O Guia de Economia Comportamental e Experimental reúne um grupo de FERAS (nacional e internacionais) de diversas áreas para falar desse assunto para lá de interessante.
Ele foi organizado pela Flávia Ávila e pela Ana Maria Bianchi e já está disponível para download gratuito.
Acesse, baixe, leia e entenda um novo mundo: http://www.economiacomportamental.org/guia/
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24 de novembro de 2015
15 de setembro de 2015
Quer mais sucesso nos investimentos? Conecte-se aos 13 gurus da educação financeira
Com o atual momento político e as mais
recentes contrações do PIB, existem boas oportunidades para investir. Não sabe
como? Apresentamos quem conhece o caminho.
É importante olhar para companhias cujos
valores você compartilha. Vivemos em um mundo digital e hiperconectado. Não é
coincidência, portanto, que poder de influência - e consequente êxito - cresce
exponencialmente para aqueles que sabem aproveitar o potencial das redes. É por
isso que a Sherpany conecta pessoas e companhias. Empresas que
se comunicam com investidores se tornam mais fortes. Da mesma forma, acionistas
que desejam ter mais sucesso em seus investimentos precisam se aproximar das
empresas em que investem.
A educação financeira também intensifica
essa relação. Com isso em mente, reunimos a lista dos educadores financeiros
mais badalados do país. Juntos, seus blogs oferecem vídeos, textos e fóruns sobre
como e quando investir.
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- Já o Fábio Portela aposta nas experiências pessoais. O Pequeno investidor explica como lidar com ações, imóveis, etc. É ideal para quem está dando os primeiros passos.
- Rafael Seabra fala sobre economia sem dor. Siga-o no Quero Ficar Rico e descubra como poupar, investir e ganhar mais dinheiro fazendo o que gosta.
- O blog HC Investimentos, do Henrique Carvalho, se posicionou entre os mais influentes, com mais de 80 mil leitores. Apesar de menos ativo, vale uma espiada.
- O Pobre Poupador Jonatam César Gebing se destaca pela criatividade na hora de abordar investimentos. Não à toa, são 30 mil seguidores.
- Os vídeos de Phillip Souza para o Criterion (Riquezas da Vida) são dignos de nota. Há também matérias sobre como administrar finanças pessoais.
- Eduardo Leitão conversa sobre ações, análise especulativa, educação financeira e investimentos. Os posts de Leitão em Ação são sucintos e amigáveis.
- O Gustavo Gerbasi publicou livros sobre finanças e economia vendidos aqui e no exterior. Não dá para perder o Mais Dinheiro!
- O blog-bebê é Economia sem enrosco, fundado em 2014. Danylo Martins mostra-nos como investir melhor, além de revisar hábitos de consumo.
- Quero Investir Agora cataloga materiais que apoiam o investidor de sucesso. Leonardo Rocha oferece vídeos, aulas e experiência.
- Semanalmente, André Bona compartilha parte de seus dez anos de experiência. Visite o Blog de Valor - sobram conselhos inestimáveis.
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rico o debate. Quem quer driblar crises precisa se unir para aprender a poupar
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11 de setembro de 2015
As novas regras do jogo tupiniquim: apertem os cintos – (mais) turbulências adiante!
Acredito que grande parte das pessoas conhecem a história do navio “inafundável” construído no início do século XX que, em sua primeira viagem teve como destino o fundo do oceano Atlântico: o Titanic. De acordo com o que se tem relatado da época, investidores e engenheiros diziam que era uma embarcação incapaz de afundar, que “nem Deus era capaz de fazer o navio sucumbir”... pois é... há mais de 100 anos (exatamente na madrugada de 15 de abril de 1912) o navio se chocou com um iceberg e em poucas horas foi para o fundo do mar. Mais de 1500 pessoas entre passageiros e tripulantes morreram nessa catástrofe marítima ao norte do gélido oceano Atlântico. Se você quiser assistir à uma versão hollywoodiana do acontecimento, pode encontra-la no filme Titanic de 1997 estreado por Leonardo DiCaprio e Kate Winlest, ganhador de 11 prêmios na noite de premiação do Oscar 1998.
Saiamos um pouco da história e do cinema e voltemos nossa atenção ao Titanic tupiniquim. Não se trata, obviamente, de um navio e sim da situação político-econômica em que o Brasil vive. Estamos presenciando momentos muito difíceis em termos de economia real: inflação alta (mesmo, mesmo!), taxas de juros bastante elevada, mais impostos à vista, especulações sobre impeachment da presidente do Brasil, dólar chegando e, em alguns lugares, até ultrapassando os R$ 4,00 e... dentre vários outros itens que posso citar, a última surpresa: a perda do Grau de Investimento (Investment Grade) por umas das três grandes agências de rating do mundo, a Standard & Poors (as outras duas são a Moody’s e a Fitch Ratings) – sendo que o principal motivo desse rebaixamento tem como justificativa a deterioração do cenário político nacional.
Vamos dividir o assunto em três partes: primeiro esclarecer um pouco sobre o que é rating, o que são e o que fazem essas agências e o que aconteceu com o Brasil; depois as prováveis implicações disso para nossa economia; e, por fim, como isso pode refletir na sua vida e o que você deve procurar fazer.
O que é rating, o que são e o que fazem as agências de risco?
O rating (também chamado, entre outros, de classificação de risco, avaliação de risco ou nota de risco) é uma nota relativa ao risco de emprestar dinheiro à um emissor de dívida (por “emprestar dinheiro” entenda-se “investir”) e leva em conta a capacidade desse emissor devolver o dinheiro tomado com os juros e nos vencimentos acordados. Pode-se dar uma nota de risco de crédito para uma pessoa física, uma empresa, um governo (município, estado ou país) ou de qualquer outro emissor de títulos de dívida – inclusive para alguns títulos dependendo de suas garantias, como as debêntures. O propósito de uma empresa ou instituição emitir títulos de dívida é o de financiar as operações e os investimentos (qualquer que seja o emissor).
Mas o que as agências de rating fazem? Elas avaliam, de acordo com vários critérios, o perfil daquele emissor emitindo um parecer técnico ou uma nota de crédito. Essas notas, conforme foi dito, são aplicadas principalmente a governos e empresas. Quanto melhor a nota, menor o risco de calote; quanto pior a nota, maior a probabilidade de calote. Até então, o Brasil detinha a nota BBB- para a agência de risco Standard & Poor’s (S&P) e passou a ter nota BB+. No caso desta mesma agência, no caso de dívidas de longo prazo, notas melhores ou iguais a BBB- classificam o emissor como capaz de honrar seus compromissos e, portanto, auferem-lhe o grau de investimento. Notas piores ou iguais a BB+ classificam a operação com o emissor como arriscada e auferem-lhe o grau especulativo ou, na linguagem do mercado, como junk (lixo, em inglês).
Resumindo: se a situação estava ruim isso pode ser um prenúncio de que ela pode piorar ainda mais, infelizmente.
Quais são as implicações para o Brasil?
Variadas implicações. As principais que podemos citar são:
• Com a perda do rating soberano a saída de capital e de investidores é inevitável. Existem fundos mútuos e de pensão que só podem manter os ativos se o país tiver grau de investimento. O cenário fica ainda mais grave se vier a decisão similar de outras agências de risco, como Moody's e Fitch. Sim, podem ter bilhões de dólares saindo do Brasil “só” por conta desse rebaixamento.
• Além do mais o capital tende a ficar ainda mais caro, especialmente para as empresas. O mercado, portanto, perde competitividade e se encolhe. E se intensifica o que já estamos percebendo: diminuição de postos de trabalho, aumento da inflação, encolhimento da indústria e da economia, do consumo, perdas e prejuízos sociais, aumento de impostos...
Como isso tudo pode te afetar e o que você deve procurar fazer?
Com um cenário desses é praticamente intuitivo imaginar que você e sua família podem ter mais dificuldades em assuntos que envolvam dinheiro.
Está pensando em fazer uma viagem? Pois bem, seja para o exterior ou mesmo dentro do Brasil o custo tende a ficar bem maior.
Está pensando em financiar algum bem com prazos longos – uma casa, um carro? Hum... o custo do financiamento também será maior (aliás, já está maior) e com os juros envolvidos na operação você poderia, quem sabe, comprar mais uns dois bens daquele que deseja financiar.
Reformar a casa? É bom repensar porque tudo tende a ficar mais caro.
Você deve estar se perguntando: “Poxa... então quer dizer que eu não vou poder fazer mais nada?”. Não, não é isso. O que ressalto é que se já era importante, agora é IMPRESCINDÍVEL você se planejar financeiramente. Fazer as coisas por impulso pode te levar a um cenário de extremo endividamento (caro) que pode se arrastar por anos para se resolver. Anos! Não ter controle sobre o seu dinheiro pode fazer com que você não perceba para onde ele está indo e ter a sensação e a posterior constatação de que está faltando dinheiro, quando medidas de correção poderiam ter sido tomadas se você vigiasse de perto suas finanças.
