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25 de março de 2014

Guarda-Roupa em época de Crise




É público e notório que o mundo está em crise. Crise de valores, crises pessoais e também uma crise econômica mundial. E como fica o nosso guarda-roupa em meio a tanta confusão? Na minha opinião, momentos de crise podem ser momentos de mudanças, revisão de valores  e muita criatividade. Um dia uma pessoa me disse: "em épocas de crise, uns choram, outros vendem lenço".

A primeira coisa é focar naquilo que é realmente importante na vida. Como eu gosto de falar, investir em coisas eternas, que a Terra não come, como amigos, bons relacionamentos, família, auto-conhecimento, crescimento espiritual, conhecimento acadêmico e cultural são alguns bons exemplos.

Hoje em dia, ostentação é algo totalmente OUT. Em compensação, educação com o próximo, honestidade e ecologia estão totalmente IN. Mas quer queira, quer não queira,é hora de apertar os cintos. Não é uma questão de privação, mas sim de priorização.

Lembre-se sempre: compra inteligente, te deixa chic e tem durabilidade. Use isso como um mantra, você só tem a ganhar. E como eu coloco isso em prática? Pois é, aí vão algumas dicas:

  • Invista nas peças atemporais e básicas, ou seja, é aquela roupa que não está na moda, é a peça que entra ano, sai ano, ela não te deixa na mão, bons exemplos são a calça preta e uma bela camisa branca.
  • Invista na qualidade. A roupa de qualidade além de durar muito mais tempo , ela te veste melhor, assim você está sempre arrasando. Existe um cálculo que é feito, onde você divide o valor de uma roupa pelo número de vezes que você a usa, aí você descobrirá que muitas vezes a  "roupinha baratinha"que você veste e na primeira lavagem acaba destruída é mais cara que um bom blazer em tom neutro que você usa anos a fio.
  • Quebre o preconceito de repetir roupa. Peças de qualidade foram feitas para repetir.
  • Outro preconceito a ser quebrado, principalmente no Brasil, é usar roupas de segunda-mão, vintage ou roupas de brechó. Encontramos peças de altíssimo nível, de grandes designers por preços vantajosos para seu bolso. Nos EUA o "consigment" é um grande  e lucrativo negócio.
  • Não compre por impulso. Analise a necessidade daquela peça, Não se esqueça também de se recordar, se aquela nova peça combina com pelo menos 2 ou 3 itens já existentes na sua coleção. Lembre-se também, se você está comprando a roupa porque realmente precisa, ou, você está com "deprê"e só está querendo preencher o seu vazio existencial.
  • Conheça a você mesmo. Tenha na sua cabeça qual é seu lifestyle, suas proporções e as melhores cores para o seu corpo. Não se esqueça também seus objetivos. Tudo isso faz você economizar dinheiro e evita de comprar uma peça de roupa, que no final das contas, você jamais usará. Se você não tem conhecimento, contrate um profissional, um consultor de imagem ou personal stylist, pois ele te ajudará economizar dinheiro.
  • Faça alterações ou customizações em roupas que estão no seu armário. Além de divertido, é uma maneira de renovar, sem gastar.

É isso aí, minha gente, espero que tenham gostado dessas dicas. 

A melhor coisa é estar de bem com a vida e também com a conta bancária.

Andrea Fraguas é graduada em Consultoria de Imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology Nova York/EUA) e tem formação em Consultoria de Imagem pelo SENAC/Belo Horizonte. Acesse seu blog Tips e Tricks para mais informações.

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21 de março de 2014

Seu quinto obstáculo EMOCIONAL: Metáforas Pessoais

No último post nós abordamos o quarto obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante que, inclusive, serve de alimento para o Guardião, para seus medos e para suas crenças de luta: suas Histórias Pessoais.

Apesar desse assunto ser similar ao anterior, ele é mais profundo. Vamos lidar com suas metáforas pessoais.

O que é uma metáfora? Metáfora é uma comparação subjetiva: compara-se uma ou mais coisas e dentro de sua mente você estabelece uma compreensão da relação dessas coisas. Um exemplo de metáfora seria comparar o deslocamento dos elétrons de um fio como se fosse o deslocamento da água dentro de um cano. Existem diferenças nessa analogia, é claro; porém, com essas relações fica muito mais fácil compreender como funciona uma corrente elétrica, por exemplo. 

