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5 de abril de 2013

Fabricado em 1968: o Índice Bovespa está velho e enferrujado!

Desde o ano de 1968 o índice IBOV é o mesmo, segue a mesma metodologia!

Acontece que o índice Ibovespa tem um grande problema, que a BMFBovespa deveria repensar:

- Ele tem uma enorme quantidade de empresas ruins como OGX, MMX, LLX, Gol, Cesp, Eletrobrás, JBS, ALL3, Usiminas, etc, etc. Ou seja, uma metodologia de definição de índice que não é a ideal, baseada essencialmente apenas naliquidez, na popularidade do papel, e não na QUALIDADE das empresas.

Com isso, o IBOV acaba sendo influenciado negativamente: cai muito por causa das más influências, ou sobe muito por causa dos "marketing's" de mercado, ou fica estagnado.

O desempenho do IBOV pouco tem a ver com o desempenho real das boas empresas, e isso acaba gerando uma imagem negativa da bolsa, principalmente para os iniciantes.

A BMFBovespa com certeza sabe disso, por isso mesmo criou outros índices paralelos como o Índice de Governança Corporativa, Índice de Dividendos, dentre outros, mas continua pecando ao deixar que o IBOV seja o carro-chefe, ou melhor, a Kombi-chefe.

==> Vamos supor que o índice IBOV fosse abolido, deixasse de existir: Se todo mundo simplesmente esquecesse do IBOV e passasse a olhar para suas boas carteiras de investimento, suas boas escolhas, ou simplesmente passasse a olhar um índice baseado em Qualidade, veria que a bolsa de valores está muito bem, como sempre.

O mercado como um todo (principalmente os iniciantes em bolsa) se baseia muito no IBOV para ter um "termômetro" do mercado, um "sentimento" do mercado. E também a mídia em geral se baseia nele! Ou seja, não é de se espantar que quem esteja de fora não consiga enxergar que a bolsa de valores é uma coisa boa, um belo investimento! Basear a bolsa de valores brasileira no índice IBOV, do jeito que ele está, é como olhar para Dilma e achar que toda mulher brasileira tem cabelo curto.

Abraços e bons investimentos!

Eduardo Leitão

Esse artigo foi originalmente publicado no blog do Eduardo Leitão, LEITÃO EM AÇÃO. Confira no link: clique aqui.

8 de janeiro de 2012

Planejamento financeiro para atingir o bem-estar


Uma pessoa com problemas financeiros tende a ter problemas em várias outras áreas da vida, inclusive a profissional. É aquele dinheiro que faltou para pagar uma conta ou aquele passeio vai ter que ficar para o próximo fim de semana. No meio do mês o salário já se foi quase inteiro e ainda tem a fatura do cartão de crédito para pagar (de onde tirar mais dinheiro?). Além disso, tem o financiamento do carro ou da moto que tem que pagar, mas não se sabe mais como... e por aí vai! Pessoas que passam por situações como essas tendem a ficar estressadas, preocupadas, desmotivadas e infelizes (além de desatentas), pois existe uma relação direta entre dinheiro e qualidade de vida: o bem-estar financeiro.

Para que as pessoas se sintam seguras e também felizes devem se planejar financeiramente. Um planejamento norteia e determina o que se faz com o dinheiro. Nos mostra um cenário que se não existir o planejamento pode passar despercebido. Mas qualidade de vida depende do dinheiro? Em parte sim. Ter as finanças sob controle (e não ao contrário) possibilita certa tranquilidade e isso nos proporciona, dentre outras coisas, equilíbrio emocional.

Os apelos de marketing nos estimulam a consumir. E, infelizmente, acabamos cedendo às pressões tanto desses apelos quanto dos nossos meios sociais (família, amigos, status) que acabamos, quase que por inércia, nos endividando. O relacionamento que temos com o dinheiro, o real significado que damos a ele e as coisas que podemos comprar, fazem toda a diferença na vida financeira.

Além disso, as campanhas publicitárias procuram despertar nas pessoas uma insatisfação constante, especialmente a insatisfação do “não ter”. Sabemos, inclusive, que as crianças também são fortemente impactadas por tais campanhas – e as pequenas entram também nesse ciclo vicioso. Temos de compreender, e isso vem muito de uma reflexão profunda, que a nossa insatisfação com alguma coisa na vida não é compensada com a aquisição de algum bem. É um fator basicamente emocional. O trabalho que não lhe satisfaz, a falta de tempo para dedicar-se aos entes queridos e a própria insatisfação pessoal não são resolvidos com compras. Em realidade, ir às compras tomado por uma situação dessas trará um alívio temporário, alívio apenas dos sintomas. As verdadeiras causas devem ser descobertas e tratadas. Fácil? Não, não é. Mas esse é o nosso desafio. Uma das formas que pode ser usada para se conter diante de um impulso desses é olhar e contemplar por algum tempo para o objetivo que você estabeleceu para si. Se ele for realmente importante, é muito provável a consciência vai gritar e colocar ordem no impulso descontrolado do consumo. Dói na consciência sabermos que estamos nos afastando daquilo que é importante para nós mesmos. “Antes sentir a dor da disciplina do que a dor do arrependimento”.

