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16 de outubro de 2010

A história da vida de uma águia

Lembrei desse conto e considero que seja interessante compartilhar.


"A águia é a ave que possui maior longevidade da espécie. Chega a viver setenta anos.

Mas para chegar a essa idade, aos quarenta anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos quarenta ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!

Então a águia só tem duas alternativas: Morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar cento e cinquenta dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.

Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só cinco meses depois sai o formoso vôo de renovação e para viver então mais trinta anos.

Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, velhos hábitos que nos causam dor.

Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que a renovação sempre nos traz."


Estejamos prontos para sermos corajosos o suficiente para, sempre que necessário, renovar-nos.

15 de setembro de 2010

10 regras de ouro do analista técnico da bolsa de valores

Estas 10 regras de ouro do analista técnico da bolsa de valores que encontrei no site português Portal de Bolsa poderiam cada uma render artigos independentes. Mas para não perder o seu poder de síntese, analiso-as brevemente dentro, é claro, da experiência proporcionada como investidor.

1. Esqueça as notícias e lembre-se sempre dos gráficos.
Quando uma notícia foi parar nos jornais, lembre-se de que a fonte dos jornalistas, mesmo dos jornalistas realmente importantes, são os grandes investidores, gente com informações privilegiadas. Logo, essas pessoas já fizeram a notícia que você leu no jornal ou nos fóruns irem para o gráfico há muito tempo.

2. Compre no suporte, venda na resistência.
No suporte, há uma grande possibilidade de os preços voltarem a subir. Na resistência, de voltarem a cair. Claro que nem sempre isso vai se confirmar, mas com o uso de outros indicadores você pode reduzir perdas e aumentar lucros usando essa regra tão simples. Entenda mais sobre suportes e resistências.

3. Venda sempre que uma empresa bate pela segunda vez num máximo ou sempre que a empresa bate pela segunda vez no mínimo.
Sempre que um preço bate e volta duas vezes em um mesmo ponto isso constituiu um suporte ou uma resistência. E voltamos então para a regra número 2.

4. A tendência é sempre amiga.
O senso comum diz: compre na baixa e venda na alta. Errado. Você vai ter melhores resultados se pensar assim: em tendência de alta, opere na compra; em tendência de baixa, opere na venda. Aprenda a identificar a tendência predominante!

5. Os topos demoram menos tempo a formar que os fundos, já que ganância age mais depressa do que o medo.
A frase sintetiza o modo como o mercado é movido por fatores psicológicos. Se, por um lado os ansiosos podem vir a comprar loucamente em um momento em que se pode realizar grandes lucros, vão demorar mais a acreditar que problemas começaram a surgir.

6. A cotação tem memória. Lembre-se sempre da última vez que a empresa atingiu essa cotação, pois é provável que a cotação volte a ter o mesmo comportamento.
A memória é importante em diversos aspectos na bolsa de valores. Sobretudo na formação de topos e fundos. Lembre-se que a memória coletiva – caso da bolsa – é mais forte que a memória individual.

7. A tendência acaba sempre por testar a resistência ou o suporte.
Isso é inevitável. Em algum momento, a tendência terá de enfrentar um patamar em que foi difícil continuar comprando ou continuar vendendo. Mas se esse patamar é superado, a tendência se confirma e vai buscar novos patamares de suporte ou resistência.

8. Os touros (bulls) vivem acima da média móvel de 200 dias. Os ursos (bears) vivem abaixo.
Em uma tendência de alta, os preços ficam a maior parte do tempo acima da média de 200, e é na tendência de alta que os Touros (Bulls) devem operar. Nessa tendência os Ursos (Bears) atuam com menor intensidade e carregando um nível de risco muito maior de errarem suas operações: Concordam que em uma tendência de alta a maioria dos investidores estão otimistas? Assim, qualquer noticia (até sem relevância) é interpretada de forma positiva fazendo com que os preços voltem a subir? O contrário vale para a tendência de baixa.

9. A inversão de uma tendência nunca acontece de repente.
Isso é bacana. Significa que sempre haverá sinais de que é o momento de começar a operar na venda ou na compra antes que esses momentos se concretizem. Você deve aprender a análise técnica e acompanhar os gráficos diariamente para aprender mais e mais e antecipar esses momentos.