Esses tempos exigirão mais dedicação, cuidado e disciplina com sua vida financeira. Deixe de fazer isso e pagará preços mais caros pela sua irresponsabilidade e negligência. Aquele dinheiro pago em juros seria muito útil tanto para a manutenção de sua vida como, mesmo em tempos difíceis, realizar seus sonhos.
Não se iluda ou sofra o “Efeito Titanic”: aquela ideia de que sua vida (financeira) é infalível, que o que você tem é à prova de falhas – isso é pura ilusão. Pequenos erros
Faça o dever de casa: controle seu dinheiro, registre seus gastos e recebimentos, projete despesas e receitas para o futuro, e, se for realizar qualquer decisão de consumo, seja uma pequena compra ou aquisições maiores, avalie se é possível assumir o compromisso. Não faça contabilidade mental: coloque as projeções no papel ou, melhor (porque é mais fácil), numa planilha.
Apertemos o cinto. Fortes turbulências adiante!
(a data da publicação do post foi espontânea, apesar de sugestiva!)
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31 de agosto de 2015
A intenção positiva escondida nos gastos por impulso
Tem sido muito recorrente entre os clientes que atendo a reclamação em relação aos gastos impulsivos, pelo menos antes de começarmos a trabalhar juntos ou mesmo no início do trabalho. Isso não se resume apenas às mulheres, alvos do estereótipo do consumo exacerbado: os homens também consomem sem critério ou sem reflexão prévia.
Todos os gastos, ou melhor, todo uso de dinheiro tem um motivo emocional em essência. Você pode pensar que, por exemplo, pagar a conta de eletricidade não tem motivo emocional algum, mas tem: o que você sente quando está de noite e pode acender a luz, coisa que séculos atrás era impossível? Segurança, conforto? O que você sente quando abre a sua geladeira e tem lá seus alimentos conservados? Ou o que você sente quando vai para o banheiro, abre a torneira do chuveiro e pode desfrutar daquele banho quentinho, gostoso, relaxante? No fundo, no fundo, todo e qualquer gasto é emocional, afinal, o dinheiro é um MEIO de troca por algum tipo de valor. Posso ficar aqui escrevendo sobre vários outros exemplos, mas deixo isso para você, caro leitor. Se quiser, inclusive, participe escrevendo nos comentários.
Esclarecido esse ponto, é possível compreender que os gastos impulsivos são emocionais. Muitas das vezes por conta de emoções não compreendidas. E, por si só, o ato de realiza-los é um comportamento (mesmo um comportamento inadequado). Aquele dinheiro que foi gasto desnecessariamente, impulsivamente, poderia ser poupado ou mesmo direcionado para outros gastos mais importantes: seu bem-estar e sua manutenção de vida, não é?! Aquele novo celular que você comprou na semana passada só porque o seu “não é mais da moda” ou aqueles três pares de sapatos que são tão lindos que combinariam com aquela bolsa verde-limão que você não usa há três anos e está no fundo de seu armário seriam P-E-R-F-E-I-T-O-S! E aquela camisa que você comprou que vai ficar junto com outras cinco ainda com etiquetas que, no final das contas, você nem vai usar mesmo. E aquele lazer desenfreado que, chega sábado à noite, você e sua namorada não planejaram direito o final de semana e vão para a rua comer, gastando muito dinheiro toda semana em restaurantes. Tem algo muito mais profundo acontecendo: tem um fator emocional não atendido que está gritando e está se expressando em consumo impulsivo.
É errado comprar? Não, não é. Como disse, o dinheiro é um meio de troca. Se não vai ser trocado para consumir hoje, em algum momento no futuro (caso seja poupado e posteriormente investido) será consumido. É inadequado gastar dinheiro à toa (na verdade desperdiça-lo) e gastar muito mais do que suas finanças comportam. É fundamental respeitar o dinheiro, pois, como diz o ditado, “dinheiro não aceita desaforo” – e para respeitá-lo é essencial que você compreenda as suas motivações, as emoções por trás de suas vontades impulsivas.
Um dos princípios fundamentais da programação neurolinguística diz que “todo comportamento tem uma intenção positiva dentro do sistema interno da pessoa e de suas opções”. Isso significa que as pessoas fazem a melhor opção que podem dentro das escolhas EMOCIONAIS que dispõem em determinado momento. Além disso, todas essas ações têm um propósito maior, positivo. Se uma pessoa, dentro de sua história de vida, dos conceitos, crenças e valores que tem sobre dinheiro, consumo, investimentos, poupança (e, na verdade, sobre qualquer outra coisa) tem uma quantidade limitada de opções comportamentais, ela tende a REAGIR dentro daquele espectro de opções.
Por exemplo:
Um jovem rapaz tem gastado todo seu dinheiro, proveniente do seu trabalho, em festas e curtição, saindo todos os finais de semana e gastando tubos de dinheiro. Existem ocasiões que ele gasta metade de sua remuneração em uma só noite. Porém, ele percebe que esse comportamento está prejudicando, pois ele não forma reservas, não junta dinheiro, seja para fazer uma viagem bacana para o exterior ou mesmo para adquirir algum bem (um carro, por exemplo). Mas ele não consegue mudar. Tenta guardar dinheiro, mas, “sem perceber”, acaba torrando tudo aquilo que tinha guardado na expectativa de que depois ele vai ter mais e poderá guardar dinheiro, que se esforçará mais no próximo mês. Como que ele poderia sair dessa impulsividade toda?
Existem várias atitudes a serem tomadas. Uma das primeiras, conforme você deve imaginar, é que, se ele ainda não tem, deve assumir o controle de suas finanças – ou você controla o seu dinheiro ou ele guia a sua vida. Com esse controle é mais fácil identificar padrões de consumo e é possível determinar orçamentos, estabelecendo limites para o gasto do dinheiro, direcionando-o. Mas só isso não freia o comportamento impulsivo, pois, mesmo com o controle, em algum estalo emocional, todo planejamento pode ser comprometido.
O que fazer?
Esse é um processo de autodescoberta fabuloso. Como foi dito: todo comportamento tem uma intenção positiva. No caso do jovem rapaz, ele usa seu dinheiro procurando alguma finalidade maior, positiva. De forma super simplificada, nossas intenções profundas se resumem a 6 necessidades humanas que podem ser traduzidas tanto em termos neutros, positivos e negativos dependendo do comportamento e do contexto conforme foram descritas e identificadas por Anthony Robbins (num post posterior descreverei cada uma com mais detalhes):
1) Necessidade de Certeza/Conforto: seres humanos, na maioria das vezes, procuram evitar a dor e procurar o prazer – isso que nos mantém vivos, inclusive. Essa necessidade pode ser traduzida em outras palavras: estabilidade, segurança, tranquilidade, sobrevivência e etc.
2) Necessidade de Incerteza/Variedade: nós gostamos das surpresas da vida. Ela se traduz em desafios, mudanças, estimulação e enfrentar o desconhecido. Essa necessidade se confronta com a primeira, criando um paradoxo necessário: se atendermos apenas a primeira, a vida se torna monótona, rotineira; é necessário ter um grau de imprevisibilidade para fazer com que a vida valha a pena ser vivida.
3) Necessidade de Significado/Importância: todo ser humano procura se sentir especial, importante, único, diferente, exclusivo, autêntico – seja para si ou mesmo para os outros.
4) Necessidade de Amor/Conexão: compartilhar sentimentos e emoções com as outras pessoas. Dar e receber atenção dos outros. Os seres humanos precisam de amor para sobreviver, desde o nascimento até a fase adulta. Isto porque somos animais gregários, ou seja, somos incapazes de viver bem sozinhos.
Essas 4 primeiras necessidades são básicas, fundamentais para qualquer ser humano. E existem as duas últimas necessidades, consideradas necessidades do espírito. Pode ser que atendamos as 4 primeiras e ainda fique aquele sentimento de incompletude. Por isso, pode ser importante atender também às outras duas:
5) Necessidade de Crescimento: progresso – em nossos relacionamentos, em nossas profissões, em nossos negócios, em nossa vida espiritual, em nossas finanças, em nosso corpo físico e em nossa saúde física e emocional.
6) Necessidade de Contribuição: doar, cuidar, ajudar, contribuir, ensinar o bem, são alguns dos meios e satisfazer esta necessidade tão nobre.
Voltemos ao jovem rapaz!
Quais necessidades podem estar sendo preenchidas de forma negativa com o comportamento impulsivo de gastar todo seu salário em festas e baladas?