Se o antigo dito popular “sobra mês no fim do salário” é verdade em suas finanças significa que elas não vão bem e o sinal de alerta (e até sinal vermelho) está acionado. Essa situação não é normal e não deve acontecer. Planejar e distribuir a renda de maneira que as despesas sejam menores que a receita, é indispensável. As pessoas devem ter consciência de que o planejamento financeiro é a ferramenta mais adequada para gestão da vida financeira. É a partir dele que você conseguirá caminhar em direção aos seus sonhos de acordo com suas possibilidades.

Mas, e os imprevistos que podem comprometer nosso dinheiro? Todos estamos sujeitos a eles, é verdade. Contudo, se houver planejamento, organização e disciplina, as pessoas estarão preparadas, inclusive para imprevistos, pois a prioridade número #1 deve ser a de formação de uma reserva de emergência exatamente por esse motivo.

15 de novembro de 2011

Tá pegando fogo no Velho Mundo!



É de conhecimento geral que as coisas na Europa estão bem complicadas: Grécia, Itália, Espanha, Irlanda, Alemanha e Inglaterra  têm sido os protagonistas (ou antagonistas, dependendo do ponto de vista) dessa história real. Estava lendo algumas notícias sobre finanças pessoais pela internet e me deparei com uma em especial que mereceu esse post. Um jornal eletrônico  português, chamado Diário Económico, publicou uma matéria intitulada “Erros que as famílias cometem nas finanças pessoais”.

Uma das coisas que me chamou a atenção nessa matéria foram os comentários dos leitores. Muitos criticam a consultoria que foi entrevistada pelo jornal: alguns a acusam de ter influenciado na compra de bens de alto valor, que facilitaram a aquisição de créditos pessoais, que não acompanharam as famílias... enfim, até onde acompanhei, os nossos irmãos portugueses estavam furiosos com a reportagem, com a empresa que fora entrevistada.

Mas esse não foi o único ponto que me chamou a atenção. Talvez não seja certo fazer isso, mas não julgando quem está certo ou errado sobre o caso da consultoria que acusam (eu particularmente não tenho conhecimento de causa para julgar isso), percebemos que a situação dos portugueses, senão da maioria dos europeus, é muito delicada. Quando se trata de finanças pessoais, apesar deles terem um melhor nível de educação financeira (como se aponta em alguns estudos), a grande massa está em enormes apuros. Alguns, de acordo com comentários, não conseguem mais pagar suas contas: se endividam ainda mais e, com a pressão emocional em patamares talvez nunca experimentados, chegam a cometer suicídio. O governo português, nos últimos anos (na última década), subsidiou inúmeros itens da vida do cidadão português: casa, carro, bens de consumo (soa familiar?). Enfim... por ter proporcionado um conforto exagerado à população, hoje o cidadão português sofre as consequências, bem como toda Europa (pois isso é um padrão comportamental na maioria dos outros países: o paternalismo).

Apesar de se ter diferenças culturais marcantes e uma situação sócio-político-econômica diferente, o brasileiro tem que tomar cuidado. Pode ser que não ocorra nada do que hoje ocorre na Europa, mas não custa nada prevenir. Temos muitos programas sociais e subsídios que têm a boa intenção de diminuir as diferenças sociais, e isso é louvável. Mas como bom mineiro, sou bem desconfiado – é como diz um antigo dito: “De boas intenções o inferno está cheio”.

Devo ter dito em outros artigos que os povos latinos são naturalmente imediatistas e indisciplinados. Infelizmente isso é verdade. MAS indisciplina e imediatismo são hábitos e todos os hábitos podem ser modificados: se as pessoas, primeiro, tomarem consciência deles; e, principalmente: FIZEREM UM ESFORÇO REAL, PERSISTENTE E CONSISTENTE PARA MUDÁ-LOS. Depender do governo não deve ser uma opção. Nunca! Devemos trabalhar fortemente naquilo que nos propusemos a fazer, construir aos poucos nossas vidas, sermos felizes com aquilo que temos e nos educarmos durante a caminhada tanto formalmente, quanto financeira, social, ambientalmente... Educação é a chave-mestra: sempre foi! Mas não falo simplesmente da educação ‘formal’, conseguida em instituições de ensino e nos livros. Esse tipo de conhecimento está disponível, reunido e organizado, em verdade, para quem quiser nas faculdades e bibliotecas espalhadas pelo País. Eu falo de uma educação diferente, da que realmente constrói o ser humano, suas relações e o mundo através da PRÁTICA: aquela que reúne o “saber como fazer” (teoria) e, especialmente, o “saber fazer” (prática). Mudar a vida das pessoas, mesmo que um pouquinho, simplesmente por ter prestado o seu melhor serviço.

Ah! Por fim, recomendo que leiam a reportagem (aqui) e, se possível, grande parte dos comentários dos portugueses: não queiram ser como eles daqui a 10 ou 20 anos. O que parecia ser a melhor coisa do mundo naquela época (década de 90), hoje, para eles, é o inferno na terra. Então, lembrem-se: pensamento crítico, razão e cuidado!

Bom feriado!



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Confira também:

13 de novembro de 2011

Quando se pensa em investir na bolsa de valores...