10. Não vá à procura do momento sem que saiba qual é a porta de saída.
Nunca entre em nenhum lugar sem saber a hora de sair e por onde vai sair. O mesmo vale para as ações na bolsa. E essa regra cresce em valor tanto mais em curto prazo você opere. Você precisa saber o momento certo de realizar um lucro, para não ser traído pela ganância, ou – quando o preço de uma posição comprada estiver em queda – cair fora, para não ser destruído por falsas esperanças. Um mecanismo que pode ajudar você nesse item são os stops.



Concluindo...

Não que os indicadores sejam ruins, na verdade são bons, mas para o fim que foram criados e isto inclui, perfil do Trader, prazo operacional, ou para atender a um set up específico. Assim penso que como todos os indicadores são derivados dos preços ou do volume, O ideal é concentrar as analises nestes dois fatores. Concentrem a maior parte de suas analises no preço/volume e possivelmente verão, com o passar do tempo, que uma boa análise destes dois itens dispensa a utilização de indicadores. Simplifique!

Contribuição de Fabiano Mariani

15 de agosto de 2010

Estratégia com opções: VENDA COBERTA

O Mercado de Opções é caracterizado por sua alta volatilidade diária (dependendo do momento, uma opção pode variar mais de 100%) e por características específicas (como a influência da taxa de juros, tempo para o exercício da opção, volatilidades e o ativo subjacente, já que as opções são derivativos destes) torna-se um mercado extremamente visado por investidores; principalmente para os amadores que, com pensamentos errados, imaginam que possam acertar sempre e dobrar seu capital em um curtíssimo espaço de tempo.

O que é uma opção: Uma opção de um ativo objeto ou subjacente será o direito (não uma obrigação) de comprar o ativo (opção de compra) ou o direito (não uma obrigação) de vender o ativo (opção de venda) a determinado preço e dentro de um determinado período de tempo no futuro.

Nessa estratégia trataremos apenas das opções de compra, que também são conhecidas no mercado como call.

Podemos ser dois "personagens" diante da mesma opção:
  • o titular, ou comprador da opção, que é o investidor que paga para ter o direito sobre o ativo objeto;
  • ou o lançador, ou vendedor da opção, que é o investidor que recebe o prêmio (ou o valor da opção) que assume o compromisso de entregar o ativo na data futura determinada se o titular assim quiser.
A estratégia de venda coberta, portanto, consite em:
  • Lançar uma CALL (ou seja, o investidor será o vendedor da opção) para cada ativo que se tenha na carteira, ou que se compre no mercado;
  • A premissa desta operação é “abrir mão” de parte dos lucros na alta em troca de remuneração imediata no mercado “de lado” ou “em queda”;
  • Para investimento de longo prazo, o importante é a solidez da empresa, o preço médio não tem importância.
Essa estratégia, para a maioria dos investidores, é considerada a mais conservadora em bolsa e, dependendo do momento em que é realizada, pode facilmente superar as taxas do mercado de renda fixa que tem como referencial o CDI, por exemplo.

Quais são seus objetivos? São dois: rentabilizar suas ações e proteger suas ações para uma eventual queda.

A estratégia é executa da seguinte maneira, por exemplo:

  1. Compramos o ativo no mercado à vista: 1000 VALE5 a R$ 38,00
  2. Vendemos (lançamos) no mercado de opções: 1000 VALEK36 a R$ 4,00 (opção de compra)
  3. Seu custo da operação passa de: R$ 38.000,00 para R$ 34.000,00

Veja o exemplo da operação abaixo:
Você fica protegido até uma eventual queda no preço das ações para R$ 34,00, já que esse é seu novo preço de compra.

Sendo exercido na operação você já sabe quanto ganhará (no caso, R$ 4,00).


Cenários
Preço da ação sobe para mais de R$ 36,00:
Você é exercido, vende cada ação por R$36,00

Preço da ação fica entre 34,00 e 36,00:
Você fica com o prêmio das opções e não é exercido

Preço da ação cai para 30,00:
Você não é exercido, seu prejuízo começa apenas quando o preço vai abaixo de R$ 34,00, diferente da compra a vista, que lhe daria prejuízo quando o preço fosse abaixo ou igual de R$ 38,00

Concluindo: no mercado de ações podemos, tranquilamente, obter rentabilidades melhores que no mercado de renda fixa com um nível de segurança relativamente alto.

Se essa operação for feita todos os meses, pode-se dizer que, aos poucos, o investidor vai aumentando seu patrimônio por agregar os prêmios recebidos ao montante.