Só a própria pessoa pode dizer. Só você pode dizer o motivo de SEU comportamento impulsivo. No caso dele, PROVAVELMENTE, tem a ver com a necessidade de Incerteza, Sentir-se Único e/ou mesmo sentir Conexão. Só quem pode avaliar é a própria pessoa. Mas é aí que entra o “pulo-do-gato”:
Descobrindo a intenção positiva profunda, qualquer que seja ela, você pode ESCOLHER algum NOVO COMPORTAMENTO POSITIVO que seja EMOCIONALMENTE TÃO BOM QUANTO OU MELHOR QUE AQUELE que você vem manifestando e quer mudar.
Parece racional demais? Acredite, não é. Você tem que SENTIR que aquilo que você definiu como alternativa para atender a intenção profunda é emocionalmente equiparável. Senão não funciona. Você só está decidindo deliberadamente o rumo de sua vida, direcionando melhor seus comportamentos de forma que se sinta satisfeito e de modo que possa alcançar seus objetivos. O jovem rapaz pode continuar a ir às festinhas e baladas, mas, provavelmente, será uma decisão pensada, não impulsiva.
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4 de agosto de 2015
O mito da estabilidade do funcionalismo público no Brasil
“O Estado do Rio Grande do Sul não tem dinheiro para pagar 85% de seus funcionários públicos, incluindo funcionários da ativa, aposentados e pensionistas. Os salários deste mês estão agora sendo pagos em 3 parcelas, deixando, infelizmente, para os servidores uma enorme insegurança sobre os próximos salários a receber e uma revolta demonstrada por muitos nas ruas de Porto Alegre. Lamento profundamente essa situação que envolve várias famílias que acreditaram estar seguras por serem ou terem sido empregados do governo.
Quando falta o alpiste na gaiola, o pássaro preso não tem nada mais o que fazer a não ser lamentar-se por sua fome. Por outro lado, o pássaro livre tem a escolha de procurar por comida em qualquer lugar e para lá, voa com as suas próprias asas.
Sem querer ser repetitivo, ESTABILIDADE NÃO EXISTE. ”
via Canal Geração de Valor (link no Facebook)
Essa notícia, infelizmente pode ser corroborada pelo jornal O Globo nesse link.
Não estou tirando nem aliviando o fato de que esse fato é extremamente preocupante, mas quero aproveitá-lo para atentar sobre a responsabilidade de que cada um tem sobre suas vidas. Deixar de receber seu salário devido aos serviços prestados ao poder público é como deixar de receber seu salário porque a empresa em que trabalha não lucra e, consequentemente, não tem recursos para pagar seus funcionários. Situação muito, muito complicada.
Porém, se observarmos a questão da responsabilidade individual e da mentalidade de estabilidade do serviço público, conseguimos perceber que os conceitos estão, no mínimo, limitados. Como publicado no post: estabilidade não existe. É necessário, claro, que exista o funcionalismo público, para que os órgãos do Governo, Estado e Municípios possam funcionar – afinal, em qualquer instituição é necessário ter pessoas para fazerem o trabalho. Porém, já conversei com muita gente e as que optaram por seguir carreira pública prezam pela estabilidade. Não estão errados, é claro. Mas não podem se limitar a isso. Muitos (e muitos mesmo) prezam pela garantia de remuneração, de que só são "demitidos" (exonerados) se fizerem uma besteira muito grande em seus cargos. Pode até ser verdade, mas ainda sim isso é uma ilusão. Contudo, um servidor público tem vários benefícios, em muitos casos remunerações bem elevadas e, devido à PROVÁVEL renda “estável” (porque agora, mais do que nunca, isso é prova de que não podemos nos dar ao luxo da constância de remuneração), nutrem a ilusão de que o futuro está garantido. Balela.
Como qualquer pessoa que trabalha, os servidores públicos TAMBÉM devem realizar as tarefas básicas das finanças pessoais (gastar menos do que se ganha, faze orçamentos pessoais, poupar dinheiro), melhorarem seus conhecimentos em educação financeira, entenderem e aplicarem o aprendizado relacionado aos investimentos em suas vidas. Não dá e nunca deu para depender da máquina governamental. Aposentadoria SÓ pela Previdência Social é cometer suicídio com o seu eu futuro. Pense sobre isso. Reflita por um momento, especialmente se você é funcionário público (de qualquer esfera: municipal, estadual ou federal).
Você vai deixar a responsabilidade do seu futuro entregue nas mãos do Governo?
20 de junho de 2015
[VÍDEO] Precisa ser CHATO cuidar das finanças?
Tem muita gente que fala que não controla o seu dinheiro porque o processo é chato, que dá trabalho. Mas será que PRECISA ser chato mesmo?
Confira no vídeo da semana no canal da Criterion, com Phillip Souza.
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2 de abril de 2015
E se você vivesse por 100 anos?
Você já parou para pensar que essa indagação pode estar muito mais próxima da realidade do que você pode supor? Talvez demore algumas décadas (ou muitas) para que você chegue a essa idade ou mesmo próximo à ela. Mesmo que não chegue aos 3 dígitos, é bem provável que chegue nos 8 ponto alguma coisa, 9 ponto alguma coisa (haja potência!). Para se ter ideia do cenário no Brasil: segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, existiam 3.906 centenários, em 1982; 7.325, em 1992; 9.140 em 2002; e (mais recentemente) 32.134 centenários em 2013 – a quantidade mais que TRIPLICOU em apenas UMA década.
Duvida que você pode chegar nessa idade? Eu não. Lógico que podem acontecer dezenas de coisas ao longo do caminho que podem te impossibilitar alcançar essa admirável idade: você pode morrer em um acidente, ter uma doença, sofrer um atentado contra sua vida – não vou ficar enumerando possibilidades macabras, mas podem acontecer, já que estamos de falando de futuro, lidando com o fator imprevisibilidade. Mas e se nada disso acontecer? E se você chegar lá, como será a sua vida? Como estarão as suas finanças?
Quando as pessoas pensam em aposentadoria têm em mente alguns estereótipos: momento de “pendurar a chuteira”; provável fase do tédio; sem energia e disposição por estar aposentado e coisas que relacionam velhice à total perda de produtividade e importância. Acredite, as coisas podem ser bem diferentes: pode ser que nesse momento, apesar de talvez não ter o mesmo super vigor físico da fase dos 2.0 ou 3.0, você descubra ou desenvolva novas habilidades. Tem pessoas que expressam seus dons artísticos quando chegam à melhor idade: descobrem a pintura, a música, a dança, as artes. Tem pessoas que continuam se dedicando à sua missão de vida: o trabalho nunca foi trabalho – continuam a se dedicar às suas atividades profissionais, pois é ali que se sentem realizadas, contribuindo para o mundo. A forma de usar esse novo tempo é escolhida usando a criatividade e explorando ainda mais seus dons, desde que a pessoa não desista da vida.
Mas e as finanças? Será que isso pesa em idades avançadas? Sim, pesa. E muito. Em países onde o idoso tem melhores condições que aqui no Brasil (leia-se países da Europa) a condição financeira é importante até certo ponto. Quando as condições necessárias são atendidas (cuidados, acompanhamento, médicos e tratamentos prontamente disponíveis) o que incomoda são os problemas de saúde que tendem a ser inevitáveis: o problema cardíaco que traz desconforto, a dor nas articulações, cansaço, e vários outros problemas decorrentes da idade. Porém, aqui no Brasil, apesar de uma quantidade já expressiva e com tendência a crescer bastante nas próximas décadas, o fator financeiro tem um peso ainda mais significativo. Educação financeira ainda é assunto para poucos – não porque não existe acesso, mas ainda temos muito a evoluir em termos de consciência, em termos de aprender a cuidar bem do dinheiro. Muitos adultos ainda não sabem lidar com as próprias finanças, pois esse é um assunto que não veio de berço. Mas isso, de forma alguma, é justificativa para deixar essa ponta solta.
Há décadas atrás, talvez na época de nossos avós, era muito comum encontrarmos famílias grandes com 5, 6 filhos ou mais. O peso para sustentar o vovô e a vovó era menor. Hoje a situação mudou: atualmente a taxa de natalidade está próxima de 2 herdeiros, fazendo com que o peso desses custos aumente bastante. Contar com os filhos pode não ser a melhor opção. De acordo com as estatísticas das operadoras de planos de saúde, após os 59 anos os custos com saúde são cerca de 6 vezes maiores que a primeira faixa de atuação (de 0 a 18 anos). Até para essas empresas o modelo terá que ser diferente (e, acredite: essas empresas já estão atentas à essa tendência).