Bolsa de valores... que ambiente financeiro fantástico! Muitas oportunidades, forma de poupança no longo prazo, crescimento, lucratividade e valorização. Participação societária minoritária em grandes empresas, as empresas-referência no ramo de atuação. Todos esses benefícios são eternos? Não, claro que não. Uso com muito cuidado as palavras “sempre”, “nunca”, “jamais” ou qualquer outra com mesmo significado: apenas de uma coisa na vida teremos sempre certeza: nada está estático, tudo está em constante transformação. Incluindo ambientes de mercado, economia, bolsa de valores.

Cientes disso, não podemos simplesmente colocar nosso dinheiro em algumas companhias, deixar lá parado e “esquecer”, e, num futuro que sabe-se lá quando, retirar com uma rentabilidade milagrosa. Bolsa de valores não funciona assim; definitivamente não...

Se realmente queremos alguma coisa na vida, primeiro temos que defini-la em OBJETIVOS.

Portanto, o primeiro passo é: pense naquilo que gostaria de fazer com o dinheiro investido e quanto tempo vai precisar que ele renda. Escolha algo significativo pra você, algum motivo forte que faça com que se tenha disciplina e paciência para que ele mature. É interessante dar um nome para seu investimento (por exemplo: “meu carro novo”, “minha casa própria”, “viagem dos sonhos”), pois assim saberá exatamente o porquê de estar investindo e não se perderá com outros desejos.

O segundo passo trata-se da forma de se investir seu dinheiro, que podem ser:

- Compra direta de ações: você decide quais ações comprar e transmite essa ordem para a corretora e, assim, torna-se sócio das empresas que possui ações;

- Fundos de Índices – ETFs (Exchange Traded Funds): são fundos que buscam atingir o retorno de índices que representam determinados setores do mercado; é muito interessante porque com apenas uma ordem o investidor pode comprar uma cota do fundo e diversificar seus investimentos sem escolher uma ou outra empresa;

- Clubes de investimento: grupos de pessoas que se reúnem para investir em conjunto na bolsa de valores. Talvez seja uma das maneiras mais interessantes de se começar a investir, pois, além do aprendizado, ganhos, perdas e custos são compartilhados entre todos os membros do clube;

- Fundos de investimento em ações: o investidor compra cotas de um fundo de ações que é administrado por uma corretora ou um banco (ou seja: as instituições que decidem quais e quantas ações comprar).
 
Decidindo-se a forma de como investir seu dinheiro chegamos ao terceiro passo: escolha a melhor corretora para você.

O investidor deve ter em mente que a corretora é sua aliada. Ela ajuda em cada etapa do processo pré-investimento e conta com estudos e informações de especialistas de mercado. Isso não significa que o investidor deva seguir as recomendações: ele deve avaliar e, se assim estiver de acordo com o que pensa e com o que deseja, seguir a orientação dos especialistas. Lembrem-se: a decisão de executar qualquer operação é por conta e responsabilidade do investidor. As corretoras também oferecem serviços facilitadores de acesso ao mercado como o Home Broker (investimento via internet), além de relatórios de recomendações, informativos, entre outros. Encontre aqui sua corretora!

Estamos prontos para o quarto passo: conheça os custos e as taxas. Existem, basicamente, três taxas a serem conhecidas pelos investidores. São elas:

- Taxa de corretagem: valor cobrado pela CORRETORA para acessar o mercado. Dependendo da corretora pode ser uma percentagem sobre o volume financeiro operacionalizado ou um valor fixo;

- Taxa de custódia: valor mensal cobrado pela COMPANHIA BRASILEIRA DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA – CBLC para guardar as ações de todos os investidores. É como se fosse um “cofre” da Bolsa;

- Emolumentos: valor cobrado em relação ao volume financeiro a cada por operação que se é realizada na Bolsa. Esse custo é da BM&FBOVESPA.

Dentre as três taxas, o mais importante a ser observado é o da forma e valor da corretagem, porque, dependendo do volume financeiro a ser investido, ele pode ter um valor relativo elevado.

Conhecidas as taxas, chega o momento do quinto passo: abrir a conta na corretora escolhida. Basicamente é necessário que se preencha uma Ficha Cadastral gratuita, assinar o Termo de Adesão e o Contrato de Intermediação e enviar a cópia de alguns documentos (RG, CPF e comprovante de residência).

 
Por fim, o sexto passo é: escolha suas ações.
Procure conversar com sua corretora, com os especialistas que nela trabalham; [muito importante] aprenda o máximo sobre as empresas, conhecendo suas estratégias de mercado, a forma como atuam, que mercados que atendem, quais são suas perspectivas de crescimento, comportamento no setor em que atua; uma seu lado consumidor ao seu lado investidor: procure usar os serviços das empresas em que você é sócio!

Ufa! Mas ainda não terminei. Quero ressaltar mais algumas coisas:

  • Muitas pessoas (e, infelizmente, alguns sites) pensam que para se investir na bolsa é necessário muito dinheiro. Não é verdade! O mais importante é você estabelecer a disciplina de comprar ações de boas empresas com regularidade visando atingir seu objetivo que, recomendo, deva ser de longo prazo (entenda longo prazo como 5 anos para mais).
  • Jamais invista todo seu dinheiro em ações: no mínimo, antes de investir, constitua uma reserva de emergência em ativos menos voláteis e mais líquidos que equivalham de seis a doze vezes o valor de seu custo de vida mensal.
  • Não aja de acordo com as emoções, não vá com “a grande massa”: comprar e vender por impulso são um dos erros mais comuns e fatais ao sucesso em bolsa de valores – paciência e disciplina são fundamentais para o triunfo no mercado de ações.
  • Procure aprender uma metodologia que te dê um “norte” quanto às estratégias traçadas: isso impede que você se desespere e compre na alta e venda na baixa, dentre outros erros bastante comuns.
  • Comece com pequenos passos: conforme disse, os clubes de investimento e até os ETFs podem ser uma excelente forma de se aprender a investir na bolsa.
  • Jamais siga as dicas “infalíveis”: estude por conta própria, se necessário, e lembre-se de que não existem “atalhos” ou “segredos” nesse ambiente – existe paciência, disciplina e escolhas fundamentadas.

