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19 de dezembro de 2014

Sustentabilidade na vida diária: o discurso na prática

Sustentabilidade é a palavra constante nos discursos políticos e nas promessas de intenções das empresas. Mas como será que isso tem se traduzido na prática?

O tema é constante desde que ficou correto valorizar a sustentabilidade e ganhar pontos junto ao público consumidor, quando se trata de empresas. Entre amigos e colegas também pega super bem apoiar a causa.

A sustentabilidade agora tem seu grande momento, mas talvez uma grande parte das pessoas ainda não se deu conta dos desafios que sua prática envolve. Somente com a consciência da amplitude do que é necessário para ser sustentável podemos perceber o quanto isso afeta nossas escolhas. Nossas decisões, quer se trate de finanças ou do consumo, vão muito além da reciclagem do lixo. E extrapolam o ambiente doméstico, para levar a valorizar e participar de iniciativas que não sejam predatórias de áreas naturais. 

A sustentabilidade exige ações e atitudes diárias, não se reduzindo a uma palavra no marketing das grandes empresas. Para entender melhor o que isso quer dizer, vamos elencar algumas dessas atitudes:

1. Você precisa procurar a sustentabilidade nos detalhes, atento a empresas e prestadores de serviços que apoiam a comunidade onde se inserem. 

2. O consumidor, quando já consciente da importância da sustentabilidade, rejeita comprar produtos que utilizem o trabalho infantil. 

3. A sustentabilidade condena o uso da mão de obra escrava na confecção de roupas ou em qualquer outro ramo industrial ou agrícola. 

4. A sustentabilidade financeira exige que se busquem condições interessantes para uma negociação, antes da compra de um bem para a família. 

5. As escolhas do consumidor sustentável consideram a cadeia produtiva do bem produzido, preferindo aqueles que empregaram mão de obra local em primeiro lugar. Os produtos de origem nacional têm preferência sobre produtos importados, porque deram emprego para trabalhadores brasileiros. 

6. O consumidor que busca a sustentabilidade observa a política das empresas com relação ao meio ambiente. 

7. O consumidor sustentável busca a redução de seu consumo pessoal, ao mesmo tempo em que está decidido a consumir com qualidade, o que garante que suas escolhas serão boas para si próprio, para a sociedade e para a natureza.

8. Os produtos sustentáveis não contêm substâncias tóxicas e que são de difícil decomposição na natureza. São duráveis e não descartáveis. Essa é mais uma observação a ser feita na hora da compra. 

9. A empresa preocupada com a sustentabilidade trata seus funcionários com dignidade e seus fornecedores com respeito. Como consequência, respeita também seus clientes, porque deseja sua fidelização, que sejam clientes sustentáveis. 

Os investimentos também precisam se alinhar com a política da sustentabilidade, que se estende a todas as atividades humanas. Eles se distinguem com algumas características:

1. Investimentos sustentáveis são normalmente de longo prazo. O retorno não é apenas financeiro, mas traz satisfação pessoal e melhoria de vida para comunidade e também países. 

2. O investimento em ações deve privilegiar as empresas de capital aberto que já provaram estar envolvidas com ações sócias e ambientais. Há uma ferramenta que aponta esta condição, o ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial, o que facilita a escolha do investidor.

3. O investidor sustentável apoia as Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham com os ideais com que se identifica. Ou mesmo pode fundar uma ONG ou OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Amigos podem se unir para questionar indústrias ou comércio quanto ao compromisso com a natureza e o futuro. 

4. As ações para economizar energia em casa são ações de investimento pessoal e familiar de sustentabilidade. Pequenas iniciativas, como desligar o standby dos aparelhos, que consomem energia, a economia de água e o planejamento da alimentação para evitar desperdício.

Com todas essas questões levantadas, já deu para perceber que sustentabilidade não é um assunto para o palanque político ou apenas para programas de governo. O compromisso com melhores condições sociais, ambientais e econômicas, no presente e no futuro, exige determinação e consciência. Mesmo quando ninguém está vendo, todos os dias, quando estamos sozinhos ou na companhia de amigos e da família. Sair do discurso e agir significa sair da zona de conforto e trabalhar para esse ideal se tornar possível.  


Por Regina Di Ciommo, colaboradora do site de Finanças Emprestimo.org

8 de dezembro de 2014

Aprenda a diferenciar PIRÂMIDE FINANCEIRA de MARKETING MULTINÍVEL (MMN)

É muito natural que as pessoas (em sua maioria leigas) confundam oportunidades em Marketing Multinível com pirâmides financeiras. Chegam a ver uma oportunidade que é verdadeira, mas logo taxam tal coisa como errada. Não é para menos: vimos nos últimos anos casos de pirâmide financeira no Brasil que, infelizmente, trouxeram prejuízo para muita gente. Sempre sou a favor de verificar novos negócios, novas formas de trabalho que possam aumentar meus recebimentos: mas, até por crenças pessoais, tudo TEM QUE ESTAR alinhadinho, certo, dentro de tudo que é previsto na lei (ou até mais do que a lei exige) e tem que ser sustentável no longo prazo.

Um esquema em pirâmide conhecido também como pirâmide financeira, é um MODELO COMERCIAL PREVISIVELMENTE NÃO-SUSTENTÁVEL QUE DEPENDE BASICAMENTE DO RECRUTAMENTO PROGRESSIVO DE OUTRAS PESSOAS para o esquema, a níveis insustentáveis. Esse é o primeiro indício: só recrutar pessoas. As pirâmides financeiras (ou, como gosto de chamar, “esquema Faraó”) existem há pelo menos um século. Não é de hoje que muitos pensam e tentam (e alguns até conseguem, mas acabam se dando mal cedo ou tarde) em ganhar dinheiro fácil. Mas continuemos.

O ESQUEMA DE PIRÂMIDE PODE SER MASCARADO COM O NOME DE OUTROS MODELOS COMERCIAIS QUE FAZEM VENDAS DIRETAS TAIS COMO O MARKETING MULTINÍVEL (MMN), QUE SÃO LEGAIS. A maioria dos esquemas em pirâmide tira vantagem da confusão entre negócios autênticos de marketing multinível e golpes complicados, mas convincentes, para fazer dinheiro fácil. A ideia básica por trás do golpe é que o indivíduo faz um único pagamento, mas recebe a promessa de que, de alguma forma, irá receber benefícios exponenciais de outras pessoas como recompensa. Um exemplo comum pode ser a oferta de que, por uma comissão, a vítima poderá fazer a mesma oferta a outras pessoas. Cada venda inclui uma comissão para o vendedor original. Já vamos detalhar um ponto importante: no mercado financeiro/empresarial, promessa? Se alguém te prometer alguma recompensa, ainda mais “exponencial” que remete a altos ganhos com facilidade, pule fora! Pode ser falcatrua! Para ser bem claro: no empreendedorismo e nos investimentos financeiros SEMPRE existem riscos. Existem formas de minimizá-lo ou mitiga-lo, mas sempre existem riscos. Vamos falar desses riscos mais adiante.

A falha fundamental é que não há benefício final; o dinheiro simplesmente percorre a cadeia, e somente o idealizador do golpe (ou, na melhor das hipóteses, umas poucas pessoas) ganham trapaceando os seus seguidores. As pessoas na pior situação são aquelas na base da pirâmide: aquelas que assinaram o plano, mas não são capazes de recrutar quaisquer outros seguidores – lembre-se: a base desse tipo de esquema é APENAS chamar mais gente, não existe ativo real.

Mas onde surgiu esse artifício que causa tantos danos? Vamos conhecer a história dessa engenharia financeira e também a história de uma das mais famosas pirâmides da história: o esquema Ponzi.

HISTÓRIA


Os esquemas em pirâmide ocorrem em muitas variações. Os primeiros esquemas envolviam uma corrente postal, distribuída com uma lista de 5–10 nomes e respectivos endereços. Ao destinatário era dito que enviasse uma pequena quantia de dinheiro (tipicamente US$ 1 ou 5) para a primeira pessoa da lista. O destinatário então removeria esta primeira pessoa da lista, moveria todos os nomes restantes para cima uma posição e acrescentaria o seu próprio nome (e possivelmente outros nomes) à parte de baixo da lista. Então, ele enviaria uma cópia da carta com a nova lista de nomes para os indivíduos listados. Esperava-se que este procedimento fosse repetido e repassado e então o destinatário original seria movido para o topo da lista e passaria a receber dinheiro de outros destinatários da corrente.