Então, o que fazer? Mamãe sempre diz que “prevenir é melhor que remediar” – num cenário ruim, o remédio no futuro pode ser pouco efetivo. Qual é a prevenção? O primeiro passo fundamental é cuidar melhor de você mesmo, procurar ter melhor saúde. No acúmulo, ao longo de décadas de cuidados com a sua própria saúde, você tende a depender menos de medicamentos, a contrair menos doenças. Estou falando de se alimentar direito, deixar de comer certas coisas que, apesar de muito gostosas, nos fazem mais mal que bem; se exercitar todos os dias (essa coisa de “regularmente” não costuma funcionar: a prática de exercício físico tem que se tornar hábito diário, seu corpo tem que “pedir” para se mexer); cuidar das emoções; alimentar a mente (ler, aprender coisas novas – quem sabe um novo idioma? –, viajar).
Tomadas as devidas precauções com os cuidados com a saúde, vem o cuidado com a saúde financeira. Sim, a fórmula é a mesma de sempre: gastar menos do que se recebe e investir BEM a diferença. Você deve controlar o seu dinheiro para poder gerenciá-lo adequadamente. Quanto mais tempo você tiver para realizar esse investimento de longuíssimo prazo, melhor. Mas não desanime e nem “chute o balde” se você já é um adulto maduro (40, 50 anos mais ou menos): sempre é tempo de fazer a coisa certa. Tem muito chão para percorrer e pode, sim, viver uma melhor idade. No meio do caminho também é essencial contratar um bom plano de saúde. E bons planos de saúde custam (um bom) dinheiro.
Quanto de dinheiro você vai precisar? Isso é assunto para outro artigo, mas considere que seus gastos mensais serão na casa de 70% a 80% do que consome em sua vida ativa – e, dependendo do seu padrão de vida, a aposentadoria da Previdência Social pode ser insuficiente (não dependa do Governo, por favor!). Detalharemos isso melhor no futuro.
Grande abraço e não se esqueça: cuide bem de você e de seu futuro!
10 de junho de 2014
Quer gastar menos? Carregue notas grandes!
Um estudo de 2009, apresentado por Priya Raghubir e Joydeep Srivastava e publicado no Journal of Consumer Research, mostrou que o “efeito valor nominal” faz com que fiquemos menos propensos a gastar dinheiro quando estamos em posse de notas com alto valor (R$ 50,00, por exemplo) e ficamos bem mais propensos a gastar quando o dinheiro está em forma de notas de menor valor (R$ 5,00 ou R$ 2,00).
“The results suggest that the denomination effect occurs because large denominations are psychologically less fungible than smaller ones, allowing them to be used as a strategic device to control and regulate spending.”
Em tradução livre: “os resultados sugerem que o efeito valor nominal ocorre porque grandes valores monetários são psicologicamente menos fungíveis (ou difíceis de serem gastos) do que os pequenos valores monetários, permitindo ser utilizado como um dispositivo estratégico para controlar e regular os gastos”
Resumindo: as pessoas têm barreiras psicológicas quando têm que usar notas com valor nominal elevado (R$ 50,00 ou mesmo R$ 100,00). Você já deve ter experimentado uma “dorzinha” quando gastou aquela notinha azul, com a imagem de uma garoupa (é, aquele peixe na nota de cem reais é uma garoupa!), ou então teve que gastar alguma onça... estou errado? Pois bem, essa sensação desconfortável é chamada de “dor do pagamento”, quando gastar dinheiro traz uma sensação ruim, psicologicamente falando.
Os autores do estudo concluíram que algumas pessoas escolhem intencionalmente receber dinheiro em cédulas de alto valor nominal exatamente com o intuito de não gastarem ou, pelo menos, dificultarem tal decisão. As pessoas consideradas poupadoras (em inglês “tightwads”, que na verdade traz a ideia de “pão-duro” [risos]) preferem notas com valor nominal elevado quando precisam se autocontrolar e notas com valor nominal mais baixo quando esse autocontrole não é tão exigindo. As pessoas consideradas gastadoras (ou, em inglês, “spendthrifts”) não têm uma preferência específica.
“Tightwads may be tightwads because they fear spending even though they are aware that they spend less than they would like to, and spendthrifts may be spendthrifts because they do not fear spending even though they are aware that they spend more than they would like to.”
Em tradução livre: “poupadores podem ser poupadores porque têm medo de gastar mesmo se são conscientes de que gastam menos do que gostariam, e gastadores podem ser gastadores porque não sentem medo de gastar mesmo estando conscientes de que gastam mais do que gostariam”.
É interessante os efeitos que tal coisa pode causar em nossas vidas. Eu adotei várias pequenas práticas psicológicas que me fazem manter a atenção na importância de cuidar bem e saber usar bem o dinheiro que faço. Vou citar duas:
- A primeira foi justamente a impressão que você teve ao ler “o dinheiro que faço”: não, não tenho máquina de impressão de dinheiro, mas essa forma de falar – “fazer dinheiro” ao invés de “ganhar dinheiro” – é uma das práticas psicológicas que utilizo em meu dia a dia para moldar a minha linguagem e meu pensamento.
- A segunda é que mantenho comigo uma 'nota-escoteira': uma cédula de cem reais (de verdade, nada de cópia) na carteira para me lembrar constantemente de meus objetivos, para me lembrar se aquele gasto que estou realizando tem sentido, se posso realiza-lo ou não.
Sim, são coisas pequenas, mas que fazem muita diferença ao longo do tempo.
E você? Quais são as suas estratégias psicológicas para gastar menos dinheiro?
1 de maio de 2014
A origem do Programa MIDAS
Essa história remonta há alguns anos, quando comecei a trabalhar com finanças pessoais e, portanto, mistura-se à minha história profissional.
Assim que a Criterion começou sua trajetória em janeiro de 2011 eu já tinha ideia do que gostaria de desenvolver quando o assunto era educação financeira: mas não imaginava que obtivesse tamanho resultado. No início desenvolvi um curso; um grande curso ainda impregnado com certos pensamentos e ideias das corretoras. Tomei opinião de um amigo que é professor universitário, coaching e consultor organizacional, Júlio César Vasconcelos, e ele me fez uma simples pergunta: "em quanto tempo você imagina passar tudo isso?". Ingenuamente respondi: "acho que em umas 12 horas". Pela expressão de seu rosto vi que parecia... ahn... meio impossível em 12 horas...
Naquele mesmo dia ele me apresentou uma plataforma de apresentações diferente que, a meu ver, é muito mais espetacular que o tradicional (mas também cheio de recursos) PowerPoint: o PREZI aconteceu em minha vida. Comecei a debulhar essa plataforma, a entender seu funcionamento. Em poucos dias já conseguia fazer alguma apresentações básicas, mas bem mais impressionantes que o PowerPoint (e olha que fui chamado de "o mago do PowerPoint" [risos]).
- as raízes tratariam da base das finanças pessoais
- um balde de adubo trataria sobre a solução de dívidas
- o tronco sobre investimentos em renda fixa
- a copa da árvore sobre renda variável.
Uma boa progressão dos assuntos.
Fiz a primeira parte. Ficou imensa; porém já começava a tomar forma diante de uma nova proposta: relacionar finanças pessoais com comportamento. Naquela época eu tinha começado a estudar programação neuroliguística - era um iniciante. A primeira parte ficou recheada de assuntos relacionados à PNL, mas sem uma abordagem financeira... ainda não estava a cara que eu queria dar...
Daí fui conhecendo novos profissionais em finanças pessoais pelo Brasil afora: Conrado Navarro, Bernadette Vilhena, Ricardo Pereira, Adriana Rodopoulos, do Dinheirama; professor Elisson de Andrade [fiz um curso básico de finanças pessoais e lá pude ter acesso e desenvolver uma planilha de controle de fluxo de caixa fantástica: na época da corretora, também fui chamado de "o mago do Excel" e, com isso, desenvolvi novas funcionalidades com base na planilha do professor Elisson]; Rodrigo Leone, da GestorFP, da qual hoje sou representante da consultoria aqui em Belo Horizonte/MG; o coaching e consultor Jaques Diskin; Henrique Carvalho, do HC Investimentos; professor André Massaro; Rafael Seabra, do Quero Ficar Rico; professor Mauro Calil; Seiiti Arata, dentre vários projetos, o conheci no A Classe Alta; enfim, uma "galerinha da pesada" tratando-se de finanças pessoais e investimentos.
Todo esse contato fez com que novas ideias borbulhassem. A ideia da árvore começava a ser superada; não queria mais dar o nome de "curso" e sim "oficina" - ou seja, criar algo para ter interação, para ver, para ouvir, para fazer/sentir: PNL começava a permear todo processo. Nasceram as siglas e os nomes das oficinas:
BASIC: Formação Financeira Básica
DEBTS: Universo das Dívidas
FIRST: Começando a investir de verdade!
ALLOC: A estratégia de Alocação de Ativos (inspirado no excelente e-book do Henrique Carvalho, Alocação de Ativos)
STOCK: Investindo em ações valiosas
Mãos à obra!