31 de outubro de 2011

34 por cento... de quanto?‏



Esse artigo foi desenvolvido por um amigo, estudante de economia, muitíssimo inteligente e com um pensamento crítico afiadíssimo, Leonardo Falabella.

Reproduzido na íntegra.



"
Tem sido cada vez mais comum ouvirmos da imprensa reclamações sobre o peso da carga tributária brasileira, que seria alta demais. É comum ouvir alguns economistas dizerem que o Brasil tem uma carga tributária superior às de países desenvolvidos, sem que se ofereça serviços públicos à altura. É "Chega de tanto imposto" pra lá, "Impostômetro" pra lá, gente argumentando que a carga tributária brasileira seria suficiente para oferecer serviços básicos tão bons quanto os do primeiro mundo. Um tipo de dado que é frequentemente apresentado para sustentar este argumento é o seguinte:


O brasileiro paga mais impostos do que o espanhol, o australiano, o suíço, o japonês, e recebe de volta serviços muito inferiores. Pagamos mais e levamos menos: tudo culpa do Estado brasileiro, corrupto e ineficiente. Já que o Estado não é capaz de fornecer serviços de qualidade, devemos diminuir a carga tributária e deixar que o setor privado tome conta de mais setores, desonerando o "cidadão de bem".

Tudo na mais perfeita lógica... exceto por uma variável que está sendo omitida.

Pagamos 34% do nosso PIB em impostos. Os suíços, 29%. De um modo geral, separamos mais do nosso bolso para o Leão. Mas e os governos, arrecadam quanto? Em outras palavras: o governo brasileiro arrecada 34% de quê? E o suíço, 29% de quê?

Aí introduzimos uma variável nova: o PIB per capita em dólares, ajustado pela paridade do poder de compra. Com esse dado e a carga tributária em relação ao PIB, temos a seguinte informação: qual é o montante de dólares que cada país arrecada por habitante?


Bom senso é reconhecer que, de fato, o governo brasileiro tem muito menos para investir, por habitante, do que qualquer país desenvolvido. Não que o Estado brasileiro seja um primor de eficiência e isento de ladroagem, todos concordamos que isto está longe de ser verdade. Mas será mesmo que, não fosse por estes fatores nefastos da nossa classe política, teríamos condições de oferecer investimentos sociais tão bons quanto os do Japão, da Austrália ou da Suíça? Todos estes cidadãos trabalham menos para pagar impostos do que o brasileiro, mas seus governos arrecadam mais que o dobro ou até mais que o triplo em relação ao nosso.

Seja por ingenuidade ou desonestidade, alguns tentam nos vender a ideia de que o Estado brasileiro tem por obrigação proporcionar serviços de primeiro mundo, porque supostamente pagamos impostos como cidadãos de primeiro mundo. Prestar atenção aos fatos e questionar esta linha argumentativa com alguma dose de realidade é fundamental para o amadurecimento da discussão.

Quem sabe, caso o brasileiro ficasse mais atento a esse ponto, passaríamos a discutir o verdadeiro absurdo na nossa tributação: a regressividade. O Brasil é único o país da lista em que o pobre trabalha mais para pagar imposto do que o rico. Mas parece que isso não preocupa tanto aos que vivem bradando por menos impostos, não é mesmo?
"
Por Leonardo Falabella, inspirado pelo professor Ario Zimmermann (UFRGS).

21 de setembro de 2011

Não dê um tiro no próprio pé!

Nas últimas semanas, pra quem acompanha o mercado de ações brasileiro, tem-se observado uma recuperação do Ibovespa. Mas a "trancos e barrancos". Pra quem não sabe, o Ibovespa é o principal índice do mercado acionário brasileiro, reunindo as principais empresas em sua composição. Algumas ações têm peso significativo no índice, ou seja: se elas variarem de forma expressiva positiva ou negativamente tem-se como efeito a valorização ou desvalorização do índice. Mas lembre-se: a cesta de ações é que vai indicar a variação do índice.

Mas o que temos acompanhado ultimamente? O emocional exarcebado dos investidores. É fato que existem vários tipos de investidores: aqueles que lidam com análise técnica (que, dependendo do tempo operacional, podem ser day-traders, swing-traders ou position-traders), com análise fundamentalista, com notícias, com a dica do amigo que ganhou uma bolada com esse negócio de bolsa, com o horóscopo... o ponto é: calma. Sei que é difícil agir quando se está no prejuízo potencial (sim: enquanto não se executa a venda do ativo, o prejuízo existe virtualmente, nada foi de fato realizado), quando os ativos não estão caminhando da forma como deveriam e mil e um outros argumentos. Mas o mais difícil (e muitas vezes o melhor) é não fazer nada, só esperar - não se trata de inação: trata-se de decidir não agir. Porém, quando esse medo, essa angústia e incerteza estiverem em sua atmosfera, entre você e seu telefone ou homebroker lembre-se das motivações que te levaram a entrar na bolsa.

