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28 de março de 2014

Solucionando seus MEDOS para sempre!

Após apresentar os seus obstáculos emocionais e como trazê-los à consciência, finalmente chegamos à primeira técnica (de três) para começar a resolvê-los para sempre.

O primeiro obstáculo apresentado foi o medo. Devemos lembrar que o medo é um mecanismo de proteção natural do ser humano: seu sistema nervoso já nasce com esse mecanismo. Saímos "de fábrica" com dois medos básicos: medo de altura e medo do escuro. Mas, mesmo esses medos não se tratam de fobias: e sim uma espécie de respeito. Todos os outros medos nós criamos por experiência, geralmente experiências dolorosas.

Porém, na sociedade atual, nós vivemos um excesso de medos: medo de coisas que nós nunca vivemos, medo de coisas que nós vimos outras pessoas viverem e medo de coisas que nós vimos na televisão, no cinema, no teatro, nos livros: não é foco tratarmos de teoria conspiratória, mas é fundamental que nós entendamos que grande parte de nossa cultura veio do cinema estadunidense, de todo um aparato midiático que nos envolve.

Isso vai ser repetido nas próximas duas técnicas, mas se você teve dificuldade em trazer à consciência quaisquer obstáculos (confira aqui os outros posts: medo, formas de atuação do Guardião, crenças de luta, histórias e justificativas pessoais e metáforas pessoais) é muito provável que esse aspecto está atuando numa parte profunda de seu inconsciente. Então devemos perceber isso e compreender que não existe certo ou errado: EXISTE ESCOLHA – mas você só tem escolha quando está consciente.

Caso não tenha acompanhado, confira todos os obstáculos que te impedem de progredir:


A primeira técnica, portanto, para resolver de vez seus medos é chamada de Refoco Positivo.


O Refoco Positivo

O medo foi o primeiro obstáculo a ser trazido para a consciência. Diante disso, vamos trabalhar com a técnica para solucionarmos esse empecilho: o Refoco Positivo

O que é o Refoco Positivo? Vamos supor que você tenha o medo de morrer pobre, doente e sozinho. A técnica do Refoco diz o seguinte:


Quais coisas você pode fazer a partir de agora para que isso jamais aconteça?
O que é preciso fazer para que você jamais pense em morrer pobre, sozinho e doente?
Quais atitudes de desenvolvimento pessoal, que pessoas você pode perdoar, em que áreas você pode se perdoar que já vão começar a impedir que isso aconteça?

Outro exemplo, com um medo concreto: “Tenho medo de sofrer um acidente de carro”:

Que cuidados você pode ter para que isso não aconteça?
Tem algum curso que você pode fazer para evitar tal situação?
Você verifica frequentemente seu sistema de freio de carro?

Mas isso não parece óbvio? Sim, parece. Mas é necessário trazer essas informações para a consciência e criar um plano. Quando o medo é muito forte ele costuma ser muito profundo – nós levamos isso para o inconsciente e ele trata de transformar aquilo (o medo) em realidade.

O exercício do Refoco Positivo, portanto, trata de mudar o foco do medo (aquilo que quero evitar) para todas as coisas que eu preciso fazer para que ele não aconteça. Só de mudar de foco do medo para focar nas outras coisas já muda sua percepção e consequentemente sua vida.


Então vamos exercitar, colocar em prática para criar estratégias.

Pegue cada um de seus medos e use a técnica do Refoco Positivo, observando a questão do medo por um ângulo diferente, colocando sua atenção nas coisas que você pode fazer para evitar esse medo:

Quais coisas você pode fazer a partir de agora para que esse medo jamais aconteça?
O que é preciso fazer para que você jamais pense nesse medo novamente?
Quais atitudes de desenvolvimento pessoal, que pessoas você pode perdoar, em que áreas você pode se perdoar que já vão começar a impedir que esse medo aconteça?

Faça-se essa e outras perguntas. Você vai perceber que algumas ideias de ação vão surgir: esse é o começo de sua estratégia para sanar seu medo.

***

Quando fiz o exercício para trazer à consciência meus principais medos obtive várias impressões que sabia, mas, como não tinha "materializado no papel", não estava à vista, acabava ignorando. Os medos financeiros, por exemplo, foram os seguintes:

Medo de não alcançar meus objetivos financeiros; de ser incapaz de prover minha família; de não alcançar o sucesso; de ter a impressão de ter ficado 'estacionado'; de não conseguir realizar meus sonhos e objetivos.

Com a técnica do Refoco Positivo consegui, mesmo que ainda superficialmente, definir algumas macroestratégias que depois foram sendo refinadas:

Abraçar desafios que tragam a oportunidade de crescimento profissional, pessoal e financeiro;
Continuar a investir grande parte daquilo que recebo sem elevar meu padrão de consumo;
Trabalhar de modo a me posicionar em uma situação de força;
Desenvolver meus projetos pendentes e coloca-los em funcionamento.