O sucesso de tal empreendimento apoia-se UNICAMENTE NO CRESCIMENTO EXPONENCIAL DE NOVOS MEMBROS. Daí o nome "pirâmide", indicando a população crescente em cada camada sucessiva. Infelizmente, uma análise simples revelará que com umas poucas iterações, a totalidade da população global precisaria entrar no esquema para que os membros preexistentes ganhassem alguma coisa. Isto é impossível, e a matemática garante que a vasta maioria daqueles que participarem de tais esquemas perderá o dinheiro investido.

Esquemas em pirâmide em larga escala foram iniciados em estados que constituíam a antiga União Soviética, onde as pessoas tinham pouca familiaridade com o mercado de ações e eram induzidas a acreditar que rendimentos de mais de 1000% eram possíveis (no mercado de ações 1000% de ganho é possível (apesar de muito raro), mas proporcionalmente a isso vem um risco imenso. Trata-se do mercado de opções, extremamente volátil e arriscado para quem não tem ideia de como usá-lo; mas isso é outro assunto).

Embora não seja um esquema em pirâmide no sentido estrito, o infame esquema Ponzi de Charles Ponzi merece menção aqui, devido a algumas semelhanças.

O esquema Ponzi é uma sofisticada operação fraudulenta de investimento do tipo esquema em pirâmide que envolve o pagamento de rendimentos anormalmente altos ("lucros") aos investidores, à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente, EM VEZ DA RECEITA GERADA POR QUALQUER NEGÓCIO REAL. O nome do esquema refere-se ao criminoso financeiro ítalo-americano Charles Ponzi (ou Carlo Ponzi).


Embora esquemas semelhantes a este já existissem anteriormente, o ítalo-americano Charles Ponzi, na década de 1920, notabilizou-se como autor de uma gigantesca fraude.

Charles Ponzi era um emigrado italiano. Supõe-se que ele tenha chegado aos Estados Unidos na década de 1910. Indivíduo de poucos recursos, como a maior parte dos migrantes que então chegavam à América, "descobriu", pouco tempo depois da chegada e graças a uma correspondência que recebera de Espanha, que os selos de resposta do correio internacional podiam ser vendidos nos Estados Unidos por um preço mais alto do que no estrangeiro. Assim começou o rumor e muitas pessoas não quiseram ficar fora do negócio e entregaram capitais a Ponzi. Mas embora Ponzi estivesse a recolher somas astronômicas de dinheiro, e houvesse filas para lhe entregar mais, na realidade não comprou selos com o dinheiro recebido. Pagava rendimentos de até 100% em três meses, com o capital dos sucessivos novos investidores.

Ponzi convenceu amigos e parceiros do novo negócio a apoiarem o seu sistema no início, oferecendo um retorno de 50% num investimento a 45 dias. Algumas pessoas investiram e obtiveram o prometido no intervalo temporal combinado. O esquema alargou-se, e Ponzi contratou agentes, pagando generosas comissões por cada dólar que pudessem trazer. Em fevereiro de 1920, Ponzi obteve cerca de 5.000 dólares americanos, uma grande quantia naquele tempo. Em março, já tinha 30 mil dólares. A histeria coletiva cresceu e Ponzi começou a expandir o negócio para a Nova Inglaterra e Nova Jersey. Os que investiam obtinham grandes lucros e estimulavam outros a investir. Já em maio do mesmo ano, Ponzi tinha conseguido recolher 420 mil dólares. Começou a depositar o seu dinheiro no Hanover Trust Bank of Boston (um pequeno banco da Hanover Street, no bairro de North End, cuja população era majoritariamente italiana), esperando que, se sua conta se tornasse bastante grande, ele poderia influir sobre a administração banco ou até mesmo tornar-se seu presidente. De fato ele conseguiu assumir o controle acionário do banco.

Em julho de 1920 já tinha milhões de dólares. Muitas pessoas venderam ou hipotecaram as suas casas, na esperança de ganhar quantias maiores. Porém, no dia 26 de julho grande parte do esquema começou a colapsar, depois que o Boston Post começou a questionar as práticas da empresa de Ponzi. Finalmente a empresa sofreu intervenção pelo Estado que congelou todas as novas captações de dinheiro. Muitos dos investidores reclamaram furiosamente o seu dinheiro, e, nesse momento, Ponzi devolveu o capital a quem o solicitou, o que causou um aumento considerável da sua popularidade, havendo muitos que lhe pediam para se candidatar a um cargo político público. As promessas de Ponzi cresceram ainda mais já que planejava criar um novo tipo de banco, no qual os lucros se repartissem de igual modo entre os acionistas e aqueles que investissem dinheiro no banco. Até planejou reabrir a sua empresa sob o nome "Charles Ponzi Company", com o principal objetivo de investir em empresas em todo o mundo.

Graças ao seu esquema, Ponzi começou a viver uma vida cheia de luxos: comprou uma mansão com ar condicionado e aquecedor para a sua piscina, e trouxe a sua mãe de Itália em primeira classe. Rapidamente o imigrado pobre obteve não só uma grande quantidade de dinheiro como se cercou dos luxos mais extravagantes para a sua família e para si mesmo.

Em agosto de 1920 os bancos e os meios de comunicação declararam Ponzi em bancarrota. Ele confessou que, em 1908, havia participado de uma fraude muito parecida, no Canadá.

O governo federal dos Estados Unidos finalmente interveio e descobriu a megafraude. Ponzi foi detido, mas logo liberado mediante pagamento de fiança. Decidiu continuar com o seu sistema, convencido de que o poderia sustentar. Rapidamente o sistema caiu e os poupadores perderam o seu dinheiro. A maior parte das pessoas não obteve benefícios, e muitos haviam reinvestido os lucros no esquema fraudulento. Embora a fraude tivesse sido descoberta e apesar de Ponzi ter sido deportado para Itália, ele foi aclamado como um benfeitor por muitos.

***

Se você percebeu direitinho, devido ao “bom início” de Ponzi o seu esquema financeiro popularizou e atraiu a atenção de milhares de pessoas: em um semestre ter milhões de dólares disponíveis (lembrando que milhões de dólares naquela época era bastante dinheiro meeesmo)? Ou era um cara de muito, mas um talento MUITO diferenciado ou tinha coisa ali. E, como vimos, tinha.

No Brasil um dos fatos mais conhecidos é o "Boi Gordo" criado pelo empresário Paulo Roberto de Andrade deixando R$ 2,5 bilhões em dívidas e enganando mais de 30 mil pessoas. E mais recentemente a empresa Telexfree, que começou a ser investigada em junho de 2013. Poucos meses depois (em setembro/13) o Ministério Público Federal afirmou que a BBOM também fazia parte de um esquema de pirâmide financeira, apesar de que o produto que sustenta o negócio das empresas é um rastreador de veículo. Mas o negócio da BBOM (dentre outras coisas) foi bloqueado devido a operações interligadas com a TelexFree, de acordo com o Ministério Público.

Aqui em Minas mesmo tivemos o caso do "Madoff mineiro", o Thales Maioline. Ele foi acusado de ter operado esquema de pirâmide financeira e causar prejuízo de R$ 100 milhões a cerca de 2 mil investidores. Nada grande, né!? (acesse o link no jornal Estado de Minas).

AS CARACTERÍSTICAS DO ESQUEMA FARAÓ


Mas como diferenciar um esquema faraó de um legítimo marketing multinível?

A característica distintiva de um esquema de pirâmide financeira e um negócio de marketing multinível é que O PRODUTO VENDIDO TEM POUCO OU NENHUM VALOR INTRÍNSECO ou É VENDIDO POR UM PREÇO FORA DA REALIDADE DO SEU VALOR DE MERCADO. Os produtos podem ser baratinhos: brochuras, DVD's ou sistemas que pouco explicam ao comprador como convidar novos membros, ou a compra de listas de nomes e endereços de possíveis candidatos. Ou mesmo eles podem chegar a centenas ou milhares de reais. Uma versão comum na internet envolve a venda de documentos intitulados “How to make $1 million on the Internet” (“Como ganhar US$ 1 milhão na Internet”) e coisas do gênero. Outro exemplo é um produto (como um modem dial-up que pretensamente usa alta velocidade e/ou Voip), vendido por um valor acima do preço médio de mercado para produto igual ou similar, em qualquer parte. O resultado é que somente uma pessoa envolvida com o esquema seria capaz de comprá-lo e O ÚNICO MODO DE FAZER DINHEIRO É RECRUTAR MAIS E MAIS PESSOAS, que também pagarão mais do que deveriam. Este valor adicional pago é então usado para embasar o esquema da pirâmide. Efetivamente, o esquema é bancado muito mais pelas compras superfaturadas dos novos associados do que pela "taxa de adesão" inicial.