A sua intenção era investir para o longo prazo, formar patrimônio aos poucos e agora, por ficar vendo notícias ruins da Europa, o arrastar da economia dos Estados Unidos, FED, FOMC, Grécia, Itália e bla bla bla, sente-se pressionado a agir, a salvar o que ainda resta? Como disse: calma! Sim, não dá para ignorar que ainda estamos em uma fase turbulenta, de incertezas e muitas indefinições. Na realidade está se tentando encontrar uma solução que seja boa o suficiente pra todos; mas esse desafio, se ainda não percebeu, está longe de ser resolvido. Enquanto isso, o mercado (leia-se investidores) fica estressado, muito mais volátil. Às vezes, altas expressivas porque parece que as coisas voltarão a ser um mar-de-rosas; daí vem uma única notícia ruim e... BAM: desaba tudo! O emocional da massa é poderoso, sem dúvidas. Mas, se tivermos feito o dever de casa, planejando, estruturando os investimentos, colocando prazo, objetivos, definindo estratégias (não só em renda variável, mas também em renda fixa) nós saberemos com mais clareza para onde estamos indo. Muito provavelmente aconteçam tropeços ou, talvez, consigamos saltar um pouco mais a frente do que esperávamos. Porém, lembre-se: projeções trata do futuro, é pessoal e lida com um sentimento nada fácil de se administrar: EXPECTATIVAS.

Como consultor em finanças pessoais e investidor, eu sempre procuro trabalhar com expectativas de realistas para pessimistas. Não que eu seja pessimista, longe disso. O que eu procuro ser é conservador. Conservador em minhas projeções. Se o resultado for muito melhor do que eu projetei, excelente! Vou caminhar mais rápido para a realização de meus objetivos. Se não der, tenho de avaliar meus erros e ver se o erro foi meu mesmo: lembre-se que existem riscos que não estão sobre o meu controle, que é o que chamamos de Risco Sistemático. Sozinhos  temos o controle da inflação? Não. Com isso, quando o COPOM decide aumentar (ou diminuir) a taxa de juros, temos controle? Não. E por aí vai. Só de entrarmos no mercado financeiro, seja via caderneta de poupança ou em contratos de dólar futuro, corremos risco. Resumindo: o que temos que gerenciar são nossas expectativas - as que criamos e as que nos são bombardeadas pelas notícias e aceitamos como verdade (o que muitas vezes não são).

Para os grafistas, continuem estudando, praticando análise técnica, e boa sorte - já fui grafista (e ainda sou, mas jamais usei como tomada de decisão de compra ou venda)  e sei como é emocionante e gostoso operar pelo emocional dos outros a partir do comportamento de massa. Para os fundamentalistas, revejam seus estudos, suas projeções e, muito provavelmente, vão perceber que é só um momento bem turbulento: as empresas brasileiras podem até sofrer com um período longo de recessão ou "crise", mas os fundamentos da economia e das boas companhias do nosso mercado é inquestionável. Nem é tanto o preço cotado em bolsa, mas o real valor das nossas empresas (muita atenção a esse fato!). Para os outros ("noticistas" e cia limitada), procurem estudar e saber o que estão fazendo nesse mercado, senão o prejuízo é certo.

Enfim: calma! (e avalie bem as notícias!)

23 de agosto de 2011

Segure o boi pelo chifre!

Que mercado volátil, não?! O mercado de ações nas últimas semanas está muito, muito emocional. É natural: investidores até aceitam tomar risco, mas o que não aceitam é perder. Perder? Sim, todos somos avessos às perdas. Porém, com o mercado ainda do jeito que tá, dá para se fazer excelentes compras e, talvez, esse seja um grande momento de se fazer o "pé-de-meia". Por quê? Porque a economia brasileira, mesmo diante da interligação global, da alta inflação que estamos sentindo, queda no valor das exportações diante da valorização do Real e, consequentemente, menor lucro das empresas exportadoras (especialmente) de commodities, somos fortes e temos excelentes empresas. Empresas que estão lucrando absurdos, batendo recordes históricos de lucros (leia-se, pelo menos, ItauUnibanco e Petrobrás), mesmo diante do tsunami que atinge (de novo) as economias européias e estadunidense. Porém, após se conscientizar de que o Brasil está bem, pronto, preparado para o que vier, como decidir o que comprar na bolsa? Existem mais de 300 ações à disposição dos investidores... E aí?

Eu, particularmente, tenho adotado um método empiricamente testado, existente há mais de 40 anos nos Estados Unidos e adaptado à realidade brasileira pelo Instituto Nacional dos Investidores - INI.

Esse método proporciona ao investidor a aplicação de técnicas que permitem avaliar ações e as carteiras de ações de um modo bem simples e eficiente. Recomendo imensamente que leiam e estudem minuciosamente o Manual Técnico do INI (clique aqui para baixar), pois é impossível passar a gama de detalhes e nuances que estão contidos nele.