Ano passado (2013) comecei desenvolvendo BASIC. Já tinha o material do curso anterior e comecei a formatar melhor as ideias, a configurar melhor a maneira como todo processo se desenvolveria. Mas, por falta de foco e por puro perfeccionismo, demorei muito tempo para concluir o material impresso dessa oficina: o trabalho começou a ficar desgastante. Fui desenvolvendo as coisas em modo tartaruga, bem devagar...
Até que...
Em algum dia do mês de outubro, navegando pelo Facebook eu vi uma propaganda de um curso que se chamava Despertamento Mental. Assisti um vídeo falando um pouco sobre esse curso, com um tal de Mauro Pennafort. Gostei do conteúdo, da abordagem, dos temas que seriam tratados - parecia que tinha PNL no meio...
Desde muito novo fui dono dos meus pensamentos: meu pai sempre me presenteou com livros que provocam boas influências em nossas mentes - fui "magnetizado" pelas filosofias de "Os Segredos da Mente Milionária" (T. Harv Eker) e "Quem Pensa Enriquece" (Napoleon Hill). Inclusive recomendo muito o estudo dos dois livros. Não querendo ser prepotente, mas hoje eu sei bastante como as duas filosofias práticas funcionam e coloco em prática. Só para se ter ideia, eu devo ter lido cada livro cerca de 40 a 50 vezes... mas ser dono dos seus pensamentos não é o suficiente. Nós, seres humanos, não somos seres completamente racionais: na maioria das vezes somos MUITO emocionais. Mas será que é possível aprender a ser dono das próprias emoções? Sim, é. E foi isso que eu aprendi Nas últimas 6 semanas de 2013: a administrar, da maneira que bem entender, as minhas próprias emoções. Geralmente, o Mauro ministra esse curso nas últimas 6 semanas do ano com o propósito de dar condições da pessoa mudar completamente a vida dela no ano seguinte: a época é proposital. Portanto (até onde sei) o curso não está disponível, mas quem quiser se inscrever na lista para ter informações sobre, é só acessa o link: Despertamento - Inteligência Emocional.
Aprendi tanta coisa interessante, tanta coisa forte, profunda e intensa que me provocou a voltar, a enfiar a cara em meus projetos. Dentro do curso é ensinado a tecnologia da mente de Obtenção de Resultados, a técnica da Inevitabilidade (vão ficar curiosos, não vou descrevê-la aqui [risos]). Durante o curso de Despertamento (hoje chama-se "Gestão Emocional Prática") vários insights aconteceram. Um deles veio em forma de sonho. Não sou muito bom em lembrar meus sonhos, mas lembro que antes de acordar em algum dia no final de 2013 só tinha um nome na cabeça: MIDAS. E esse nome se relacionava com as oficinas que estava desenvolvendo.
Daí, ficaram assim:
Ano passado (2013) comecei desenvolvendo BASIC. Já tinha o material do curso anterior e comecei a formatar melhor as ideias, a configurar melhor a maneira como todo processo se desenvolveria. Mas, por falta de foco e por puro perfeccionismo, demorei muito tempo para concluir o material impresso dessa oficina: o trabalho começou a ficar desgastante. Fui desenvolvendo as coisas em modo tartaruga, bem devagar...
Até que...
Em algum dia do mês de outubro, navegando pelo Facebook eu vi uma propaganda de um curso que se chamava Despertamento Mental. Assisti um vídeo falando um pouco sobre esse curso, com um tal de Mauro Pennafort. Gostei do conteúdo, da abordagem, dos temas que seriam tratados - parecia que tinha PNL no meio...
Desde muito novo fui dono dos meus pensamentos: meu pai sempre me presenteou com livros que provocam boas influências em nossas mentes - fui "magnetizado" pelas filosofias de "Os Segredos da Mente Milionária" (T. Harv Eker) e "Quem Pensa Enriquece" (Napoleon Hill). Inclusive recomendo muito o estudo dos dois livros. Não querendo ser prepotente, mas hoje eu sei bastante como as duas filosofias práticas funcionam e coloco em prática. Só para se ter ideia, eu devo ter lido cada livro cerca de 40 a 50 vezes... mas ser dono dos seus pensamentos não é o suficiente. Nós, seres humanos, não somos seres completamente racionais: na maioria das vezes somos MUITO emocionais. Mas será que é possível aprender a ser dono das próprias emoções? Sim, é. E foi isso que eu aprendi Nas últimas 6 semanas de 2013: a administrar, da maneira que bem entender, as minhas próprias emoções. Geralmente, o Mauro ministra esse curso nas últimas 6 semanas do ano com o propósito de dar condições da pessoa mudar completamente a vida dela no ano seguinte: a época é proposital. Portanto (até onde sei) o curso não está disponível, mas quem quiser se inscrever na lista para ter informações sobre, é só acessa o link: Despertamento - Inteligência Emocional.
Aprendi tanta coisa interessante, tanta coisa forte, profunda e intensa que me provocou a voltar, a enfiar a cara em meus projetos. Dentro do curso é ensinado a tecnologia da mente de Obtenção de Resultados, a técnica da Inevitabilidade (vão ficar curiosos, não vou descrevê-la aqui [risos]). Durante o curso de Despertamento (hoje chama-se "Gestão Emocional Prática") vários insights aconteceram. Um deles veio em forma de sonho. Não sou muito bom em lembrar meus sonhos, mas lembro que antes de acordar em algum dia no final de 2013 só tinha um nome na cabeça: MIDAS. E esse nome se relacionava com as oficinas que estava desenvolvendo.
Daí, ficaram assim:
MONEY: Formação Financeira Básica (A base das finanças pessoais)
INVST: Começando a investir de verdade! (Princípios de investimento e Renda Fixa)
DEBTS: Universo das Dívidas (Aprenda, entenda e soluciona - para sempre!)
DEBTS: Universo das Dívidas (Aprenda, entenda e soluciona - para sempre!)
ALLOC: Invista e viva melhor! (A estratégia de Alocação de Ativos)
STOCK: Investindo em ações valiosas (Método de seleção de ações)
Definir o nome é bonitinho, mas tinha muita coisa a ser feita. MONEY estava praticamente pronta e meio abandonada, apesar de que todo conteúdo estava bem estruturado. INVST tinha que ser desenvolvida; assim como DEBTS, ALLOC e STOCK. Muito trabalho...
Fiz mais um curso, já em 2014, com o Mauro Pennafort, que, no início do ano, aceitou ser meu mentor. Nas palavras dele "sou um de seus Padawans" [risos]. O curso era sobre planejamento anual. Nunca tinha feito algo do tipo. Sete dias, várias áreas a serem trabalhadas. Deveria ter feito o curso no início do ano, mas só fui fazê-lo, de fato, na 12ª semana do ano, início de março. Alguns vão achar "poxa... tanto tempo assim e foi fazer o planejamento depois de quase 3 meses?". Sim, foi. E, de verdade, antes tarde do que nunca. O resultado está demonstrado nesse texto imenso. Nesse curso trabalharam-se as áreas: Pessoal (ou "VOCE 2.0" - saúde física, mental, desenvolvimento pessoal), Profissional 2.0, Familiar 2.0, Contribuição 2.0 (ou Espiritual 2.0, tanto faz), Financeiro 2.0, fechando com um planejamento Global que juntou todas as partes. Vários tapas na cara... muita coisa não tinha consciência, muitas coisas estava deixando de lado. Tudo organizado (também montei uma ferramenta para acompanhar todo o desenvolvimento do trabalho), todos os planos desenvolvidos com base na tecnologia da Inevitabilidade, todos os objetivos definidos, as principais ações delineadas e agendadas. Tudo pronto! O que fazer agora? EXECUÇÃO!
Enfiei a cara e, durante as 6-7 semanas seguintes com o apoio de uma pessoa muito especial, desenvolvi por completo as três primeiras oficinas do Programa MIDAS: MONEY, INVST e DEBTS. Durante 2014 (devo começar em julho) vou desenvolver ALLOC e STOCK. E vai ser mais ou menos nos moldes do que vocês, agora, podem apreciar (e, se quiserem, contratar ^.^).
Nesse momento, oficialmente, lanço o
Definir o nome é bonitinho, mas tinha muita coisa a ser feita. MONEY estava praticamente pronta e meio abandonada, apesar de que todo conteúdo estava bem estruturado. INVST tinha que ser desenvolvida; assim como DEBTS, ALLOC e STOCK. Muito trabalho...