Os principais pontos que caracterizam uma pirâmide financeira incluem:


1. Vendas efetuadas num tom exagerado (e algumas vezes incluem brindes e promoções);
2. Pouca ou nenhuma informação dada sobre a empresa (a menos que se queira comprar os produtos e tornar-se um participante);
3. Promessas vagamente enunciadas sobre rendimentos potencialmente ilimitados;
4. NENHUM PRODUTO REAL ou um PRODUTO QUE É VENDIDO POR UM PREÇO RIDICULAMENTE ACIMA DO SEU REAL VALOR DE MERCADO. A descrição do produto feita pela empresa é bastante vaga;
5. UM FLUXO DE RENDA QUE DEPENDE PRIORITARIAMENTE da comissão recebida pelo RECRUTAMENTO DE NOVOS ASSOCIADOS OU PRODUTOS ADQUIRIDOS PARA USO PRÓPRIO, em vez de vendas para consumidores que não são participantes do esquema.
6. A tendência de que só os inventores/primeiros associados tenham alguma renda real;
7. Garantias de que é perfeitamente legal participar.

Vou repassar os pontos acima, mas agora sobre o que caracteriza um marketing multinível real:

1. São realizadas vendas, como em qualquer outro negócio comercial, mas a venda do produto e de seus benefícios, sem exageros;
2. As informações da empresa têm que estar disponíveis para o público em geral: quem quiser ver de perto, quem quiser verificar como funciona está convidado a conhecer, e sem pagar nada por isso. Não é necessário se associar para entender como funciona o negócio;
3. Não se PROMETE absolutamente nada, ainda mais com rendimentos elevados. É possível alcança-los? Sim, é. Porém, antes de receber qualquer coisa deve-se lembrar que existe MUITO TRABALHO por trás desses rendimentos – meses, anos de construção de mercado;
4. O produto tem que ser a GARANTIA REAL do negócio. Um bom marketing multinível trabalha com produtos reais, em que o comissionamento das pessoas (sejam comissionamento pela venda ou pelo trabalho da equipe) só acontece quando o produto é FATURADO, sai do ESTOQUE DA EMPRESA E VAI PARA O CLIENTE. Além disso, deve ter valor similar ao que se encontra no mercado tradicional com produtos similares (um ou outro, claro, dependendo da estratégia da empresa, pode ter um preço diferenciado – muitas vezes menor –, mas isso porque tal produto deve ser o mais demandado, consequentemente acaba-se diminuindo seus custos de produção e seu preço também tende a cair). A descrição dos produtos deve ser bastante clara;
5. O fluxo de renda em marketing multinível DEVE VIR PRIORITARIAMENTE da venda de novos produtos a CONSUMIDORES QUE NÃO SÃO CADASTRADOS NA EMPRESA para realizar o negócio. É venda direta, para consumidor final. Pode existir consumo de produtos para uso próprio, dos próprios associados? Pode, mas eles não representam “o grosso” das receitas da empresa;
6. TODOS podem fazer dinheiro no marketing multinível desde que TRABALHEM para isso. TODOS podem criar equipes de trabalho com o foco de alcançar um mercado cada vez mais crescente, desde que TRABALHEM para isso;
7. Não há necessidade de ficar enfatizando o tempo todo que o negócio é legal. Se é legal para que uma pessoa vai ficar reforçando isso a todo momento, concorda?

Sendo até prolixo: a principal distinção entre as pirâmides e negócios legítimos de MMN é que no segundo caso, uma renda palpável pode ser obtida somente das vendas de produtos ou serviços associados aos consumidores que não estão associados ao negócio. Embora alguns destes negócios de MMN também ofereçam comissões pelo recrutamento de novos membros, isto não é essencial para a operação bem-sucedida do negócio por qualquer membro individual. 

O Marketing Multinível (MMN) funciona recrutando pessoas para vender, divulgar ou consumir um produto. Recebe comissão em forma de bônus quem recruta pessoas para vender ou representar seus produtos, como seus "downlines" (ou "parceiros de negócio"). Pode ser exigido dos novos associados que paguem pelo treinamento/material de propaganda, ou que comprem uma grande quantidade dos produtos para o sistema que irão vender. Um teste de legalidade utilizado é verificar se o MMN ou empresa em questão obtém pelo menos 70% de sua renda de VENDAS A VAREJO PARA NÃO-MEMBROS.

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA


No Brasil, a lei n. 1.521, de 26 de dezembro de 1951, que trata dos crimes contra a economia popular, dispõe em seu art. 2º, inciso IX, que constitui crime contra a economia popular, punível com 6 meses a 2 anos de detenção, “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes)”.

***

Para concluir: uma das coisas mais importantes é sempre desconfiar de qualquer oferta de dinheiro fácil e sem risco. A primeira pergunta que devemos fazer a nós mesmos é a seguinte: será que compraríamos aquele produto ou serviço por aquele preço se não fizéssemos parte do negócio? Se você e nem as pessoas a sua volta se interessam pelo produto ou pelo serviço nesse preço, é um forte sinal que é apenas uma fachada para um esquema faraó.

10 de agosto de 2014

Dress Code Empresarial

Como o próprio nome diz, quando fazemos a tradução do Inglês para o Português, dress code quer dizer código do vestir, através do qual a pessoa se comunica de maneira adequada e eficiente no seu ambiente de trabalho, criando confiabilidade e credibilidade.


Cada empresa, cada atividade definirá o seu código do vestir no trabalho. Não se pode querer ou exigir, que um trabalhador do mercado financeiro, vista-se da mesma maneira que um engenheiro de obras, e vice-versa, logo, há de se usar o bom senso sempre.

Porém, existem regras básicas e simples que devem ser utilizadas de modo que o ambiente de trabalho possa ser o mais harmônico possível. Existe uma observação a se fazer:  no ambiente profissional, o que está em jogo, em primeiro lugar, é a competência e a eficiência da empresa.

Cada funcionário é uma parte fundamental desta engrenagem, mas não deve querer chamar atenção para si próprio e sim criar uma imagem coerente com a empresa e ao cargo que ocupa, reforçando o sentido de equipe, a fim de que o grupo, a empresa prevaleça. 

Mulheres, principalmente, que se vestem sensualmente para trabalhar mostram que não são competentes, pois utilizam-se de tributos não muito adequados.

Há de se ter em mente que na Europa e nos Estados Unidos o ambiente profissional é muito mais rígido que no Brasil, por exemplo. 

Aí vão algumas regrinhas que devem ser seguidas para que você cause sempre uma boa impressão e esteja adequado ao seu trabalho:

É fortemente recomendável não usar:
- sapatos muito abertos, que deixam os pés à mostra;
- chinelos, tanto masculinos, quanto femininos,
- bermudas, shorts;
- roupas que deixem muita pele à mostra (regatas, decotes profundos e mini saia);
- transparências;
- excesso ou falta de maquiagem para as mulheres;
- barriga de fora, para ambos os sexos;
- a exposição de peças íntimas (alças do sutiã, cuecas e calcinhas);
- excesso de brilho;
- jeans rasgado ou desbotado, com cós muito baixo que mostra partes íntimas do corpo (o famoso “cofrinho”);
- camiseta de time de futebol, ou com dizeres de mau gosto;
- perfumes fortes;
- excesso de bijuterias (evitar as que fazem barulho).

Bom, caros leitores, tenho certeza que seguindo estas regrinhas básicas do código do vestir no trabalho, você não fará feio em lugar nenhum do mundo. O resto é bom senso e procurar saber um pouco da cultura e como as coisas funcionam na empresa que você trabalha.

Boa sorte!

Andrea Fraguas é graduada em Consultoria de Imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology Nova York/EUA) e tem formação em Consultoria de Imagem pelo SENAC/Belo Horizonte. Acesse seu blog Tips e Tricks para mais informações.