Nós, seres humanos, também usamos metáforas. A metáfora também é uma história, mas é mais profunda: suas metáforas de vida estão junto com suas crenças, com seus valores, com a conversa interna do Guardião, com seus medos – e isso tudo as justifica. 

E o que são essas metáforas? Basicamente vamos abordar essas metáforas em dois níveis: metáforas em nível de identidade e metáforas de definição. 

O que são as metáforas de identidade? É quando as pessoas dizem assim: “eu sou um guerreiro” – isso evoca certas características para a pessoa: algumas boas – é uma pessoa que luta, que não desiste, que cai e levanta – e também algumas ruins – um guerreiro está sempre buscando uma guerra, é alguém que está em busca sempre de luta, não necessariamente em busca de paz. 

Outros exemplos: eu sou um pai, eu sou um disciplinador, eu sou um professor. Também são metáforas que levamos para a vida. Dependendo das metáforas que você usa para se definir, você pode trazer muitas coisas boas e muitos problemas juntos. Normalmente quem se define muito como um guerreiro, embora costume conquistar as coisas que quer na vida, alcança com mais luta do que as pessoas que se definem como um “artista da vida”, por exemplo – quem se define assim consegue ter as coisas com menos dificuldades.

As metáforas também atuam no aspecto financeiro. Quando você fala “eu sou um devedor”, “eu sou indisciplinado com dinheiro”, “eu sou muito ruim com números”, “eu sou uma pessoa pobre” – e várias outras. Em verdade, quando muitas questões financeiras são colocadas em pauta, se analisarmos mais à fundo, podemos identificar questões afetivas mal resolvidas. É por isso que procuramos trabalhar de forma abrangente os obstáculos emocionais: a raiz geralmente não é uma questão financeira.

A ideia central não é questão de dificuldade ou facilidade: isso foi trabalhado com as crenças de luta. A ideia é identificar onde estamos criando mais dificuldades além do que elas existem em função das suas metáforas pessoais. Se você tem uma metáfora que você é um guerreiro (“Eu sou um espartano”) então é provável que sua vida seja repleta de lutas: sempre estará combatendo as pessoas, sempre enfrentando dificuldades.

Temos de nos conscientizar dessas metáforas para que possamos efetivamente trazê-las à tona e modifica-las, caso seja necessário.

O primeiro passo é definir suas metáforas de identidade; como você se define: como guerreiro, como lutador, como artista, como um pai, como uma mãe? Como você se define em termos de metáfora de identidade? Pense em termos de papéis que você se atribui com a expressão “eu sou” antes de vir a comparação.

E, além dessas, existem as metáforas de definição que criam as circunstâncias à nossa volta. Por exemplo: “a vida é uma luta” – essa metáfora diz que a vida é um combate, que temos que passar sufoco, dificuldade e tem sempre um oponente; é uma metáfora perigosa.

“A vida é um jogo”: se é um jogo pode ser um jogo de ganha/perde – para eu ganhar alguém tem que perder ou vice-versa.

“O mundo é como um bolo, não tem fatia grande para todo mundo”: é uma metáfora malthusiana e isso pode estar te limitando.

Que metáforas você usa para a vida?

O foco aqui é tomar consciência de suas metáforas: às vezes você tem metáforas que trazem limitações em algumas áreas, mas para você isso é bom e, portanto, decide conscientemente mantê-la. O problema é quando você tem uma metáfora que não está consciente e ela está te limitando em várias áreas. Tomar consciência vai te possibilitar ou escolher manter ou acabar com ela.

Quais são suas metáforas globais? E sobretudo, as metáforas que você utiliza sobre o problema que você está passando. “Esse problema é um bolo” ou “esse problema é um rolo que nunca desenrola”. Que metáforas você usa para os problemas? “Esse problema é um jogo de xadrez” – opa! Com inteligência e estratégia eu consigo vencer!

Quando você define as coisas através de metáforas, ou se limita ou se dá possibilidades.

Vamos à atividade:

Quais são as metáforas que você usa para se definir?
Quais são as metáforas que você usa para definir a vida?
Quais são as metáforas que você usa para definir os problemas pelos quais você passa?
Quais são as metáforas que você usa para definir a felicidade?

Procure as metáforas que você usa e analise se elas tem sido boas, positivas para você ou se elas têm limitado a sua ação.

No próximo post começaremos a explicar como resolver todos os problemas levantados nas últimas semanas. Vou apresentar um caminho para solucionar definitivamente esses obstáculos emocionais!


Até lá!