Fiz mais um curso, já em 2014, com o Mauro Pennafort, que, no início do ano, aceitou ser meu mentor. Nas palavras dele "sou um de seus Padawans" [risos]. O curso era sobre planejamento anual. Nunca tinha feito algo do tipo. Sete dias, várias áreas a serem trabalhadas. Deveria ter feito o curso no início do ano, mas só fui fazê-lo, de fato, na 12ª semana do ano, início de março. Alguns vão achar "poxa... tanto tempo assim e foi fazer o planejamento depois de quase 3 meses?". Sim, foi. E, de verdade, antes tarde do que nunca. O resultado está demonstrado nesse texto imenso. Nesse curso trabalharam-se as áreas: Pessoal (ou "VOCE 2.0" - saúde física, mental, desenvolvimento pessoal), Profissional 2.0, Familiar 2.0, Contribuição 2.0 (ou Espiritual 2.0, tanto faz), Financeiro 2.0, fechando com um planejamento Global que juntou todas as partes. Vários tapas na cara... muita coisa não tinha consciência, muitas coisas estava deixando de lado. Tudo organizado (também montei uma ferramenta para acompanhar todo o desenvolvimento do trabalho), todos os planos desenvolvidos com base na tecnologia da Inevitabilidade, todos os objetivos definidos, as principais ações delineadas e agendadas. Tudo pronto! O que fazer agora? EXECUÇÃO!
Enfiei a cara e, durante as 6-7 semanas seguintes com o apoio de uma pessoa muito especial, desenvolvi por completo as três primeiras oficinas do Programa MIDAS: MONEY, INVST e DEBTS. Durante 2014 (devo começar em julho) vou desenvolver ALLOC e STOCK. E vai ser mais ou menos nos moldes do que vocês, agora, podem apreciar (e, se quiserem, contratar ^.^).
Nesse momento, oficialmente, lanço o
Nos vídeos a seguir, vocês podem contemplar as oficinas MONEY, INVST e DEBTS. Vale ressaltar que são 4 "capítulos" cada uma, sendo que cada um deles duram cerca de 3h e isso tem um motivo: os seres humanos não consegue manter sua atenção em determinado assunto por muito tempo. Para assimilar melhor as informações é necessário espaçar os conteúdos. Escolhi dessa maneira.
MONEY
Formação Financeira Básica
A base das Finanças Pessoais
1-A construção de novos paradigmas nas Finanças Pessoais
2-Moldando Hábitos e Comportamentos
3-Administração Financeira Básica
4-Do inferno (das dívidas) ao paraíso (dos investimentos)
INVST
Começando a investir de verdade!
Princípios de investimento e Renda Fixa
1-Construindo o seu Primeiro Investimento
2-Entendendo as Bases do Mundo Financeiro
3-Qual o tamanho do seu Apetite?
4-Além da Caderneta de Poupança: o Tesouro Direto
DEBTS
Universo das Dívidas
Aprenda, entenda e solucione - para sempre!
1-Superando seus Obstáculos Emocionais
2-Sua NOVA Mentalidade Financeira
3-Entendendo o Mundo das Dívidas
4-Saindo do Ciclo do Endividamento
Como todo trabalho, tudo pode ser aperfeiçoado e essas oficinas, ao longo do tempo, certamente serão. Porém, uma coisa é certa: estão prontas para mudar completamente a vida de quem participar delas. Todas têm atividades, vídeos, apresentação prática de conceitos-chave, algumas "competições" saudáveis: todo um ambiente lúdico-interativo foi pensado procurando proporcionar aos participantes um real aprendizado, mesmo em assuntos mais técnicos, como é o caso dos investimentos.
E podem esperar: esse é só o começo! Já surgiram ideias para fazer com que essas oficinas se tornem online, podendo abranger mais pessoas; já me deram a ideia de traduzir todo o conteúdo para o inglês... então é só o começo!
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31 de janeiro de 2014
Quinto experimento: o conceito de Priming
Artigo originalmente postado em Gestor FP.
O quarto experimento mostrou que o efeito do desconforto, em níveis moderados, é mais do que compensado pelo autocontrole. Em níveis extremos, por outro lado, esse mesmo efeito enfraquece o autocontrole (você pode acessar o post clicando aqui).
Dar elevada importância a alternativas que possam fazer com que nos desviemos de nossos objetivos de longo prazo é um grande obstáculo que, vez ou outra, nos deparamos. E é sobre isso que trata o quinto e último experimento.
Digamos que um estudante precisa se preparar para uma prova importante. Ele quer focar em seus estudos, mas seus pensamentos o levam à situações do quão prazeroso seria estar com seus amigos – isso, de alguma forma, pode se tornar mais importante e diminuir sua motivação para estudar, concorda? Porém, o fator social que concorre com a tarefa de estudar para o teste pode se tornar um interessante aliado fazendo com que o estudante mantenha um elevado nível de motivação para se dedicar aos estudos – tendo como provável consequência uma melhor preparação. Isso só é possível se, antes do evento, o valor da preparação para a prova for reforçado já que, depois de passado o teste, estudar não seria mais uma meta importante.
Antes de continuar, quero explicar um conceito em psicologia que, na literatura americana, se chama “priming”, pois no restante do texto vou usar essa palavra para não ficar explicando um conceito grande e acabar por tornar o texto repetitivo. Priming é a ideia de certas coisas que quando somos expostos (objeto, palavras, ideias, evento, experiência, etc.) ativam certos conceitos que induzem a determinado comportamento. Por exemplo: uma pessoa que acaba de comprar um carro novo pode começar a notar com mais frequência outras pessoas dirigindo a mesma marca e modelo do carro que comprou (já aconteceu isso com você?). Esta pessoa, portanto, foi “preparada” para reconhecer mais facilmente um carro como o dela por causa da experiência que tem ao dirigir e possuir aquele veículo específico. Outro exemplo: já percebeu que quando estamos envolvidos com alguma mulher que esteja grávida (amiga, irmã, prima, esposa, etc.) tendemos a perceber uma grande quantidade de mulheres grávidas no dia-a-dia? Parece que todas as mulheres resolveram engravidar na mesma época, não é?! Pois bem, é o “efeito priming” agindo na sua mente de novo. Explicado sucintamente o conceito, retornemos à quinta experiência.
Foi realizado um experimento com graduandos em enfermagem para testar essa premissa. Eles teriam de fazer uma prova sobre a disciplina de introdução à psicologia. Todo conteúdo da disciplina foi disponibilizado 3 semanas antes dessa prova: todos os participantes tiveram as mesmas condições de prazo para estudar. Algumas motivações sociais foram colocadas em forma de perguntas abertas relacionadas às suas vidas sociais, provocando assim o efeito priming com relação aos assuntos sociais. Essas perguntas foram feitas tanto 1 semana antes do teste quanto 1 semana depois do teste. O experimento teve, então, quatro variáveis: Priming Social (sim v.s. não) X Tempo (antes da prova v.s. depois da prova).
Os participantes receberam um caderno que continha as instruções e um questionário. A primeira parte do caderno foi desenvolvida para a situação de priming social. Foi pedido para que os participantes sob a condição de priming social se imaginassem em uma agradável situação social e, daí, respondessem a três perguntas abertas sobre sua vida social:
a. Quão importante é para você ser sociável? Explique o porquê.
b. Tente lembrar de uma situação em que você agiu de forma sociável. Descreva o que você fez e o que aconteceu.
c. Descreva o que você pode fazer para ser sociável e o que está envolvido ao se comportar de maneira sociável.
(Percebem que as ideias sob comportamento social são exaltadas nessa condição com essas perguntas? Essa é a ideia do efeito priming em ação!)
Os participantes que não estavam sob a condição de priming não responderam a essas perguntas. Todos os participantes responderam a segunda parte do questionário que procurou avaliar a importância de se estudar para a prova numa escala de 1 (não tão importante) a 11 (muito importante), com as seguintes categorias:
- Importância de conseguir boas notas;
- Importância de estudar para as provas;
- Importância de dedicar esforços para estudar para as provas;
- Importância de estudar para as provas no tempo livre;
- Importância de ser um bom estudante;
- Importância de superar a falta de interesse para estudar.
Daí os resultados:
Antes da prova os participantes enxergaram de forma mais favorável o ato de estudar quando motivos sociais foram colocados em evidência do que quando não foram. Depois da prova, no entanto, o valor pessoal para estudar foi baixo em ambas condições, já que a meta não era mais importante.
Os resultados desse experimento sugerem que é necessário levarmos em conta os processos de autocontrole que predizem as consequências motivacionais e comportamentais de um motivo priming. Quando um motivo priming ameaça o alcance de um objetivo de longo prazo (no exemplo inicial desse artigo seria “estar com os amigos é mais importante/prazeroso que estudar”), podemos acessar o controle contra ativo bloqueando esses impulsos. Nesse experimento, o fator social ameaçou a habilidade dos estudantes estudarem para a prova. Porém, em resposta à essa ameaça, os participantes reforçaram a importância de se estudar e, ao invés de enfraquecer tal motivação, o priming social (a ativação de conceitos sociais importantes) fortaleceu esse aspecto prevenindo, inclusive, que o desempenho dos participantes fosse prejudicado no teste.
