protético não fosse considerado tão competente.

O mercado de trabalho sempre buscou indivíduos competentes tecnicamente para ocuparem os postos de trabalho. Com o passar do tempo e com as novas demandas surgidas a partir de modernos modelos de gestão, as empresas passaram a buscar indivíduos qualificados intelectual e tecnicamente, mas também competentes emocionalmente.

Isso quer dizer que as empresas valorizam o saber, o saber-fazer e o saber ser! É comum a realização de processos seletivos tendo como foco as competências comportamentais como a comunicação, o planejamento, o relacionamento interpessoal, a autonomia, o autocontrole e a capacidade de resolução de conflitos. A gestão por competências já é realidade em muitas empresas, sendo utilizada como um instrumento estratégico para atingir objetivos específicos.

Penso que você já é capaz de responder à pergunta inicial: qual a implicação das competências na vida profissional? A proposta que trago hoje é um breve exercício de autoconhecimento. Diante desse contexto competitivo, volte o olhar para si e tente avaliar como está seu nível de empregabilidade – isto é, o quanto você é a atraente para o mundo do trabalho.

Quais as competências que você possui e quais as que precisa aprimorar? Faça uma lista de seus pontos fortes. Olhe novamente para os três círculos. Verifique quais são seus conhecimentos técnicos, suas habilidades e reflita sobre suas atitudes em relação às duas primeiras. Observe onde estes três pontos se cruzam e encontre sua competência.

22 de julho de 2009

7 sinais de uma possível promoção

Confira na íntegra um artigo na seção Carreiras do site Infomoney escrito por Luana Cristina de Lima Magalhães. É muito interessante!


Conseguir ser promovido em uma empresa pode ser um processo bastante longo e complicado para os profissionais. Às vezes, o funcionário tem a impressão de que está no mesmo patamar de um colega que ocupa um nível hierárquico maior. Entretanto, está em um cargo inferior. Será que há alguns indícios de que este profissional pode estar próximo de uma promoção?

Na opinião de Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil e consultor de Recursos Humanos, o profissional, para crescer na carreira, tem de ter caráter, sendo ético e responsável, e, ao mesmo tempo, apresentar competências técnicas na sua área de atuação.


Sinais

Se o profissional possui estas características, o consultor destaca que há sete sinais que podem indicar que está próximo de ser promovido. Confira:

1. Responsabilidade - Quando um funcionário passa a ser responsável pela execução de um projeto específico da empresa ou nos casos em que a pessoa passa a gerenciar um departamento da organização;

2. Voz na empresa - Outro sinal de que a promoção pode estar perto é quando o profissional passa a ser mais escutado pelo seu gestor e colegas de trabalho. Com isso, suas ideias passam a ser aceitas na empresa;

3. Requisitado - Neste caso, o funcionário começou a ser chamado para participar de eventos e reuniões da empresa que não participava antes;

4. Participação em treinamentos - A empresa pode começar a fornecer cursos específicos em determinado assunto para o profissional;

5. Maior confiabilidade - O líder começa a contar problemas que a empresa está passando ou informações exclusivas sobre um novo projeto ou cliente da organização. "Com esta atitude, o gestor pode estar testando o seu funcionário, para saber qual seria a sua reação, se ele ficaria em sigilo, ou se iria sugerir novas ideias;

6. Trabalhar em um projeto específico - O líder pode começar a pedir para o funcionário fazer horas extras para trabalhar ou conversar sobre uma demanda específica, um projeto;

7. Feedback - Líder passa a elogiar o trabalho e o desempenho do funcionário;


Empecilho

Porém, apesar de existirem todos esses sinais, a promoção pode não acontecer por um simples motivo: a empresa não dispõe de recursos financeiros para aumentar o salário deste profissional.

"O profissional tem de ter em mente que, em pequenas empresas, é mais difícil subir de cargo. Por outro lado, ao trabalhar em empresas deste porte, ele pode ver as suas ideias serem implementadas de forma mais rápida do que em médias e grandes empresas, já que estas organizações possuem diversos procedimentos de controle", diz Kretly.

Diante deste cenário, o profissional deve avaliar alguns fatores, antes de tomar qualquer decisão. "Se o profissional gosta do seu trabalho e da empresa, acreditando que essa companhia tem chances de evoluir, ele deve continuar no trabalho e esperar que a promoção ocorra com o tempo. Já se ele não vislumbra o crescimento da organização e não gosta da sua função, ele deve procurar outras oportunidades.

Outro fator que pode atrapalhar a promoção na empresa, segundo o consultor é a ansiedade dos jovens. "Hoje, grande parte dos jovens já quer subir de cargo com apenas seis meses de atuação na empresa. Com três ou quatro anos de trabalho na mesma instituição, já quer ser presidente e, com a frustração de não conseguir ganhar o cargo, acabam pedindo demissão".


Informações retiradas do site InfoMoney.

5 de julho de 2009

Gestão do Tempo

Comecei a usar um software online de Gestão do Tempo e, até agora, estou achando o máximo!

Chama-se NEOTRIAD, desenvolvido pelo pessoal da Tríade do Tempo. O NEOTRIAD não é simplesmente uma agenda. Ele se baseia nas mais modernas pesquisas e teorias mundiais sobre produtividade, organização e administração de tempo. Todas as suas funcionalidades seguem uma metodologia eficiente para tornar sua vida mais produtiva.

Nos primeiros 30 dias ele é totalmente gratuito e depois desse período de teste as funcionalidades de agenda e tarefa ainda ficam disponíveis de modo ilimitado. Estou testando e, se realmente fizer uma diferença significativa, é bem provável que me torne assinante.

Experimentem! Acredito que realmente vale a pena!