21 de julho de 2014

Como definir aquilo que realmente importa para você

Nós desejamos muitas coisas. Mas é fato que nem todas elas poderão se tornar realidade. Com o intuito de fazer as coisas acontecerem, tornar-se produtivo objetivando alcançar um senso de propósito e felicidade na vida, devemos usar nosso poder de foco usando o tempo nas questões que realmente importam do que aquelas que não trarão resultado algum (ou nenhum).

George Kinder é um Planejador Financeiro Certificado (CFP) que divide sua vida atendendo clientes entre o Massachusetts e o Havaí; assim como meu trabalho, o dele não se baseia somente no que tange ao aspecto financeiro: ele vai além - no início de qualquer trabalho com um cliente, ele trata de conduzir a pessoa a responder 3 perguntas que revelarão as metas e os valores (pessoais) envolvidos, as coisas que realmente trazem significado e propósito na vida dessas pessoas. Kinder apresenta essas perguntas em seu livro The Seven Stages of Money Maturity:


  1. Imagine que você é financeiramente independente. Você tem dinheiro suficiente para suas necessidades atuais e futuras. Como você gostaria de viver sua vida? Você mudaria alguma coisa? Esqueça o dinheiro por agora -você é independente!- e descreva seus sonhos. O que você faria se dinheiro não fosse o objetivo?
  2. Agora, imagine que você vá à um médico e ele te diz que você tem de 5 a 10 anos restantes de vida. você nunca se sentiu mal, mas agora tem um "prazo" com relação à sua vida. O que você fará com o tempo que te resta? Você mudará sua vida? Como você a mudará?
  3. Agora, imagine que seu médico te dá uma notícia chocante: você só tem 24 horas de vida. Nada pode ser feito. Nesse exato momento, amanhã, você estará morto. Que sentimentos aparecem quando você confronta a sua mortalidade? O que você perdeu? Quem você não conseguiu se tornar? O que você não conseguiu fazer?

Responder à primeira pergunta é relativamente fácil, afinal, existem muitas coisas a serem feitas se dinheiro não é o objetivo. Agora, quando as perguntas progridem, elas se tornam mais difíceis de serem respondidas. É por isso que, além planejamento financeiro deve fazer parte de algo maior: um planejamento de sua vida.

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1 de julho de 2014

Etiqueta Feminina Para A Copa

Nem precisa comentar como a Copa do Mundo de Futebol mobiliza nosso país, ainda mais sendo no Brasil. Com certeza é um momento de muita alegria, onde povos de todo o mundo encontram-se através do esporte. Apesar de toda as falcatruas, atrasos e tudo mais, a festa corre num clima de festa e paz.

Mas é nessa hora, que nós, mulheres, eu diria em termos de maioria, amamos o futebol, mas não somos lá muito entendidas, claro que as coisas estão mudando. Por isso mesmo tenho algumas dicas para que você seja um torcedora bem educada, e escrevi algumas dicas que devem ser observadas.

Quanto à maquiagens, esmaltes, cabelos e roupas, o verde e amarelo ficam liberados, até no excesso, pois é uma demostração de patriotismo, porém fique atenta:
  • Não exceder nos decotes, barras e transparências.
  • Cuidado com as palavras chulas e palavrões.
  • Não exagerar na sensualidade.
  • Se você não entende nada de futebol, só sabe quando é gol, não dê palpites.
  • Não peça explicações sobre futebol na hora do jogo.
  • Cuidado com o excesso de bebidas (serve para os homens também).
  • Evite brigas por causa de futebol.
  • Não converse sobre moda, cabelos, maquiagem ou qualquer outro assunto na hora do jogo, ninguém quer saber.
  • Respeite o cônjuge ou parceiro alheios (para ambos os sexos).

Enfim, que seja um período de muitas alegrias e união entre amigos.
Deixo em aberto para que vocês, torcedores e torcedoras, me ajudem, dando sua opinião, se eu esqueci de algo, favor mande suas idéias.

Boa Copa!!!


Andrea Fraguas é graduada em Consultoria de Imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology Nova York/EUA) e tem formação em Consultoria de Imagem pelo SENAC/Belo Horizonte. Acesse seu blog Tips e Tricks para mais informações.

10 de junho de 2014

Quer gastar menos? Carregue notas grandes!

Um estudo de 2009, apresentado por Priya Raghubir e Joydeep Srivastava e publicado no Journal of Consumer Research, mostrou que o “efeito valor nominal” faz com que fiquemos menos propensos a gastar dinheiro quando estamos em posse de notas com alto valor (R$ 50,00, por exemplo) e ficamos bem mais propensos a gastar quando o dinheiro está em forma de notas de menor valor (R$ 5,00 ou R$ 2,00).

“The results suggest that the denomination effect occurs because large denominations are psychologically less fungible than smaller ones, allowing them to be used as a strategic device to control and regulate spending.”
Em tradução livre: “os resultados sugerem que o efeito valor nominal ocorre porque grandes valores monetários são psicologicamente menos fungíveis (ou difíceis de serem gastos) do que os pequenos valores monetários, permitindo ser utilizado como um dispositivo estratégico para controlar e regular os gastos”

Resumindo: as pessoas têm barreiras psicológicas quando têm que usar notas com valor nominal elevado (R$ 50,00 ou mesmo R$ 100,00). Você já deve ter experimentado uma “dorzinha” quando gastou aquela notinha azul, com a imagem de uma garoupa (é, aquele peixe na nota de cem reais é uma garoupa!), ou então teve que gastar alguma onça... estou errado? Pois bem, essa sensação desconfortável é chamada de “dor do pagamento”, quando gastar dinheiro traz uma sensação ruim, psicologicamente falando.


Os autores do estudo concluíram que algumas pessoas escolhem intencionalmente receber dinheiro em cédulas de alto valor nominal exatamente com o intuito de não gastarem ou, pelo menos, dificultarem tal decisão. As pessoas consideradas poupadoras (em inglês “tightwads”, que na verdade traz a ideia de “pão-duro” [risos]) preferem notas com valor nominal elevado quando precisam se autocontrolar e notas com valor nominal mais baixo quando esse autocontrole não é tão exigindo. As pessoas consideradas gastadoras (ou, em inglês, “spendthrifts”) não têm uma preferência específica.

“Tightwads may be tightwads because they fear spending even though they are aware that they spend less than they would like to, and spendthrifts may be spendthrifts because they do not fear spending even though they are aware that they spend more than they would like to.”
Em tradução livre: “poupadores podem ser poupadores porque têm medo de gastar mesmo se são conscientes de que gastam menos do que gostariam, e gastadores podem ser gastadores porque não sentem medo de gastar mesmo estando conscientes de que gastam mais do que gostariam”.

É interessante os efeitos que tal coisa pode causar em nossas vidas. Eu adotei várias pequenas práticas psicológicas que me fazem manter a atenção na importância de cuidar bem e saber usar bem o dinheiro que faço. Vou citar duas:
  • A primeira foi justamente a impressão que você teve ao ler “o dinheiro que faço”: não, não tenho máquina de impressão de dinheiro, mas essa forma de falar – “fazer dinheiro” ao invés de “ganhar dinheiro” – é uma das práticas psicológicas que utilizo em meu dia a dia para moldar a minha linguagem e meu pensamento.
  • A segunda é que mantenho comigo uma 'nota-escoteira': uma cédula de cem reais (de verdade, nada de cópia) na carteira para me lembrar constantemente de meus objetivos, para me lembrar se aquele gasto que estou realizando tem sentido, se posso realiza-lo ou não.


Sim, são coisas pequenas, mas que fazem muita diferença ao longo do tempo.

E você? Quais são as suas estratégias psicológicas para gastar menos dinheiro?


1 de junho de 2014

Leve a Lista às Compras

Geralmente formulamos uma lista de compras quando vamos ao supermercado comprar alimentos ou material de limpeza, mas, quase nunca criamos uma lista quando vamos comprar roupas, e aí podemos cometer grandes erros. Saímos em descontrole achando tudo que vemos nas vitrines lindo e maravilhoso. Mas será que tudo que está exposto nas lojas fica bem em você? Será que precisa de mais uma bolsa? E o seu orçamento suporta mais um gasto?

Pois é, quando saímos às compras temos que levar em consideração muitos aspectos. Na realidade, deveríamos comprar roupas somente duas vezes ao ano, que seria na mudança de estação e em ocasiões especiais, como por exemplo, uma festa muito importante, caso você não tenha uma roupa adequada para o evento. Pois repetir roupa não é proibido, este é um grave defeito da nossa cultura, o que é bom e bonito deve ser repetido.