Depois da prova, contudo, estudar não era mais uma meta importante que necessitava ser protegida contra desejos concorrentes e o priming social não ativou o reforço da importância de se estudar.
Uma ideia muito interessante que podemos associar às nossas vidas financeiras está relacionada ao ato de investir. Pensemos no seguinte caso em que a pessoa trabalha, recebe seu salário e, apesar disso, “não consegue guardar ou investir dinheiro algum”. A primeira coisa que deve ser feita (se já não foi feita) é realizar um diagnóstico de sua situação financeira. A partir disso, estabelecer os objetivos que se quer alcançar, especialmente aqueles que exigem investimentos. Daí definir o orçamento a ser seguido, ajustando as despesas de acordo com os objetivos e condições de vida. E, por fim, realizar a poupança e os investimentos. Esse é um dos caminhos, correto?
Porém, mesmo fazendo isso, tem pessoas que não conseguem guardar dinheiro. Podemos usar o conceito de priming a nosso favor. De que maneira? Simples: se, por exemplo, você sabe que seu pagamento vem todo dia 10, você pode se programar para ver de novo seus sonhos, seus objetivos, ver como os investimentos realizados estão progredindo, estudar alguns dias antes do pagamento sobre novos investimentos ou sobre o desempenho do seu atual investimento, ou seja: se envolver com seus objetivos para fazer com que sua disposição a investir aumente e seus esforços de poupança se intensifiquem, diminuindo a “dor” de realizar os investimentos para alcançar seus objetivos enquanto tem um “desejo concorrente”, uma oportunidade de consumo te tentando.
*
Tenho consciência de que não é fácil trazer essas ideias para nosso dia a dia, mas é bom que tenhamos consciência de como nossas mentes funcionam, provocando nossos comportamentos (muitos deles inconscientes). Faz parte do desafio, não é!?
Espero que tenham gostado dessa série de experimentos sobre o autocontrole. Uma boa semana e bons estudos!
Até!
17 de janeiro de 2014
Quarto experimento: os esforços de autocontrole
Artigo originalmente postado em Gestor FP.
O terceiro experimento mostrou que as pessoas tendem a se autocontrolar quando são lembradas do porquê de terem que se autocontrolarem (você pode acessar o post clicando aqui).
Já o quarto experimento tentou avaliar se os esforços de autocontrole têm uma função não monotônica. Uma função monotônica, em matemática, é uma função que apresenta direção para cima ou para baixo e não inverte seu curso ao longo do tempo. No caso desse experimento a ideia é exatamente a contrária: a função NÃO monotônica não tem apenas um sentido em relação aos custos de curto prazo de uma atividade e, além do mais, esse teste procurou examinar se ao eliciar a ideia do autocontrole poderíamos diminuir a percepção desses custos de curto prazo no comportamento.
Os três primeiros experimentos mostraram que se a antecipação de algum desconforto em relação à uma atividade aumenta, as pessoas tendem a intensificar seu autocontrole – mas até certo ponto. Se a dificuldade ou desconforto se tornam elevados demais tais esforços podem cessar, fazendo com que os objetivos de longo prazo sejam prejudicados.
Para analisar essas premissas, no quarto experimento realizou-se um teste da função cognitiva à noite. Os participantes foram instruídos que o teste seria totalmente realizado por telefone por duas noites seguidas. Para variar o nível de desconforto, eles teriam de fazer uma ligação em um dos três horários distribuídos entre os grupos-teste: às 21:30, horário considerado conveniente; às 00:30, horário considerado pouco conveniente; ou às 3:30 (sim, da madrugada!), horário considerado muito inconveniente. Foram entregues aos participantes envelopes lacrados que continham duas atividades que deveriam ser realizadas no horário determinado após a ligação e a devida identificação do participante (tais atividades eram 1] desenhar uma árvore detalhadamente e 2] escrever de 1 a 5 associações de ideias com 15 palavras contidas no envelope).
Duas formas de autocontrole foram testadas: uma, similar ao experimento 3, reforçando a importância do teste (valor subjetivo); outra relacionando um significado emocional para se desempenhar o teste.
Seguem os resultados:
Basicamente os resultados mostraram que se os participantes decidem
realizar um teste que seja útil mesmo que temporariamente desconfortável, eles
criam meios para que se compense tal desconforto. Fazer um teste à meia noite é
muito menos conveniente que fazer o mesmo teste mais cedo. Porém, isso não diminuiu
o interesse pelo teste; pelo contrário: os participantes agregaram maior
importância e valor emocional do que se o realizasse mais cedo. Contudo, vale
atentar para os resultados do horário mais inconveniente (às 3:30): tanto a
performance como a ideia de importância caíram drasticamente.
Vamos pensar em um exemplo que se relacione às finanças pessoais. Uma
pessoa recebe seu salário líquido no valor de R$ 4.000,00, tendo um custo de
vida médio de R$ 2.500,00 (esse custo incluem despesas com habitação, saúde,
higiene e limpeza, educação, telecomunicação, alimentação, vestuário). Essa
pessoa reserva 10% de seu salário para poupança, ou seja, R$ 400,00.
Habitualmente ela usa os recursos que sobram e, depois de realizado um
diagnóstico financeiro, ela percebeu que
tem gastado R$ 1.100,00 com lazer, consumindo assim todo seu salário – bastante
dinheiro. Essa pessoa decide definir um objetivo: decide guardar a soma de R$
15.000,00 para trocar de carro daqui a 12 meses. A troca é importante por
alguns motivos, dentre eles: como essa pessoa trabalha viajando, atendendo
clientes, é interessante ter um carro melhor que proporcione mais conforto e
segurança em suas viagens; além do mais, é uma pessoa que gosta de dirigir
belos e bons carros: design e certa sofisticação são fatores que o atraem.
Observe que aqui existem paradigmas financeiros a serem rompidos, pois
essa pessoa, para atingir seu objetivo de poupança terá de destinar mais
recursos às economias que ao lazer. Pensando no experimento apresentado, qual
seria uma solução agressiva demais?
E uma solução mais moderada? A
solução muito agressiva seria, por exemplo, poupar os R$ 400,00 mais os R$
1.100,00, tendo apenas o foco de trocar de carro: ou seja, essa pessoa teria
uma demanda emocional deprimida que, a qualquer momento, poderia fazer com que
ela consumisse a reserva para seu objetivo; poderia fazer com que ela se
endividasse por cometer alguma loucura relacionado ao “eu mereço” (viagens não
planejadas, compras exageradas e fora do momento, etc); ou mesmo realizar a
poupança para trocar o carro, mas, ao fazer todo esse esforço, ela realizaria
seu desejo com uma sensação muito grande de sacrifício. A solução moderada, por
outro lado, seria ela gastar menos com lazer (fazendo inclusive um orçamento
detalhado para essa categoria de despesas) e reservar mais recursos para a
troca do veículo – ou seja: ao invés de gastar R$ 1.100,00 com lazer ou usar
todo esse dinheiro só para poupança, reservaria R$ 850,00 para a poupança (mais
os R$ 400,00) e usaria R$ 250,00 para lazer. Lógico que ainda parece bem
drástico, porém devemos lembrar que objetivos e prazos podem ser ajustados.
O propósito desse exemplo é mostrar que podem ser estipulados
meios-termos para que você alcance seu objetivo, para que possa se estimular a
ter autocontrole e ainda ter a fantástica sensação de realização plena. Dois
pontos importantes a serem ressaltados e previamente identificados são: a
importância que você confere ao seu objetivo (valor subjetivo) e o significado
emocional para alcançar aquilo que se almeja.
Em suma: altos níveis de desconforto intensificam o nosso autocontrole,
desde que exista sentido. Porém, se determinada atividade for desconfortável
demais, tendendo a ser insuportável, o autocontrole não é acessado e, portanto,
não é usado.
Em níveis moderados, o
efeito do desconforto é mais do que compensado pelo autocontrole. Em níveis
extremos, esse mesmo efeito enfraquece o autocontrole.
No próximo post trataremos do último experimento.
Até!
4 de janeiro de 2014
5 PASSOS para DEFINIR RESOLUÇÕES que funcionem em sua vida (PARA SEMPRE!)
Cerca de 50% das pessoas fazem promessas para o Ano Novo, mas estudos mostram que menos de 10% delas realmente conseguirão fazer o que se propuseram. Mudar é bom: se temos comportamentos que estão trabalhando contra nós – comer demais, gritar com as crianças, odiar nossos empregos, fumar e/ou beber demais, comprar de forma compulsiva e desmedida – pode ser bom definir um plano para implantar uma nova atividade, mais positiva. O problema é que quando a euforia do “ano novo” passa, o compromisso, a resolução desaparece junto com ela. Sempre temos mudanças que queremos implementar em nossas vidas e se você deseja desenvolver uma que seja importante para você, confira a seguir 5 orientações para fazer com que ela ocorra de verdade.