É claro que estou falando de investimento para o longo prazo, com a proposta de que, se o investidor fizer um bom trabalho, pode ser possível dobrar o seu capital em 5 anos (isso não é tão longo prazo assim, é!?).

Porém, devemos seguir cinco princípios importantíssimos para que o investidor possa se beneficiar do método de análise de ações. São eles (extraído do Manual Técnico do INI):

Princípio 1
Investir com regularidade, independentemente das perspectivas de mercado.

Quado você começa a investir, geralmente você fica inseguro quanto ao momento certo para entrar ou sair de uma empresa. O tempo e a experiência ajudarão a afastar e mitigar esses receios. As evidências (e os números!) mostram que o mercado acionário, no longo prazo, tem sido a aplicação de melhor retorno. Sendo criterioso e racional em seus investimentos, você aumentará consideravelmente suas chances de ganho.

Princípio 2
Reinvestir todos os lucros.

Reaplique no mercado todos os lucros de seus investimentos. Isto permitirá a você maximizar seus ganhos através da capitalização composta, ganhando mais do que mantivesse apenas o capital original empregado. É o "juros-sobre-juros" trabalhando a seu favor, não contra você!

Princípio 3
Investir em empresas com passado e potencial para crescimento.

Adquira ações de empresas cujas vendas e lucros estejam evoluindo em velocidade maior que o Produto Interno Bruto (PIB) e cujos históricos sugiram que elas estarão mais valorizadas nos cinco anos seguintes.

Princípio 4
Diversificar para reduzir o risco.

Algumas de suas escolhas serão muito bem sucedidas e outras terão resultados decepcionantes. Como é impossível prever ofuturo com exatidão, não se deve esperar que todos os resultados sejam satisfatórios. Através de diversificação, você precisará apenas de um crescimento médio que alcance sua meta; um eventual erro não provocará um grande desequilíbrio.

Princípio 5
Procure investir em empresas que desenvolvem bons princípio de Governança Corporativa (blog de minha professora de Governança Corporativa, Adriana Solé).

Dessa forma você estará lidando com empresas socialmente responsáveis, empresas que respeitam  o meio ambiente, a legislação e, principalmente, os direitos e a relação com os acionistas minoritários.


Gostou? Então, para quem ainda não sabe o que fazer, é hora de estudar, aprender um pouco mais em vez de ficar com medo do mercado em queda.

Como sou estudante de mandarim posso falar :-) : a ideia de crise é formada por dois ideogramas: perigo e oportunidade.


Em qual deles você quer se agarrar?

28 de março de 2011

Os promissores Fundos Imobiliários

Nas últimas semanas tenho trabalhado bastante: escrevendo material para cursos, desenvolvendo e remodelando as apresentações (enormes, mas muito bem feitas e didáticas - não sou nada modesto, né!? [risos]), melhorando, aumentando as funcionalidades e encorpando simuladores [de ações], bem... muita coisa.

No meio desse caminho, muita coisa me chamou atenção. Uma delas em especial é o tema deste post: os fundos imobiliários. O Fundo Imobiliário é o instrumento mais eficiente para qualquer tipo de investidor que queira ter acesso ao investimento em negócios de base imobiliária. Eles são formados por grupos de investidores com o objetivo de aplicar recursos, solidariamente, em todo o tipo de negócios de base imobiliária, seja no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis prontos. Do patrimônio de um fundo podem participar um ou mais imóveis, parte de imóveis, direitos a eles relativos, etc.

Chega a ser muito tentador, especialmente por suas diversas vantagens frente a compra ou administração direta de imóveis:

Acesso a empreendimentos de qualidade: Os fundos reúnem vários investidores que, somados, representam um volume de investimento significativamente elevados, possibilitando adquirir participações ou mesmo imóveis inteiros antes inacessíveis a investidores individuais.

Acesso a inquilinos ou atividades de primeira linha: Os fundos imobiliários brasileiros são proprietários de grandes shopping centers (ex.: Shopping Higienópolis, Dom Pedro, ABC Plaza, etc.), empreendimentos dentre os melhores do país no setor varejista, além de possuírem imóveis locados a inquilinos de excelente qualidade: adquirindo quotas do Fundo Torre Almirante tenha como inquilino a Petrobrás; comprando quotas do fundo Memorial Office tenha como inquilino o Grupo Telefônica; no Almirante Barroso tenha a Caixa Econômica Federal!

Acesso de investidores de qualquer porte: pelo valor baixo de suas quotas (os lançamentos mais acessíveis aceitaram investimentos iniciais a partir de R$ 1.000,00), desde pequenos poupadores até grandes fundos de pensão ou fundos internacionais têm acesso a este mercado. Hoje encontramos fundos com qutoas no valor de um pouco mais de R$ 100,00!

Praticidade: para se vender um imóvel, por menor que seja, há necessidade de se obter uma série de certidões, anuência do cônjuge, além de custos caros de corretagem, cartório, ITBI, etc., num processo moroso e caro. As quotas dos Fundos Imobiliários que são alvo dos investidores pessoa física são negociadas na BM&FBovespa, cuja negociação é rápida (uma vez fechado negócio, o vendedor recebe seu dinheiro em D+3, ou seja, no 3º dia útil após o dia da venda) e sem qualquer burocracia, desde que as qucotas estejam depositadas junto à corretora de valores que representa o vendedor.