Então, como alguém que executou todos esses exercícios propostos (e carrega esses aprendizados para a vida) , digo que compensa MUITO fazê-los. Só isso já provoca uma elevação substancial na consciência e sua atitude perante a vida, em diversos aspectos, muda - pra sempre!

No próximo post, falaremos da segunda técnica que tem a capacidade de resolver três obstáculos.


Até lá!


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25 de março de 2014

Guarda-Roupa em época de Crise




É público e notório que o mundo está em crise. Crise de valores, crises pessoais e também uma crise econômica mundial. E como fica o nosso guarda-roupa em meio a tanta confusão? Na minha opinião, momentos de crise podem ser momentos de mudanças, revisão de valores  e muita criatividade. Um dia uma pessoa me disse: "em épocas de crise, uns choram, outros vendem lenço".

A primeira coisa é focar naquilo que é realmente importante na vida. Como eu gosto de falar, investir em coisas eternas, que a Terra não come, como amigos, bons relacionamentos, família, auto-conhecimento, crescimento espiritual, conhecimento acadêmico e cultural são alguns bons exemplos.

Hoje em dia, ostentação é algo totalmente OUT. Em compensação, educação com o próximo, honestidade e ecologia estão totalmente IN. Mas quer queira, quer não queira,é hora de apertar os cintos. Não é uma questão de privação, mas sim de priorização.

Lembre-se sempre: compra inteligente, te deixa chic e tem durabilidade. Use isso como um mantra, você só tem a ganhar. E como eu coloco isso em prática? Pois é, aí vão algumas dicas:

  • Invista nas peças atemporais e básicas, ou seja, é aquela roupa que não está na moda, é a peça que entra ano, sai ano, ela não te deixa na mão, bons exemplos são a calça preta e uma bela camisa branca.
  • Invista na qualidade. A roupa de qualidade além de durar muito mais tempo , ela te veste melhor, assim você está sempre arrasando. Existe um cálculo que é feito, onde você divide o valor de uma roupa pelo número de vezes que você a usa, aí você descobrirá que muitas vezes a  "roupinha baratinha"que você veste e na primeira lavagem acaba destruída é mais cara que um bom blazer em tom neutro que você usa anos a fio.
  • Quebre o preconceito de repetir roupa. Peças de qualidade foram feitas para repetir.
  • Outro preconceito a ser quebrado, principalmente no Brasil, é usar roupas de segunda-mão, vintage ou roupas de brechó. Encontramos peças de altíssimo nível, de grandes designers por preços vantajosos para seu bolso. Nos EUA o "consigment" é um grande  e lucrativo negócio.
  • Não compre por impulso. Analise a necessidade daquela peça, Não se esqueça também de se recordar, se aquela nova peça combina com pelo menos 2 ou 3 itens já existentes na sua coleção. Lembre-se também, se você está comprando a roupa porque realmente precisa, ou, você está com "deprê"e só está querendo preencher o seu vazio existencial.
  • Conheça a você mesmo. Tenha na sua cabeça qual é seu lifestyle, suas proporções e as melhores cores para o seu corpo. Não se esqueça também seus objetivos. Tudo isso faz você economizar dinheiro e evita de comprar uma peça de roupa, que no final das contas, você jamais usará. Se você não tem conhecimento, contrate um profissional, um consultor de imagem ou personal stylist, pois ele te ajudará economizar dinheiro.
  • Faça alterações ou customizações em roupas que estão no seu armário. Além de divertido, é uma maneira de renovar, sem gastar.

É isso aí, minha gente, espero que tenham gostado dessas dicas. 

A melhor coisa é estar de bem com a vida e também com a conta bancária.

Andrea Fraguas é graduada em Consultoria de Imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology Nova York/EUA) e tem formação em Consultoria de Imagem pelo SENAC/Belo Horizonte. Acesse seu blog Tips e Tricks para mais informações.

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21 de março de 2014

Seu quinto obstáculo EMOCIONAL: Metáforas Pessoais

No último post nós abordamos o quarto obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante que, inclusive, serve de alimento para o Guardião, para seus medos e para suas crenças de luta: suas Histórias Pessoais.

Apesar desse assunto ser similar ao anterior, ele é mais profundo. Vamos lidar com suas metáforas pessoais.

O que é uma metáfora? Metáfora é uma comparação subjetiva: compara-se uma ou mais coisas e dentro de sua mente você estabelece uma compreensão da relação dessas coisas. Um exemplo de metáfora seria comparar o deslocamento dos elétrons de um fio como se fosse o deslocamento da água dentro de um cano. Existem diferenças nessa analogia, é claro; porém, com essas relações fica muito mais fácil compreender como funciona uma corrente elétrica, por exemplo. 