O que você deve levar em consideração para efetuar uma compra de roupas e acessórios acertada?

Primeiramente conhecendo-se. Eu não canso de repetir: o auto conhecimento é uma ferramenta capaz de nos levar a viver uma vida plena e feliz. No caso de moda, o que seria muito importante saber para acertar na hora de adquirir peças para seu guarda-roupa?

1- As cores que mais harmonizam com sua coloração pessoal.

2- Formato de corpo, para que você compre as peças que vestem melhor em você.

3- Estilo de vida.

4- Objetivos sejam eles profissionais ou pessoais.

5- Qualidade do que está se comprando.

6- Número possível de vezes que você vestirá a peça.

7- Orçamento.

8- Se a nova peça que será adquirida combina com pelo menos duas ou três outras já existentes no seu guarda-roupa.

9- Criar um capsule wardrobe, que seria um guarda-roupa básico, que proporciona uma grande variedade de looks utilizando peças básicas e de qualidade.

Veja algumas peças versáteis e básicas que não podem faltar no seu guarda-roupa.

As peças básicas femininas são:
  • calça preta
  • camisa branca
  • leggings preto
  • camiseta branca
  • vestido preto básico
  • sapatilha tipo bailarina
  • cardigan preto
  • scarpin clássico
  • jeans escuro

Elas podem alterar conforme o estilo de vida e até mesmo profissão.

Obs.:  Mais abaixo temos a lista para os homens.









As peças básicas do guarda-roupa masculino são:

  • terno em cor neutra (cinza, preto ou marinho)
  • gravata
  • camisa social
  • blazer
  • calça em sarja
  • jeans
  • camisa pólo
  • camiseta básica em cores neutras
  • suéter
  • sapato social
  • tênis ou sapatênis










Pois é, antes de sair às compras no shopping, não se esqueça de levar sua lista de compras levando em consideração nossas dicas, assim você fica elegante, sem estourar seu orçamento.

Fotos: Blog Tudo Para Homens, Estilo Knit

Andrea Fraguas é graduada em Consultoria de Imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology Nova York/EUA) e tem formação em Consultoria de Imagem pelo SENAC/Belo Horizonte. Acesse seu blog Tips e Tricks para mais informações.

25 de maio de 2014

Sim, Você Também Pode Ser Um Milionário(a)!

Esse texto foi originalmente publicado em Tips&Tricks.



Muita gente acredita que atingir o glamouroso status de “milionário”, a marca mínima de um milhão de reais em patrimônio, é algo impossível ou, pelo menos, muito difícil. A maioria, na verdade, acredita que esse objetivo só vem ou com uma herança milionária de algum parente distante ou quando a “deusa da Boa Sorte” sorri para essas pessoas apresentando as 6 dezenas mágicas da Mega-Sena. Sim, pode acontecer: mas a probabilidade de você ser sorteado na Mega-Sena são de mais de 50.000.000 contra 1.

Mesmo diante das dificuldades, muitas pessoas se tornam milionárias pelas vias “tradicionais”: trabalho, economia e investimentos. Mas, além da parte prática, aqueles que enriqueceram por esse caminho compartilham de certas opiniões, comportamentos e mentalidade que os conduziram até esse patamar afortunado.

A Business Insider reuniu os 11 passos para a riqueza e eu coloco as minhas impressões sobre cada um deles. Confira:

1. Gastar menos do que se ganha: regra básica das finanças pessoais. Quem é rico sabe o valor do dinheiro e vive abaixo os seus recebimentos. Mas, além disso, é fundamental que criemos esse hábito, pois a nossa mente trabalha com uma lei importante: a lei da proporcionalidade. Se alguém recebe R$ 1.000,00 e gasta R$ 1.200,00 (ou seja, 20% a mais), quando vier a receber mais (seja por uma promoção, por sorte ou o que for), a mente vai respeitar essa proporção: caso receba aumento de salário para R$ 2.000,00, é bem provável que o problema não se resolva – pelo contrário, aumente! A pessoa tende, depois de poucos meses após a promoção, a gastar 20% a mais: R$ 2.400,00. Viva com menos do que você ganha!

2. A paciência é uma virtude: a menos que a sorte lhe sorria, você não ficará milionário do dia para a noite – tem um longo caminho a ser percorrido. Poupança e investimentos são palavras de ordem! Além do mais, a paciência (entenda “tempo”) faz com que a Lei do Acúmulo se manifeste em sua vida e crie uma massa de juros compostos a seu favor.

3. Sem cartões de crédito: alguns milionários adotam a postura de não usar o cartão de crédito, especialmente para parcelar compras. A mentalidade aqui é clara: se você não tem dinheiro para comprar à vista não se deve dar ao luxo de comprometer parte da renda futura com dívidas. Lógico que existem benefícios para se comprar no cartão de crédito (acúmulo de milhas aéreas, por exemplo), se tiver o dinheiro à vista para adquirir um bem e houver a possibilidade de parcelar, pode-se aplicar o dinheiro ganhando um jurinhos – mas é preferível evitar: é muito tentador usar o limite para a compra de coisas desnecessárias.

4. O dinheiro não compra felicidade: Alguns diriam “dinheiro não compra, mas manda buscar”! Brincadeiras à parte, o dinheiro é meio não um fim. A felicidade pode vir com o bom uso do dinheiro, especialmente no gasto com experiências – não em coisas. As coisas que compramos, com o uso, vão perdendo aquela sensação de novidade; a experiência não: ela marca e, mesmo se for repetida, nunca é igual!

5. Sem dívidas: dívida não combina com investimento. E se o objetivo é enriquecer, você vai ter que investir. Lógico que existem dívidas consideradas “boas”, aquelas que nos ajudam a adquirir bens de alto valor (como a casa própria ou um carro), mas a maioria das dívidas que assumimos ao longo da vida tendem mais a prejudicar do que ajudar. Então, de preferência, sem dívidas.

6. “Trabalhe para viver”, NÃO “viva para trabalhar”: ter mais de uma ocupação, esforçar-se para conseguir uma promoção pode aumentar sua conta bancária, mas também provavelmente ocupará mais seu tempo. Talvez seja importante e interessante fazer isso por um período, mas defina como uma fase e determine um limite para tal esforço, se puder. Isso porque trabalhando você pode ganhar mais, mas certamente é interessante usufruir dos frutos de seu trabalho em algum momento.

7. O dinheiro é como uma criança, incapaz de ser gerido sozinho: uma criança de cinco anos não tem discernimento algum! Ainda não sabe muito bem sobre o que é certo ou errado, então tem de estar na companhia e supervisão dos pais, de uma babá ou de algum responsável. Seu dinheiro também é assim, uma eterna criança: se não souber administrá-lo ou entregar para alguém que saiba geri-lo bem, ele vai ser gasto mais rápido do que como foi ganho.

8. Ame o que você faz. Sim, é possível ganhar dinheiro trabalhando naquilo que você não gosta, às vezes até muito dinheiro. Mas tão ou mais importante que o destino é o caminho. A estrada para a riqueza pode ser longa e se for, é importante que você curta o processo.

9. Planejamento: diagnosticar, acompanhar, corrigir, planejar, corrigir, avaliar, corrigir, planejar... nenhum milionário, exceto aqueles que tiveram sorte, chegou lá sem um planejamento financeiro. Você tem que definir bem suas metas e objetivos e acompanha-los ao longo de todo processo, fazendo os ajustes necessários: afinal, o futuro é imprevisível!

10. É errando que se aprende: não existe execução perfeita. Vez ou outra você pode até acertar exatamente aquilo que definiu ou previu, mas é impossível fazer isso sempre. Mesmo que erros financeiros aconteçam, é importante continuar continuando e, no processo, aprender a compensá-los com trabalho e experiência.

11. O tempo é aliado dos jovens. O tempo é um dos fatores de maior peso (senão o maior) quando se trata do mundo dos investimentos. Tempo aliado ao dinheiro e à uma taxa de juros (mesmo que modesta) pode fazer com que pequenos aportes virem uma grande fortuna. Mas se você puder dar uma ajudinha com contribuições maiores, sua liberdade financeira pode chegar mais cedo!

Então fica a pergunta: quando é que você vai começar a construir a sua fortuna?

Grande abraço e até a próxima!