Fracionamento: se um proprietário de um imóvel necessita de recursos para uma viagem, por exemplo, e só possui um imóvel, terá que vendê-lo, mesmo que o valor que necessite seja parte do valor que estava investido no imóvel. Com quotas de um fundo imobiliário basta vender somente o montante necessário. Por outro lado, se um investidor recebe a renda de um fundo imobiliário e não vai necessitar destes recursos, pode comprar mais quotas deste fundo ou de outro; com imóveis, da forma tradicional, isto não é possível.

Transparência: a negociação das quotas num mercado organizado e transparente como o da BM&FBovespa traz a segurança de que se está fazendo um negócio pelo melhor preço possível no momento, já que todo o mercado tem a informação do que está ocorrendo, bem como das ofertas de compra e venda.

Terceirização da administração: ter quotas de um fundo imobiliário é não ter que administrar diretamente o investimento imobiliário feito, missão que é desempenhada por profissionais do mercado, fiscalizados e sob a responsabilidade de uma instituição financeira administradora.


Não quero me delongar explicando em mais detalhes esses recentes instrumentos financeiros que, a meu ver, ainda nem começaram a despontar no mercado brasileiro. Porém, se quiserem, observem o gráfico abaixo: boas rentabilidades!


Comentem!

6 de setembro de 2009

7 dicas para reduzir atividades circunstanciais

Segue abaixo 7 dicas tirado do texto Tempo Jogado no Lixo do blog Mais Tempo de Christian Barbosa que merecem reflexão e muita atenção:


"O que pode ser feito para reduzir as atividades da esfera circunstancial? Seguem 7 dicas rápidas:

1 – Aprender a dizer não, ser mais assertivo e honesto com relação ao seu próprio tempo.

2 – Questionar a real importância da atividade antes de sair aceitando tudo que te passam. Se nem a pessoa que te passou sabe porque aquilo deve ser feito, provavelmente poderá ser cancelado sem maiores prejuízos.

3 – Criar políticas e acordos com sua equipe sobre interrupções no ambiente de trabalho.

4 – Remover as distrações que roubam seu tempo no dia-a-dia: Internet, MSN, mesa bagunçada, telefone celular, twitter, etc

5 – Descobrir uma meta pessoal muito forte, muito desejada. Pois quem quer alguma de verdade, todo tempinho que sobra foca em desenvolver esse objetivo e não gastar com futilidades.

6 – Fazer o teste da Tríade do Tempo para toda a equipe e mostrar que eles gastam em média 3hs/dia com atividades sem resultado nenhum.

7 – Fazer a “lista do NÃO!” que compreende uma série de tarefas que só ocupam seu tempo e não geram resultados. Compartilhe com sua equipe e seu chefe e veja como mudar esse cenário."

19 de agosto de 2009

Ferramenta de Gestão da Qualidade nipônica: os 5S's

A gestão da Qualidade é primordial para o estabelecimento e sobrevivência de uma instituição e para viabilizar o controle de atividades.informações e documentos. A meta é a boa prestação de serviços, de forma eficiente e dinâmica para que o solicitante fique satisfeito.

Dentre as muitas ferramentas que podem ser usadas pra implantar o Sistema da Qualidade total numa empresa ou instituição é o Programa 5S. Este é o ponto de partida e um requisito básico para o controle da qualidade, uma vez que proporciona vários benefícios ao setor. A ordem, a limpeza, o asseio e a autodisciplina são essenciais para a produtividade. Porém, este programa implantado sozinho, somente ele, não assegura o Sistema da Qualidade eficiente. É necessário haver melhorias contínuas, treinamentos e conscientização do pessoal quanto à filosofia da qualidade.

O Programa 5 S tem aplicabilidade em diversos tipos de empresas e órgãos, inclusive em residências, pois traz benefícios a todos que convivem no local, melhora o ambiente, as condições de trabalho, saúde. higiene e traz eficiência e qualidade.

De acordo com experiências de empresas que já implantaram o programa, a “chave” não é somente a aplicação dos conceitos, mas a mudança cultural de todas as pessoas envolvidas e a aceitação de que cada um deles é importante para melhorar o ambiente de trabalho, a saúde física e mental dos trabalhadores e o sistema da qualidade.

O conceito do Método 5S e as palavras surgiram no Japão, onde cada um destes conceitos começa com a letra “S”, por isso o método ser chamado 5S. Apesar disto, houve adaptação dos conceitos para a língua portuguesa, assim como adaptação em outros países que desenvolveram programas semelhantes para aprimorar a qualidade.

Mas é importante lembrar que implantar o programa não é apenas traduzir os termos e estudar sua teoria e seus conceitos. Sua essência é mudar atitudes, pensamento e comportamento do pessoal.

O Método 5 S

Conceito:
O Método "5S" foi base da implantação do Sistema de Qualidade Total nas empresas. Surgiu no Japão, nas décadas de 50 e 60, após a Segunda Guerra Mundial, quando o país vivia a chamada crise de competitividade. Além disso, havia muita sujeira nas fábricas japonesas, sendo necessária uma reestruturação e uma “limpeza”.

O país precisava reestrutura-se, organizar as indústrias e melhorar a produção
para ser compatível com o mercado mundial. O programa tem este nome por tratar-se de um sistema de cinco conceitos básicos e simples, porém essenciais e que fazem a diferença no Sistema da Qualidade.