Nós, seres humanos, também usamos metáforas. A metáfora também é uma história, mas é mais profunda: suas metáforas de vida estão junto com suas crenças, com seus valores, com a conversa interna do Guardião, com seus medos – e isso tudo as justifica. 

E o que são essas metáforas? Basicamente vamos abordar essas metáforas em dois níveis: metáforas em nível de identidade e metáforas de definição

O que são as metáforas de identidade? É quando as pessoas dizem assim: “eu sou um guerreiro” – isso evoca certas características para a pessoa: algumas boas – é uma pessoa que luta, que não desiste, que cai e levanta – e também algumas ruins – um guerreiro está sempre buscando uma guerra, é alguém que está em busca sempre de luta, não necessariamente em busca de paz. 

Outros exemplos: eu sou um pai, eu sou um disciplinador, eu sou um professor. Também são metáforas que levamos para a vida. Dependendo das metáforas que você usa para se definir, você pode trazer muitas coisas boas e muitos problemas juntos. Normalmente quem se define muito como um guerreiro, embora costume conquistar as coisas que quer na vida, alcança com mais luta do que as pessoas que se definem como um “artista da vida”, por exemplo – quem se define assim consegue ter as coisas com menos dificuldades.

As metáforas também atuam no aspecto financeiro. Quando você fala “eu sou um devedor”, “eu sou indisciplinado com dinheiro”, “eu sou muito ruim com números”, “eu sou uma pessoa pobre” – e várias outras. Em verdade, quando muitas questões financeiras são colocadas em pauta, se analisarmos mais à fundo, podemos identificar questões afetivas mal resolvidas. É por isso que procuramos trabalhar de forma abrangente os obstáculos emocionais: a raiz geralmente não é uma questão financeira.

A ideia central não é questão de dificuldade ou facilidade: isso foi trabalhado com as crenças de luta. A ideia é identificar onde estamos criando mais dificuldades além do que elas existem em função das suas metáforas pessoais. Se você tem uma metáfora que você é um guerreiro (“Eu sou um espartano”) então é provável que sua vida seja repleta de lutas: sempre estará combatendo as pessoas, sempre enfrentando dificuldades.

Temos de nos conscientizar dessas metáforas para que possamos efetivamente trazê-las à tona e modifica-las, caso seja necessário.

O primeiro passo é definir suas metáforas de identidade; como você se define: como guerreiro, como lutador, como artista, como um pai, como uma mãe? Como você se define em termos de metáfora de identidade? Pense em termos de papéis que você se atribui com a expressão “eu sou” antes de vir a comparação.

E, além dessas, existem as metáforas de definição que criam as circunstâncias à nossa volta. Por exemplo: “a vida é uma luta” – essa metáfora diz que a vida é um combate, que temos que passar sufoco, dificuldade e tem sempre um oponente; é uma metáfora perigosa.

“A vida é um jogo”: se é um jogo pode ser um jogo de ganha/perde – para eu ganhar alguém tem que perder ou vice-versa.

“O mundo é como um bolo, não tem fatia grande para todo mundo”: é uma metáfora malthusiana e isso pode estar te limitando.

Que metáforas você usa para a vida?

O foco aqui é tomar consciência de suas metáforas: às vezes você tem metáforas que trazem limitações em algumas áreas, mas para você isso é bom e, portanto, decide conscientemente mantê-la. O problema é quando você tem uma metáfora que não está consciente e ela está te limitando em várias áreas. Tomar consciência vai te possibilitar ou escolher manter ou acabar com ela.

Quais são suas metáforas globais? E sobretudo, as metáforas que você utiliza sobre o problema que você está passando. “Esse problema é um bolo” ou “esse problema é um rolo que nunca desenrola”. Que metáforas você usa para os problemas? “Esse problema é um jogo de xadrez” – opa! Com inteligência e estratégia eu consigo vencer!

Quando você define as coisas através de metáforas, ou se limita ou se dá possibilidades.

Vamos à atividade:

Quais são as metáforas que você usa para se definir?
Quais são as metáforas que você usa para definir a vida?
Quais são as metáforas que você usa para definir os problemas pelos quais você passa?
Quais são as metáforas que você usa para definir a felicidade?

Procure as metáforas que você usa e analise se elas tem sido boas, positivas para você ou se elas têm limitado a sua ação.

No próximo post começaremos a explicar como resolver todos os problemas levantados nas últimas semanas. Vou apresentar um caminho para solucionar definitivamente esses obstáculos emocionais!


Até lá!


Confira os outros obstáculos:
Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos
Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez
Seu terceiro obstáculo EMOCIONAL: Crenças de Luta
Seu quarto obstáculo EMOCIONAL: Histórias Pessoais


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