1 de maio de 2014

A origem do Programa MIDAS

Essa história remonta há alguns anos, quando comecei a trabalhar com finanças pessoais e, portanto, mistura-se à minha história profissional.

Assim que a Criterion começou sua trajetória em janeiro de 2011 eu já tinha ideia do que gostaria de desenvolver quando o assunto era educação financeira: mas não imaginava que obtivesse tamanho resultado. No início desenvolvi um curso; um grande curso ainda impregnado com certos pensamentos e ideias das corretoras. Tomei opinião de um amigo que é professor universitário, coaching e consultor organizacional, Júlio César Vasconcelos, e ele me fez uma simples pergunta: "em quanto tempo você imagina passar tudo isso?". Ingenuamente respondi: "acho que em umas 12 horas". Pela expressão de seu rosto vi que parecia... ahn... meio impossível em 12 horas...

Naquele mesmo dia ele me apresentou uma plataforma de apresentações diferente que, a meu ver, é muito mais espetacular que o tradicional (mas também cheio de recursos) PowerPoint: o PREZI aconteceu em minha vida. Comecei a debulhar essa plataforma, a entender seu funcionamento. Em poucos dias já conseguia fazer alguma apresentações básicas, mas bem mais impressionantes que o PowerPoint (e olha que fui chamado de "o mago do PowerPoint" [risos]).

Repensei o curso e o parti em pedaços. Pensei na ideia de uma árvore:
  • as raízes tratariam da base das finanças pessoais
  • um balde de adubo trataria sobre a solução de dívidas
  • o tronco sobre investimentos em renda fixa
  • a copa da árvore sobre renda variável.


Uma boa progressão dos assuntos.


Fiz a primeira parte. Ficou imensa; porém já começava a tomar forma diante de uma nova proposta: relacionar finanças pessoais com comportamento. Naquela época eu tinha começado a estudar programação neuroliguística - era um iniciante. A primeira parte ficou recheada de assuntos relacionados à PNL, mas sem uma abordagem financeira... ainda não estava a cara que eu queria dar...

Daí fui conhecendo novos profissionais em finanças pessoais pelo Brasil afora: Conrado Navarro, Bernadette Vilhena, Ricardo Pereira, Adriana Rodopoulos, do Dinheirama; professor Elisson de Andrade [fiz um curso básico de finanças pessoais e lá pude ter acesso e desenvolver uma planilha de controle de fluxo de caixa fantástica: na época da corretora, também fui chamado de "o mago do Excel" e, com isso, desenvolvi novas funcionalidades com base na planilha do professor Elisson]; Rodrigo Leone, da GestorFP, da qual hoje sou representante da consultoria aqui em Belo Horizonte/MG; o coaching e consultor Jaques Diskin; Henrique Carvalho, do HC Investimentos; professor André Massaro; Rafael Seabra, do Quero Ficar Rico; professor Mauro Calil; Seiiti Arata, dentre vários projetos, o conheci no A Classe Alta; enfim, uma "galerinha da pesada" tratando-se de finanças pessoais e investimentos.

Todo esse contato fez com que novas ideias borbulhassem. A ideia da árvore começava a ser superada; não queria mais dar o nome de "curso" e sim "oficina" - ou seja, criar algo para ter interação, para ver, para ouvir, para fazer/sentir: PNL começava a permear todo processo. Nasceram as siglas e os nomes das oficinas:

BASIC: Formação Financeira Básica
DEBTS: Universo das Dívidas
FIRST: Começando a investir de verdade!
ALLOC: A estratégia de Alocação de Ativos (inspirado no excelente e-book do Henrique Carvalho, Alocação de Ativos)
STOCK: Investindo em ações valiosas


Mãos à obra!

Ano passado (2013) comecei desenvolvendo BASIC. Já tinha o material do curso anterior e comecei a formatar melhor as ideias, a configurar melhor a maneira como todo processo se desenvolveria. Mas, por falta de foco e por puro perfeccionismo, demorei muito tempo para concluir o material impresso dessa oficina: o trabalho começou a ficar desgastante. Fui desenvolvendo as coisas em modo tartaruga, bem devagar...

Até que...

Em algum dia do mês de outubro, navegando pelo Facebook eu vi uma propaganda de um curso que se chamava Despertamento Mental. Assisti um vídeo falando um pouco sobre esse curso, com um tal de Mauro Pennafort. Gostei do conteúdo, da abordagem, dos temas que seriam tratados - parecia que tinha PNL no meio...

Desde muito novo fui dono dos meus pensamentos: meu pai sempre me presenteou com livros que provocam boas influências em nossas mentes - fui "magnetizado" pelas filosofias de "Os Segredos da Mente Milionária" (T. Harv Eker) e "Quem Pensa Enriquece" (Napoleon Hill). Inclusive recomendo muito o estudo dos dois livros. Não querendo ser prepotente, mas hoje eu sei bastante como as duas filosofias práticas funcionam e coloco em prática. Só para se ter ideia, eu devo ter lido cada livro cerca de 40 a 50 vezes... mas ser dono dos seus pensamentos não é o suficiente. Nós, seres humanos, não somos seres completamente racionais: na maioria das vezes somos MUITO emocionais. Mas será que é possível aprender a ser dono das próprias emoções? Sim, é. E foi isso que eu aprendi Nas últimas 6 semanas de 2013: a administrar, da maneira que bem entender, as minhas próprias emoções. Geralmente, o Mauro ministra esse curso nas últimas 6 semanas do ano com o propósito de dar condições da pessoa mudar completamente a vida dela no ano seguinte: a época é proposital. Portanto (até onde sei) o curso não está disponível, mas quem quiser se inscrever na lista para ter informações sobre, é só acessa o link: Despertamento - Inteligência Emocional.

Aprendi tanta coisa interessante, tanta coisa forte, profunda e intensa que me provocou a voltar, a enfiar a cara em meus projetos. Dentro do curso é ensinado a tecnologia da mente de Obtenção de Resultados, a técnica da Inevitabilidade (vão ficar curiosos, não vou descrevê-la aqui [risos]). Durante o curso de Despertamento (hoje chama-se "Gestão Emocional Prática") vários insights aconteceram. Um deles veio em forma de sonho. Não sou muito bom em lembrar meus sonhos, mas lembro que antes de acordar em algum dia no final de 2013 só tinha um nome na cabeça: MIDAS. E esse nome se relacionava com as oficinas que estava desenvolvendo.

Daí, ficaram assim:

MONEY: Formação Financeira Básica (A base das finanças pessoais)
INVST: Começando a investir de verdade! (Princípios de investimento e Renda Fixa)
DEBTS: Universo das Dívidas (Aprenda, entenda e soluciona - para sempre!)
ALLOC: Invista e viva melhor! (A estratégia de Alocação de Ativos)
STOCK: Investindo em ações valiosas (Método de seleção de ações)

Definir o nome é bonitinho, mas tinha muita coisa a ser feita. MONEY estava praticamente pronta e meio abandonada, apesar de que todo conteúdo estava bem estruturado. INVST tinha que ser desenvolvida; assim como DEBTS, ALLOC e STOCK. Muito trabalho...

Fiz mais um curso, já em 2014, com o Mauro Pennafort, que, no início do ano, aceitou ser meu mentor. Nas palavras dele "sou um de seus Padawans" [risos]. O curso era sobre planejamento anual. Nunca tinha feito algo do tipo. Sete dias, várias áreas a serem trabalhadas. Deveria ter feito o curso no início do ano, mas só fui fazê-lo, de fato, na 12ª semana do ano, início de março. Alguns vão achar "poxa... tanto tempo assim e foi fazer o planejamento depois de quase 3 meses?". Sim, foi. E, de verdade, antes tarde do que nunca. O resultado está demonstrado nesse texto imenso. Nesse curso trabalharam-se as áreas: Pessoal (ou "VOCE 2.0" - saúde física, mental, desenvolvimento pessoal), Profissional 2.0, Familiar 2.0, Contribuição 2.0 (ou Espiritual 2.0, tanto faz), Financeiro 2.0, fechando com um planejamento Global que juntou todas as partes. Vários tapas na cara... muita coisa não tinha consciência, muitas coisas estava deixando de lado. Tudo organizado (também montei uma ferramenta para acompanhar todo o desenvolvimento do trabalho), todos os planos desenvolvidos com base na tecnologia da Inevitabilidade, todos os objetivos definidos, as principais ações delineadas e agendadas. Tudo pronto! O que fazer agora? EXECUÇÃO!