Espanha e Inglaterra adotaram metodologias equivalentes, porém com nomes diferentes: “Teoria da Escova” e “Housekeeping”, respectivamente; mas a idéia é a mesma- sempre buscar o Sistema da Qualidade Total .

É possível eliminar o desperdício (tudo o que gera custo extra) em cinco fases, com base no método "5S". Foi um dos fatores para a recuperação de empresas japonesas e a base para a implantação da Qualidade Total naquele país. Os cinco conceitos foram introduzidos no Brasil posteriormente, em 1991, pela Fundação Cristiano Ottoni.

Os 5 conceitos são:
1.º S - SEIRI - SENSO DE UTILIZAÇÃO
CONCEITO: "separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário".

2.º S - SEITON - SENSO DE ARRUMAÇÃO
CONCEITO: "identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente".

3.º S - SEISO - SENSO DE LIMPEZA
CONCEITO: "manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar".

4.º S - SEIKETSU - SENSO DE SAÚDE E HIGIENE
CONCEITO: "manter um ambiente de trabalho sempre favorável a saúde e higiene".

5.º S - SHITSUKE - SENSO DE AUTO-DISCIPLINA
CONCEITO: "fazer dessas atitudes, ou seja, da metodologia, um hábito, transformando os 5s's num modo de vida".

Objetivos do programa:
Baseado em sua própria elaboração, o Método 5S visa a combater eventuais perdas e desperdícios nas empresas e indústrias; educar a população e o pessoal envolvido diretamente com o método para aprimorar e manter o Sistema de Qualidade na produção.

É importante a alteração no comportamento e atitudes do pessoal. A conscientização dos integrantes da importância dos conceitos e de como eles devem ser usados facilita a implantação do programa.

A abordagem do programa deve ser aplicada como hábito e filosofia, não apenas no ‘house keeping” ( cuidar da casa).

Deste modo, o 5S auxiliará na reorganização da empresa, facilitará a identificação de materiais, descarte de itens obsoletos e melhoria na qualidade de vida e ambiente de trabalho para os membros da equipe.

Cada fase é intimamente ligada à outra, sendo também um “pré-requisito” para a consolidação da fase seguinte. Uma vez iniciado o processo, fica mais fácil dar continuidade à implantação do método. Consequentemente, haverá consolidação do Sistema da Qualidade e melhoria do desempenho geral no setor.

17 de agosto de 2009

5 dicas para tornar suas equipes mais produtivas

Esse artigo é bem interessante. De Christian Barbosa, do blog Mais Tempo


Esse é um tema grande para resumir em 5 dicas, mas como todo mundo sempre pede “listas rápidas e práticas”, aqui vai uma lista de 5 pequenas estratégias que você pode adotar para aumentar a produtividade da sua equipe:

1 – Defina prioridades, explícitas, lógicas e que todo mundo entenda. O que deve ser feito primeiro quando tiver duas demandas urgentes para serem feitas? Do cliente mais chato? Do mais estratégico? Do mais rentável? Defina! Explique! Clarifique! Faça um quadro se necessário para expor isso!

2 – Faça 1 reunião de alinhamento semanal de no Peanuts-Teamwork-Print-C12205002máximo 30 minutos. Foque em antecipar urgências da próxima semana e tarefas que estão pendentes entre os membros e terceiros.

3 – Exponha as tarefas! Na equipe, todos tem atividades que devem ser feitas no dia-a-dia, mas sem um sistema, cada um conclui, atrasa, enrola ou prioriza e ninguém fica sabendo (talvez só quando vira urgência). Quando você usa um sistema de colaboração de equipes, você expõe as atividades de todos, todo mundo vê o que tem para fazer, o que atrasou e o que está planejado. Magicamente, a produtividade começa a aumentar.

4 – Não tolere a ineficiência. Você dá feedback, conversa com o profissional, dá uma chance, dá treinamento, pede para a equipe apoiar e não tem resultados mesmo assim? É o momento de ajudar esse profissional a encontrar outro rumo.

5 – Gerencia a equipe, não as tarefas da equipe. Sabe qual a forma mais rápida de ficar totalmente sem tempo??? Querer administrar o planejamento individual da equipe. Coloque metas de prazo, crie atividades bem específicas, mas nunca entre para saber se vai fazer na segunda ou terça-feira! Esse problema não cabe a você. Você pode ajudar a priorizar, mas deixe o profissional livre para gerenciar sua semana.

5 de julho de 2009

Gestão do Tempo

Comecei a usar um software online de Gestão do Tempo e, até agora, estou achando o máximo!

Chama-se NEOTRIAD, desenvolvido pelo pessoal da Tríade do Tempo. O NEOTRIAD não é simplesmente uma agenda. Ele se baseia nas mais modernas pesquisas e teorias mundiais sobre produtividade, organização e administração de tempo. Todas as suas funcionalidades seguem uma metodologia eficiente para tornar sua vida mais produtiva.

Nos primeiros 30 dias ele é totalmente gratuito e depois desse período de teste as funcionalidades de agenda e tarefa ainda ficam disponíveis de modo ilimitado. Estou testando e, se realmente fizer uma diferença significativa, é bem provável que me torne assinante.

Experimentem! Acredito que realmente vale a pena!