Confira os outros obstáculos:
Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos
Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez
Seu terceiro obstáculo EMOCIONAL: Crenças de Luta
Seu quarto obstáculo EMOCIONAL: Histórias Pessoais


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16 de março de 2014

Seu quarto obstáculo EMOCIONAL: Histórias Pessoais

No último post nós abordamos o terceiro obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante que, inclusive, serve de alimento para o Guardião e para seus medos: as crenças de luta.

Nesse post vamos abordar um problema que é estruturalmente mais complexo, é razoavelmente consciente, mas a maior parte das vezes pensamos que isso é natural, que faz pouca diferença, que é um fator que não tem como mudar. Nós estamos falando sobre as nossas histórias e justificativas pessoais: as que contamos a nós mesmos e as que contamos às outras pessoas para justificar as coisas que acontecem em nossas vidas.

O sistema nervoso do ser humano foi preparado para um ambiente em que era necessário, para sobreviver a médio e longo prazo, tirar sentido das coisas: ele foi feito para extrair significado das situações. Uma situação se repete 3 ou 4 vezes e você tira uma conclusão, cria uma regra (que é o que chamamos de crenças) e começa a estabelecer significados: “Então isso causa aquilo que causou isso que causou aquilo outro...”. O sistema nervoso foi adaptado para trabalhar com histórias; com coisas que fazem sentido; com princípio, meio e fim; com causa e efeito. A parte intuitiva de nossa mente procura causalidade o tempo todo.

Nós entendemos melhor um conceito quando ele é explicado com uma história; conseguimos guardar melhor uma ideia se ela for contada como ela surgiu. Por conta disso, nós criamos para nós mesmos ou ouvimos de pessoas de referência (nossos pais, nossos avós, do ambiente do qual nós crescemos) essas histórias e as repetimos. Essas histórias justificam quem nós somos; elas servem tanto para justificar nossas qualidades quanto nossos defeitos, nossas facilidades e talentos e nossas dificuldades e desafios.

Nós não temos apenas histórias boas: também temos histórias ruins. Muitas vezes a história que contamos faz referência aos nossos pais. Às vezes uma pessoa te pergunta: “porque você é grosso, estúpido com os outros?” E logo vem a resposta: “minha mãe era assim, eu sou assim também! Eu sou autêntico eu falo sempre a verdade!”. Daí, essa pessoa que conta essa história para ela mesma, caso um dia seja delicada vai achar até estranho seu comportamento “poxa, mas eu não sou essa pessoa delicada. Sou aquela pessoa autêntica, grossa...”

Nós temos histórias de ‘coitadismo’, de coisas que nós não queremos continuar a ter em nossas vidas. Te perguntam: “por que você tem dificuldade nessa área?” “Ah... porque meu pai tinha, a minha mãe tinha...” “porque você tem facilidade naquela área?” “Ah... porque eu desde pequeno aconteceu isso e eu tive essa situação”. 

Nós temos histórias bacanas que justificam nossas qualidades e talentos, mas temos histórias que nós contamos que justificam as nossas dificuldades e, muitas vezes, essas histórias podem ser modificadas, podem ser desconstruídas, mas você só vai conseguir trabalhar em cima disso se tiver consciência. Da mesma forma como aconteceu com os medos, o Guardião, as crenças de luta, faremos a mesma coisa com as histórias pessoais.

Quais são as histórias que você conta para você mesmo e que justificam as suas dificuldades, que justificam os seus bloqueios? Você sempre foi ‘burrinho’, você sempre foi tímido, sempre foi gastador? Quais são as histórias que você conta, quais são as lembranças que você tem? Quando você comete aquele erro que mais quer consertar, aquela coisa que você quer parar de fazer e toda vez que você faz acaba contando a mesma historinha para você mesmo: que história é essa?

“Ah... mas minha mãe era assim e eu também sou...”
“Ah... eu sou assim desde pequenininho...”
“Depois que fulano me abandonou...”
“Depois que meu pai morreu aconteceu isso...”

Tem sempre uma historinha; por isso devemos trazer à tona, tomar consciência, trazer para um nível que você possa perceber.

Então, segue mais uma atividade: identifique as histórias que você conta para você mesmo e que justifica as suas dificuldades, os seus desafios e os seus bloqueios.

No próximo post falaremos sobre as metáforas pessoais, encerrando a abordagem sobre os problemas - daí partiremos para as soluções!


Até lá!


Confira os outros obstáculos:
Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos
Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez
Seu terceiro obstáculo EMOCIONAL: Crenças de Luta


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