Enfiei a cara e, durante as 6-7 semanas seguintes com o apoio de uma pessoa muito especial, desenvolvi por completo as três primeiras oficinas do Programa MIDAS: MONEY, INVST e DEBTS. Durante 2014 (devo começar em julho) vou desenvolver ALLOC e STOCK. E vai ser mais ou menos nos moldes do que vocês, agora, podem apreciar (e, se quiserem, contratar ^.^).

Nesse momento, oficialmente, lanço o




   

Nos vídeos a seguir, vocês podem contemplar as oficinas MONEY, INVST e DEBTS. Vale ressaltar que são 4 "capítulos" cada uma, sendo que cada um deles duram cerca de 3h e isso tem um motivo: os seres humanos não consegue manter sua atenção em determinado assunto por muito tempo. Para assimilar melhor as informações é necessário espaçar os conteúdos. Escolhi dessa maneira.


MONEY

Formação Financeira Básica

A base das Finanças Pessoais


1-A construção de novos paradigmas nas Finanças Pessoais
2-Moldando Hábitos e Comportamentos
3-Administração Financeira Básica
4-Do inferno (das dívidas) ao paraíso (dos investimentos)

 


INVST

Começando a investir de verdade!

Princípios de investimento e Renda Fixa


1-Construindo o seu Primeiro Investimento
2-Entendendo as Bases do Mundo Financeiro
3-Qual o tamanho do seu Apetite?
4-Além da Caderneta de Poupança: o Tesouro Direto




DEBTS

Universo das Dívidas

Aprenda, entenda e solucione - para sempre!


1-Superando seus Obstáculos Emocionais
2-Sua NOVA Mentalidade Financeira
3-Entendendo o Mundo das Dívidas
4-Saindo do Ciclo do Endividamento




Como todo trabalho, tudo pode ser aperfeiçoado e essas oficinas, ao longo do tempo, certamente serão. Porém, uma coisa é certa: estão prontas para mudar completamente a vida de quem participar delas. Todas têm atividades, vídeos, apresentação prática de conceitos-chave, algumas "competições" saudáveis: todo um ambiente lúdico-interativo foi pensado procurando proporcionar aos participantes um real aprendizado, mesmo em assuntos mais técnicos, como é o caso dos investimentos.

E podem esperar: esse é só o começo! Já surgiram ideias para fazer com que essas oficinas se tornem online, podendo abranger mais pessoas; já me deram a ideia de traduzir todo o conteúdo para o inglês... então é só o começo!

Grande abraço e até a próxima!

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11 de abril de 2014

A ÚLTIMA solução: A proteção do Guardião

Chegamos ao último post dessa super série sobre obstáculos emocionais. Vimos vários conceitos e foi oferecido vários exercícios de tomada de consciência não só para sua vida financeira, para todos os aspectos dela! Falamos sobre 5 obstáculos emocionais que te impedem de conseguir resultados. Se ainda não conferiu seguem os links:


Além disso, nos dois últimos posts falamos sobre como resolver quatro desses obstáculos:

Solucionando seus MEDOS para sempre! (em que tratamos do Refoco Positivo, como técnica para solucionar seus medos)
UMA solução para TRÊS obstáculos (Apresentamos a técnica da Conversa Interna Dirigida que resolve as crenças de luta, as histórias pessoais e as metáforas pessoais)


O segundo obstáculo trazido à luz da consciência foi o Guardião. Entenda uma coisa: o Guardião sempre esteve ao seu lado; o Guardião quer o seu bem. O Guardião quer evitar que você sofra uma mudança brusca e perca coisas em sua vida porque a zona de conforto é ruim, mas é um ruim conhecido. “Eu ganho mal, mas se eu pedir demissão posso ficar sem emprego”: isso é um ruim conhecido. O Guardião quer te manter naquele ruim conhecido porque ele sabe que se você sair dali você pode sofrer mais. Você já sabe tudo o que a zona de conforto pode te dar.

Porém, surge uma pergunta: se o Guardião está do seu lado, porque ele te impede de sair dessa zona de conforto? Porque ele ainda não entendeu bem a questão.

Qual é a verdadeira intenção do Guardião?

Você já se convenceu de alguma coisa? Às vezes você conversou com alguma pessoa sobre determinado assunto, mas, de pronto, acabou discordando. Depois você foi para casa, conversou com você mesmo e acabou se convencendo daquele ponto de vista, podendo até admitir para a outra pessoa que ela estava certa.

Como que você consegue se convencer de uma coisa se você é um só? Porque você não é um só: você tem partes. Uma parte de você convenceu a outra e todo mundo chegou à conclusão junto. Então é isso que você vai fazer com o Guardião: convencê-lo a estar do seu lado.

Mas como?

Primeiro você deve entender que a intenção dele é positiva, é boa. A intenção dele é te proteger, é cuidar de você. Não é uma parte ruim de você. Não é nada espiritual, não é espírito opressor, demônio: é uma parte de você. Não é uma parte que tem função de morte; o Guardião é uma parte de você que quer protege-lo da zona de desafio, uma região desconhecida.

O que ele precisa saber é que existem outras maneiras de te proteger. O Guardião pode te proteger de outras formas. A intenção dele não é te prejudicar, não é fazer você ficar arrogante no meio de uma palestra (“eu já sei isso”), não é fazer você ter sono: a intenção dele é te proteger, há outras maneiras positivas te proteger.

Para você sair da zona de conforto, você precisa criar uma base segura na zona de conforto para que possa se aventurar na zona de desafio: e isso é aos poucos. Não acontece “na marra”, de uma vez só.

Em algumas área de sua vida você vai conseguir sair de uma vez só: da zona de conforto para a zona de desafio; porém em outras você vai saindo aos poucos, estruturando bem essa base de segurança. Seja qual for sua forma (rápida ou devagar), não se julgue porque não conseguiu provocar uma mudança de um mundo para o outro: você tem um ritmo de reação que é só seu. Não tem certo ou errado. Não há necessidade dessa cobrança; não há necessidade desse sofrimento. Você pode sair da zona de conforto trazendo o Guardião para o seu lado: de forma segura, tranquila.

Qual a intenção real do seu Guardião? Ele quer te matar, ele quer te fazer infeliz? Com certeza não: a intenção real dele é te proteger. Que outras formas o seu Guardião pode usar para te proteger? Que outras maneiras o seu Guardião pode atuar para te proteger que não seja te mantendo paralisado? Você já descobriu como ele atua, ele usa esse método que você descreveu anteriormente. Que outras coisas ele poderia fazer?

Existem muitas maneiras diferentes de atingir a mesma intenção. Uma coisa boa é relaxar. É uma coisa que precisamos fazer, concorda? Que maneiras existem para relaxar? Uma delas é fumar um cigarro: as pessoas que fumam falam que fumar espairece a cabeça, relaxa. Outra maneira de relaxar é comer um prato de massa: você come aquele pratão, enche seu corpo de opiáceos e se sente relaxado. Frequentar a academia todos os dias de manhã, sentir aquelas endorfinas pelo seu corpo também é uma forma de relaxar. Praticar ioga é outra forma de relaxar. Então existem muitas formas de relaxar. Muitas vezes você tem uma intenção inicial de relaxar e muitas vezes você fuma para ter essa sensação: porém você poderia relaxar frequentando uma academia ou praticar ioga ou corrida.

A intenção de seu Guardião é proteger. Será que só dá para proteger impedindo de você de caminhar? Será que só dá para proteger te distraindo, te levando à multitarefa ou fazendo você ter desdém? Será que só dá para relaxar fumando? Será que só dá para te proteger fazendo você sentir sono?

Quais outras maneiras seu Guardião pode te proteger? É isso que seu Guardião precisa entender porque ele vai continuar insistindo, vai continuar te protegendo. O que você não quer é que ele te proteja te paralisando.

Quando você traz o Guardião para seu lado você fica imbatível: uma parte que antes estava te atrapalhando agora estará te ajudando. 


Pegue cada uma forma de atuação do Guardião e estude qual a Intenção Positiva por trás desse comportamento. Do que seu guardião está querendo te proteger? Quais ouras formas seu Guardião pode atingir a mesma intenção positiva sem que ele te paralise, sem que provoque sono, desdém, uma emoção forte, te distraia? Descreva essas novas formas de agir e convença o seu Guardião que aquela forma é melhor que qualquer ação paralisante. E, principalmente, implante essas mudanças aos poucos: seu Guardião é conservador – para que ele não te boicote é necessário criar uma base segura na zona de conforto e expandi-la aos poucos: fazer com que a zona de desafio se torne conhecida.