1) DEFINA O QUE É SUCESSO E POR QUE É IMPORTANTE PARA VOCÊ.
Aproveite essa época que induz à reflexão para pensar sobre o que você quer especificamente e por que você quer isso. Então, em vez de estabelecer como meta “alimentar-me de maneira saudável esse ano”, escreva um objetivo que seja mais claro e bastante específico: “vou comer cenouras em vez de batatas fritas para meu lanche da tarde porque gosto da sensação que vem quando me alimento de forma saudável”. Quanto mais definida e precisa for sua meta e quanto mais significativa e importante ela for para você, mais tempo você vai trabalhar com ela. Se seu objetivo é parar de fazer compras por impulso, uma de suas metas também pode ser: “vou realizar a compra que eu desejo somente após 5 dias para que possa refletir sobre a real necessidade da compra e para avaliar se essa aquisição não vai comprometer meu orçamento”. Uma boa prática, apesar de parecer clichê, é você sempre ter o registro completo e detalhado de suas finanças: se estiver em uma situação frágil, com certeza vai pensar quinze vezes antes de fazer qualquer compromisso!
2) COMPREENDA SEUS OBSTÁCULOS.
Você não cumpriu essa meta no passado porque... por quê? Alguma coisa ficou em seu caminho? O tempo não foi suficiente? O dinheiro não foi suficiente? Seu foco não foi suficiente? Parece absurdo, mas existem muitas razões que nos levam a não fazer o que é bom para nós mesmos. Existe uma tecnologia da mente chamada “RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS” que traça um plano para você lidar com os obstáculos; sabemos que existe uma diferença entre onde você está hoje e onde quer chegar – e no meio desse caminho você terá obstáculos. Pergunte-se:
>>> O que te impede de alcançar esse objetivo?
Liste aqui todos os problemas que identificar: "eu não tenho um acompanhamento com um nutricionista", "eu tenho preguiça de me levantar cedo para me exercitar", "eu não tenho ferramenta nem metodologia alguma para controlar meu dinheiro", "estou endividado" Quais são os problemas que identifica? Depois faça uma pergunta-chave para cada um deles, procurando trazer à tona a resposta: Como você pode resolver esse problema?
>>> O que já tentou antes para tentar conseguir alcançar esse objetivo? O que funcionou ou não funcionou, seja total ou parcialmente?
É fundamental identificar aquilo que trouxe resultado e o que não trouxe, registrando de maneira clara para que você siga ou faça de novo o que deu certo e se previna para não cometer os mesmos erros com relação àquilo que não deu certo. “Eu comecei a registrar minhas despesas num caderninho, mas depois eu me perdi diante de tanta informação”; “eu não fiz cardápios mais saudáveis e com a correria do dia-a-dia deixei de lado o objetivo”; “por não ter uma forma de controle eficiente de meu dinheiro, acabei gastando além da conta e me endividando”. Identifique o que deu certo e o que deu errado. E faça-se, de novo, a pergunta-chave para cada um dos problemas: Como você pode resolver esse problema?
Você vai observar que esse processo vai gerar uma série de pequenas tarefas para corrigir suas mazelas do passado além de clarear muita coisa. Uma pergunta curiosa, pouco realizada, mas fundamental é:
>>> Como atingir esse objetivo pode te afetar negativamente?
É estranho pensar em como um objetivo positivo pode gerar resultados negativos, não é? Mas é importante se antecipar com relação a possíveis efeitos colaterais. Se não acontecerem, ótimo; mas se acontecerem você já tinha previsto e já tinha trabalhado a ideia de como lidar com eles. “As pessoas vão me chamar de pão-duro, mão-de-vaca”; “vou gastar mais com alimentos saudáveis”; “as pessoas podem me criticar porque estou me alimentando de forma diferente fazendo com que meu corpo fique mais bonito e saudável: ‘tá ficando bombadinho, hein?!’”... Essas e outras possibilidades. Parece estranho, eu sei, mas é importante pensar sobre esses “efeitos colaterais do sucesso”. E daí, de novo, a grande pergunta: Como você pode resolver esse problema?
>>> Que capacidades ainda te faltam, quais habilidades você ainda não tem?
O que você tem que fazer, mas ainda não fez ou não tem como fazer porque precisa de desenvolver determinada habilidade? Precisa desenvolver a disciplina de anotar todos os seus gastos diariamente? Disciplina e autocontrole para não ceder à tentação de comer coisas que vão prejudicar seu objetivo de se alimentar bem? O quê que te falta? Depois disso, faça-se a pergunta: Como você pode resolver esse problema?
>>> Que recursos te faltam?
‘Recursos’ você pode entender como dinheiro, pessoas que tenha habilidades específicas para te ajudar a atingir seu objetivo ou mesmo mentores que possam te mostrar o caminho das pedras e te estimular a continuar. Definiu o que te falta? Então responda: Como você pode resolver esse problema?
Acredite: só com a aplicação dessa tecnologia da mente você já consegue dar passos largos rumo à conclusão de seu objetivo.
3) QUEBRE SEU OBJETIVO EM PEQUENOS PEDAÇOS.
Se você tem sido uma pessoa sedentária nos últimos 5 anos, e sua resolução de Ano Novo consiste em correr 5 km por dia provavelmente esse objetivo não vai funcionar. Novos hábitos, uma nova vida, é construída com pequenos passos rumo à direção que você quer seguir. Você, por exemplo, poderia experimentar começar a dar umas 2 ou 3 voltas no quarteirão ao redor de sua casa por alguns dias; depois, quem sabe, experimentar correr em volta do quarteirão, trotar, se for o caso. Depois, um pouco mais; em seguida um pouco mais. Progrida devagar, mas deforma consistente, gradual e constante. Primeiro, porque lidamos aqui com uma questão psicológica que é a “pequena vitória”: quando você consegue realizar uma meta, mesmo que pequena, você começa a construir autoconfiança para se desenvolver mais e mais. Em segundo lugar, o objetivo menor é mais fácil de ser administrado, é mais palpável, realista, fazendo com que sua capacidade de obter vitória seja muito grande. E, fala sério: é muito gostoso se superar, não é?! Então comece pequeno e progrida pequeno. Em breve você estará fazendo o que os outros vão considerar “grande”.
4) LEMBRE-SE QUE UM NOVO COMPORTAMENTO LEVA PELO MENOS 21 DIAS DE ESFORÇO CONSECUTIVO PARA SER INCORPORADO.
Você tem praticado o comportamento não desejado por um longo tempo, não é?! Tem anos que suas finanças correm soltas, que você não faz planejamento algum, que está endividado, mas nunca resolve, que se alimenta mal, muitas vezes sem muita consciência do que está comendo. Não é isso? O ponto é que você está tendo sucesso naquilo que não deseja para sua vida. Pare a leitura aqui e reflita sobre essa frase que acabou de ler: você está tendo sucesso naquilo que não deseja para sua vida. Pois bem: é necessário pelo menos 21 dias consecutivos de prática de determinado comportamento para que aquilo comece a se estabelecer em sua vida. Toda vez que você perder um dia, zere sua contagem e recomece. 'Continue continuando' por 21 dias consecutivos para que o novo comportamento seja incorporado.
5) VIGIE SUAS CONVERSAS INTERNAS.
Você pode tentar mudar a situação pelo lado de fora, mas se não resolver ou não se precaver quanto às conversar internas negativas, todos seus planos têm grandes chances de fracassar: sua voz interna vai te colocar pra baixo e vai te derrotar várias vezes. Na verdade, em algum momento, você vai falhar. Isso talvez seja meio chocante, mas é a verdade nua e crua. Sua mente vai te falar que você não pode fazer algo novo, que dá muito trabalho, que não há esperança. Mas isso não é verdade. A sua mente não é você. Ela faz parte de você. Então, pense e trabalhe essa conversa interna, argumentando com você mesmo quando essa falação negativa estiver na sua cabeça; dê à sua mente as ordens que deseja: “a mudança é natural. Eu posso e vou fazer uma mudança positiva acontecer para mim”; “estou comprometido e focado; sim, eu posso falhar e cair em velhos comportamentos, mas posso e vou me levantar de novo e tentar mais uma vez”; "eu sei que existem obstáculos e posso superá-los para alcançar meu objetivo”. Defina a linguagem que melhor adéque à você e esteja preparado para as conversas internas negativas (se fizer isso vai ter discussões bem acaloradas com o seu eu negativo!).
As pessoas fazem mudanças todos os dias e você também pode. Se dê a oportunidade de fazer uma mudança positiva a partir de uma resolução importante, que vá mudar sua vida para melhor. De bônus, entre no rol daqueles que pertencem aos 10% que têm sucesso na realização de seus objetivos.
Então, mãos à obra!
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