Busca

15 de junho de 2010

Dicas de Economia

1) Crie um cenário de longo prazo e faça revisões periódicas. A única forma de ganhar dinheiro no mercado financeiro (como em qualquer outro) é ter uma opinião clara sobre o que está acontecendo. Sua convicção vale ouro, não deixe que outros façam isso para você.

2) Caso você tenha um perfil mais arrojado e faça Day-Trade, observe com atenção a Agenda Econômica da semana, em especial os indicadores norte-americanos. É naquele mercado onde se formam os preços em escala global.

3) Se é verdade que tempo é dinheiro, o melhor conselho é paciência e constância. O mercado tende a remunerar quem possui estas qualidades e do ponto de vista econômico o cenário longo é persistente e pode trazer ganhos.

4) As previsões econométricas possuem – geralmente – grande margem de erro. Não acredite que existam modelos matemáticos perfeitos, no geral os modelos só nos mostram o que nós colocamos dentro deles. Fique atento, as variáveis chaves podem mudar a qualquer instante.

5) No mais a maioria dos problemas econômicos de hoje foram as soluções econômicas de ontem. Não se iluda, o sistema econômico é por natureza instável.

6) Antes de comprar uma ação, pergunte: porque devo comprar esta e não outra? Você deve ter em mente o que o motivou a investir numa empresa que trabalha em dado mercado. Dessa forma poderá entender com maior clareza as oscilações nos preços e não se apavorar quando há alguma queda.

7) Não aposte no fim do mundo. Muita gente se desfez das suas posições na bolsa no auge da crise financeira porque acreditava, erroneamente, que as economias iriam derreter frente a crise sub-prime. Comportamentos desse tipo acontecem em pessoas que não possuem cenários de longo prazo, e que não sabem ao certo o porquê de estarem comprados em dado ativo.

8) Se não sabe de algo, pergunte. Ninguém tem obrigação de saber tudo, e neste caso, estamos falando do seu dinheiro. Logo, vá em frente e tire todas as suas dúvidas.

9) Não existem gênios, gurus ou coisa que o valha. O que existe no mercado financeiro é trabalho sério e duro. Cair no canto da sereia neste caso pode ser potencialmente perigoso.

10) Existem profissionais que podem auxiliar nesta tarefa. Procure uma corretora de títulos e valores mobiliários, veja se ela te traz confiabilidade e tire suas dúvidas.

15 de maio de 2010

Dicas de Planejamento Financeiro

por Fernanda de Lima, CEO da Gradual Investimentos

1) Procure entender seu padrão de renda. Para conseguir realizar um planejamento eficaz, é preciso considerar apenas o valor real que será recebido em cada mês, e a partir desse valor estabelecer quais gastos poderão ser realizados.

2) Analise para onde está indo seu dinheiro. Antes de fazer uma compra o ideal é se questionar para ter a certeza de que o seu dinheiro está sendo bem gasto.

3) Reflita sobre a qualidade dos seus gastos e reveja hábitos.

4) Faça seguros. Apesar de muitas pessoas considerarem o seguro um gasto desnecessário, ele é a garantia de não ter de desembolsar um grande valor não previsto caso aconteça algo inesperado.

5) Use crédito de forma consciente. É preciso que as pessoas tenham consciência de que o crédito é um produto financeiro e, portanto, tem custos. Isso não significa que ele seja ruim, e sim que ele deve ser utilizado com responsabilidade.

6) Faça um plano de ação e siga-o à risca. Se você está fechando todos os meses no vermelho, pare, reveja seus gastos e mude alguns hábitos. Determine quais gastos devem ser eliminados e quais serão mantidos até que a situação se equilibre.

7) Comece a poupar e monte reserva de emergência. O ideal é que todas as pessoas possuam um fundo de reserva, ou seja, tenham guardado seis vezes o valor das despesas correntes mensais.

8) É sempre mais fácil guardar dinheiro se você tem um objetivo em mente, como comprar um carro ou fazer uma reserva de emergência, por exemplo. Também é ideal determinar o valor e um período para ele ser alcançado. Só assim você saberá quanto deve guardar por mês e se policiar para atingir sua meta.

9) Mantenha-se informado e invista continuamente no seu aprimoramento. Educação Financeira é fundamental para conseguir ter um planejamento eficaz. Saber onde gastar, como poupar e qual a melhor forma de investir são fatores que poderão mudar significativamente sua vida financeira.

8 de maio de 2010

O dia em que a terra parou

Tarde de quinta-feira, dia 06 de maio de 2010: o dia do caos. Nesse dia algumas notícias estavam impactando negativamente os principais índices das bolsas em todo o mundo. Era sobre reforma financeira nos EUA, um mau humor generalizado por conta das questões de crédito e endividamento na Europa, enfim, fatos que estão deixando o mercado, até então, com um péssimo humor ultimamente. Só para relembrar, algumas recentes quedas expressivas foram causadas por questões de rebaixamento de crédito em alguns países europeus: Portugal, Grécia (duas vezes, inclusive), Espanha - todos eles pertencentes à sigla que foi cunhada em sua, digamos, "homenagem": PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, traduzindo do inglês). Nesse dia também o dólar começou a disparar, uma elelvação acima de 5% no dia, o que parecia muito estranho.

Mas, por volta das 15h30min às 16h aproximadamente, o mercado global "sangrou" de uma forma como nunca tinha acontecido antes: o índice Dow-Jones chegou a mais de 10% de queda, o Ibovespa a um pouco mais de 8% de queda; todos imaginávamos que aconteceria um Circuit Brake e que uma nova crise já se confirmava com todas as letras.

Porém, o mais impressionante também aconteceu: da mesma forma que caiu, subiu: em aproximadamente 5 minutos o DJIA (Dow-Jones Industrial Average ou simplesmente Dow-Jones) recuperou quase 8% de queda, dando um susto muito forte no mercado - fechando o dia com 3,20% de queda. A bolsa brasileira refez o mesmo caminho, voltando e fechando o dia com 2,31% de queda. Um momento histórico que, bem provavelmente, eu jamais voltarei a ver - acho.

Esse caos todo foi causado por, até onde sei, uma série de 19 ordens erradas em um intervalo de 7 segundos: uma delas era para ser ordem de venda de índice do S&P500 de 15 milhões de contratos - uma ordem expressiva, mas que o mercado "aguenta"; porém o operador lançou uma ordem de 15 BILHÕES de contratos - 3 "zeros" a mais derrubaram TODOS os mercados mundiais. Todas as ações do DJIA e do Ibovespa sofreram desvalorizações repentinas, rápidas. Uma das ações de uma empresa americana, por exemplo, a Accenture (NYSE:ACN) saiu de um pouco mais de US$ 42,00 para US$ 0,01 e voltou para o patamar anterior em uma fração de 2 minutos.

Um fato marcante que muitos especialistas, chefes de análise, operadores, investidores jamais viram em toda sua história.

O que podemos concluir com isso? Que todos, sem exceção, estamos sujeitos ao comportamento de massa e, dependendo de nosso estado emocional e preparação, podemos ganhar muito dinheiro ou perder na mesma proporção - ou até mais.

O Mercado de Capitais não é simplesmente dinheiro; é muito mais que isso: é psicologia e controle emocional.