***

Como fiz nos outros dois posts, vou relatar um dos pontos que identifiquei com relação ao meu Guardião. Quando fiz o exercício, algumas formas de atuação se apresentaram. Mostro uma, que pode ser bastante comum entre vocês, leitores:

- às distrações: ficar olhando o Facebook 
INTENÇÃO POSITIVA: é tentar através da rede social compartilhar e ajudar as outras pessoas com meus conhecimentos e conselhos.
NOVA FORMA DE PROTEÇÃO e ATUAÇÃO: dar mais palestras e oficinas para suprir a mesma necessidade, além de ajudar as pessoas de forma personalizada trabalhando com coaching financeiro. 

São as soluções simples que atendem a mesma necessidade do Guardião e você tem que descobrir a Intenção Positiva dele e convencê-lo (e treiná-lo) a adotar essa nova solução. Faça isso e descubra um novo mundo: um mundo além da zona de fronteira. Faça da sua zona de desafio a sua nova zona de conforto!

***

Então, fechamos com esse post toda série que mostra e trata os obstáculos emocionais. Espero que tenham gostado e principalmente feito os exercícios, pois, como diz o meu mentor: "conhecer a mente humana é algo muito bom, mas melhor ainda é poder mudar de vida!"

Sucesso!


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5 de abril de 2014

UMA solução para TRÊS obstáculos



No terceiro obstáculo tratamos de trazer à consciência as crenças de luta. A técnica que é utilizada para trabalha-las e quebra-las é a Conversa Interna Dirigida – essa mesma técnica serve para se trabalhar com as Histórias Pessoais e as Metáforas Pessoais


Como uma crença é construída? Como uma crença se estabeleceu dentro de você? 

Muitas pessoas têm crenças do tipo “As melhores pessoas são aquelas que superam grandes dificuldades” ou “o que vem fácil vai fácil” ou alguma coisa do tipo. Mas como isso se estabeleceu dentro de você?

Tomemos um exemplo: digamos que uma mulher estabeleceu a crença de que “nenhum homem presta” e simplesmente não aparece na vida dela nenhum homem que presta; do contexto de vida dela, no ponto de vista dela não existe homem algum que preste. Ela acredita tão fortemente nisso que para ela essa crença é verdade. Primeiro apareceram homens que não prestam, depois ela acreditou nisso e fez aparecer homens que não prestam: o que veio primeiro? 

Uma crença é como se fosse uma mesa. Para uma mesa se sustentar ela precisa basicamente de quatro pernas. Mas quanto mais pernas ela tiver mais firme fica. Nessa analogia as pernas são os pilares que sustentam aquela crença (mesa). 

Suas crenças são construídas linguisticamente e reforçadas pelas informações que você recebe. Então se suas crenças são construídas com linguagem, você as desconstrói com linguagem, através de uma discussão com você mesmo. Esse questionamento de crenças é um método muito poderoso. 

Portanto, a chave-mestra para resolver as crenças é você discutir com você mesmo. Por exemplo: digamos que você tenha uma crença de que “o que vem fácil vai fácil”. Daí você começa a se perguntar: “Como assim o que vem fácil vai fácil?” “Tem que ser assim?” “Sempre é assim?” “Você acha que o caminho do Mark Zuckerberg, criador do Facebook, foi difícil? Apesar de terem criado um filme para romantizar a história, a vida dele foi mais fácil de que quase todo mundo. Isso tira o valor da criação do Facebook, da ideia que ele criou, da percepção, do algoritmo? Não tira nenhum valor, muito pelo contrário”.

Nós temos que nos habituar a analisar as coisas a partir do sistema, de um nível acima – não através de uma visão muito estreita.

Normalmente quando uma pessoa tem uma crença negativa, ela já faz essa discussão: só que das coisas boas. Algumas pessoas às vezes ganham uma promoção, ganham um prêmio, ou são laureadas com uma coisa boa qualquer. Depois a pessoa fica pensando: “Será que eu mereço mesmo? Será que sou bom o suficiente para isso?” Isso é uma conversa interna questionando um fato bom. Você já está acostumado a questionar, se você tem esse padrão. O trabalho com as crenças de luta é questionar as coisas ruins, aquilo que está te limitando. 

Seu exercício é fazer uma Conversa Interna Dirigida, uma discussão com você mesmo dessas suas crenças negativas.

Eu tenho que agradar todo mundo”. Tem mesmo? Todo mundo tem que gostar de você mesmo? “Ah... se eu não agradar todo mundo eu me sinto mal”. Você tem medo de agradar todo mundo? Nenhum grande homem nem uma grande mulher agradou a todo mundo: nem Jesus Cristo, nem Winston Churchill, nem Madre Tereza. Porque você acha que você tem que agradar todo mundo? É um fardo muito pesado, ninguém tem que agradar todo mundo. Quem disse que você tem que agradar todo mundo?

Pegue o hábito de se questionar, discuta com você mesmo e ganhe a discussão com você mesmo. Quebre essa crença.

Essa conversa interna serve tanto para suas crenças, quanto para suas histórias pessoais e também para suas metáforas pessoais.

Então vamos lá: 

Pegue cada uma de suas crenças de luta, cada uma de suas histórias pessoais e cada uma de suas metáforas pessoais e use a técnica da Conversa Interna Dirigida. Questione-se. Determine o quanto essa crença/história/metáfora é boa; avalie os prós e contras de cada uma delas. Algumas são boas, úteis para você e talvez valha a pena mantê-las de forma consciente, porque você quer. Ouras te atrapalham e te limitam e através desse processo você pode e vai vencer essa discussão, quebrando-as.

***

Felizmente, quando o assunto foram as questões financeiras, eu não identifiquei crença de luta, nem metáfora ou história pessoal que me impedisse de ir adiante (pode até ser que existam, mas até então não identifiquei). Porém, existiam outras questões relacionadas à sucesso, à minha vida profissional, que sim, estavam me segurando. Vou dar um exemplo pessoal de cada obstáculo, para vocês entenderem como eu fiz.

Crença de luta

Se não for difícil não tem graça
É verdade que muitas coisas na vida não serão fáceis, simples ou rápidas demais. Mas pode ser que sejam. E se forem é o momento de desfrutar ainda mais, pois essa facilidade pode ser fruto de seu desenvolvimento ou mesmo fruto do imprevisto que estamos sujeitos no dia-a-dia. Temos uma percepção de que se alguma coisa é difícil acabamos por dar mais valor. Mas não precisa ser assim o tempo todo. Aprender a receber as bênçãos fáceis da vida é uma obrigação e, convenhamos, é extremamente prazeroso.

História pessoal

Não sou considerado um vendedor; falo pouco com os outros
Um vendedor tem que falar muito? Tem que ser o falastrão, um cara que gesticula, tem mil e uma artimanhas para convencer o cliente a comprar seu produto ou serviço? Não, acho que não. Um vendedor é um cara que comunica valor para o outro e acaba fazendo negócios com ele porque estabelecem uma relação genuína de confiança mútua. Falar muito ou pouco não tem nada a ver com ser um bom vendedor: estabelecer boas e relações confiáveis sim. Afinal, tendemos a fazer bons negócios nas pessoas em que confiamos e consideramos amigos, não é?

Metáfora de vida

“O sucesso é um longo e árduo caminho”
O sucesso não precisa ter um caminho longo e tampouco árduo. É lógico que desafios (e oportunidades) aparecerão e eles exigirão alguma dose de esforço, mas nem sempre será assim. Pode vir bastante rápido e isso vai depender de fatores internos e externos. Além do mais, não é um caminho árduo – afinal, tão importante quanto atingir o objetivo é curtir o caminho para se chegar até ele.


Já devo ter falado isso em algum momento dos últimos posts: eu fiz todos esses exercícios e eles nos dão um nível de clareza e autoconhecimento jamais imaginados. Especialmente esse que trata do principal alimento para os medos e para o Guardião.

No próximo post trataremos de mostrar como trazer o Guardião para o seu lado: aquela parte de sua personalidade que te sabota poderá estar ao seu lado - e acredite: ele é MUITO poderoso!


Até lá!


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